domingo, 31 de dezembro de 2017

.: Fim de ano: especialista comenta costume nas festas de réveillon


Uma das épocas mais aguardadas do ano, o Natal e o Ano Novo são datas especiais, pois extrapolam os significados tradicionais. São datas em que as pessoas comemoram a união, a chegada de um novo ano, mas também anseiam pela fartura de comida e bebida que há na época.

Se durante o restante do ano o consumo do vinho ainda é modesto no país (cada brasileiro toma, em média, 2 litros da bebida por ano, segundo o Instituto Brasileiro do Vinho - Ibravin), com a chegada das festas de fim de ano, esse hábito aumenta, principalmente devido aos brindes de comemoração.

De acordo com Milton Assumpção, autor do livro “Viagens, Vinhos, História”, um dos fatores que resultaram nesse aumento é que, hoje, há um grande número de pessoas, em todo o mundo, que descobriu o prazer do vinho. “Temos um novo perfil de consumidor, que não tem necessidade de saber tudo sobre vinhos, mas buscam conhecer o suficiente para apreciar um bom vinho”, afirma.

É comum vermos, na mesa da ceia do Natal e Réveillon, as tão esperadas garrafas de espumantes ou champagnes para acompanhar os pratos típicos da data. A razão para isso relaciona-se com a utilização do vinho como elemento de celebração, lembrando que o primeiro milagre de Cristo foi em uma festa, nas Bodas de Canaã, quando ele transformou água em vinho.

Segundo Assumpção, há uma regra que se aplica àqueles que querem beber um bom vinho, seja espumante ou não: para que a experiência seja ainda mais prazerosa, também, é interessante adicionar bons tira-gostos, boa companhia e bom papo. Ou seja, nada melhor do que datas comemorativas para estourar a champagne de melhor qualidade.

“Somente o fato de estourar um espumante já é uma comemoração. Esse tipo de vinho está diretamente aliado às festividades e felicidade, ele é responsável por reunir pessoas queridas para os brindes mais especiais das nossas vidas, sejam os de natal, réveillon ou até mesmo do casamento”, declara o autor do guia “Viagens, Vinhos, História”.

O mundo do vinho em números
Segundo o Ibravin, para os produtores do Rio Grande do Sul, os espumantes também são motivos de comemoração quando falam de comercialização. Nos últimos 10 anos, na região, a negociação desse tipo de vinho aumentou 112%, passando de 7,7 litros em 2006, para 16,9 em 2016. E de acordo com a Wine Inteligence’s Brazil Landcapes 2017, o número de consumidores de vinhos no Brasil passou de 22 para 30 milhões de pessoas, entre 2014 e 2016.

Consolidando o Brasil como o quinto maior produtor da bebida no Hemisfério Sul, de acordo com o Ibravin, a área de produção vitivinícola, em todo território brasileiro, totaliza 83,7 mil hectares, divididos, principalmente, entre as regiões de Farroupilha (RS), Bento Gonçalves (RS), Monte Belo (RS), Vale dos Vinhedos (RS), Pinto Bandeira (RS), Altos Montes (RS), Vacaria (Campos de Cima da Serra-RS), Campanha Gaucha (RS), São Joaquim (SC) e Vales da Uva Goethe (SC).

Importante também destacar a cidade de Garibaldi, no Rio Grande do Sul. Conhecida, oficialmente, como a capital do espumante no Brasil, pois foi onde fabricaram o primeiro espumante nacional, em 1913. A região também concentra os importantes produtores como a Chandon e a Peterlongo. 

Sobre o livro "Viagens, Vinho, Histórias"
Elaborado como um guia de viagens que retrata as regiões vinícolas mais visitadas pelos turistas brasileiros dentro e fora do país, traz as características geográficas e, principalmente, as histórias destes lugares, traçando um roteiro prático de como o turista pode aproveitar o melhor desses destinos. Ao longo de suas páginas, o leitor descobre, por exemplo, como escolher os melhores destinos de acordo com a época do ano, onde se hospedar, quais roteiros fazer durante a viagem ou como contratar um bom guia de viagem local. O autor, que utilizou suas próprias experiências para escrever o guia, conta ainda curiosidades e histórias que só os moradores dessas regiões costumam conhecer.

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