|
|
|
Uma
bisavó de 80 anos que sabe o que é felicidade
Por: Mary Ellen Farias dos
Santos
Em abril de 2006
Uma bisa que é pura doçura e encanto. É o que o leitor (mirim e adulto) irão
encontrar em Bisaliques: Eta Bisa Boa!,
de Tatiana Belinky. Esta personagem
que inspirou delicados limeriques (que são versinhos bem
chiques) é uma bisavó, chegou aos 80 anos, uma verdadeira fortaleza,
conquistou boas amizades e também saudades.
Ela que não tem medo da "Terceira Idade", pratica hidromassagem, caminha e
faz jardinagem, além de ter tempo e disposição para andar de bicicleta. Na
realidade, você tem o prazer de conhecer
(e/ou ter) uma pessoinha assim? Caso positivo, tenho certeza de que, a leitura destes limeriques serão feitas
várias e várias vezes para que a leitura permita ter esta
"velhinha" bem pertinho e mais pertinho.
Além de ser um veículo de aproximação dos pequenos aos mais idosos, os
versinhos tem um tom de humor bastante forte, o que dá um vigor ao livro. Um
exemplo é: "Essa Bisa assim vai levando, / Com garra vai administrando, / As
chateações / E as perturbações / Que um certo 'condor' vem / Causando".
Só para não passar em branco, a minha avó, Aurora, é bisavó de três, e hoje
está firme e forte, apesar dos "condores". É justamente quando este assunto
entra em questão que temos uma das melhores partes do livro, que é bem assim: "'Condor' é
um 'bicho' malvado / Que ataca sem ser convidado, / 'Com dor' na barriga /
'Com dor' na bexiga / 'Com dor' na frente e do lado".
Sem dúvidas! Tatiana Belinky faz mágica (música) na escrita em versos, além de deixar
aquele 'gostinho' de quero mais e aquela pergunta: "Por que já acabou?
Estava tão legal!". Sim é exatamente esta reação do leitor e pequeno ouvinte
de Bisaliques: Eta Bisa Boa!, o que prova que tamanho não é sinônimo de
qualidade. Por esse motivo a dica é: leia de novo, de novo... de novo!
A autora é concisa e prática, sem perder o humor em cada uma de suas rimas,
ou melhor, versinhos bem chiques. É uma excelente opção para as crianças!
Torne-se um profundo conhecedor de limeriques, já!
Sobre o autor: Nasceu em São Petersburgo, Rússia, em 1919. Chegou a
São Paulo aos dez anos. Aprendeu a ler muito cedo e ainda pequena começou a
escrever. Aos 27 anos já fazia peças de teatro. Foi responsável pela
primeira adaptação para a TV de "O sítio do Pica-pau Amarelo". Além do
trabalho como escritora, Tatiana é tradutora profissional de literatura
(traduz do inglês, russo, francês e alemão). Dentre suas obras publicadas
estão: Bregaliques, Chorar é preciso? e O caçador valente.
|
Livro: Bisaliques: Eta Bisa Boa! |
|
Autor: Tatiana Belinky |
|
Categoria: Infantil |
|
Ilustrações: Claudia Scatamacchia |
|
16 páginas |
|
Ano: 2005 |
|
Editora: Paulus |
:: Mais sobre... Livros infantis e/ou juvenis
::
Resenha de Emburrado!, de Celso Sisto
:: Resenha de Contos e Histórias, de Hans Christian Andersen
:: Resenha de Uma História Só Pra Mim, de Moacyr Scliar
:: Resenha de Histórias da Natureza para crianças, de Hetty
Waddingham Seers
:: Resenha de Érica e Seus Caminhos de Amor, de Lúcia
Pimentel Góes
::
Resenha de Contos de Perrault, de Charles Perrault
::
Resenha de Contos dos Irmãos Grimm, de Clarissa Pinkola Estés
::
Resenha de Bilhetinhos, de Júlio Emílio Braz
::
Resenha de O Mundo Encantado de Andersen: Histórias escolhidas
::
Resenha de O arco-da-velha, de Jaime Araújo Mendonça
::
Resenha de O Gato e os Gatunos, de Cláudio Martins
::
Resenha de Garibaldi foi à missa, de Patrícia Gwinner
::
Resenha de Conte uma história, vários
::
Resenha de O Cisne, de Gudbergur Bergsson
:: Resenha de Pânico na Biblioteca, de Eoin Colfer
::
Resenha de As rosas inglesas / As maçãs do Sr. Peabody, de Madonna
::
Resenha de Armário 13, de R. L. Stine
::
Resenha de O Mentiroso, de R. L. Stine
::
Resenha de Minha Versão da História: Cinderela / A Madrasta
::
Resenha de Não Se Esqueça de Mim, de R. L. Stine
::
Resenha de Duas Amigas, de Roseana Murray
::
Resenha de Perdoar: É Melhor Para o Coração, de Carol Ann Morrow
::
Resenha de Princesas Apaixonadas
::
Resenha de Teatro das Princesas
:: Resenha de A Pequena Princesa, de Frances H. Burnett
|
|