segunda-feira, 18 de julho de 2016

.: "Cinema Explícito": Rodrigo Gerace lança livro no Sesc Santos

O sociólogo Rodrigo Gerace vem a Santos no sábado, dia 23 de julho, para apresentar o livro "Cinema Explícito: Representações Cinematográficas do Sexo", lançado pelas Edições Sesc e Editora Perspectiva. Público poderá participar de workshop com o autor, com exibição de trechos de filmes e debate às 14h30. Em seguida, às 18h, lançamento e bate-papo na Loja Sesc da unidade de Santos. E ainda, no sábado, às 19h30, exibição do filme "Shortbus". 

No livro "Cinema Explícito", o autor faz uma genealogia das representações do sexo no cinema, do período silencioso ao contemporâneo, abordando da pornografia no cinema mudo até as vanguardas artísticas, do cinema experimental ao underground, das pornochanchadas ao cinema marginal brasileiro, do cinema queer às pornografias alternativas, do circuito independente à estilização do sexo no cinema de autor, que politizou e escandalizou o desejo por meio de narrativas ora transgressoras e libertárias, ora confinadas em discursos normativos sobre sexo. Estabelece desse modo uma análise crítica de filmes que embaralharam temas tabus, da política ao erotismo e suas metáforas, provocando as obscenidades das épocas em seus efeitos estéticos e ideológicos. 

Rodrigo Gerace percorre temas e questionamentos que vão do realismo cinematográfico às questões metafóricas pelas quais o discurso sexual se destrincha nas narrativas fílmicas. “Todo sexo é explícito? (...) O que estamos chamando de sexo? Toda representação explícita do sexo é pornográfica, transgressora? Qual a função política da obscenidade?” são algumas das questões levantadas pela publicação. Nessa direção, Gerace faz uma análise fundamentada das abordagens do sexo elaborada por cineastas desde o “primeiro cinema”, de Thomas Edison a Albert Smith, até o cinema contemporâneo, mergulhando em obras de vários artistas e cineastas que flertaram com a “imaginação pornográfica”, como Pier Paolo Pasolini, Lars von Trier, Luís Buñuel, Pedro Almodóvar, Andy Warhol, entre tantos cineastas brasileiros e estrangeiros.

Rodrigo Gerace é sociólogo, com mestrado e doutorado em Cinema. Pesquisador, crítico e professor, redigiu a dissertação "O Cinema de Lars von Trier: Dogmatismo e Subversão" (UFMG, 2006) e a tese "Cinema-explícito: Representações Cinematográficas do Sexo", na Universidade Federal de Minas Gerais, com estágio na Universidade Nova de Lisboa/Portugal, em 2011. Possui diversos artigos publicados em jornais e revistas, além de ensaios acadêmicos em cadernos de pós-graduação. Atualmente trabalha na Gerência de Ação Cultural do Sesc SP como assistente na área de cinema.

Serviço:
Cinema e vídeo
workshop
"O Sexo Cinematográfico"
Como o cinema representou o sexo com diferentes propósitos estéticos, políticos e narrativos?Explícito, implícito, simulado, reprimido, censurado, por quais critérios a abordagem sexual é configurada em cena? Com exibição de vários trechos de filmes, o debate parte deste questionamento para analisar a história do cinema, do mudo ao contemporâneo, do circuito independente europeu ao brasileiro, de Hollywood às experimentações alternativas. Com Rodrigo Gerace (SP), sociólogo, autor do livro “Cinema Explícito: Representações Cinematográficas do Sexo” (editora Perspectiva/Edições Sesc, 2015).

Inscrições na Central de atendimento: maiores de 18 anos interessados na linguagem audiovisual, história, cinema e sexualidades. Carga horária: 3 horas. Em seguida haverá o lançamento do livro.
Teatro. Não recomendado para menores de 18 anos.
Grátis. Sábado, 23 de julho, das 14h30 às 17h30

Para cinéfilos, estudantes e apaixonados por cinema, na Loja Sesc, das 18h às 19h, haverá o lançamento da obra "Cinema Explícito: Representações Cinematográficas do Sexo", com bate-papo com o autor Rodrigo Gerace, que fará um panorama das representações do sexo no cinema - dos stag films no cinema mudo às vanguardas artísticas, das pornografias alternativas ao mainstream à estilização do sexo no cinema de autor, que politizou o desejo por meio de narrativas ora libertárias, ora confinadas em discursos normativos. O autor faz uma revisão crítica das noções de obscenidade, erotismo, pornografia, e sua relação com a moral, a estética e as ideologias. Nota-se, assim, como as interpretações cinematográficas potencializaram os dilemas de cada época, provando que as imagens, das mais desfocadas às mais explícitas, são capazes de fascinar, incomodar e desestabilizar discursos sobre o sexo.

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