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Uns
segredinnhos não fazem mal para ninguém
Por: Mary Ellen Farias dos
Santos
Em janeiro de 2006
Segredinhos, em meio a segredos que de fato devem ser mantidos. Emma
Corrigan não foge à regra do universo feminino, faz o leitor rir e se
identificar com as passagens de sua vida.
Emma Corrigan é uma mulher bastante moderna, mas não escapa à regra que
existe entre as mulheres de todos os tempos já passados: tem os seus
segredos, independente do tamanho e grau de importância destes. Como assim?
Alguns dos exemplos são simples como usar calcinha fio-dental, apesar de
achá-la desconfortável ou ainda dizer ao namorado que ama jazz, enquanto
detesta. O Segredo de Emma Corrigan, de Sophie Kinsella, publicado
pela Editora Record, tem uma escrita leve e totalmente simpática (bem
escrita, mas bem humorada), o que leva a identificação imediata a alguns
pensamentos e atos de Emma, no resto, faz rir e muito.
A autora (de Os delírios de consumo de Becky Bloom sucesso de público
— foram mais de 35 mil exemplares vendidos só no Brasil — e crítica) mantém
o humor ao descrever os receios do universo feminino. Nesta história não há
compras de produtos de maneira compulsiva, mas apenas uma mulher inglesa,
comum, perto dos 30 anos, que guarda em seu poder de silêncio situações ultraconfidenciais:
como perdeu a virgindade enquanto os pais assistiam ao filme Ben-Hur na sala de TV, o
que pensa sobre o namorado, as peças que prega nos colegas de escritório (um
deles é jogar suco na plantinha de sua "amiga" de trabalho) e até seu peso
verdadeiro.
Tudo começa da seguinte maneira: "É claro que eu tenho segredo. Claro que
sim. Todo mundo tem. É totalmente normal. Tenho certeza de que não tenho
mais do que ninguém. Não estou falando de segredos enormes, de abalar a
terra. Do tipo 'o presidente do EUA vai bombardear o Japão e só Will Smith
pode salvar o mundo'. Só segredos normais, segredinhos do dia-a-dia".
Creio que o seu interesse nestes segredos devem ganhado proporção. Só para
se ter uma idéia, logo de cara, nas primeiras páginas ela dispara 15 deles.
Inicilamente, descobre-se que Emma trabalha na Corporação Panther. Ela que
sonho com uma boa oportunidade profissional, está numa reunião que irá
finalizar (ou não) um acordo promocional entre a nova bebida esportiva
Panther Prime, sabor uva-do-monte, e a Glen Oil. Resultado: a moça perde a
oportunidade de mostrar serviço e sua chance de tornar-se executiva de
marketing fica ainda mais distante e pra piorar ela embarca em um vôo, que
após ganhar a simpatia da aeromoça e passar para a classe executiva do
avião, parece que acontecerá uma terrível catástrofe: ela e todos os outros
tem tudo para passar dessa para uma melhor.
É lógico que ninguém morre, mas neste meio tempo, enquanto pensava que iria
morrer, Emma contou todos os seus segredos a um total estranho, sentado ao
seu lado. Aliviada ela segue em frente, sabendo que nunca mais o verá. Ledo
engano, o estranho, não é ninguém menos do que o dono da Corporação Panther,
Jack Harper. Enquanto isso, o seu namorado pede para que morem juntos. Mas
como ela fará isso, se nem sabe se o amo de verdade?
As coisas ficam ainda mais complicadas quando ele começa a se aproximar da
moça. Seus pensamentos vão a mil quando de repente, ela é chamada até a sala
de seu chefe. "Ele não pode me demitir. Não pode. Não é justo. Eu não sabia
quem ele era. Puxa, obviamente, se ele tivesse dito que era meu patrão, eu
nunca teria falado do currículo. Nem... de nada".
Enfim,
este é um livro agradável de se ler, pois traz uma história diferente,
apesar de seguir o estilo de livros como O Diário de Bridget Johnes.
A capa é altamente sedutora aos olhos de qualquer leitor mais exigente ou
daqueles que precisam de mais incentivo para ler com mais freqüência.
Dica: O Segredo de Emma Corrigan, obra que chegou ao topo das listas
dos mais vendidos na Inglaterra e do jornal The New York Times, tem a
promessa de, em breve, ganhar uma versão para o cinema, com a atriz Kate
Hudson (de Como perder um homem em 10 dias) na pele de Emma.
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Livro: O Segredo de Emma Corrigan |
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Título Original Inglês: Can You Keep a Secret? |
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Autora: Sophie Kinsella |
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384 páginas |
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Tradução: Alves Calado |
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Editora: Record |
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