terça-feira, 13 de setembro de 2016

.: Hamilton de Holanda, o “Jimmy Hendrix do bandolim”, em Santos

O músico Hamilton de Holanda se apresenta neste domingo, a partir das 18h, no Instituto Arte no Dique, durante a segunda edição do festival "O Som das Palafitas". A entrada é gratuita e o show de abertura será do Clube do Choro.  

Com patrocínio do Porto de Santos, a niniciativa visa propiciar às pessoas que vivem em área de vulnerabilidade e não possuem maior acesso à cultura, a chance de ver grandes nomes da música brasileira de maneira gratuita e perto de Em 1º de maio o projeto recebeu shows de Armandinho Macedo e Luiz Caldas. 

“Jimmy Hendrix do Bandolim”
Hamilton de Holanda começou a tocar aos cinco anos e hoje, 18 anos depois de adicionar duas cordas extras, dez no total, reinventa o bandolim mundial e liberta o emblemático instrumento brasileiro do legado de algumas de suas influências e gêneros. Nos EUA, a imprensa logo o apelidou de “Jimmy Hendrix do Bandolim”.

Aos 40 anos, 35 anos de carreira profissional, imprime sua assinatura em sua maneira de tocar. O aumento do número de cordas e decibéis, aliados à velocidade de solos e improvisos, inspira uma nova geração e um novo som. Se é jazz, samba, rock, pop, lundu ou choro, não mais importa.

A busca de Hamilton não é pelo novo, e sim por uma música focada na beleza e na espontaneidade. Diante dele, existe um novo mundo cheio de possibilidades. Seu norte é “Moderno é Tradição”, e o importante não é passado, nem futuro, mas sim, a intercessão entre esses dois, onde se confundem, o momento presente, o “é” aqui e agora.

Hoje, Hamilton é um músico com estilo único. Passeia por diversos gêneros tendo o bandolim como aglutinador de ideias. O Choro é sua primeira referência, seu primeiro repertório era composto por músicas de Pixinguinha, Jacob do Bandolim, Ernesto Nazareth, entre outros. Cresceu ouvindo, também, muito samba, frevo e bossa nova. A Música Popular Brasileira é a matriz desde o início. Sua paixão e comprometimento com a música brasileira é tão grande que, a partir de sua iniciativa, no ano 2000 foi criado o Dia Nacional do Choro, que é comemorado todo dia 23 de abril, data de nascimento de Pixinguinha.

Em sua trajetória consta o prêmio de melhor instrumentista por unanimidade, na única edição e nas duas categorias - erudito e popular, do Icatu Hartford de Artes 2001, permitindo-lhe viver em Paris por um período de um ano, dando asas internacionais ao seu trabalho. Em janeiro de 2005 no Midem, principal feira de música do mundo, fez o show de lançamento oficial das comemorações do ano do Brasil na França e conquistou com “1 byte 10 cordas”, primeiro CD de bandolim 10 solo do mundo, o restrito título CHOC da mais importante publicação europeia de música “Le Monde de la Musique”. Hamilton carinhosamente recebeu da imprensa francesa o título de "Príncipe do Bandolim", da Brasileira – Revista Bravo – “Rei” e de nomes como Hermeto, Maria Bethania, Djavan, Ivan Lins e João Bosco, citações como "Um dos melhores músicos do mundo".

Hamilton participou de importantes solenidades, no Brasil e no Mundo, sendo convidado a tocar para presidentes e autoridades. Com uma carreira internacional solidificada, o bandolinista vem se apresentando em diversos eventos e festivais de grande importância. Já dividiu o palco com John Paul Jones (Led Zepellin), ChuchoValdes, Stefano Bollani Richard Galliano (melhor acordeonista do mundo), Richard Bona, Bella Fleck and the Flecktones além de uma noite singular com os músicos do Buena Vista Social Club. Consta também na sua discografia participações especiais nos Cds/Dvds de Maria Bethania, Djavan, Richard Galliano, Cesaria Évora, Beth Carvalho, Diogo Nogueira, Zélia Duncan, Dona Ivone Lara, Ivan Lins, João Bosco, entre outros.

O bandolinista foi diversas vezes nominado ao Latin Grammy, sendo premiado na edição de 2015 (16º) na categoria Melhor Canção Brasileira com “Bossa Negra”, parceria com Diogo Nogueira e Marcos Portinari. Oito de seus discos configuram nas listas de indicações do prêmio: "Brasilianos" (entre os melhores discos instrumentais no Latin Grammy 2007), "Brasilianos 2" (entre os melhores discos de Jazz de 2008), "Luz da Aurora", parceria com Yamandú Costa (indicado ao Melhor Disco Instrumental de 2010), "Brasilianos 3" (nominado nas categorias Melhor Disco Instrumental e Melhor Engenharia de Som de 2012), "Hamilton de Holanda Trio" (indicado entre os melhores discos de música Instrumental na edição de 2013), "Caprichos" (nominado ao Grammy de 2014 como Melhor Disco Instrumental), "Bossa Negra" (nominado Melhor Disco de Samba/Pagode de 2015 e nominado e premiado Melhor Canção Brasileira de 2015) e "Baile do Almeidinha" (nominado ao Latin Grammy 2015 como Melhor Engenharia de Som).

Entre os inúmeros prêmios que recebeu, Hamilton acumula o recorde de 11 vezes consagrado no Prêmio da Música Brasileira em diferentes categorias. Recentemente foi indicado ao alemão ECHO JAZZ, entre os melhores instrumentistas de jazz do mundo. Com o Quinteto Brasilianos, além de três vezes indicado ao Latin Grammy, foi vencedor do prêmio TIM, do Prêmio da Música Brasileira e da Revista Jazz+, como o melhor grupo e Hamilton de Holanda o melhor performer.

Em constante produção, Hamilton enfileira 28 lançamentos. Em 2016, comemora 10 anos de seu premiado Quinteto Brasilianos. Atualmente, se apresenta com o Hamilton de Holanda Trio, formado com Thiago da Serrinha (percussão)  e André Vasconcellos (Contrabaixo), com O Trio Mundo, com Guto Wirtti (Contrabaixo) e Marcelo Caldi (acordeon e piano), e em duo com o pianista italiano Stefano Bollani. Em abril, é a vez de estrear "Samba de Chico", uma homenagem ao centenário do gênero com sambas de Chico Buarque. O trabalho traz a participação do compositor, da cantora catalã Silvia Perez e do italiano Bollani. E no ano que Hamilton de Holanda comemora seus 40 anos de vida, podem esperar muita música, encontros e novas produções.

Sobre o Instituto Arte no Dique
O Instituto Arte no Dique desenvolve trabalho sócio cultural com a população do Dique da Vila Gilda na Zona Noroeste de Santos. Tem a missão de oferecer oportunidade de transformação e desenvolvimento humano e social a crianças, adolescentes, jovens e adultos através da participação da comunidade em ações educativas, de geração de renda, meio ambiente e valorização da cultura popular da região.

Em novembro de 2002, o projeto foi lançado em parceria com o Instituto Elos Brasil, Grupo Cultural Olodum da Bahia e grupo de moradores do Dique, conquistando a partir de então, o apoio de vários setores da sociedade como a Prefeitura Municipal de Santos, a COHAB, o Ministério da Cultura, o Santos Futebol Clube, SESC, SESI, ONG’s e empresas a exemplos da Sabesp e Grupo Libra que, desde o início patrocinou as atividades iniciais e atualmente é a mantenedora do Instituto.

O projeto é desenvolvido numa das regiões de maior vulnerabilidade social da cidade, com uma população de 22 mil habitantes vivendo em condições precárias, em palafitas à beira do mangue, sobre o Rio Bugre.

Com a participação efetiva da comunidade e a contribuição dos diferentes setores da sociedade  o que poderia parecer impossível está acontecendo. Atualmente, a instituição oferece oficinas de percussão, dança, capoeira, teatro, customização,  costura e inclusão digital, atendendo mais de 600 pessoas da região.

Serviço
Festival "O Som das Palafitas" - 2ª edição
Domingo, 17 de setembro, às 18h
Com Hamilton de Holanda
Abertura: Clube do Choro
Instituto Arte no Dique - Rua Brigadeiro Faria Lima, 1349, Rádio Clube - Santos/SP
Gratuito

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