Para quem gosta de leituras que mergulham no coração da ditadura militar as
dicas de leitura são as obras de Roberto Drummond. Brasileiro fascinado por
este momento que por sua vez marcou a vida e obra deste ilustre escritor.
Ele que foi contista, romancista, cronista e jornalista. Ganhou duas vezes o
Prêmio Esso de Jornalismo, regional, com uma interpretação econômica
do futebol brasileiro e uma receita de mulher mineira. Em 1971 ganhou o 1º
lugar no IV Concurso Nacional de Contos do Paraná com os contos A Outra
Margem, Isabel Numa 5ª Feira e A Morte de D.J. em Paris.
Na sequência, teve publicado livros como O Dia Em Que Ernest Hemingway
Morreu Crucificado (1978), Sangue de Coca-Cola (1980), Quando Fui Morto em
Cuba (1982), Hitler Manda Lembranças (1984), Ontem à Noite Era Sexta-feira
(1988), Hilda Furacão (1991), Inês é Morta (1993), O Homem Que Subornou a
Morte (1993), O Cheiro de Deus (2001), tendo duas publicações póstumas,
Os
Mortos Não Dançam Valsa (2002) e O Dia de São Nunca à Tarde (2004).
Drummond que foi chamado para o andar de cima, no ano de 2002, não foi
ganancioso e nós dá a honra de ter conosco suas produções que destacam a
ditadura, como os livros Hilda Furacão e Sangue de Coca-Cola.
Histórias reais que em algum momento tornam-se imaginárias e personagens
inventados entram nas parábolas deste autor. Ler uma obra de Drummond é
viajar em um mundo desconhecido e cheio de fatos desordenados, mas que aos
poucos se completam.
Em Sangue de Coca-Cola, mulheres fortes e determinadas estão presentes na
obra de Drummond, além de personagens reais como Jô Soares, Agildo Ribeiro,
Bruna Lombardi, Pato Donald, Roberto Carlos entre outros personagens
inventados pelo autor.
Fatos reais e imaginários também fazem parte de uma outra história de
Drummond. Em Hilda Furacão, é difícil saber se o personagem Roberto da obra
não é a biografia de Roberto Drummond. Entre os detalhes nunca revelados
pelo autor são se o personagem Roberto não é auto biográfico e se Hilda
Furacão realmente existiu.