sábado, 15 de abril de 2017

.: Filme "A Cabana" é uma bobagem e parece longa de "Os Trapalhões"

Por Helder Miranda, em abril de 2017.


"A Cabana", filme baseado no romance de William P. Yong é uma bobagem. E deve ser apagado do currículo de Octavia Spencer, cuja participação nessa constrangedora produção só se justifica se ela ser fã do best-seller. 

Nitidamente, foi um filme feito para a televisão que teve a sorte de ir para o cinema pelo apelo comercial do livro, que vendeu como água por onde foi lançado - só no Brasil foram 4 milhões. Isso só se justifica pela carência de pessoas em receber mensagens que tragam algum otimismo. 

Mas o filme, que é sobre perdão, só consegue ser ridículo. Na reconciliação entre pai e filho, quando o pai, já morto, aparece na mesma tonalidade do filtro magenta no Instagram, ou quando o assassino de uma criança pequena aparece na forma de uma joaninha e recebe o perdão. 


Sem contar as frases piegas que pincelam o filme inteiro, demonstrando que o filme deve ter sido fiel ao livro, afinal, é autoajuda. Alice Braga é um capítulo à parte. Recusa papéis importantes na TV brasileira, mas submete-se a qualquer porcaria norte-americana. Vê-la enquanto falava com seriedade uma série de obviedades remeteu à fada de "Pinóquio", de vestido bufante azul, animação da Disney de 1940. Mas parecia mesmo uma cena de algum filme de "Os Trapalhões" perdido no tempo.

Sobre o autor
Helder Miranda é editor do portal Resenhando há 12 anos. É formado em Comunicação Social - Jornalismo e licenciado em Letras pela UniSantos -Universidade Católica de Santos, e pós-graduado em Mídia, Informação e Cultura pela USP. Atuou como repórter em vários veículos de comunicação. Lançou, aos 17 anos, o livro independente de poemas "Fuga", que teve duas tiragens esgotadas.




Sobre o Cine Roxy: Em oito décadas, o Roxy é caso raro de cinema que acompanhou a transformação da maneira de se exibir um filme: dos primeiros e grandes rolos de película ao sistema digital. A rica trajetória se deve à perseverança e o senso empreendedor da família Campos: de pai para filho, chegou ao atual diretor do Roxy, Antônio Campos Neto, o Toninho Campos. A modernização, aliada à tradição, transformou o Roxy no principal cinema do litoral paulista, fato que rendeu a Toninho o Prêmio ED 2013 na categoria Exibição -Destaque Profissional de Programação, considerado o principal do país nos segmentos de exibição e distribuição. E o convite para ser diretor cultural do Santos & Região Convention Visitors Bureau.


 Trailer de "A cabana"

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