domingo, 21 de janeiro de 2018

.: "Um Bonde Chamado Desejo" em nova temporada até 4 de março em SP


Um dos maiores sucessos da cena teatral paulista em 2015 está de volta em São Paulo, após temporada no Rio de Janeiro. Maria Luisa Mendonça é Blanche DuBois, a sonhadora e atormentada personagem criada por Tennessee Williams, no clássico da dramaturgia, que entra em violento embate com a brutalidade de seu cunhado, Stanley, interpretado por Eduardo Moscovis.

A premiada peça, que reestreou na última sexta-feira, 19 de janeiro, no Teatro Tucarena, segue em cartaz até 4 de março. A história criada por Tennessee Williams narra a decadência de Blanche Dubois, que se abriga na casa da irmã, Stella, para fugir do passado e se depara com seu vulgar cunhado, Stanley Kowalski. 

Marlon Brando e Jessica Tandy interpretaram, em 1947, na Broadway, dirigidos por Elia Kazan, os protagonistas que aqui são representados por Maria Luisa Mendonça e Eduardo Moscovis. O texto ganharia notoriedade mundial no cinema, quatro anos depois, quando o mesmo Kazan dirigiu a adaptação cinematográfica com Brando e Vivian Leigh nos papéis principais. 

Na trama, a sonhadora e atormentada Blanche DuBois muda-se para a casa da irmã, Stella, no estado norte americano de New Orleans, para logo entrar em violento embate com a brutalidade de seu cunhado, Stanley. Na tensão entre a carnalidade bestial de Stanley e o espírito etéreo de Blanche, ergue-se a mais pungente e bela metáfora do duelo entre o sonho e a realidade, entre a alma e o corpo, que o teatro já produziu.

Com direção de Rafael Gomes, completam o elenco Donizeti Mazonas (no papel de Harold Mitchell), Virgínia Buckowski (no papel de Stella Kowalski), Fabrício Licursi, Nana Yazbek e Davi Novaes. A partir do enredo doméstico de Tennessee Williams, criam-se complexos universos éticos e estéticos, com refinadas teias simbólicas, maestria de linguagem e, principalmente, enorme envergadura moral.

O diretor Rafael Gomes, um dos mais destacados encenadores da nova cena teatral paulistana (Prêmio APCA por "Música Para Cortar Os Pulsos"; três indicações ao Prêmio Shell por "Gotas D’Água Sobre Pedras Escaldantes"; mais de 20 indicações e 5 Prêmios conquistados pelo musical "Gota D’Água [a seco]"; 2 indicações de melhor espetáculo e Prêmio APCA de melhor autor para a peça "Os Arqueólogos") é um profissional que, assim como Elia Kazan, diretor da montagem inaugural do texto, transita entre o Audiovisual e o Teatro, com experiência multidisciplinar, buscando as particularidades e convergências em cada uma das artes, bem como aquilo que as alimenta mutuamente.

"Por que montar 'Um Bonde Chamado Desejo'?"
Por Rafael Gomes
Essa é a primeira pergunta que inevitavelmente todos me fizeram, sejam meus atores na sala de ensaio ou meus amigos na mesa do bar. E eu penso que é para poder responder essa pergunta. "Para poder responder essa pergunta" é a melhor resposta que eu tive. E acho que todos estamos aqui por isso. Alguns tem respostas mais formuladas, outros menos. Mas descobrir todos os porquês de termos remontado essa peça em 2015, este é o nosso ponto de chegada. É o nosso motivo e o nosso motor.

O que eu sei com certeza é por que eu não montaria: eu não montaria se fosse para fazer uma encenação "clássica" e totalmente naturalista; eu não montaria se não pudesse fazer este trabalho dialogar com o mundo e as circunstâncias que vivemos hoje; eu não montaria se não fosse para injetar algum sangue – o nosso sangue – nesse texto tão bonito e tão preciso e tão dilacerante e tão vital.

Eu montei porque há 12 anos essa peça não era encenada; porque existe uma geração inteira (ou mais de uma) que nunca a pode ver; porque se um grande texto é como uma grande canção, então eu era louco para ver a interpretação que Maria Luisa Mendonça e Eduardo Moscovis (e todos esses maravilhosos atores) dariam para essa grande canção – digo, texto.

Mas, essencialmente, eu montei para descobrir por quê.

"Um Bonde Chamado Desejo"

Teatro Tucarena (300 lugares)
Rua Monte Alegre, 1024 (entrada pela Rua Bartira) – Perdizes
Informações: (11) 3670.8455 / 8454
Bilheteria: de terça a sábado, das 14h às 19h. Estacionamento conveniado: R$ 14 (Rua Monte Alegre, 835/ mediante apresentação do ingresso do espetáculo). Valet Estapar: R$ 25 (somente sábados e domingos).
Vendas: 4003.1212 e www.ingressorapido.com.br

Sexta e Sábado às 21h | Domingo às 18h
Ingressos: R$ 80
Duração: 110 minutos
Classificação: 14 anos
Gênero: drama

Ficha Técnica:
Texto: Tennessee Williams
Tradução e Direção: Rafael Gomes
Elenco: Maria Luisa Mendonça, Eduardo Moscovis, Virgínia Buckowski, Donizeti Mazonas, Fabricio Licursi, Nana Yazbek e Davi Novaes
Cenário: André Cortez
Iluminação: Wagner Antonio
Figurino: Fause Haten
Seleção Musical: Rafael Gomes
Assessoria de Imprensa SP: Daniela Bustos, Beth Gallo e Thais Peres - Morente Forte Comunicações
Assessoria de imprensa RJ: Barata Comunicação
Projeto Gráfico: Laura Del Rey
Fotos de Estúdio: Pedro Bonacina e Renata Terepins
Fotos de Cena: João Caldas
Administração: Magali Morente Lopes
Produção Executiva: Martha Lozano
Coordenação de Projetos: Egberto Simões
Produtoras: Selma Morente e Célia Forte
Realização: Ministério da Cultura, Morente Forte Produções Teatrais, Empório de Teatro Sortido
Apoio Cultural: Seguros Unimed

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