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A
criação de um universo inesquecívelPor: Mary Ellen Farias dos Santos Em junho de 2004 Hobbits, trolls, anões e orcs dão ritmo a mágica história O Senhor dos Anéis, de J. R. R. Tolkien (John Ronald Reuel Tolkien). Homens e criaturas são os elementos básicos da obra que de início pode assustar, não pela história criada por Tolkien, mas sim pelo grande volume do livro, ou seja, nada mais nada menos que 1202 páginas, além de cinco páginas com mapas. Para os leitores curiosos que desejam saber perfeitamente por onde os hobbits Frodo e Sam se aventuram para destruir o Um Anel os mapas tem grande importância dentro da obra, pois facilitam a compreensão do mundo fascinante de Tolkien. No decorrer da história, Tolkien descreve o mundo imaginário dos hobbits de uma maneira que faz lembrar a escrita do mestre brasileiro: Machado de Assis. Não só pela maneira de descrever, mas pela forma de fazer com a que história aconteça em cada parágrafo. Há uma magia que chama o leitor cada vez mais para a narrativa que cresce a cada palavra decodificada. A verdade é que o escritor britânico adaptou ao público uma grande epopéia fantástica, a desmistificação da literatura medieval. Esta saga tem início no livro O Hobbit. Entretanto, já no Prólogo de O Senhor dos Anéis o leitor consegue se inteirar da sombria história do Um Anel. É difícil falar sobre a qualidade do livro que varia entre misterioso, épico, simples e até engraçado. Tolkien foi e continua sendo 'venerado' por muitos escritores. Um exemplo é o biógrafo Michael White que de tanto ler as produções de Tolkien escreveu: Tolkien: Uma Biografia, publicado pela editora Imago (2002, 306 páginas). "Tolkien era um homem bom, honesto, digno de confiança, mas não se incluía na fila para canonização". A obra é dividida em três volumes: A Sociedade do Anel, As Duas Torres e O Retorno do Rei, exatamente a seqüência seguida pelos estúdios da New Line. É indiscutível que O Senhor dos Anéis virou mania após o lançamento do longa O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel. Não que o livro fosse desconhecido, mas ganhou força entre jovens e o mundo todo, após a adaptação para a telona. É certo que poucos escritores podem reinvindicar a popularidade e o duradouro apelo do professor John Ronald Reuel Tolkien. O autor de O Senhor dos Anéis imaginou as maravilhas da Terra Média durante a correção de dissertações da prova para a obtenção do School Certificate, trabalhos de alunos de 16 anos. Com esse trabalho, ele pode manter a família: mulher e quatro filhos. Passado algum tempo, Tolkien sentiu-se satisfeito por julgar com criteriosa justiça as provas e põe-se em cima da pilha à direita, antes de pegar outra da esquerda. Durante mais alguns minutos, lê as páginas de abertura dessa nova dissertação, e depois, virando a página, surpreende-se ao ver uma folha de papel em branco. Fazendo uma pausa, só por um instante, e sentindo-se como recompensado por suas labutas do dia - menos de uma folha para corrigir -, encosta-se na cadeira e olha o escritório em volta. De repente, seu olhar é atraído para o tapete perto de uma das pernas da mesa. Nota um minúsculo buraco no tecido e fita-o por um longo momento, devaneando. Então, volta-se para o trabalho e começa a escrever: 'Num buraco no chão, morava um Hobbit'...", diz Michael White. Incomodado, o mestre foi estudar os hobbits. Nesta busca pôs em andamento as obras épicas que hoje em dia conhecemos. O livro foi sucesso imediato, e na década de 60 deslanchou e tornou-se leitura obrigatória. Mesmo após a morte de Tolkien, em 1973, o legado tolkeniano continuou a crescer e ano após ano ele foi tornando-se um dos gigantes de literatura moderna. Incrível ou não, o que sabe-se é que Tolkien aumenta a cada dia a sua legião de fãs. "O mundo está dividido entre aqueles que já leram O Hobbit e O Senhor dos Anéis e aqueles que ainda não leram", foi desta forma que o The Sunday Times se referiu ao livro que faz sucesso de geração em geração. Uma nova língua: Que o processo criativo de Tolkien é imenso já sabe-se e não é necessário ressaltar, mas criar idiomas é algo audacioso. Contudo, ele foi e superou qualquer mente humana. Os detalhes da fala dos elfos, dos humanos, dos hobbits, dos trolls, dos orcs e dos anões o leitor irá encontrar na Apêndice F. A língua representada nesta história pela nossa era o westron ou Língua Geral do oeste da Terra-média na Terceira Era. No decorrer dessa era, tornara-se a língua nativa de quase todos os povos falantes (exceto pelos elfos) que habitavam dentro dos limites dos antigos reinos de Arnor e Gondor, isto é, ao longo de toda a costa, desde Umbar até a Baía da Forochel, ao norte, subindo o Anduin, ocupando as terras a oeste do Rio e a leste das montanhas, até os Campos de Lis. A época da Guerra do Anel, no final da era, esses eram ainda os seus limite como língua nativa, embora grandes extensões de Eriador estivessem então desertas e poucos homens vivessem às margens do Anduin entre o Rio de Liz e Rauros. * qualquer problema com nomes de terras recorra ao mapa para situar-se no mundo tolkieniano. A história de O Senhor dos Anéis: Tudo acontece em torno de um anel perigoso, o qual corrompe os seres que o usam com freqüência: este é o Um Anel. Na edição da Martins Fontes, após a apresentação do editor, o leitor é surpreendido com o tamanho do poder deste objeto: Três Anéis para os Reis-Elfos sob este céu, Sete para os Senhores-Anões em seus rochosos corredores, Nove para Homens Mortais, fadados ao eterno sono, Um Para o Senhor do Escuro em seu escuro trono Na Terra de Mordor onde as Sombras se deitam. Um Anel para a todos governar, Um Anel para encontrá-los, Um Anel para a todos trazer e na escuridão aprisioná-los Na Terra de Mordor onde as Sombras se deitam. A história começa com uma festa muito esperada. O Sr. Bilbo Bolseiro de Bolsão realiza uma festa especial, pois ele complete onzenta e um anos e o seu querido sobrinho, Frodo, ia torna-se adulto fazendo trinta e três anos. Neste capítulo o leitor conhece um pouco dos costumes dos pequenos hobbits, que são um pouco maiores que anões e vivem em tocas no chão que normalmente eram grandes, mas o número de integrantes da família sempre acompanhava o tamanho da casa. Outra peculiaridade dos hobbits era a hospitalidade e o gostar de festas e presentes, que ofereciam sem reservas e ainda aceitavam com gosto. A festa dada por Bilbo foi uma fartura e os presentes que o anfitrião deu aos convidados foram inusitadamente bons. "As crianças hobbit estavam tão excitadas que por um tempo quase se esqueceram de comer. Havia brinquedos que eles nunca tinham visto antes, todos lindos e alguns obviamente mágicos". Não só os presentes de Bilbo eram mágicos, a escrita de Tolkien conta com um encantamento e faz a leitura acontecer de forma mágica e especial. No entanto, a história ganha ritmo a partir do capítulo dois do primeiro livro: A Sombra do Passado. É neste trecho que o leitor é definitivamente preso no enredo do grande livro. É aqui também que aparece o querido (e odiado) Sméagol, ou se preferir, Gollum, que assassina o Déagol para ter o Um Anel de presente de aniversário. Gollum colocou o anel no dedo e começou a vagar sozinho, chorando e pensou: "Debaixo daquelas montanhas deve ser um lugar fresco e de muita sombra". Foi que ele passou a viver. O anel entrou nas sombras com ele e sua parte má ficou furiosa no fim desejando ter novamente o "precioso" após perdê-lo para Bilbo em uma aposta. Toda a narrativa de O Senhor dos Anéis tem um ritmo com vários clímax que por sua vez envolvem o leitor. Ao fim da leitura do livro é possível montar um quebra-cabeça. No entanto, as peças distribuídas por Tolkien alimentam o leitor aos poucos, sendo que ao final da história o quebra-cabeça completa-se, terminando a saga do anel. Esta é uma história que não acaba em si, tem um poder cíclico. A cada (re)leitura o texto ganha mais vida, é como se a história fosse real e nós fóssemos as personagens principais os guardiões do 'precioso': Frodo e Sam que vencem esta batalha com vigor e muita perseverança.
Livro:
O Senhor dos Anéis Livro: Tolkien: Uma Biografia Autor: Michael White Editora: Imago |
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