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A
natureza (sempre) amiga da humanidade
Por: Mary Ellen Farias dos
Santos
Em junho de 2008
Jovem vencida pela curiosidade causa um desastre e é ajudada pela
natureza. Saiba mais de Raminho de Alecrim!
A magia dos contos que mergulham na fantasia e mexem com a imaginação dos
pequenos de 8 a 80 anos. Raminho de Alecrim, de Andrew Lang, com
adaptação de Ana Maria Machado (Global Editora, 24 páginas), de narrativa
ibérica, resgata vários elementos mágicos, sempre presentes nos tradicionais
contos populares: um buraco enorme no meio da terra, um túnel misterioso, um
baú, um príncipe-feiticeiro, uma chave proibida, um palácio de cristal,
entre outros.
A história é sobre uma jovem muito bonita, trabalhadeira, que vivia com o
pai, mas torcia para que algo especial acontecesse em sua vida. "Certa
tarde, quando ela já tinha terminado todo o trabalho do dia, seu pai a
mandou ao bosque para pegar folhas e galhos secos para a lareira. A moça
foi. Quando já tinha catado uma boa quantidade de gravetos e voltava para a
cabana onde moravam, sentiu um delicioso cheiro de alecrim".
A história ganha forma quando a moça decide colher um raminho da erva. Tal
plantinha não cede. No entanto, a insistência e a força da jovem
permitem ter o raminho de alecrim por inteiro na mão. Eis que a mágica
acontece neste conto.
Um belo homem surge perto dela e a convida para acompanhá-lo. Os dois seguem
pelo túnel que apareceu, logo após, a moça ter arrancado o raminho desejado.
Eles casam-se. A moça feliz, em um palácio esplêndido e cheio de
riquezas, torna-se princesa. Entretanto, a curiosidade provoca a jovem. É
então, que na viagem do esposo um desastre acontece: ela usa a chave
proibida de um baú.
Magoada com o que fez ao marido, pois tudo o que tinha desapareceu
totalmente. A bela jovem sai a procura de ajuda para encontrá-lo e trazer de
volta a vida que eles tinham. Com uma ajudinha do Sol, da Lua e do vento
tudo volta ao lugar.
Raminho de Alecrim é fantástico ao envolver as crianças no enredo
encantador deste clássico universal. Outro ponto positivo da obra é o de de
transportar os pequenos ao reino da imaginação em um território que exige
vencer desafios, obstáculos e descobertas. Vale a pena conferir!
Andrew Lang: nasceu em 31 de março de 1844, na Escócia. Historiador,
crítico literário e tradutor, produziu novas versões de Arabian nights,
da Ilíada e da Odisséia. Adaptou muitos contos de fadas,
publicando-os em várias antologias, como The blue fairy book, The
orange fairy book e The red book of animal stories. Embora a
maioria dos seus livros se destinasse ao público adulto, suas adaptações de
histórias para crianças tiveram importância fundamental no imaginário
vitoriano, que valorizava a fantasia e a imaginação como formas de aprender
e ensinar.
Ana Maria Machado: Carioca, professora universitária e jornalista.
Ana já publicou mais de cem livros para crianças e jovens no Brasil, no
Japão, na Noruega, em mais de vintes países. Em 2000, recebeu o prêmio
internacional Hans Christian Andersen, o mais importante na literatura
universal para crianças. Em 2003, tornou-se "imortal", sendo eleita para a
Academia Brasileira de Letras. Recebeu, em 2007, o prêmio Life Achievemente
Press Award, pela Federação da Imprensa Brasileira na América.
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