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Emoção
diretamente do século XIX
Por:
Mary Ellen Farias dos Santos
Em maio de 2005
Um período histórico um tanto que curioso, pois os homens eram comprados por
mulheres por meio do pagamento de um farto dote. A nova novela da Rede
Record, Essas Mulheres, exibida de segunda a sábado, às 19h15, é uma
novela ambientada no século XIX, no Rio de Janeiro.
A história, inspirada nos romances Senhora, Diva e Lucíola, do escritor
brasileiro José de Alencar tem em foco três mulheres que viveram tórridos
romances e tiveram suas vidas transformadas radicalmente pelo amor: Aurélia
(Christine Fernandes), personagem principal de Senhora, Mila (Mirian
Freeland), do romance Diva e Maria da Glória/Lúcia (Carla Regina), de
Lucíola.
As
três histórias que são ricas em conteúdo, de fato, parecem uma novela, o que
ajuda com perfeição ao autor e a co-autora deste novela, assim como a
representação do atores. Entre eles estão nomes conhecidos como Adriana
Gambarone, Gabriel Braga Nunes, João Vitti, Carlos Mambertti, Ingra Liberato,
Leonardo Midjorin, entre outros.
Apesar de contar a história de três mulheres do mesmo período, século XIX, a
protagonista da novela é Aurélia Camargo. Ela, uma autêntica heroína
romântica, pobre, mas honrada, fica rica após receber uma inesperada herança.
Com dinheiro suficiente, Aurélia consegue assim "comprar" o seu verdadeiro
amor, isto é, o jornalista Fernando Seixas (Gabriel Braga Nunes), além de
ter a chance de fazer com que a sua inimiga, Adelaide (Adriana Garambone),
pague pelas maldades que fez a ela, anteriormente, quando governanta na casa
de seu pai.
Ela vira o jogo e consegue vencer sua maior rival e casa-se com Seixas. Após
(re)encontrar o seu amor, descobre que comprou o infortúnio. Seus problemas
aumentam quando o seu tio Manoel Lemos (Paulo Gorgulho), tenta se apoderar
da sua fortuna, já que é o tutor da jovem.
A
história de Maria da Glória (Carla Regina), nesta novela, amiga de Aurélia,
é cheia de surpresas desagradáveis, pois ela, órfã de mãe e com o pai doente
numa cama, sente-se obrigada a vender a sua honra e seu corpo para comprar
remédios para o pai e dar de comer à irmã mas nova.
Apesar deste esforço, Maria da Glória, acaba sendo expulsa de casa e faz a
vontade do senhor Cunha, pois torna-se uma cortesão, a mais famosa da
cidade. Maria da Glória troca de nome com a prostituta Lúcia, daí surge o
apelido, Lucíola.
Eis que a sua profissão coloca uma armadilha em seu caminho: Lúcia
apaixona-se pelo jovem rico, Paulo (João Vitti). Para viver seu romance terá
de lutar contra os preconceitos, contra o pai do rapaz e contra o tio de
Aurélia, Lemos, que a mantém em seu poder.
Uma jovem bem nascida. Esta é Mila (Mirian Freeland), uma mulher
inconformada com as limitações e preconceitos da sua época, pois seu
comportamento causa muita estranheza na sociedade.
Seu
maior problema é a mãe, Leocádia (Ana Beatriz Nogueira), com quem tem
terríveis conflitos, os quais irá gerar distúrbios psicológicos na jovem. Ao
ser tratada por um médico negro, Augusto (Alexandre Moreno), se apaixona e
vive um problemático romance.
Solidária à amiga Aurélia na luta contra o tio Lemos, será alvo de muito
ódio do vilão, que descobrirá um grande segredo na vida de Augusto e o usará
para defender-se.
De fato, as três histórias são ricas em conflitos, irão deixar o público
muito envolvidos com as personagens e emocionados com cada reviravolta na
vida das três mocinhas. Na primeira semana de apresentação, o autor Marcílio
Moraes e a co-autora: Rosane Lima mostraram um bom texto e uma boa ligação
entre as histórias de José de Alencar.
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