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história do romantismo brasileiro em poesias
Por: Mary Ellen Farias dos
Santos
Em março de 2008
Global Editora presenteia leitores com um roteiro da poesia brasileira
tendo o movimento romântico como estudo. Saiba mais!
Sabe-se que no Brasil, no século XIX -por volta de 1830- o romantismo surgiu
e teve como característica principal o desejo de manifestar nas letras as
peculiaridades dos país, sua realidade física e social, fazendo com que
despertasse a consciência da nacionalidade brasileira. Após quase 200 anos
de seu início, o movimento artístico tem riquezas para serem exploradas e
servirem de base para inúmeros estudos literários.
Em 2007, o membro mais jovem da Academia Brasileira de Letras Antonio Carlos Secchin
selecionou poesias românticas e constituiu a obra Roteiro da Poesia
Brasileira - Romantismo, publicada pela Global Editora, que também conta
com prefácio do estudioso.
O volume traz em seqüência as produções de escritores românticos, todos obedecendo a
cronologia de suas datas de nascimento. "Para a transcrição dos poemas,
valemo-nos de edições tidas por fidedignas, quando não das derradeiras
edições publicadas em vida dos autores ou da princeps, em obras que
não lograram reedição. [...] Corrigimos erros tipográficos evidentes,
atualizamos a ortografia e a pontuação de acordo com as normas vigentes. Por
fim, dedicamos este livro à memória de Fausto Cunha, o maior e mais lúcido
estudioso de nossa poesia romântica".
O recheio abastado de Roteiro da Poesia Brasileira - Romantismo começa com
Gonçalves de Magalhães e finaliza com Narcisa Amália. Além de ter a poesia
de Gonçalves Dias, Bernardo Guimarães, Francisco Otaviano, Laurindo Rabelo,
Luís Gama, Trajano Galvão, Álvares de Azevedo, Junqueira Freire,
Sousândrade, Bittencourt Sampaio, Juvenal Galeno, Bruno Seabra, Cassimiro de
Abreu, Pedro Luís, Tobias Barreto, Fagundes Varela, Carlos Ferreira e Castro
Alves.
No entanto, antes das poesias e uma pequena biografia dos poetas, há um breve estudo sobre a
história do romantismo e suas gerações. "Poucos períodos literários costumam
ter datas de início e término de vigência tão bem assentada quanto o nosso
Romantismo. Credita-se aos Suspiros Poéticos e Saudades, de Gonçalves de
Magalhães, o início do movimento, em 1836, e a Castro Alves seu epílogo, com
as Espumas Flutuantes, de 1870. Como em toda a simplificação didática, o
acerto genérico na localização desses marcos abafa questões que não deveriam
ser negligenciadas. Em pontos extremos, pode-se dizer que Magalhães muitas
vezes ainda não era romântico, e Castro Alves, outras tantas, já havia
deixado de sê-lo". Não deixe de ter em mãos Roteiro da Poesia Brasileira - Romantismo
e bons estudos!
ANTONIO CARLOS SECCHIN: Eleito em 2004, o membro mais jovem da
Academia Brasileira de Letras, nasceu no Rio de Janeiro, em 1952. É doutor
em Letras e professor titular de Literatura Brasileira da Universidade
Federal do Rio de Janeiro, além de professor visitante de várias
universidades estrangeiras - na França, em Portugal, na Itália, na
Venezuela, no México e nos Estados Unidos. Ensaísta, poeta e ficcionista, é
autor de dez livros. Suas publicações mais recentes são João Cabrel de
Melo Neto: A Poesia do Menos (ganhador do concurso nacional de
ensaios do INL/Ministério da Educação e Cultura em 1985 e do Prêmio Sílvio
Romero da ABL), Todos os Ventos (poesia reunida, prêmios da
Fundação Biblioteca Nacional, da ABL e do PEN Clube), Escritos Sobre
Poesia e Alguma Ficção e 50 Poemas Escolhidos pelo Autor.
Responsável por várias seletas e obras completas de poetas brasileiros,
tanto de nomes consagrados quanto de autores à margem do cânone. Na Global
Editora, organizou antologias de melhores poemas de João Cabral de Melo Neto
e de Fagundes Varela e a das melhores contos de Edla van Steen.
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