terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

.: Afinal... a alegria diminui a produtividade?

Por Tarsia Gonzalez, em fevereiro de 2017.

Durante muito tempo, trabalho duro, produtividade e resultados foram algo totalmente dissociados de um dia a dia alegre e de um propósito de vida. Mas essa realidade mudou e cada vez mais os gestores se conscientizam de que pessoas felizes produzem mais. 

O que é alegria para você? Para mim, é um estado de satisfação extrema, um sentimento único e pessoal. Um dos meus momentos mais alegres é estar com meus dois filhos, juntos, de preferência de frente para o mar. Mas temos várias formas de sentir alegria e quanto mais você se conhece, mais chances tem de viver a sua própria alegria e não a do outro.

Ninguém é alegre o vive este estado 24 horas por dia, todos os dias do ano. Temos momentos alegres, mas que são cíclicos, na vida de qualquer ser humano, e caso esse estado “alegre” seja constante, pode até ser uma patologia. Entretanto, se soubermos dosar momentos alegres de momentos considerados comuns, nos tornaremos pessoas felizes. E felicidade, ao meu ver, nos torna mais ativos e produtivos.

Não entendo que ser uma pessoa alegre seja menos produtivo, ao contrário, ter no ambiente de trabalho pessoas “alto astral” traz para a organização um dia a dia mais descontraído. O profissional alegre, normalmente, tem a capacidade de perceber os problemas de uma forma mais saudável, com uma capacidade maior de enxergar soluções e resolver problemas.

Enquanto o pessimista acredita que o mundo vai acabar, a pessoa alegre acredita que aquele desafio é apenas um momento, que vai passar e nos trazer conhecimento e experiência. Foi-se o tempo em que os gestores queriam pessoas “sérias” o tempo todo, focadas apenas no resultado final de suas atividades. Hoje, vivemos uma época em que ter colaboradores felizes é um dos ativos da empresa que, além de conquistar resultados, também conquista as pessoas.

Sobre Tarsia Gonzalez
Aos 13 anos, seu sonho era comprar um par de sapatos de salto. O pai disse que, para isso, ela precisaria trabalhar, mas o sonho do sapato foi apenas o estopim para uma carreira sólida, que começou aos 16 anos e resultou na ampliação da empresa, com foco especial na satisfação de seus funcionários, e na presidência do Conselho Administrativo, função que ela desempenha com o talento, foco em resultados sem deixar de lado o coração. Formada em psicologia, Tarsia aprendeu na prática como é alavancar sucessos e deseja levar essa experiência a outras empresas: “meu objetivo é levar o olhar sobre as diferenças e contribuir com minha experiência para que outras companhias possam atingir o nível de governança necessária para o seu sucesso”.

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