sábado, 8 de julho de 2017

.: Simone Kopmajer – talento e simpatia a toda prova

Por Luiz Gomes Otero*, em junho de 2017.

Na estrada da música desde 2004, a jovem cantora austríaca Simone Kopmajer vem divulgando seu mais recente disco, o excelente Good Old Times, um trabalho que vem conquistando a crítica especializada pela ótima produção musical, baseada no jazz e com toques de nossa bossa nova. Sim, ela conhece nomes consagrados do Brasil (como Tom Jobim e Elis Regina) e demonstra estar sempre aberta para conhecer os novos sons que surgem aqui e no Velho Continente. Em entrevista concedida para o Resenhando, ela fala como foi o seu início de carreira e comenta sobre o atual panorama da música na Europa, entre outros assuntos. Confira.

Como foi o seu início na carreira musical?
Comecei a tocar piano aos 8 anos de idade e cantando com meus pais quando tinha 12 anos. Cantar foi sempre meu primeiro amor e então comecei a estudar canto de jazz na Universidade de Música e artes dramáticas em Graz, na Áustria, quando tinha 15 anos. Depois de me formar no ensino médio, obtive uma bolsa para Nova York e logo tive a chance de gravar Meu primeiro álbum, o Moonlight Serenade. Tive a sorte de conhecer o dono do Jazz Club, Heidi Deleuil, que se tornou meu gerente. Então eu fiz turnês pelos EUA. Os álbuns também ficaram muito populares na Ásia e começamos a fazer vários shows lá.


Você também inclui canções pop em novos arranjos em seus discos. Como se desenvolve o processo de elaboração desses seus trabalhos?
Estudei piano clássico e amei a música clássica. Quando adolescente, escutei muita música pop e soul como Aretha Franklin, Stevie Wonder, mas o jazz me influenciou mais. Eu amo ouvir diferentes tipos de música e sempre escolho músicas que são importantes para mim. Muitas músicas foram apresentadas quando eu era criança por meus pais, porque costumavam ouvir músicas dos Bee Gees, Neil Young, Herb Alpert, The Beatles. Toda produção é diferente, eu sempre escolho músicos com quem amo trabalhar e que compartilham minha visão e gosto musical. Escolhemos as músicas (produtor e eu), trabalho em conjunto com o pianista e depois começamos a gravar. No "Good Old Times" trabalhamos quase um ano. E estou muito orgulhosa do resultado. Espero que as pessoas sintam a alegria que foi gravar este disco.


Ouvindo esse disco ("Good Old Times"), nota-se uma influência direta da Bossa Nova. Você conhece a música brasileira?
Eu amo cantar Bossa Nova. Em meus shows sempre procuro colocar de duas a três canções nesse tipo de estilo. É um tipo maravilhoso de compor e cantar. Eu escuto muito Astrud Gilberto, Antonio Carlos Jobim e Elis Regina. Amo a música de seu País.


"Till There Was You", que foi hit dos Beatles, ganhou uma roupagem jazzística. De quem foi a ideia?
Eu tive a ideia da linha de baixo. E o baterista Reinhardt Winkler apareceu com a batida. Então começamos a gravar. O pianista Paul Urbanek colocou então o verdadeiro estilo de jazz nessa gravação.


Como está a cena musical na Europa?
É um cenário muito independente e positivo. Diferentes culturas estão influenciando a cena e o estilo da música e muito do crossover jazz está acontecendo. É muito original.


Como você avalia o uso da internet para a música?
Eu acho que as mídias sociais são boas para promover sua música e obter uma gama mais ampla de pessoas. Mas também estou triste com os downloads ilegais.


Você pretende cantar no Brasil no futuro?
Eu gostaria muito de ir para o Brasil algum dia. Muito obrigado por apoiar a minha música e espero conhecer vocês todos um dia!


"Tea For Two"


"Love Will Keep Us Alive"

 - "How Deep Is Your Love"

"Reality"

*Luiz Gomes Otero é jornalista formado em 1987 pela UniSantos - Universidade Católica de Santos. Trabalhou no jornal A Tribuna de 1996 a 2011 e atualmente é assessor de imprensa e colaborador dos sites Juicy Santos, Lérias e Lixos e Resenhando.com. Criou a página "Musicalidades", que agrega os textos escritos por ele.

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