domingo, 31 de julho de 2016

.: Mostra de Cinema Japonês: Especial Ko Nakahira até segunda

Pela primeira vez no Brasil, com curadoria da Fundação Japão,  a Mostra de Cinema Japonês: Especial Ko Nakahira apresenta filmes de um dos mais inovadores cineastas do cinema japonês do pós-guerra, precursor da Nouvelle Vague japonesa.

A Fundação Japão, em parceria com o Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB-Rio, apresenta a primeira mostra de longas-metragens do diretor Ko Nakahira no Brasil. Até esta segunda-feira, 1º de agosto, o público poderá assistir aos filmes de um dos mais inovadores cineastas do cinema japonês do pós-guerra, precursor da Nouvelle Vague japonesa. 

Contemporâneo de Nagisa Oshima e assistente de Akira Kurosawa, Ko Nakahira se notabiliza por suas obras tanto de entretenimento quanto de vanguarda, como acontece com “Paixão Juvenil”, sua produção de estreia, que recebeu elogios consideráveis do diretor francês François Truffaut.  A Mostra Especial Ko Nakahira, com curadoria da Fundação Japão, apresenta oito títulos, todos em película, com entrada franca. 

Um dos principais mestres atuantes na época dos Jogos Olímpicos do Japão, lançou três de seus filmes em 1964. A mostra reúne filmes com temas relacionados a juventude, ação, comédia, suspense e trabalhos mais literários do universo de Nakahira e será uma oportunidade única e rara de se debruçar no cinema desse cineasta japonês ainda pouco conhecido no Brasil, mas de fama internacional.

A retrospectiva faz parte de três atividades propostas pela Fundação na cidade do Rio de Janeiro, que incluem a exposição “A Emergência do Contemporâneo: a Vanguarda no Japão, 1950 – 1970”, no Paço Imperial, e o Concerto POP: Olha pro Céu - Look at the Sky, no VIVO RIO. Após o Rio de Janeiro, a mostra segue para São Paulo, de 3 a 8 de agosto, no CCBB da capital paulista. 

Ko Nakahira
Filho de um pintor e de uma professora de violino, o cineasta Ko Nakahira nasceu em Tóquio, em 1926. Frequentou a Universidade de Tóquio, mas abandonou o curso para se juntar ao Shochiku Ofuna Studio, onde trabalhou como assistente de direção nos filmes “O Escândalo” e “O Idiota”, de Akira Kurosawa. Mudou-se para a produtora de filmes Nikkatsu, com Shohei Imamura, que à época era assistente de direção. Sua estreia como diretor aconteceu em “Paixão Juvenil”, que recebeu elogios consideráveis do diretor francês François Truffaut. Continuou com uma série de sucessos de bilheteria, tais como “O Cara e Eu”. Em 1968, Nakahira deixou a Nikkatsu para, em 1971, fundar a Nakahira Productions, sob cuja guarida dirigiu “Uma Alma para os Demônios”, indicado à Palma de Ouro no Festival de Cannes. Morreu de câncer de estômago em setembro de 1978, aos 52 anos de idade.

Fundação Japão
A Fundação Japão é uma organização vinculada ao Ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão, estabelecida em 1972. Seu objetivo é promover o intercâmbio cultural e a compreensão mútua entre o Japão e outros países, como o Brasil. Desde 1975 em São Paulo, a Fundação Japão desenvolve em todo o país diversas atividades, com enfoque em três grandes áreas: Intercâmbio Artístico e Cultural, Ensino da Língua Japonesa no Exterior e Estudos Japoneses e Intercâmbio Intelectual.

Anualmente, a Fundação Japão promove diversas atividades culturais, como mostras itinerantes de cinema com temas variados, que vão desde retrospectivas de diretores clássicos japoneses a animes. Os eventos contam com a parceria de instituições públicas, como Consulados e Embaixada, além dos diversos espaços culturais, como o CCBB. 


Programação desta segunda-feira, 1º de agosto
15h - "Jogador Negro" | 1965 | 35mm | 86’ | 14 anos
Elenco: Akira Kobayashi, Manami Fuji
1965/86 min/Colorido - Ação/Aventura
O diretor Ko Nakahira e o astro Akira Kobayashi juntam-se novamente para criar uma obra-prima do cinema. Esta comédia de ação ao estilo de James Bond é o sexto filme da famosa série "O Jogador". Akira dá-nos uma performance estelar, superando sua imagem de "herói tipo lobo solitário" ao encarnar um playboy jogador com sede de vingança. Animado e cheio de ação, este clássico nos lembra por que Akira era conhecido como "O Grande Sujeito". Enredo: Façam suas apostas! Koji Himuro é um mulherengo com talento ímpar para a jogatina. Logo após seu regresso a Tóquio, ele é convidado a uma recepção na Embaixada Souveniana. Mas esta "recepção" é, na verdade, uma operação clandestina de jogo administrada por um sindicato internacional. Enfrentando o ás do carteado Inumaru e sua amante Reiko, Koji mostra-se impecável ao jogar “Sete Pontes”. Ultrajado pela perda, Inumaru ordena que Reiko persiga Koki como uma sombra.

17h - "Plantas das Dunas" | 1964 | 35mm | 95’ | 14 anos
Elenco: Noboru Nakaya, Kazuko Inano
1964 / 95min / PB - Romance
Baseado no romance best-seller de Junnosuke Yoshiyuki, este filme expõe a delicada relação entre três pessoas conectadas por um comportamento sexual cru e chocante. Noboru Nakaya atua no papel de Ichiro, um vendedor comum que se vê cada vez mais imerso numa relação sadomasoquista com Kyoko, uma mulher que sente prazer em ser amarrada. O filme apresenta uma fotografia deslumbrante ambientada em Yokohama. Enredo: o vendedor Ichiro recebe um convite sexual de uma desconhecida em uma cobertura. Ela tem relações sexuais com ele para fisicamente machucar sua irmã, Kyoko, que frequenta hotéis com homens em plena luz do dia. Intrigado, Ichiro vai atrás de Kyoko e é imediatamente submerso num relacionamento não-natural pelo desejo sexual masoquista de Kyoko. Porém, suspeitas surgem de que Kyoko talvez seja filha de um caso do pai de Ichiro com uma gueixa, desencadeando em Ichiro um desejo de infligir mais dor em Kyoko como forma de lidar com a raiva que sente do pai.

19h - "Apenas às Segundas" | 1964 | 35mm | 94’ | 14 anos
Elenco: Mariko Kaga, Akira Nakao
1964/94 min/PB - Drama
Filme-epítome do estilo cinematográfico avant-garde dos anos 1960. Saudada justificadamente como uma das mais encantadoras atrizes a figurar nas telas à época, Mariko Kaga desempenha o papel de uma jovem promíscua de 18 anos. "Apenas às segundas" é um filme altamente aclamado, que contribuiu consideravelmente para a era "new wave" da Nikkatsu. O enredo: Yuka vivia em uma cidade onde os limites entre respeitabilidade social e atividade ilegal eram esfumados. Era adepta da vida noturna: bebendo e dançando a noite toda, cuidando de clientes estrangeiros à procura de "diversão". Sexo com estranhos não a incomodava; ser incapaz de satisfazer seu amante/chefe sim. Para tanto, ela estava disposta a fazer praticamente qualquer coisa. 

Mostra Especial Ko Nakahira
Todos os filmes em película
Centro Cultural Banco do Brasil - CCBB Rio de Janeiro
Cinema I: capacidade 102 lugares
Ingressos  gratuitos -  Necessário retirar senha uma hora antes de cada sessão.
Classificação indicativa:  14 anos
Rua Primeiro de Março, 66 – Centro
Outras informações: (21) 3808-2020

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