quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

.: #RESENHANDOMAISLIDAS5 "Beatles Num Céu de Diamantes"

Por Mary Ellen Farias dos Santos*
Em julho de 2015 e atualizada em 1º de outubro do mesmo ano

Sabe aquele show em que você vai, sem se iludir muito, mas sai tão diferente -da melhor forma possível- e em pouco tempo pinta aquela vontade imensa de rever? O musical “Beatles Num Céu de Diamantes” é exatamente assim.

Em cartaz no Teatro Folha, prorrogada até 04 de outubro, o show é daqueles que mexem com a emoção até de quem é mais alheio aos sentimentos. No palco, 11 cantores extremamente afinados entram em harmonia com o auxílio de músicos talentosos: Juliana Ripke (piano), Pelé Nascimento (Bateria) e Noa Stroeter (Baixo acústico)

Durante o show, caso não deixe escapar algumas lágrimas, a dica é a de conferir se alguns de seus "vizinhos" de poltrona não estão chorando. Caso escape ileso desta emoção incrível, certamente ficará arrepiado ao testemunhar as vozes do elenco atuando em perfeito equilíbrio. Encenação? Não é preciso muita, pois a ordem das músicas compõe a narrativa com perfeição.

“Beatles Num Céu de Diamantes” é iniciado pela canção “Lucy in the Sky with Diamonds”, gravada pelos Beatles na década de 1960, a qual é referência do título do espetáculo. “Diz a lenda que as iniciais dessa música remetem ao LSD. Queríamos um titulo psicodélico para o espetáculo”, explica o diretor Charles Möeller. Já o desfecho -deixando um gostinho de quero mais- acontece com a música "All You Need is Love". Enfim, para ver e rever. Imperdível!


Sobre o espetáculo
 “Beatles Num Céu de Diamantes” está na 7ª temporada, desde quando estreou em janeiro de 2008, no Rio de Janeiro. Desta forma, é o mais longevo musical produzido pela M&B (Charles Möeller e Claudio Botelho), inicialmente criado por encomenda do Sesc para ser um evento de três semanas.

Somando plateia com mais de 350 mil pessoas em turnês nacionais e na Europa, a montagem passeia pela obra do quarteto de Liverpool com sucessos como “Yesterday”, “Let it Be” e “Strawberry Fields Forever”.

Os diretores apostaram em uma ousada releitura das músicas do aclamado grupo britânico. A guitarra foi tirada da instrumentação e no seu lugar se destacaram as palavras. Nesta reinterpretação de Beatles há salsa, tango, bolero, bossa nova e música folclórica.

Canções da MPB também são citadas no musical, como “Cais”, de Milton Nascimento e Ronaldo Bastos, que aparece no meio de “While My Guitar Gently Weeps”, e “Assum Preto”, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, que embala a belíssima “Blackbird”.

Os arranjos da montagem, renderam o Prêmio Shell de Música ao espetáculo. “Queríamos teatro musical, e não um cover que existe a cada esquina. O Jules Vandystadt, do elenco original e arranjador vocal, genialmente entendeu o espírito e desconstruiu tudo”, explica Charles Möeller.

Considerado o marco da contracultura, o disco “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” mudou –ou inventou– o conceito pop, desde a concepção da capa ao conteúdo e sua repercussão cultural. “Os Beatles tinham essa capacidade de reinvenção e negação. E nosso espetáculo também tem essa capacidade”, afirma Charles Möeller.

Sobre a Conteúdo Teatral:
O grupo empresarial paulista Conteúdo Teatral atua há mais de treze anos em duas vertentes: gestão de salas de espaços e produção de espetáculos. Como gestora é responsável pela operação do Teatro Folha, no Shopping Pátio Higienópolis, em São Paulo, e do Teatro Amil, no Parque D. Pedro Shopping, em Campinas. Essa frente conta com direção artística de Isser Korik e direção comercial de Léo Steinbruch, programando espetáculos para temporada em regime de coprodução. No período de atuação da empresa, ao todo, as casas somam 2 milhões de espectadores. Como produtora de espetáculos, viabilizou dezenas de peças para os públicos adulto e infantil, como “Gata Borralheira”, “Cinderela”, “Os Saltimbancos”, “A Pequena Sereia”, “Grandes Pequeninos” e “Branca de Neve e os Sete Anões” para as crianças. Para os adultos foram realizadas, entre outras montagens, “A Minha Primeira Vez”, “Os Sete Gatinhos”, “O Estrangeiro”, “O Dia que Raptaram o Papa”, “Dez Encontros” e a trilogia “Enquanto Isso...”, além de projetos de humor – como “Nunca Se Sábado...” –, e o musical “Um Violinista no Telhado”.

* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista. Twitter: @maryellenfsm 
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