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Previsibilidade na TV
Por: Mary Ellen Farias dos Santos

Em agosto de 2005




Mesmices reformuladas. Histórias repetidas, mas com um toque de "novidade". Sim. A TV traz "novos programas" refeitos que seguram a audiência.

Como? A global Alma Gêmea, do grande escritor e autor de novelas, Walcyr Carrasco, é um simples exemplo. Apesar de alertar muitas moçoilas que pretendem "subir" na vida de maneira fácil e mostrar de maneira muitas vezes, cômica, como acontece a reencarnação, é muito semelhante a histórias já contadas pelo próprio escritor global.

Hã? Falo pelo motivo de existir sempre o núcleo de personagens engraçados: Mirna, o irmão e o tio. Sempre estereotipados, isto é, a história recebe um nome diferente e seus personagens também, mas recontam o que já foi dito há alguns anos, seja em O Cravo e a Rosa ou em Chocolate com Pimenta, por exemplo.

Deve-ser dar graças, pelo motivo de o estilo da narrativa da atual novela das 18 horas tomou outros rumos, refiro-me ao romance entre Serena (Priscila Fantin) e Rafael (Eduardo Moscovis), nos primeiros dois meses a história pareceu estar amarrada, nada ajudava a desatar. Até que o talento de Drica Moraes, no papel de Olívia, após separar-se do cafajeste Raul (Luigi Barricelli), deu mais brilho a trama e colaborou para o crescimento da história de Carrasco.

No entanto, mesmo tendo alguns probleminhas de início, a novela é a melhor dentre as atuais, A Lua Me Disse e a das 20 horas, América, que a propósito, contam com muitos personagens estereotipados e até desagradáveis, como por exemplo, a batalhadora Sol (América) e a pobre menina rica, Branca (A Lua Me Disse).

A necessidade de sempre haver alguma personagem boazinha, outra muito má, algum revoltado e outro apaixonado, lembra muito as boys bands (pelo menos algumas) que fizeram muito sucesso, como por exemplo, Backstreet Boys e 5ive.

Mas voltando à TV...

Pessoas jovens, muito estereotipadas são facilmente encontradas em realities shows, seja nos Big Brothers da vida ou até no Projeto Piloto, da jovem e inovadora rede de televisão, MTV. No programa de grande audiência da Rede Globo, o Big Brother Brasil, sempre coloca nas televisões de todos os lares brasileiros, ou quase todos, personagens 100% estereotipadas como um revoltado, seja ele lutador ou médico, uma gostosona, seja ela bailarina ou uma garota "boba", um patinho feio, uma mulher humilde e feia e até gays.

O mesmo segue para a novelinha Malhação. Entra e sai o ano, e lá vem a galera do bem e a galera do mal, uma dupla cômica, casais de professores apaixonados, traições e maldades que afastam o casal de protagonistas da temporada e muitas outras cositas mais.

Triste? Sim. Parece que não há mais o que fazer, ao não ser colocar nos programas televisivos perfis desta maneira. Não citei todos? Com certeza, porque é impossível definir todos os tipinhos que tornam os finais das historinhas contadas totalmente previsíveis.












 

 
 
 
 
 

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