quarta-feira, 7 de outubro de 2015

.: Pior que a urina de Mara na piscina, é apontá-la em rede nacional


Por Helder Miranda
Em outubro de 2015

Atire a primeira pedra quem nunca fez xixi na piscina. Agora imagine tornar esse o motivo para fazer um linchamento em rede nacional. Foi isso o que aconteceu na votação da última terça-feira, em "A fazenda". Uma coisa é certa: Mara continua sendo a protagonista absoluta da competição.  

Os argumentos foram tão pífios, e estavam tão ligados às picuinhas das mulheres da casa, que só mostrou uma coisa: elas estavam coletando argumentos para votar na ex-apresentadora infantil e cantora gospel. As justificativas foram as mais baixas possíveis - xixi na piscina, cocô na privada (não foi dito com todas as letras, mas só faltou), menstruação exposta no banheiro...

Foi a maior queimação de filme, ironicamente menor para a pessoa que tentaram atingir. Mara, que manteve a linha. Foram ridículos os argumentos de Rebeca Gusmão (nadadora, hum, duvido que ela nunca tenha urinado na piscina), Li (a ex-Rouge que desmentiu Mara quando esta falou que o “amarelinho” era de um produto. “Fez xixi, sim”, denunciou como se estivesse no primário de uma escola de educação infantil), e Veridiana, a “Zé-ninguém” que encontrou na tentativa de embates com Mara Maravilha uma maneira de tentar aparecer na edição, que foi ladeira abaixo na argumentação. 

Bastavam justificar que não gostavam dela, que Mara teria problemas de convivência e com higiene sem precisar entrar nos detalhes, que no passado era #TeamAngélica e Mara supostamente teria feito macumba para a loira, sei lá... Mas não dedurar, sejam os apontamentos verdadeiros ou falsos, o que ela faz ou deixa de fazer na privada, ou fora dela. Livrar alguém de um constrangimento, é, minimamente, uma questão de caráter.

As idiotices das participantes foram lançadas e, pelo efeito contrário ao que queriam, com que o público tivesse ojeriza dela, fizeram de Mara Maravilha uma vítima, quando nem tão vítima ela era. E o público costuma abraçar as vítimas. É chata? Com certeza! Mas muito menos do que um ator de “Malhação” cheio de si e em início de carreira que só meia dúzia de adolescentes sabe quem é. E esse pessoal é tão sem-vergonha que discute de igual para igual com uma pessoa realmente famosa, sendo que ninguém sabe quem é, e está ali justamente para suprir a cota de estereótipos que os programas de confinamento agregam. 

Mara não deu a menor bola, ponto para ela. Mas naquela situação não foi apenas atacada a participante de “A Fazenda”, mas também a filha de alguém, a namorada, a amiga, a patroa, o ídolo (independente de entrar no mérito de quem são as pessoas que a idolatram). A vitória de Mara nesse embate se fez porque ela não agiu como semelhante às pessoas que, despudoradamente, atiravam as intimidades dela em um programa de repercussão nacional, e este é o ponto.

Quem define a moral de Mara, e de qualquer outro participante, é o público, não os outros que disputam com ela a premiação. Quem define o limite do que quer assistir é o telespectador, não os competidores. Por isso, os adversários, entre si, não podem ditar o que qualquer um deles pode ou não fazer. Aliás, todos podem fazer tudo, mas nem tudo convém a todos. 

Na lista de possíveis participantes desde sempre, Mara é necessária para o bom andamento do programa. É tão esperta quanto Thiago Servo, pois, supondo que ele é forte após ter voltado de uma berlinda, tratou de se aliar a ele que, sabendo que ela é o nome mais conhecido da competição, aceitou a aliança de bom grado. A má notícia é que Mara está na roça. A boa, é que Maravilha, que pode disputar a preferência tanto com Marcelo Bimbi quanto com Edu K, volta com qualquer um dos dois. Particularmente, prefiro que ela volte com Bimbi, pois, assim, o tombo de Veridiana será ainda maior.

Expor Mara daquele jeito, e a qualquer outro que estivesse no lugar dela, agride o bom gosto e o bom senso. Educa ao contrário essa falta de limites, pois os participantes que lançaram mão de argumentos tão mesquinhos para colocar alguém na berlinda deram a entender que vale tudo na disputa pelos dois milhões de reais. Que disfarçassem melhor!

E a reputação de qualquer pessoa, até mesmo de quem se sujeita a participar de um reality show em que não se tem controle nenhum do que será transmitido, também deve ser sagrada. E é esse senso de ética que separa as pessoas com ou sem caráter, na vida e no jogo.

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