quinta-feira, 17 de março de 2016

.: "House of Mãe Joana", com Lula e Dilma Roussef - melhor que a série

Por Helder Miranda
Em março de 2016

“Por estes dias, é difícil entender porque ainda há pessoas que se interessam por ‘House of Cards’. Elas não acompanham as notícias da política brasileira?”, comparou, sábado passado, o jornal alemão "Die Ziet" sobre a série citada do Netflix, uma recontagem moderna de “Macbeth”, de William Shakespeare, e a cena atual. 

Acontece, que nesta semana histórica, tudo acontece em uma velocidade em que os fatos recentes, como o daquele afamado “Ministro que foi sem nunca ter sido” ficam ultrapassados. 

De qualquer maneira, é hora de reagir e lutar cada vez mais pelo Brasil, país que anda tão carente de novos heróis. O ex-presidente Lula, que até pouco tempo era visto por alguns como o "defensor de pobres e oprimidos" não resistiu à verdade, que sempre aparece, e finalmente tirou a máscara para se mostrar um vilão, ainda não visto por alguns poucos que não querem enxergar...

Acreditar que ele é o único corrupto, e que a oposição não é tão suja quanto ele, é ingenuidade. Mas aceitar ser o “Chefe da Casa Civil”, com status de primeiro ministro para fugir das investigações do juiz Sérgio Moro, além de ser um deboche à voz das manifestações das ruas no último domingo, 13 de março, assinala a culpa que ele tem no cartório. Tentou juntar o útil ao agradável: além de se desvencilhar das investigações, ainda articularia contra o impeachment da presidente Dilma Roussef, uma vergonha!

Esta, por sua vez, quando nomeou Lula como o Ministro Chefe da Casa Civil, renunciou. Enquanto falava gaguejando no comunicado oficial (onde estava aquela mulher altiva, cheia de empáfia?), só esqueceu de dizer ao povo com todas as letras que assim o fez, renunciou. Como fica agora, com a nomeação anulada? É claro que Dilma continuará a "Presidente Figurativa da República", a mesma dos discursos “sem pé nem cabeça” que todos conhecem, ou nem isso mais, porque tende a desaparecer. 

Mas o que ela tentou fazer foi uma maneira de renunciar à própria autoridade como presidente, passando o bastão a quem quer ser visto como o “Salvador da Pátria” e que talvez passe a falar cada vez mais (ele é bom de discursos). O intuito era o de “recuperar” a economia, com a hipótese mais coerente de tirar as reservas nacionais e injetar nesse país quebrado. Depois, ser reeleito, afundando ainda mais esse submarino que só parece descer.

Tudo leva a crer que a publicação germânica não sabe da missa a metade: embora a ficção seja baseada no que é real, a vida está vários passos além da ficção.
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