sábado, 5 de agosto de 2017

.: Vão: Exposição de Berna Reale no CCBB até 28 de agosto

Imagem da performance “Frio” 
Com três trabalhos inéditos da artista paraense, a mostra integra a edição especial do CCBB Música.Performance, que conta ainda com happening


Com curadoria de Agnaldo Farias, “Vão” reúne três trabalhos inéditos da artista, produzidos exclusivamente para a edição especial do CCBB Música.Performance, evocando questões sobre vulnerabilidade, violência, gênero e abuso de poder. A exposição contém videoarte e instalação fotográfica, construídas a partir das performances realizadas pela artista em Belém (PA), sua cidade natal.

No dia da abertura, 15 de julho, Berna e Agnaldo conversam com o público sobre o processo de realização da mostra, que permanece em cartaz até o dia 28 de agosto no subsolo do CCBB São Paulo, alicerçando o tema da edição especial do programa, a desesperança como estado de espírito. 

Vão reúne três performances, sendo duas – Frio e Em pelo – realizadas em vídeo, e a terceira – Vã – em uma série de sete fotografias impressas em grande formato.

Nas palavras do curador Agnaldo Farias, “em todos os horrores que Berna Reale traz a público, a mulher, a própria artista, é a protagonista, assim como a cor de rosa, ao menos nessa exposição, é o signo recorrente. Cabe à mulher, centro da fecundidade, transportar a alegria da vida mas também a morte, o que ela faz atravessando cidades, caminhando por monturos de lixo, remando pelos canais indiferentes ao que circula às suas tonas. Como nos dois filmes de agora em que ela, entre homens indiferentes, embuídos que estão de seus rudes e absorventes afazeres nos espessos ambientes de um curtume e de uma fábrica de gelo, desenovela, entre as pilhas de peles (Em pelo), uma dança de origem trágica – os passos de um toureiro -, ou debruça-se sobre a montanha branco de gelo triturado (Frio) para enxugá-lo, obsessiva e inutilmente. O terceiro trabalho (Vã), traz a sequência fotográfica da artista como um ser enlouquecido sobre o estrado metálico de uma cama, vestida com um calção metálico, uma amputação do desejo, socando sofregamente o ar com luvas fofas de pelúcia rosa.”  E complementa: “Com Vão, Berna Reale mantém-se entre os artistas responsáveis pelas performances mais relevantes da cena contemporânea nacional e internacional. Seu compromisso com o mundo em que vive, o modo como se inscreve nele, torna ainda mais patético os engajamentos anacrônicos e juvenis expresso em muito do que se produz hoje em dia.”

SOBRE BERNA REALE
Berna Reale trabalha com instalações e performances. Estudou arte na Universidade Federal do Pará e participou de diversas exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior, como as bienais “É tanta coisa que nem cabe aqui”, representação brasileira na 56a Bienal de Veneza (Itália), 2015; 34o Panorama da Arte Brasileira (São Paulo, Brasil), 2015; FotoBienalMasp, MASP (São Paulo, Brasil), 2013; Bienal de Fotografia de Liège (Bélgica), 2006; Bienal de Cerveira (Vila Nova de Cerveira, Portugal), 2005. Apresentou as individuais; “uber uns” Kusthauss –Wiesbaden- Alemaha- 2017 ; Deformation- Bergkirche-Wiesbaden – Alemanha;2017;  “Please Come Back” – MAXXI- Roma- Itália-“Eccoci!”, projeto de intervenção urbana realizado em 2015 em Veneza (Itália);  “ Artist engaged ? May be. Gulbenkian – Lisboa- Portugal; “Vapor”, em 2014 na Galeria Millan (São Paulo, Brasil), e “Vazio de Nós”, em 2013 no MAR – Museu de Arte do Rio (Rio de Janeiro, Brasil). Dentre as coletivas, destacam-se “Singularidades/Anotações – Rumos Artes Visuais 1998-2013”, Itaú Cultural (São Paulo, Brasil), 2014; “Amazônia – Ciclos da Modernidade”, Centro Cultural Banco do Brasil (Rio de Janeiro, Brasil), 2012; “From the margin to the edge”, Somerset House (Londres, Inglaterra), 2012.

Foi contemplada pela 5a edição do Prêmio CNI /SESI /SENAI Marcantonio Vilaça para as Artes Plásticas (2015) e recebeu o Grande Prêmio do Salão de Arte Pará (Belém, PA, 2009). Foi selecionada para duas edições do Rumos Visuais – Itaú Cultural (2011 e 2013/14), na última delas com o projeto “Precisa-se do Presente”, realizado nos países do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), em 2015. Foi indicada duas vezes para o PIPA (Prêmio IP Capital Partners de Arte), em 2012 e 2013, sendo finalista neste último. Problemáticas concernentes a relações de poder e seu potencial de engendrar violência têm sido, nos últimos anos, o seu grande foco de atenção. Em 2010, Reale tornou-se perita criminal do Centro de Perícias Científicas do Estado do Pará. Suas performances e instalações são pensadas com o objetivo de criar um ruído provocador de reflexão. Vive e trabalha em Belém, na Região Amazônica. http://bernareale.com/home.html

SOBRE AGNALDO FARIAS: Agnaldo Farias é mineiro, professor doutor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, crítico de arte e curador-geral do Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba.
Realizou curadorias de exposições para o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Instituto Tomie Ohtake, Centro Cultural Banco do Brasil e para a Fundação Bienal de São Paulo, entre diversas outras instituições. Foi curador de exposições temporárias do Museu de Arte Contemporânea da USP (1990/1992) e curador-geral do MAM-RJ (1998/2000). Nesse período, alguns projetos curatoriais ganham destaque, como a exposição Nelson Leirner: Retrospectiva e a primeira edição do projeto Arte/Cidade (1994).
Na Fundação Bienal de São Paulo, participou de suas 16ª e 17ª edições (1981 e 1983, respectivamente), na seção de cinema da equipe de Walter Zanini. Agnaldo foi curador da Representação Brasileira da 25ª Bienal de São Paulo (1992), curador adjunto da 23ª Bienal de São Paulo (1996) e da 1ª Bienal de Johannesburgo (1995). Ainda, ao lado do curador Moacir dos Anjos, assinou a curadoria geral da 29ª Bienal de São Paulo (2010) e manteve a parceria na Representação Brasileira da 54ª Bienal de Veneza (2011), com uma exposição de Artur Barrio.

SOBRE O CCBB MÚSICA.PERFORMANCE: O CCBB Música.Performance foi criado tendo como inspiração os eventos de rua que são novas plataformas para artistas, DJs, VJs, performers, artistas plásticos e músicos mostrarem suas performances. Eventos realizados por coletivos de todo o Brasil reúnem milhares de pessoas e ganham cada vez mais destaque ao promover uma nova forma de arte urbana, disruptiva e democrática.  As quatro edições já realizadas do projeto pelo CCBB São Paulo reuniram um público de cerca de 12 mil pessoas, com uma programação que envolveu performances, atrações musicais, instalações interativas e projeções, nacionais e internacionais. O projeto tomou corpo e ocupou um espaço importante na programação cultural da cidade, com reconhecimento de artistas, críticos e, especialmente, do público. O objetivo de criar uma plataforma para livre expressão da arte, despida de preconceitos, se concretizou e resultou num registro importante para a história da instituição. Com a edição especial, o CCBB Música.Performance expande seu formato, reunindo artistas reconhecidos que fazem da performance o ponto de partida para seus trabalhos, mostrados em diferentes suportes, sem, no entanto, perder a sua essência, a da performance art instantânea, que surge da interação da música, da arte e das pessoas.

Vídeo-registros das edições anteriores:





CCBB Música.Performance – Edição Especial
Entrada Franca
Vão |exposição individual de Berna Reale
Visitação: até 28.08, das 9h00 às 21h00 (fechado às terças)
Subsolo CCBB São Paulo
Classificação indicativa: livre

Em estado de(s)graça/ happening de Mamba Negra com convidados
Apresentações: 27.08, 16h00 – 22h00 (acesso ao prédio do CCBB até às 21h00)
Área externa CCBB São Paulo
Classificação indicativa: 12 anos


Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo
Rua Álvares Penteado, 112 – Centro - São Paulo SP | fone 11 3113-3651
www.bb.com.br/cultura  
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Estacionamento conveniado: Estapar
Rua Santo Amaro, 272.
Informações pelo telefone (11) 3113-3651
Valor: R$ 15 pelo período de 5 horas.
É necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB.

Traslado gratuito até o CCBB. Embarque e desembarque na Rua Santo Amaro, 272. No trajeto de volta, a van também para no Metrô República.
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