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Morte Livre
Por: Helder Miranda
Em maio de 2007
Eu,
nesse instante,
volto
à minha condição de vagabundo,
preso
e liberto
pelo medo
e pelo Sol.
Esse
Sol é de chuva
e meus pés
perseguem
alguma insanidade
livre e triste,
fora do meu tempo,
fora do meu ego
e busca
parte de mim
escondido
em minha alma.
Lama em meu corpo,
morram os bichos virtuais.
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