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Escória da Humanidade *
Por:
Mary Ellen Farias dos Santos
Em junho de 2007
Com o passar do tempo, a história da humanidade, passa por
um absoluto sincronismo. Em cada troca de século, fatos sociais,
absolutamente surpreendentes acontecem. O homem antigo pensava nos finais
apocalípticos do mundo e via tal acontecimento com pavor, o que o levava à
loucura ou até mesmo ao suicídio. Sabe-se que o homem da Idade Média
procurava iniciar sua cruzada espiritual em busca de Deus (o grande Ser
responsável pela vida em todo o universo), e assim, e tudo convergia em um
mesmo conceito: a troca de século é sinônimo de morte.
Agora, já passada a virada do ano 2000, o “final dos tempos”, percebemos que
o medo e o fim do mundo ainda irá demorar para chegar. No entanto, o homem
ainda vive na louca corrida contra o tempo. O tempo não dá tempo. É uma
corrida constante, em que o homem moderno tenta encontrar respostas que não
chegam. Respostas que acabam não dizendo o que o homem quer saber.
O homem moderno quer ser tão moderno, que com toda a sua modernidade mostra
a vida como ela é. E arma-se todo um arsenal de câmeras por todos os lados
de uma casa, e colocam-se pessoas de diferentes estilos de vida, e oferecem
ao público como um produto da mais alta qualidade.
As pessoas se surpreendem, pois a curiosidade de saber coisas e como é o
comportamento diário do outro (o estranho) é extremamente grande. De fato,
este é um comportamento interessante, já que vivemos numa sociedade
individualista... então, por que saber do outro?
As audiências dos reality shows crescem, e as pessoas, acabam se
resumindo a um pó que nada representa para a sociedade, tornam-se o resto do
resto que lhes foi oferecido pela destruidora mídia.
É
claro que homem passou por várias transições que colaboraram para o seu
crescimento no meio humano. Hoje todos temos informação disponível, mas
preferimos ficar em frente à televisão e tomar uma dose de ignorância e
individualismo. Então, assistimos a artistas (conhecidos e desconhecidos que
se tornarão estrelas) trancafiados numa casa onde discutem, beijam-se, amam,
ou insinuam o ato sexual. Todo o tipo de lixo televisivo que nos tira o
pouco senso crítico que tínhamos, se é que algum dia chegamos a tê-lo.
* Texto escrito em 2002
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