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informação formatada por agências
Por: Mary Ellen Farias dos
Santos
Em maio de 2008
A extrema força das agências de notícias durante a guerra entre os
Estados Unidos e o Iraque. Saiba mais!
"Sempre foi assim. Para quem comanda exércitos, quanto menos a imprensa
mostrar, melhor. Mas nunca tinha se chegado a tal estágio de controle de
informações como na guerra dos Estados Unidos contra o Iraque. As imagens
que ficaram registradas na memória são as das luzinhas esverdeadas caindo
sobre Bagdá. Sem sangue, sem horror. Até hoje não se conhece o número de
vítimas".
Fábio Konder Comparato no prefácio da obra.
A poderosa censura do governo americano que manipula a imprensa durante os
ataques ao Afeganistão. Deus é Inocente: A Imprensa, Não, livro do
jornalista Carlos Dorneles, publicado em 2002, soma 274 páginas voltadas a
todos os leitores, inclusive os antigos jornalistas e os aspirantes na área
de comunicação.
Em Deus é Inocente: A Imprensa, Não está explícito que é comum a
notícia estar "em moda", pois neste ritmo segue a total despreocupação com a
responsabilidade de atualizá-la. Desta forma, a angulação da matéria baseada
em fatores políticos e de interesses de uma minoria poderosa, transforma uma
mentira em verdade para a grande massa.
Voltado à opinião pública, a obra mostra abertamente como é feito o
"manuseio" das informações e a "inocência" da imprensa ao reproduzir
notícias oficiais sem mesmo checar dados e fontes. Na publicação da Editora
Globo, o autor lembra que independente de credo ou raça a imprensa não
consegue caminhar separada do poder político, da força econômica e da
pressão patriótica.
"Em contrapartida, apesar das garantias constitucionais de liberdade de
expressão, são raras as grandes empresas privadas de comunicação de massa
que podem desenvolver sua atividade sem depender minimamente do Estado,
dispensando a publicidade oficial ou o socorro financeiro em situações de
agudo endividamento" (página 14).
De fato, Deus é Inocente: A Imprensa, Não retrata o jogo de
interesses em que o poder está acima, soberano, acima de tudo e de todos.
Fábio Konder Comparato, autor do prefácio, "este livro é uma convincente
ilustração desse novo esquema imperial de poder".
Vale a pena inteirar-se sobre a crise de confiabilidade da imprensa e a
falta de apuração dos fatos descritos em textos enviados por agências
internacionais. Não deixe de ler Deus é Inocente: A Imprensa, Não, do
jornalista Carlos Dorneles!
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