sexta-feira, 24 de julho de 2015

.: Muse, de volta ao som básico, por Luiz Gomes Otero

Por Luiz Gomes Otero
Em julho de 2015

A banda britânica Muse é bem conhecida do público que curte rock alternativo. E parece que os integrantes resolveram retomar as origens dos tempos de "garage rock" com "Drones", o sétimo álbum do grupo, que já vem obtendo boas críticas no exterior.

O grupo formado por Matthew Bellamy (vocais, guitarra e teclados), Christopher Wolstenholme (baixo e vocais) e Dominc Howard (bateria) trouxe uma espécie de trabalho conceitual, sem perder a essência da sonoridade da banda, que realizou alguma experimentações nos trabalhos anteriores. Esse disco tem um toque de mainstream, com influências de bandas dos anos 80. Logo na primeira faixa, "Dead Inside", nota-se um pouco de Duran Duran no arranjo.

Bellamy disse no Twitter que o álbum tinha a ver com a jornada de um humano, do abandono e perda da esperança até a sua doutrinação pelo sistema como um drone humano, até a eventual deserção contra os seus opressores. 

Apesar de o tema ser pesado, as faixas funcionam individualmente. "Psycho", por exemplo, tem um riff forte e interessante que funciona muito bem nos shows ao vivo. "Mercy" conta com os teclados que mostram a influência do pop rock dos anos 80. 

Algumas faixas são intercaladas por trechos de discursos do presidente americano John Kennedy e por um oficial militar, bem no clima sombrio que o tema se propõe. A balada "Aftermath" traz um pouco da competência dos britânicos para produzir um rock de qualidade.

"Drones" é um ótimo álbum que merece ser conferido por quem curte um som mais alternativo, longe de concessões comerciais. O trio parece mesmo ter se rebelado contra  o estado atual do sistema e buscou fazer aquilo que sabe fazer de melhor: rock básico e com qualidade.

"Dead Inside"


"Psycho"

"Mercy"
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