domingo, 27 de maio de 2018

#DOM06: "A graça da profissão é a gente fazer o que a gente não é"


Giovanna Antonelli, protagonista da nova novela da Globo, "Segundo Sol", comentou a polêmica racial envolvendo a trama, que foi acusada de ter um elenco majoritariamente branco em uma história que se passa na Bahia. 

"A graça da profissão é a gente fazer o que a gente não é. Hoje, ali, vivendo na Bahia, fazendo um personagem baiano, todos que estão participando se sentiram tão baianos quanto um baiano e os admirando profundamente", afirma a atriz. 

"Eu, como artista, ficaria muito triste de um dia não poder interpretar uma índia, por exemplo, porque eu não sou uma e não posso me caracterizar para aquilo", disse ela, sobre a patrulha do falso moralismo que transcende dos assuntos da TV para a falta de tolerância na vida real. A entrevista foi ao ar no programa "TV Fama", da RedeTV!.



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Daniel Bydlowski, premiado
Com o filme Bullies, o cineasta brasileiro Daniel Bydlowski levou o prêmio na categoria de produções para família, do renomado Festival de Cinema de Newport Beach. Na 19º edição do evento, que incentiva o cinema clássico e contemporâneo, Bydlowski se destacou entre 2.500 filmes analisados e concorreu ao prêmio com 350 filmes, de 58 países, segundo dados apresentados no jornal Los Angeles Time. "Bullies" alerta a sociedade sobre uma das formas de violência que mais cresce no mundo, o bullying. A intenção com o curta é incentivar a educação para diminuir este tipo de agressão nas escolas.

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Fábio de Melo e a fama de galã
"Meu público é muito feminino. Quando entro nas estatísticas do meu Instagram, 80% são mulheres", disse o Padre Fábio de Melo em entrevista ao TV Fama. "Meu discurso como padre é naturalmente atraente para o público feminino, eu falo com mais ternura. Os homens que se aproximam querem tirar uma foto para dar para tia, para mãe", explica.

A respeito das redes sociais, o sacerdote confessa ainda que as mensagens compartilhadas se tornaram parte de sua rotina: "Aquilo que eu sou em casa, tenho sido também na internet"Diagnosticado com síndrome do pânico em 2015, o religioso alerta sobre a importância da saúde emocional e física andarem juntas e afirma que desde a última crise tenta administrar melhor sua vida. "Não posso dizer que estou curado porque de vez em quando ele (pânico) se manifesta, então tenho que tomar cuidado", compartilha.

Após realizar o cerimônia religiosa que uniu Lexa e Guimê, o padre deixa seu conselho sobre filhos para os recém-casados. "É melhor o casal viver primeiro a experiência de ser marido e mulher e depois começar a multiplicar".

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Hambúrguer cinematográfico
Você já imaginou comer um hamburguer premium dentro de um presídio e servido por graçons vestidos de presidiários e ainda correr o risco de parar na caderia eletrécia caso queira, e não conseguir, cumprir o desafio de comher o Killer Buuger (400 gramas de carne) em oito minutos? Pois esta é a proposta do novo Killer Burger, recém-inaugurado na região da Granja Viana, em São Paulo.

Com um ambiente temático que oferece uma experiência quase turística, a casa tem um clima nova-iorquino percebido de longe, na fachada, que conta com uma escada de incêndio externa típica dos edifícios de Manhattan, que já serviram de palco para invasões, fugas e perseguições cinematográficas.

O ambiente interno é o de uma antiga prisão reformada, com garçons caracterizados como presidiários e até uma cadeira elétrica com pena às avessas, pois para lá serão enviados quem não conseguir cometer a transgressão da gula.

Inspirado nos mais famosos nomes do crime e do terror, o cardápio do Killer Burger conta com ingredientes superpremium e cheio de referências à gastronomia de rua americana. O Jason Burger, inspirado no Jason Voorhees do filme "Sexta-feira 13"; o Tradicional Joe Burger, inspirado no serial killer Joe Metheny; além de pratos e acompanhamentos como as Jack Ribs, inspiradas no Jack Estripador; e as Mortal Fries (R$ 19,90), estão entre as opções.

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“Nos bastidores nem se falam”, dedura Mariano
“Nossa amizade de longa data ajudou muito nisso, porque a gente vê muitas duplas que na TV têm uma relação, mas nos bastidores nem se falam. Eu e o ‘Frango’ (apelido que deu ao Munhoz), a gente consegue entrar numa sala, discutir feio, quebrar tudo, sair dali e falar 'vamos tomar uma cerveja?', como se nada tivesse acontecido. Discutimos só coisas profissionais e nos respeitamos muito”, conta Mariano, da dupla com Munhoz, durante entrevista no programa "Luciana By Night", apresentado por Luciana Gimenez, na Rede TV!.

Conhecidos principalmente pelo single "Camaro Amarelo", os sertanejos relembram grandes momentos ao longo de seus dez anos no meio musical e falam sobre a importância do hit para alavancar a popularidade da dupla. “Ganhamos em 2010 o quadro 'Garagem do Faustão' e foi muito importante para nós. Tínhamos um alicerce muito bom em Campo Grande, no interior de São Paulo também e em 2012 veio a música, que foi um divisor de águas”, explica Mariano, revelando ainda que precisaram comprar o famoso carro tempos depois: “A gente chegava nos lugares e as pessoas falavam: 'cadê o Camaro?' Aí compramos um para o escritório e depois o Munhoz comprou outro para ele”

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"Joalheria", a palavra mais difícil

Jornalista correspondente no Brasil, Shannon Sims está morando no país há aproximadamente três meses e já se destacou nas conversas dos brasileiros no Twitter. Em uma sequência de Tweets publicada na última semana, ela conta a dificuldade de aprender a língua portuguesa e lista algumas das palavras mais difíceis de se pronunciar.



No ranking feito por ela, "joalheria" está em primeiro lugar, seguida por "cabeleireiro", "caminhoneiros", "dedetização" e "pães". Na sequência de Tweets, ela conta histórias que já viveu no Brasil enquanto aprende a falar português e interage com brasileiros que tentam ensiná-la outras palavras difíceis.

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Obras inéditas de Ferreira Gullar são apresentadas em exposição
"As coisas na vida acontecem por acaso. Eu embarco nelas ou não", escreveu certa vez o poeta Ferreira Gullar. Os relevos, nascidos do acaso, habitavam um universo particular do artista. 

A beleza e o colorido das obras que criou encantam o olhar: há um surpreendente contorcionismo de verso e reverso que emerge das formas. São esses os trabalhos que o público poderá conferir em "Relevos", exposição organizada pela Dan Galeria em parceria com a UQ! Editions, entre 9 de junho e 14 de julho.

A mostra dá continuidade ao lançamento de "A Revelação do Avesso", livro de arte de edição limitada lançado em 2014, no mesmo espaço. A obra trazia 60 relevos, de três exemplares cada, reproduzidos em aço e acompanhados de um livro com poemas do próprio Gullar. A edição esgotou-se rapidamente. O autor do "Manifesto Neoconcreto" (1959), que lançou as obras de Lygia Clark e Helio Oiticica, estava aos 84 anos de idade, na plenitude do viço e do frescor criativo. Agora os originais em papel destes 60 relevos, nunca mostrados antes, são apresentados pela primeira vez.

As colagens em relevo de Gullar nasceram, de fato, do acaso. Segundo o próprio autor, ele já os fazia há tempos. Divertia-se em meio ao processo de escolhas de cores e surpreendia-se com as formas inesperadas que surgiam enquanto recortava o papel. Em determinado dia, colocou os recortes sobre um desenho para em seguida colá-los. A cena foi interrompida por seu gato, que estapeou abruptamente as folhas de papel, desarrumando os recortes. "Colei-os tal como estavam: disso resultou que o desenho era a ordem e os recortes coloridos, a desordem", escreveu no texto de "A Revelação do Avesso".

Poeta e crítico, Gullar nunca deixou de ser artista - à sua maneira, como ele explica no mesmo texto: "Eles me convenceram, alegando que não importava se eu sou ou não artista plástico; importava é que as colagens em relevo eram bonitas e originais. Tomei-me de entusiasmo e continuei a produzir estas colagens em relevo, que me divertem muito. Se são arte ou não, pouco importa, já que não me pretendo artista mesmo".

Lançada pela UQ!, editora de Leonel Kaz e Lucia Bertazzo, a edição, hoje, é considerada uma raridade entre colecionadores e entusiastas da arte. "Gullar era ético, estético, poético... e muito divertido. Não economizava nada, nem em integridade, nem em gestos ou palavras com que a expressamos. Ele dizia que 'a vida não basta', por isso precisava ser reinventada a cada dia. Dizia também que a criação vinha de um espanto. E do entusiasmo que colocava em tudo. Estes relevos, nascidos do entusiasmo e do acaso, são aqui apresentados como o que são: marcas significativas para a história da arte brasileira", pontua o editor. A Dan Galeria fica na rua Estados Unidos, 1638, em São Paulo.

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"Vivo Pra Você Morrer, Morro Pra Você Viver"
Dando continuidade ao seu calendário anual de exposições, nesse mês de maio, a partir do dia 4 de junho, a OMA Galeria abre a exposição "Vivo Pra Você Morrer, Morro Pra Você Viver" do artista carioca Rodrigo Calixto, sua primeira exposição individual.

As obras trazem algumas marcas de um período peculiar de sua vida, em 2015 um diagnostico de leucemia causou grande impacto em sua vida e produção. Durante o período de tratamento o artista aprofundou sua pesquisa em questões da dialética entre vida e morte, "desde que sai do hospital as pessoas vêm com frequência o quanto eu abordo esse tema, porem sob uma perspectiva diferente do habitual, pois falar da morte não me causa medo ou receio, o caminho que eu escolhi foi de ritualizar vida e morte", Calixto cria uma reciprocidade entre ambos os extremos.

Tema atente em sua obra, para essa mostra o artista apresentará seis trabalhos inéditos, frutos de um processo de experimentação ao qual se utiliza do fogo como elemento transformador, que ao tocar a madeira atribui um novo resultado estético, criando atritos entre forças conflitantes: criação e destruição. O tema surgiu de uma aproximação reflexiva ao mito de Eros e Thanatus, que trazem em seu ímpeto, desejos que movem pessoas, a partir de tais conceitos o artista faz uma reflexão minuciosa sobre materialidade e elementos sensoriais como luz e som. Na OMA Galeria, de terça a sexta-feira, das 12h às 19h, e aos sábados, das 10h às 15h, na rua Carlos Gomes, 69. Centro - São Bernardo do Campo.

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Violência contra a mulher na literatura
Inspirada em situações reais e em vivências de amigas, a carioca Fabiane Alheira lança seu primeiro livro, “O Homem que Mandava Flores”, no Rio e em Portugal. A história de ficção, recheada de misticismo, coincidências, sexo, mulheres, violência moral e crime, inicia em Madri, passa pela Capadócia, Brighton, Londres, Rio de janeiro, Indonésia e Tailândia e narra a relação entre Emma e Luc: ela, uma mulher independente que trabalha numa galeria de arte, e ele, um charmoso sedutor.

“Muito se fala hoje de assédio e abuso sexual. 'O Homem que Mandava Flores' vai além, colocando em pauta a vulnerabilidade da mulher diante da manipulação masculina e da toxicidade de relacionamentos que podem se perpetuar indefinidamente. Trata da temática sobre a manipulação e relacionamentos com sociopatas, onde empatia é algo que não existe, em que a busca pelo poder e desejo não tem limite. Será que você nunca participou desse jogo?”, questiona a autora.

Formada em Direito, Nutrição e mestre em Ciência dos Alimentos, Fabiane decidiu contar um pouco de suas experiências depois de uma conversa de bar, quando sua vida tinha virado de cabeça para baixo. “Foi uma catarse. Voltei para casa e comecei a escrever as primeiras linhas com o objetivo de mostrar que é muito fácil, sempre, julgar o outro quando não sente a sua dor. O intuito inicial era esse, mas no desenrolar eu acabei tomando gosto pela forma como a história estava sendo contada e permiti que a fantasia conduzisse a trama, não me sentindo mais presa aos fatos, nem à minha realidade”, conta a autora que levou dez meses com temporadas em várias cidades até conseguir dar o ponto final na trama. 

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“Crianças não são culpadas”, diz Diego Hypólito
O medalhista olímpico Diego Hypólito foi ao programa "Melhor da Tarde", da Band. Além de relembrar alguns momentos marcantes de sua carreira, o atleta, mais uma vez, abriu o jogo e falou sobre o bullying e assédio que sofreu durante a infância nos centros de treinamento esportivos.

Logo no início do bate-papo, Diego aproveitou para reforçar a importância de denunciar e principalmente a dificuldade de se fazer isso. “Crianças não são culpadas”, pontua o atleta, que prossegue: “O esporte é muito importante, mas o mais importante é a formação das crianças”.

No decorrer da conversa, ao ser questionado pela apresentadora Cátia Fonseca sobre a recepção das pessoas em relação às suas declarações, o campeão contou: “Muitos atletas me procuraram depois que falei, alguns positivamente, outros negativamente”. Ele explicou que muitos sentiram-se expostos ao perceberem que poderiam ser associados às situações narradas por terem treinado com o atleta, no mesmo clube e na mesma época.

Diego ainda relata que disseram que sua intenção era chamar a atenção: “Falaram que eu queria meus dez minutos de fama. Quem com dez anos quer sentar em uma pilha?”. Mesmo diante das críticas e desconfianças o esportista dispara: “Expor isso está sendo me libertar. Não tenho arrependimento nenhum de ter falado, me sinto bem”.

Ao longo do programa, o atleta ainda revelou que decidiu se manifestar em um momento em que não suportava mais, mas que essa não foi a primeira vez em que expôs seus sentimentos: “Na minha biografia, a qual eu estou adiando a publicação há algum tempo, eu relatei todas essas situações e, justamente por isso, tinha medo de publicar”.

Por fim, o ginasta também falou sobre sua agenda de competições e a situação com os patrocinadores: “Estou sem nenhum patrocínio individual e a ‘Caixa’ está deixando o patrocínio do meu clube”...

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A coluna foi publicada mais tarde por falta de gasolina.

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