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A
magia dos contos de Perrault
Por: Mary Ellen Farias dos
Santos
Em fevereiro de 2006
Nada de estúdios de animação para facilitar o entendimento dos contos de
Perrault. Editora Paulus faz melhor e publica
Contos de Perrault, leitura indispensável para os pequenos e os
grandinhos também.
Atualmente encontramos contos e mais contos publicados em livros, alguns no
formato original (e traduzidos) e outros adaptados. Entre contistas infantis mais conhecidos (sim, nomes que
permaneceram ao passar dos séculos) são Hans Cristian Andersen
(1805-1875), os irmãos, Wilhelm Grimm (1786-1859) e Jakob Grimm
(1785-1863) e Charles Perrault (1628-1703). Todos eles, em diferentes
épocas, fizeram uso desta forma de narrativa breve, a qual originalmente
acontecia por meio de narração oral. De maneira sucinta contava-se um fato
verídico ou lendário, reproduzido com fantasia. Entretanto, a imaginação, a
fabulação, a lenda e o anedótico constituem elementos integrantes do
conteúdo do conto. Interessante? Sim. No entanto, o que quero discutir aqui,
apesar da minha longa introdução (desculpe a minha dificuldade em ser
sucinta), é que a editora Paulus, tem como recente
publicação a obra, Contos de Perrault.
A obra de acabamento de luxo, em brochura e capa dura, conta também com
ilustrações em preto e branco e coloridas, de Andréa Vilela, além de vasto
material. Quer que os cite? Ok. Lá vão eles todos: "Os amores da régua e do
compasso e os do Sol e da sombra", "Anticontos - À margem da Eneida", "Os
muros de Tróia", "Contos e poemas - Carta ao senhor Abade D´Aubignac",
"Diálogo do amor e da amizade", "O espelho ou A metamorfose do orante", "O
corvo curado pela cegonha ou O ingrato perfeito", "O labirinto de
Versalhes", "A pintura", "Crítica da ópera", "Crítica da ópera ou Exame da
tragédia intitulada ALCESTE, ou O triunfo de ALCIDES", "O Banquete dos
deuses pelo nascimento do senhor Duque de Borgonha", "Júpiter", "As gêmeas
ou Metamorfose das nádegas de Íris em astro", "O holandês robusto",
"Metamorfose de um pastor em carneiro", "Contos em verso", "Grisélida",
"Pele de Asno", "Os desejos ridículos", "Histórias ou contos do tempo
passado", "A bela adormecida no bosque", "Chapeuzinho vermelho", "O barba
azul", "O mestre gato ou O gato de botas", "As fadas", "A gata borralheira
ou O sapatinho de cristal", "Ricardo do topete", "O pequeno polegar",
"Tradução das fábulas de Faërne", "Contos piedosos" e "O caniço do novo
mundo ou A cana-de-açúcar". Ufa!
Definitivamente o material reunido é grande, no entanto, sua qualidade
ultrapassa a sua grandeza, o que somente lhe atribui um valor inestimável,
tornando-se numa perfeita opção para presentear aos pequenos e os mais
grandinhos que gostam de retornar ao mundo maravilhoso dos contos de fadas.
Por que digo isto? Porque sem dúvida este é um livro para ser passado de
geração em geração. Seu conteúdo não tem prazo de validade para ser esgotado
algum dia e sua encadernação, certamente permite tornar esta obra uma relíquia de
família.
De início, principalmente, para os leitores mirins, a quantidade de páginas
do livro pode impressionar, mas a impressão logo passa ao conferir o tamanho
graúdo das letras da obra. Conheça o universo de Perrault por meio do
fantástico livro editado pela Paulus. Vale a pena, mesmo!
Um pouco do autor: Charles Perrault, escritor, médico e advogado,
viveu entre os anos 1628 e 1703. No entanto, ganhou conhecimento atuando
como escritor, manteve com Boileu uma longa polêmica literária em que
considerava os clássicos modernos superiores aos antigos. Tornou-se
mundialmente conhecido com as histórias de fadas, Contos da mamãe gansa
(1697), no qual figuram Chapeuzinho Vermelho, Cinderela, Gato de Botas
e Barba Azul. Ao inaugurar o gênero literário Contos de Fada,
divulgou histórias tradicionais e outras que integravam o folclore europeu
usando uma linguagem simples.
Perrault foi denominado Homero burguês, pela propriedade com que retratou a
sociedade de sua época, a partir da metamorfose de certos símbolos dos
contos populares. Seu trabalho consistiu em transformar os monstros e
animais - aos quais os camponeses atribuíam poderes mágicos - em fadas.
Utiliza o confronto dualista entre bons e maus, belos e feios, fracos e
fortes, como exercício de crítica à corte. Não raramente, os personagens que
representam as classes discriminadas se tornam superiores à nobreza pela
inteligência.
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Livro: Contos de Perrault |
|
Autora: Charles Perrault |
|
Ilustrações: Andréa Vilela |
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295 páginas |
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Ano: 2005 |
|
Tradução: Maria Stela Gonçalves |
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Editora: Paulus |
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