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Os
livros em papel vão acabar?
Da Redação
Resenhando
Em junho de 2009
A pergunta do título permeia a cabeça dos amantes da leitura e dos
empresários do setor. Com a chegada do Kindle e outros aparelhos para
leitura de livros, está chegando ao fim a era do livro impresso?
O diretor comercial da Editora Contexto, Daniel Pinsky, acaba de defender
sua dissertação de mestrado na FEA/USP, que parte da seguinte pergunta: A
cadeia produtiva da música foi fortemente afetada pela chegada da
digitalização e da internet. Uma empresa de tecnologia (Apple) apresentou um
aparelho (Ipod) e hoje comanda a cadeia produtiva da música. O que pode
acontecer com a cadeia produtiva do livro?
Partindo desta comparação, ele apresenta a importância que as editoras têm
para o processo de comercialização dos livros e a setorização. “Mostro que
para se analisar a indústria editorial é necessário ter em mente o conceito
de setorização, ou seja que os setores de livros são muito diferentes entre
si. Enquanto alguns estão sofrendo um forte impacto com digitalização e a
chegada da internet, outros sentem pouco”, explica Daniel Pinsky.
Em seguida é apresentado o conceito de livros eletrônicos, muitas vezes
confuso para consumidores e até para profissionais da área. A expressão
“livro eletrônico” assim como a palavra “livro” pode significar a mídia onde
se lê e também o conteúdo. Ou seja, algo físico e palpável, mas também
intangível que se transforma na cabeça de cada leitor.
Daniel consultou em sua pesquisa de campo profissionais de editoras de
livros universitários e professores da USP e do Mackenzie. Apesar do pouco
uso que os professores fazem do livro eletrônico, já enxergam diversas
vantagens e podem vir a usá-los, caso exista oferta adequada. É possível que
venha a acontecer na área editorial o mesmo que na área fonográfica: A
indústria de tecnologia apresenta um produto (Ipod) que acaba sendo o ponto
forte da cadeia, jogando para segundo plano a indústria que produz/reproduz
o conteúdo (gravadoras).
“Acho muito difícil que o livro impresso acabe, pelo menos nos próximos 50
anos, mas sem dúvida o mercado de livros de diversos segmentos vai mudar
bastante com presença maior dos livros eletrônicos”.
Daniel Pinsky é administrador de empresas formado na FGV com Mba em Varejo
pela Fia (USP? CF) e mestrado em administração pela FEA/USP. Atua na área
editorial há 20 anos, exercendo atualmente o cargo de diretor comercial da
Editora Contexto.
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