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Romance
continua em algum lugar do passado
Por: Mary Ellen Farias dos
Santos
Em agosto de 2007
Em A Libélula no Âmbar, Diana Gabaldon, embarca na história e usa muita
criatividade para cruzar a imaginação com a realidade do século XVIII.
Em um ambiente mágico e surpreendente por si só, o romance A Libélula no
Âmbar, de Diana Gabaldon, acontece na Paris do século XVIII. Neste
volume que dá sequência ao livro A viajante do tempo, que apresentou
a protagonista inesquecível, Claire, uma mulher de personalidade forte, que
busca o amor verdadeiro em meio a importantes acontecimentos históricos.
Separada do marido poucos depois da lua-de-mel, quando ele foi convocado
para lutar na Segunda Guerra Mundial, alistou-se como enfermeira na Cruz
Vermelha, o que mudou sua visão de mundo. Ao "viajar" no tempo chega em 1793
e conhece o jovem guerreiro escocês Jamie Fraser, com quem vive uma
inesperada e intensa paixão.
Ufa! Porque contei toda essa história do primeiro volume da série
Outlander? Simples. Em A Libélula no Âmbar temos novamente o par
Claire e Jamie. Contudo, nem sempre é possível viver de amor e alegria.
Desta vez o escocês de Claire está em "ação" e precisa ajudar o príncipe
Carlos Stuart a formar alianças que o apoiassem na retomada do trono da
Inglaterra, que se encontrava nas mãos dos protestantes.
Contudo, Claire sabia que a rebelião estava fadada ao fracasso. A tentativa
de devolver o Reino aos católicos resultaria num banho de sangue que ficaria
conhecido como a Batalha de Culloden, e deixaria os clãs escoceses em
ruínas. Em meio a intrigas da corte parisiense, enfrentando novamente um
velho rival, ela tenta impedir o morticínio cruel e salvar a vida do homem
que ama.
Para escrever A Libélula no Âmbar a autora embasou-se em uma extensa
pesquisa histórica e em sua poderosa imaginação. Neste volume, Gabaldon
reitera as razões de seu sucesso internacional. Para aqueles que amam ler a
realidade e a imaginação lado a lado e interferindo entre si, este romance é
uma perfeita viagem.
Confira o prólogo
de A Libélula no Âmbar
"Acordei três vezes de madrugada. Na primeira, de tristeza, depois de
alegria e, finalmente, de solidão. As lágrimas de uma profunda perda
acordaram-me devagar, banhando meu rosto como o toque reconfortante de um
pano úmido em mãos tranquilizadoras. Virei o rosto no travesseiro molhado e
naveguei por um rio salgado, para dentro das cavernas da dor relembrada,
para as profundezas subterrâneas do sono.
Despertei, então, de pura alegria, o corpo arqueado nos espasmos da união
física, sentindo o toque de seu corpo ainda na minha pele, morrendo ao longo
doscaminhos do meu ser. Repeli a consciência, virando-me outra vez, buscando
o cheiro pungente e penetrante de desejo satisfeito de um homem e, nos
braços reconfortantes do meu amado, dormi.
Na terceira vez, acordei sozinha, além do alcance do amor ou do sofrimento.
A visão das rochas estava nítida em minha mente. Um pequeno círculo, pedras
em pé no topo de uma colina verde e íngreme. O nome da colina é Craigh na
Dun; a colina das fadas. Alguns dizem que a colina é encantada, outros que é
amaldiçoada. Todos têm razão. Mas ninguém sabe a função ou o propósito das
pedras.
Exceto eu.".
Diana Gabaldon: A escritora americana formou-se em zoologia, tem
mestrado em biologia marinha e é Ph.D em ecologia. Trabalhou como resenhista
em revistas de informática e começou a escrever por acaso, quando, para um
de seus artigos, precisou analisar um site na Internet dedicado á troca de
idéias entre escritores. Diana se apaixonou pela literatura e tornou-se
escritora em tempo integral. Diana vive em Scottsdale, no Arizona. Ela é
casada e tem três filhos.
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Livro: A Libélula no Âmbar |
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Título Original: Dragonfly in Amber |
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Autora: Diana Gabaldon |
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890
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Ano: 2006 |
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Tradução: Geni Hirata |
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Editora: Rocco |
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