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 O
eterno popstar
Por: Mary Ellen Farias dos
Santos
Em junho de 2009
Breve análise sobre a trajetória do maior cantor pop de
todos os tempos. Saiba mais do astro Michael Jackson que
morreu de ataque cardíaco em casa alugada na cidade de Los
Angeles. Saiba mais!
A profissão repórter é muito complicada, principalmente se
analisarmos o fato de a imprensa ser o meio condutor de
pensamentos e opiniões da população mundial. É ainda mais
curioso, após a morte do astro REI do pop, Michael
Jackson, ver em todos os tipos de veículos de
comunicação matérias e mais matérias dedicadas a este que
até então, ou melhor, até o seu último escândalo, estava
fora do foco jornalístico.
Fato é que Michael inovou o meio musical, com movimentos
surpreendentes de dança, produções fantásticas de
videoclipes, uniu forças com outros artistas para ajudar os
necessitados, e, com extrema maestria, acumulou inúmeros fãs
nos quatro cantos do planeta. E o fará para todo sempre, não
como um Elvis Presley, mas com vigor e força para
ultrapassar o rei do Rock no quesito lenda musical.
Fãs são sempre fãs e jamais o abandonaram nos altos e baixos
de sua carreira. Contudo, talvez para purificá-lo ou até
"canonizá-lo", após tantos anos sem dedicar a atenção devida
àquele que rendeu tanta audiência na mídia, grande parte dos
meios de comunicação simplesmente "apagaram" toda e qualquer
"falha" que o ídolo eterno tenha cometido.
Alguns
veículos até citam, levemente, as acusações de pedofilia
contra o astro, porém, mostram que tudo não passou de um
engano, uma fraude ou deixam para que o fã conclua o que
quiser, o que achar melhor ou o que lhe apetecer. Ora, se
Michael agora está morto, é mais fácil apresentá-lo como um
santo. Logo, jamais, teria feito algo tão perverso com
aqueles (as crianças) que tanto amava ou pelo menos dizia
amar. Afinal, ele foi o grande protagonista da Síndrome de
Peter Pan. Como faria algo contra seus "semelhantes"?
No
rancho Neverland, ele que não queria crescer, cheio de
fantasias, alimentou e deu forma a tudo o que sempre desejou
ter na infância. Neste espaço, situado na Califórnia, por 17
anos, fez sua casa e um parque de diversões privado, que
contava com brinquedos, um pequeno zoológico, além de cerca
de 70 funcionários que trabalharam no auge do local nos anos
90.
Com a queda na vendagem de CDs, o rei do pop, "aterrado" até
os últimos fios de cabelos em boatos, acabou afundando-se em
dívidas tão grandes quanto a sua fama, as quais totalizavam
US$ 400 milhões, sendo que em 2005, Neverland já não era
mais de sua pose. É claro, que um astro dos anos 80 em plena
decadência não teve chance as gravadoras, as produtoras, os
patrocinadores... mesmo que seja Michael Jackson.
Com a saúde debilitada (sem jamais declarar seus verdadeiros
problemas físicos) não foi possível fazer grandes shows e
eventos, e muito menos, turnês. Distante dos holofotes, o
criador do Moonwalk, tornou-se recluso. De nada adiantava
ser o protagonista do maior feito de todos os tempos, o
artista solo com a maior vendagem em discos (com 200 milhões
de cópias), se a vida dele já não era a mesma que sempre
parecia ser. Pelo menos foi o que revelou a todos em
entrevista que escandalizou a todos ao falar sobre o
relacionamento dele com o pai.
Michael
chegou a ir preso e tudo parecia desmoronar. Em
contrapartida, em 2007, tudo parecia estar caminhando para
um rumo melhor. No aniversário de 25 anos de Thriller, foi
lançado pela Sony - BMG, um álbum comemorativo em que as
músicas do rei do pop foram reeditadas, remixadas em duetos
com Fergie, Will.I.Am, Akon e Kanye West.
O grande "último" momento deste ícone brilhar entre nós?
Aconteceu na tarde de 25 de junho de 2009, aos 50 anos de
idade. Entretanto, todos sabem Michael Jackson não morreu!
Depoimentos
"Eu não paro de chorar com essa triste notícia... Eu
sempre o admirei. Sua música vai viver para sempre" -
Madonna, cantora
"Eu estou muito triste e confusa, muito emocionada. Estou
com o coração partido por seus filhos, que sei que eram tudo
para ele e sua família. Essa é uma perda enorme em vários
níveis, as palavras me faltam" - Lisa Marie Presley, filha
de Elvis Presley e ex-mulher de Michael Jackson
"Estou abalada. Meu amigo morreu" - Jane Fonda, atriz
"Perdemos um gênio e um verdadeiro embaixador de todo o
mundo da música" - Justin Timberlake, cantor
"É uma história muito triste, porque ele era um homem muito
doente" - Mikhail Baryshnikov, dançarino
"Por favor, deixem em paz a família Jackson. Não precisamos
ver fotos e vídeos deles agora" - Perez Hilton, blogueiro de
celebridades
Discografia
(não inclui coletâneas)
"Got To Be There" (1972): O disco, com dez músicas,
marcou o primeiro registro da carreira solo do músico então
conhecido por liderar os irmãos no grupo Jackson 5.
"Ben" (1972): Trata-se do segundo álbum solo de
Jackson. O disco, com 11 músicas, foi lançado em agosto de
1972, sete meses depois de sua estreia solo com "Got to Be
There". O cantor deu preferência às baladas, gênero raro nas
músicas dos Jackson 5.
"Music and Me" (1973): "Music and Me", lançado em
abril de 1973, tem dez músicas e foi o terceiro álbum solo
de Michael Jackson, lançado oito meses depois de "Ben".
"Forever, Michael" (1975): Apesar de se tratar do
melhor álbum da primeira fase de sua carreira solo, esse
quarto disco ainda estava longe da inovação provocada pelo
quinto e próximo disco, "Off the Wall".
"Off the Wall" (1979): Dessa vez, Jackson deu uma
pausa de quatro anos para só então lançar o primeiro
fenômeno de vendas de sua carreira. "Off the Wall" é o
primeiro álbum gravado pelo cantor em idade adulta. Ele
misturou disco e rhythm and blues para surpreender público e
crítica. O resultado foi o o topo das paradas e 11 milhões
de cópias vendidas.
"Thriller" (1982): "Thriller" é um verdadeiro marco
na história da indústria fonográfica. Lançado pela Epic em
1982, vendeu mais de 100 milhões de cópias pelo mundo até
hoje. Das nove faixas, três alcançaram o topo das paradas: "The
Girl is Mine", "Billie Jean" e "Beat It". Jackson também
investiu nos videoclipes, realizando verdadeiras
superproduções, como o da faixa título, em que ele
contracena com atores fantasiados de zumbis.
"Bad" (1987): A crítica torceu o nariz ao considerar
o disco pouco ousado na comparação com os dois trabalhos
anteriores. Apesar disso, ele foi muito bem recebido pelo
público, que comprou 26 milhões de cópias. Ele ficou no topo
das paradas em 25 países.
"Dangerous" (1991): Dangerous é o primeiro álbum
lançado por Michael Jackson na década de 90. O cantor
surpreende novamente ao vender mais de 30 milhões cópias até
hoje.
"HIStory: Past, Present and Future Book I" (1995):
Trata-se de um álbum duplo lançado por Jackson que reúne
trinta canções. No primeiro disco (HIStory Begins), há uma
seleção de sucessos remasterizados. Já o segundo (HIStory
Continues) tem a primeira leva de músicas inéditas desde "Dangerous".
"Invincible" (2001): Invincible reúne dezesseis
canções inéditas. O racha do cantor com a Sony resultou em
uma fraca divulgação e oito milhões de discos vendidos, seu
pior desempenho desde "Off the Wall (1979)".
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