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A
voz do poder que manda e desmanda
Por: Mary Ellen Farias dos
Santos
Em março de 2007
Saiba como e porque ter uma voz possante pode fazer com que um homem tenha o
poder de mandar em um povoado submisso!
Toda a história de Quem Perde a Voz Perde a Vez, de Maurício Veneza
acontece numa pequena cidade de um país bastante enorme. Eis que neste lugar
há um homem de voz possante que de tão forte em toda sua sonoridade vocal,
resolveu das ordens para outros dois.
Estes dois homens, muito astutos não deixaram por menos, e também resolvem
mandar. "Por sorte", logo encontram quem também lhes obedecesse. "Como todo
mundo sabe, as pessoas importantes devem ser obedecidas: São as chamadas
ordens superiores".
É assim que a cidade passa a ser habitada por pessoas que mandam e obedecem.
"Os pais mandavam nos filhos. O padre mandava na igreja. O general mandava
nos soldados. O patrão mandava nos empregados. E todos obedeciam ao Homem".
Com tanta submissão neste povoado, algo acaba por acontecer: o primeiro
homem, o grande "mandão" desta história, perde a voz, e a cidade descobre
que pode "funcionar" sem ordens. "No princípio, o povo estranhou e ficou um
pouco confuso com aquela história de ter que decidir as coisas por si mesmo.
Afinal, era muita responsabilidade".
É claro que o "senhor mandão" não queria perder a vez de mandar. Decidiu
procurar sua voz: nas gavetas, debaixo da cama, nas latas de lixo e
procurou, procurou e procurou. Sem dúvidas, sem sua voz, ela foi esquecido
por todos. A voz do homem chega a ir para outro lugar e... O povo fica sem
receber ordens por pouco tempo, porque é claro que quem perde a voz perde a
vez, mas para outro!
Maurício Veneza usa a literatura infantil com inteligência, pois nesta
história os pequenos descobrem que para se mandar (em uma pessoa ou em
grupos grandes) é necessário responsabilidade e sabedoria, porém quem muito
manda, um dia pode perder o seu poder, quando menos esperar, e ser
definitivamente esquecido por todos que seguiam suas ordens sem pestanejar.
Sobre o autor: Maurício Veneza nasceu em Niterói (RJ). É desenhista
atuante na área dos meios de comunicação (histórias em quadrinhos, desenhos
humorísticos, ilustrações, etc.), junto às editoras e agências de
publicidade do Rio de Janeiro, de São Paulo e do Paraná. Além disso, em
1987, estreou como escritor de livros Infanto¬Juvenis, ao publicar pela
Formato Editorial Quem perde a voz, perde a vez e O barquinho
vai..., que foi considerado "altamente recomendável para crianças" pela
FNUJ em 1988. É colaborador regular da revista Ciência Hoje das
Crianças (editada pela Sociedade Brasileira para o Progresso da
Ciência) e membro da Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura
Infantil e Juvenil.
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Livro: Quem Perde a Voz Perde a Vez |
|
Autor: Maurício Veneza |
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16 páginas |
|
Ano: 1987 |
|
Produção Gráfica: Paulo Roberto de Aquino |
|
Editora: Formato |
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