domingo, 5 de agosto de 2018

.: #DOM16: Livro que destaca legado dos Racionais é lançado no Teatro da USP


Por Helder Moraes Miranda, em agosto de 2018.

A obra do Coletivo Negro foi criada a partir de relatos de 12 homens negros de diversas idades e profissões. Espetáculo que originou o livro  circula há três anos nos palcos de teatro de diversas cidades dos país.

Texto | Elcio Silva
Foto | Evandro Macedo

Destacar o legado do grupo de rap Racionais MC’s, é o que propõe a peça "Farinha com Açúcar" ou "Sobre a Sustança de Meninos e Homens". Criada em 2016, pelo ator, diretor e dramaturgo Jé Oliveira, a trama, que já foi apresentada para mais de 15 mil pessoas, foi transformada em livro e o lançamento, em São Paulo, será realizado no Teatro da USP (TUSP) em 15 de agosto, às 20h, em comemoração aos 30 anos de fundação dos Racionais e aos 10 anos do Coletivo Negro.

Criado em 2008, o Coletivo Negro é um grupo de teatro que se inspirou em Abdias do Nascimento e no Teatro Experimental do Negro - TEN. Sua pesquisa poético-racial é fruto da inquietação de seus membros em apresentar e dialogar artisticamente com questões de ascendência e de afirmação da cultura negra e também por uma carência do tratamento relacionado a este tema no movimento teatral. Grupos como o Bando de Teatro do Olodum, de Salvador; a Cia. dos Comuns, do Rio de Janeiro; e os Crespos, de São Paulo, são referências para eles.

No evento, trechos da obra serão lidos pelo poeta Akins Kintê, pelo historiador e dramaturgo Allan da Rosa, pelo cantor, compositor e roteirista Aloysio Letra, pelo pesquisador de cultura popular Renato Ihu e pelo vendedor de livros Seu Luís Livreiro, cinco dos doze inspiradores da trama.

A peça já foi apresentada nas capitais de diversos estados do país como: Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Cuiabá, Rio de Janeiro, Fortaleza, entre outras e integram a programação do Palco Giratório 2018 do Sesc. Para Oliveira, a identificação do público nos locais por onde passaram é muito forte e até mesmo para os não-negros a reflexão tem sido muito importante.

“O público se vê na peça: os pretos e pretas por terem vivido muitas das situações que a obra traz, boas ou ruins, e os não-negros conseguem entrar em contato com reflexões que de outro modo talvez não entrassem. Para quem conhece e gosta dos Racionais MCs, a peça possui um lado emocional muito forte, que desperta lembranças e sensações de toda uma época”, exalta.

Inspirada em relatos reais e na produção cultural de 12 homens negros, a peça "Farinha com Açúcar" ou "Sobre a Sustança de Meninos e Homens", que investiga a construção da masculinidade negra periférica e retrata a experiência de ser negro na periferia de São Paulo, rendeu em 2017 o 6º Prêmio Questão de Crítica à Jé Oliveira.

Na montagem, Jé Oliveira é acompanhado por cinco músicos, produzindo a trilha sonora simultaneamente – Cássio Martins (baixo), Fernando Alabê (percussão e bateria), Mauá Martins (pianos e MPC), Melvin Santhana / Gabriel Longhitano (guitarra, violão e voz) e DJ Tano - ZáfricaBrasil, com participações especiais do dj KL JAY.

Ter a presença de KL JAY nas apresentações de "Farinha com Açúcar" foi uma honra para o Coletivo Negro.“O Kl Jay é um dos maiores artistas do Brasil e do mundo, e virou um parceiro. É uma honra estar ombro a ombro com ele no palco, a troca flui bem, com muito respeito e carinho. A obra se engrandece com a presença dele, é algo histórico ter um dos quatro Racionais em uma peça de teatro, isso é inédito e muito potente. Eu me sinto orgulhoso de poder criar com um artista tão importante para a arte cênica brasileira”, relata Oliveira.

Em 2012, o Coletivo Negro foi o primeiro grupo cênico de pesquisa racial a ocupar artisticamente o Teatro da USP com apresentações de seu  primeiro espetáculo: "Movimento Número 1: O Silêncio de Depois..." após ser contemplado pelo edital de ocupação do espaço cênico do TUSP. Em 2014 participaram pela primeira vez do Circuito TUSP, com sua segunda obra {ENTRE} e em 2017, as peças “Farinha com Açúcar” e “Ida” [pesquisa da atriz  do Coletivo Negro, Aysha Nascimento, sobre a construção da identidade da mulher negra contemporânea] também integraram o Circuito TUSP de Teatro.

Segundo Jé Oliveira, fazer o lançamento do livro no TUSP representa muito para a história do Coletivo Negro. “O TUSP é uma instituição presente no nosso histórico de um modo importante e significativo. Celebrar uma parte dos nossos dez anos em seu teatro é firmar mais uma vez essa parceria que rendeu e rende boas trocas. Estar no teatro da maior universidade da América Latina nos fortalece e dá forças para seguir nas pesquisas, uma vez que a disparidade racial nesses ambientes é ainda muito gritante”, destaca o dramaturgo.

Contemplado na XXIX edição da Lei de Fomento ao teatro para a cidade de São Paulo a confecção dos livros faz parte do projeto "A Concretude Material do que Somos: Espaços, Ritos e Humanidades". O exemplar é comercializado pelo grupo pelo valor de R$ 30.

O Coletivo Negro está em fase de finalização do CD com as músicas do espetáculo que conta com a participação do DJ dos Racionais MCs, o KL Jay. A mixagem é do cantor e produtor musical Lino Krizz, grande parceiro de Mano Brown no disco solo do artista: Boogie Naipe, com participações especiais na peça Farinha com Açúcar.

O lançamento do livro na Universidade de São Paulo é realizado em uma parceria do Teatro da USP e de Centro Universitário Maria Antonia (CEUMA) da USP. Jé Oliveira é ator, dramaturgo e diretor de teatro e aluno do curso de Ciências Sociais da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. O prefácio é escrito por Walter Garcia, violonista, compositor e professor do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da USP.



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Crédito: Ricardo Barcellos

João Vicente é a capa de agosto da revista VIP


“Sonhava em ser ator, mas não queria que as pessoas soubessem que eu estava infeliz no que fazia. Tinha vergonha, não sei por quê. Talvez porque essa indústria da celebridade já estava muito aquecida e meu medo era de que pensassem que a vontade de ser ator tinha outros motivos que não a arte”,  declara João Vicente, capa de agosto da revista VIP, que chegou às bancas no último dia 30.



João, que recebeu a equipe da revista VIP em sua casa no Rio de Janeiro, comentou sobre a época em que trocou o Rio de Janeiro por São Paulo para trabalhar como redator em uma agência de publicidade. “Tinha medo de virar um desses cariocas, perdido entre praia, bar, bebida, mulherada. Um alarme tocou dentro de mim e eu fui para São Paulo. Aprendi muito, fiz coisas legais, mas sentia que não era aquilo. Acordava e pensava: ‘Será que é isso?’".

Atualmente, João se divide em diferentes funções: é sócio-fundador do Porta dos Fundos, de dois restaurantes em São Paulo e de um estúdio de arquitetura. Ele ainda se arrisca na moda em coleções masculinas da grife da mãe dele e ainda é integrante do "Papo de Segunda", programa do GNT.

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Foto:  Roberto Rodrigues / Talentmix
Aos 64 anos de idade, Rita Cadillac estreia nua no teatro
Desde o último sábado, dia 4 de agosto, no Teatro Jaraguá em São Paulo, Rita Cadillac interpreta a dançarina devassa e defensora do sexo livre "Luz Del Fuego". Em poucas apresentações, ela surpreendeu a plateia com cenas de nu no espetáculo dirigido por Maciel Silva e escrito por Julio Kadetti.

"Esse é o maior desafio da minha carreira. Viver uma mulher tão livre, revolucionária e muito à frente de seu tempo. Luz Del Fuego  sofreu preconceito, bullying, e  chegou a ser internada como louca. Na minha trajetória também encarei preconceitos de frente e não tive nenhum problema em fazer cenas de nu", declara a cantora e atriz que já teve passagens por TV, minissérie, novelas e realities shows

A bailarina Luz Del Fuego já teve sua história contada nas telas dos cinemas em um filme que, em 1984, rendeu a Lucélia Santos o prêmio de melhor atriz em Gramado. Agora, 34 anos depois do lançamento do filme, a história da moça rica e bem nascida que após ser estuprada pelo cunhado e internada como louca foge para o Rio de janeiro para se tornar uma artista mundialmente conhecida, não só pela arte, mas principalmente, pelo discurso libertário sobre aborto, homossexualidade e nudismo, estreia no palco paulistano em uma superprodução que, apesar das várias cenas de nudismo, é focada principalmente na questão política, tentando buscar explicação para um fato que, segundo o novelista Aguinaldo Silva (que conheceu Luz Del Fuego pessoalmente e participa do espetáculo como narrador de algumas ações) marca a história do nosso país.

“O modo violento como vem morrendo no Brasil, mulheres que romperam bruscamente com os padrões vigentes de feminilidade, ou então questionaram, mesmo de uma forma confusa e inconsciente, os papéis que nossa sociedade de macho lhes reservou”, afirma o novelista.

"Luz Del Fuego" tem como protagonistas duas atrizes de idade distintas Elisa Romero, jovem oriunda do teatro paulistano e que em breve poderá ser vista na novela "Jesus" da Record, enquanto Rita Cadillac, conhecida pela beleza e sensualidade, é lançada ao desafio de encarnar uma Luz del Fuego envelhecida, triste e decadente que, no final da vida, fugindo das forças obscurantistas que tomaram conta do Brasil depois do golpe de 1964, se refugia em sua colônia de nudismo onde é assassinada de forma violenta e misteriosa.

Apesar do título, o espetáculo "Luz Del Fuego" não está centrado apenas nas aventuras e desventuras da personagem principal, mas também nas angustias e sofrimentos da sua família, a mãe dominadora (Ana Saguia), a irmã racista e preconceituosa Luzia (a atriz e cantora Letycia Martins), o irmão fracassado (Yuri Martins) e o cunhado mal-caráter (Leoncio Moura), pessoas  diretamente  atingidas pelas ações libertárias da personagem. 

O elenco formado por 11 atores conta também com Cleber Colombo (Rúbia), Maciel Silva (Jojô), e Arnaldo Gianna (Edgar) e Victor Wagner (protagonista de novelas de sucesso como "Xica da Silva", "Tocaia Grande" e "Mandacaru", que volta aos palcos para viver um dos amantes da personagem) e Arnaldo D’Avila, que vive um político  linha dura, racista,  preconceituoso e homofóbico que ataca as minorias e defende o militarismo. 

O espetáculo questiona que forças são essas que hoje se levantam contra a arte e a liberdade, ameaçando direitos arduamente adquiridos pela sociedade? Que preço paga aqueles que ousam enfrentar o obscurantismo moderno? Quem matou Luz del Fuego? Que matou Marielle? Quem matou Matheusa? Quem matou está matando os nossos sonhos? Foi assim em 1917 quando Luz Del Fuego nasceu. Foi assim entre 1967 quando, no meio de um golpe militar, Luz Del Fuego, a bailarina do povo, foi assassinada. É assim hoje e, se ninguém fizer nada, será assim amanhã, depois, daqui cem anos, pois, como bem disse Plínio Marcos; “Não são as histórias que se repetem, mas o Brasil que não muda nunca!”. "Luz Del Fuego" está em cartaz no teatro Jaraguá, à Rua Martins Fontes, 71, em São Paulo.

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Padeiro melhor do Brasil representará Brasil em mundial
A preservação da natureza, não é exatamente o "cenário" que um padeiro está acostumado a utilizar como pano de fundo para preparar pães. Mas foi exatamente assim, que o paulista Fernando Oliveira, da Escola do Padeiro e Confeiteiro, em Vinhedo, São Paulo, levou o grande prêmio da "Seletiva Brasil Mondial Du Pain" - maior campeonato brasileiro de panificação, promovido pela Puratos, fabricante Belga de produtos para panificação, confeitaria e chocolates.

Ele bateu outros 11 competidores - todos com a missão de apresentar 8 tipos de pães diferentes e fazer uma escultura de pão. O padeiro, além do título, levou a vaga de representante do Brasil no Mundial de Panificação em 2019, na França, e receberá um intenso treinamento de 12 semanas oferecido pela Puratos. 

Quem vai coordenar as atividades será o embaixador de fermentação natural da empresa no país, Johannes Roos, técnico da Seleção Brasileira de Panificação e um dos representantes da Ambassadors Du Pain, organizadora do mundial.

Inspirado na natureza, durante a degustação dos seus pães, o padeiro proporcionou aos jurados a oportunidade de conhecer um pouco da fauna e da flora brasileira."Usei ingredientes e elementos que pudessem contextualizar o tema que escolhi. Fiz um brioche de maçã com canela, com o formato da fruta, no de café usei folhas para decorar e apresentei um pão roxo feito com batata doce. Todos os pães que entreguei traziam um detalhe da natureza e já faziam referência ao conceito da escultura que é o índio guerreiro, o maior protetor da natureza". 

O segundo lugar da competição ficou com a padeira mineira Jessica Batista, do Senac de Minas Gerais, e a terceira posição foi ocupada pelo Pernambucano, Gilberto Santos. Ambos procuraram homenagear seus estados na produção dos pães e da escultura usando ingredientes típicos de cada local.


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Triptyque Architecture no Museu da Casa Brasileira
Um mesmo objeto, em contextos diferentes, responde de forma diferente. Partindo dessa premissa, a proposta questiona a razão pela qual o modernismo teve uma aceitação tão diferente no ambiente tropical quanto no hemisfério norte. Dessa forma, foi imaginado um terreno comum onde a natureza seja o agente e a arquitetura a plataforma para se desenvolver uma relação simbólica entre o construído e o orgânico.

O Museu da Casa Brasileira, instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo apresenta "Experimentando Le Corbusier – Interpretações Contemporâneas do Modernismo". A mostra reúne profissionais que revivem a experiência do pensamento revolucionário de Le Corbusier para além da arquitetura. Com curadoria de Pierre Colnet e Hadrien Lelong, da Cremme – Editora de Mobiliário, a nova exposição apresenta uma reflexão sobre o modernismo no Brasil e sobre o trabalho do arquiteto franco-suíço. 

O intuito dos artistas, designers e arquitetos brasileiros convidados para participar da mostra é manter vivo o pensamento moderno e revolucionário de Le Corbusier. De terça a domingo, das 10h às 18h. Entrada gratuita aos sábados e feriados. Visitação até 12 de agosto. Av. Faria Lima, 2705, em São Paulo.

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Francinne, aposta do pop nacional, participa de show do Sr. Banana 
O grupo Sr. Banana, sucesso dos anos 90, está de volta e realizará um show em São Paulo, no dia 15 de agosto, para lançar oficialmente a música "Não Vá". A apresentação acontecerá no Paris 6 Buerlesque. em São Paulo, e contará com a participação especial de Francinne, revelação da música pop brasileira.

Francinne começou a fazer sucesso interpretando as músicas e coreografias de Britney Spears, que viralizaram na internet. A cantora lançou recentemente seu novo EP intitulado "La Rubia", pela gravadora Universal, com músicas de sonoridade latina, que inclui o hit "Caliente", que ganhou um clipe pra lá de dançante e sensual. O Grupo Sr. Banana se apresentará também em outubro no Festival Z, em Curitiba, no mesmo palco onde a cantora Camila Cabelo fará show.

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"Clube da Anittinha": Anitta lança série de desenhos infantis
Outubro é o mês das crianças e Anitta está preparada para dar um presentão ao público infantil. A cantora vai lançar o "Clube da Anittinha", uma série de desenhos animados exibidos nos canais Gloob e Gloobinho, com temas educativos, bem-humorados e que serão sempre repletos de muita música.

Acompanhada de uma turma muito especial, de seus cachorros e de um trailer chamado Poderosa (que se transforma em trio elétrico cada vez que é acionado pela personagem principal), o "Clube da Anittinha" promete chegar para conquistar a criançada.

Nos episódios, Anittinha, Rositcha, Renuvem, Mauro Mar, Marshmelle, Gatrick, Juju Coral e Estreller vão abordar questões como educação, música, profissões e amizade.

A ideia da série surgiu da própria Anitta. Já as animações foram produzidas pela Birdo Studio, assim como os roteiros, que tiveram ainda a colaboração de profissionais como Janaína Tokitaka e Victor Sarro. A produção também é da cantora.

A primeira temporada da animação conta inicialmente com dez episódios e será lançada no mês das crianças. Os demais episódios serão exibidos na grade da emissora ao longo de 2019.

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RIOFESTIV.AL, o primeiro festival de artes 100% digital do mundo
Na próxima terça-feira, dia 7 de agosto, das 20h às 23h, começa o RIOFESTIV.AL, primeiro festival de artes 100% digital do mundo. O evento de abertura acontece no Oi Futuro Flamengo, com entrada franca, e algumas das principais obras que serão apresentadas. 

A ideia é discutir os caminhos da arte neste cenário cada vez mais digital. Em plena era digital e de inovações tecnológicas, com o consumo de entretenimento acontecendo cada vez mais pela internet, o RIOFESTIV.AL inaugura um novo pensar artístico. 

Ao longo de 12 meses, mais de 60 brasileiros e estrangeiros apresentam obras inéditas, das artes cênicas ao audiovisual, da fotografia à música, das artes visuais à literatura na plataforma RIOFESTIV.AL. A curadoria é de Ailton Franco Jr. (Festival Curta Cinema); Batman Zavareze (Multiplicidade); Bia Junqueira, Cesar Augusto e Márcia Dias (TEMPO_FESTIVAL); Nayse López (Festival Panorama); Tânia Pires (FESTLIP) e Karen Acioly (curadora convidada), diretores de alguns dos mais importantes festivais internacionais do país.  

O evento de lançamento do RIOFESTIV.AL, no dia 7 de agosto, será a única vez que curadores, artistas e plateia se encontram fisicamente, no Centro Cultural Oi Futuro, no Flamengo. Com entrada franca, das 20h às 23h, o evento apresentará performances que vão revelar a potência do diálogo entre o presencial e o virtual.

O projeto Avalanche ocupará a clausura do elevador do Oi Futuro como espaço expositivo, criando uma sensação de imersão, suspensão e a avalanche com reflexos infinitos de luzes e sons sobrepostos. "Curtas Estórias" reproduzirá em monitores de TV as obras dos diretores convidados. O processo criativo dos jovens artistas que serão revelados em "FaceGenerations" será exibido em uma instalação em formato de domo, com projeções em mapping e visão de 180 graus. "Portal U_topia" e "Esther, o Extraterrestre" serão lançados, simultaneamente, em uma instalação videográfica, misto de documentário-show-karaokê

O espectador poderá acompanhar um aparente dia normal de Alessandra Colassanti, apresentadora do "Portal U_topia". Dois tempos estarão presentes em cena: o vídeo pré-gravado e um convite à participação do público. Na instalação Sonoridade Poética, o público lerá poemas através de um teleprompter, enquanto atores de Portugal, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Moçambique, conectados via streaming diretamente de seus países, recitarão em conjunto a mesma poesia em seus sotaques distintos da língua portuguesa. Suas imagens serão projetadas de forma lúdica em tecidos transparentes. Rua Dois de Dezembro, 63, no Rio de Janeiro.

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Vinícola Góes tem exclusividade nos vinhos na 92º Festa da Achiropita
A tradicional festa da Achiropita completa, em 2018, 92 anos de atuação no bairro do Bixiga. Para comemorar esta data tão importante, nada melhor do que um brinde a este evento já consagrado na capital paulista. A ocasião requer um excelente vinho, bebida que harmoniza com todos os pratos na festa. Para isso, uma das mais tradicionais vinícolas do Estado, a Vinícola Góes, de São Roque, é a fornecedora exclusiva de vinhos na Achiropita. 

O evento acontece até dia 2 de setembro aos sábados e domingos, com entrada gratuita, e tem como objetivo homenagear à padroeira do bairro. A igreja ainda visa reavivar a cultura italiana, tão inerente em nosso país. Mais de trinta barracas são instaladas nas ruas 13 de maio, São Vicente e Doutor Luís Barreto, ambas divididas com culinária típica, oferecendo pratos que vão desde o tradicional espaguete, a fogazza e antepastos. Já para o público infantil, as atrações ficam por conta de pula-pula, pescaria, tiro ao alvo e muito mais. E para agradar ainda mais a criançada, o evento oferecerá também o suco de uva integral.

“Há mais de uma década a Festa da Achiropita faz parte de nosso calendário de eventos. Em 2018 estamos celebrando os 80 anos de empresa e, claro, a tradicional festa do Bexiga não podia ficar fora de nossas comemorações. Então, quem passar pela Achiropita terá a oportunidade de degustar a gama de produtos de mesa da Vinícola Góes”, ressalta Luciano Lopreto, diretor comercial da Vinícola Góes. Aos sábados, das 18h às 0h, e domingos, das 17h30 às 22h30, nas ruas Dr. Luís Barreto, Rua São Vicente e Rua 13 de Maio, no Bixiga, em São Paulo.

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Artista questiona sistema educacional com revelações contundentes

Bruno Novaes, que também já foi professor, aborda o tema em exposição individual na Casa do Olhar Luiz Sacilotto.

Localizada no centro de Santo André a Casa do Olhar recebe a exposição individual do artista Bruno Novaes intitulada "Capítulo 2: o Professor Deverá ser o Último a se Retirar, Mesmo nos Dias de Chuva", tendo curadoria de Julia Lima.

Com um ano de intensa produção o artista de São Caetano já integrou importantes mostras ao longo de 2018, como a coletiva "Os Primeiros Cinquenta Anos" na Pinacoteca de São Caetano, o "14º Salão Nacional de Itajaí", e sua mais recente a "2ª Bienal das Artes do Sesc DF". 

Ainda no mês de janeiro Novaes publicou seu primeiro livro "Alugo Para Rapazes" que é fruto de uma premiação editorial, cuja obra foi lançada durante a SP-Arte. Portanto se torna evidente a pulsão produtiva do artista, que vive um momento especial em sua carreira, se consolidando cada vez mais no cenário da arte contemporânea.

E nessa mostra que vem a ser sua segunda individual, é apresentado uma série de desenhos em forma de diário de classe, que o artista incorpora observações do cotidiano, misturando ficção e realidade, tanto dos alunos, quanto as regras de conduta especificadas ao corpo docente. Enquanto uma grande instalação ocupa a sala central do espaço, composta por 300 quilos de giz, revelando depoimentos de professores cuja voz já foi censurada.

Outro trabalho bastante peculiar em exibição, é a série de retratos de ex-alunos, que se apresenta na forma de álbum de formatura, ao qual o artista remete as particularidades do interior de uma sala de aula, recriando uma atmosfera de despedida, um leve respiro de saudades permeia por entre as obras, misturado pelo desejo de algo concluído. Bruno consegue fazer alusões a uma prévia da formatura, não se entregando ao saudosismo e o óbvio, mas questionando de forma concisa esse que é um importante rito de passagem.

Mergulhando em seus documentos pessoais, Novaes se aprofunda em suas experiências vividas como arte educador, e vincula sua poética as questões dessa prática ao qual se dedicou por anos. Segundo o artista essa mostra surgiu como uma continuação de sua primeira individual, realizada no início do ano na OMA Galeria, momento em que passou a integrar o quadro de artistas representados pelo espaço. No entanto essa continuação citada, não é linear, mas sim poética e subjetiva, pois o conteúdo discursivo dos trabalhos permanece independente em relação aos anteriores.

O artista ainda envolve o espectador em uma obra interativa, ao qual a proposta é que o público em pleno anonimato escreva confissões, suas verdades, sem haver polimento e restrições, beirando o ato de expurgo. A exposição revela um lado experimental e crítico do artista, e ficará em cartaz até o dia 31 de agosto na Casa do Olhar Luiz Sacilotto.

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*Helder Moraes Miranda escreve desde os seis anos e publicou um livro de poemas, "Fuga", aos 17. É bacharel em jornalismo e licenciado em Letras pela UniSantos - Universidade Católica de Santos, pós-graduado em Mídia, Informação e Cultura, pela USP - Universidade de São Paulo, e graduando em Pedagogia, pela Univesp - Universidade Virtual do Estado de São Paulo. Participou de várias antologias nacionais e internacionais, escreve contos, poemas e romances ainda não publicados. É editor do portal de cultura e entretenimento Resenhando.

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