sexta-feira, 27 de abril de 2018

.: Mercado de streaming supera CDs e desafia gravadoras cristãs

Com mais de 1 milhão de inscritos e 340 milhões de visualizações no YouTube, o canal da Musile Records se destaca no segmento


De acordo com a Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI, na sigla em inglês), pela primeira vez o streaming se tornou a principal fonte de renda do mercado de música, alcançando em 2017 o faturamento de 6,6 bilhões de dólares contra 5,2 bilhões do físico.

No geral, a receita proporcionada por essas plataformas – que incluem sites e apps como YouTube, Spotify e Deezer – chegou a 41,1% e deu um novo fôlego ao setor, que há mais de 15 anos apresentava declínio.

A entidade ainda revela que o Brasil se destaca como o nono principal mercado global para a indústria, e o mais promissor da América Latina. Em 2017, o País registrou um crescimento de 17,9% e se destaca como o maior consumidor de música em sites de vídeo do mundo.

Dessa forma, vale ressaltar que as tecnologias não possibilitaram apenas uma nova experiência para os usuários, mas também uma democratização dos estilos musicais e da produção e distribuição das canções. Nesse contexto, o gospel ocupa um espaço cada vez maior e promete alcançar voos ainda mais altos nos próximos anos.

Afinal de contas, informações divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o País conta com 42,3 milhões de evangélicos, ou seja, mais de 22% da população. E como um movimento natural deste crescimento, o número de cantores e bandas cristãs tende a se desenvolver exponencialmente nos próximos anos.

Dessa forma, a atuação não somente dos artistas, mas também das produtoras de conteúdo, têm se transformado. A possibilidade de distribuir música com mais rapidez e driblar a pirataria abrem caminhos promissores para o desenvolvimento da música cristã no Brasil.

Entre os principais cases de sucesso, a Musile Records ocupa posição de destaque. O canal do YouTube - que já soma mais de 1 milhão de inscritos – é um dos mais influentes do segmento, pois, além de divulgar projetos com nomes populares da música cristã, como Heloisa Rosa e Paulo César Baruk, também assume a missão de investir em novos talentos vindos da internet.

No ano passado, a Musile Records apresentou projetos de estreia das cantoras Isadora Pompeo e Thaiane Seghetto, duas jovens youtubers que já contam com uma grande repercussão nas redes sociais e atraem milhares de adolescentes e jovens para as plataformas de streaming.  

Após as ações e divulgação de músicas inéditas, o número de streams de Isadora Pompeo ultrapassou a faixa de 22 milhões em pouco mais de um ano. A visibilidade da cantora ainda rendeu a ela um lugar entre os 15 novos artistas brasileiros que prometem dar o que falar em 2018. Divulgada pelo Google Play Música, a lista combina informações entre visualizações no YouTube, pesquisas no buscador e discussões em redes sociais.

Já na Deezer, o primeiro álbum de Isadora – intitulado “Pra Te Contar os Meus Segredos” – esteve entre os mais ouvidos, dividindo espaço com diversos cantores de alcance nacional.

Portanto, a intenção da Musile Records é fortalecer o conteúdo nessas plataformas por meio de ações de marketing e parcerias. “Em 2017, o canal no YouTube apresentou um crescimento superior a 150%”, afirma Ricardo Carreras, diretor da Musile Records.

No mercado fonográfico desde 1994, a gravadora presenciou de perto a migração do vinil para o CD e, em seguida, para o digital. Em 2015, o online correspondia a 44% do total de vendas da empresa, e - em 2017 - o segmento alcançou o patamar de 94%.
  
“Por isso, agora queremos que os fãs de música gospel também conheçam e acessem com mais frequência as plataformas de streaming”, afirma Ricardo Carreras, diretor da Musile Records.

No ano passado, os maiores aplicativos do mercado, o Spotify e a Deezer, desenvolveram ações especiais para atrair os cristãos. Até mesmo as principais gravadoras do País se reuniram para uma campanha chamada #VemProStreaming, que contou com o apoio de cantores como Priscilla Alcantara, Aline Barros e André Valadão.

“É um processo de formiguinha. Ainda estamos falando o que é o streaming de música e como funciona para fazer com que o usuário experimente e veja o quão fácil e prazeroso é usar o aplicativo”, diz Lincoln Baena, editor do segmento gospel na Deezer. A empresa foi pioneira ao criar uma equipe especializada em conteúdo evangélico, criando playlists, projetos musicais e até documentários específicos para o público. “2018 tem tudo para ser um ano histórico para o mercado da música”, encerra.

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