Um presente de aniversário mais do que especial: A Árvore dos Desejos
conta em história a da realização do sonho infantil. Indispensável na sua
biblioteca!
A criatividade surpreendente mergulhada em um universo fantástico. Tudo criado pela mente
incrível do escritor americano William Faulkner. Ok, vou trocar em miúdos e tentar cortar os elogios
excessivos à novela infanto-juvenil em questão e único do autor. O lançamento
infantil da Cosac Naify, A Árvore dos Desejos, de William Faulkner
conta uma história intrincada que envolve o leitor (de todas
as idades) com
total propriedade.
Nesta história conhecemos Dulcie, uma garota que, mesmo dormindo, sente-se
emergir do sono, tal e qual um balão. Para preservar a magia da aventura
vivida no dia do seu aniversário, a garotinha, mesmo acordada, permanece
deitada e de olhos fechados. Assim, Dulcie, tenta lembrar do dia anterior,
quando conheceu Maurice, um garoto estranho, de rosto feio, mirrado e cabelo
vermelho reluzente, que usava um casaco de veludo preto, meias e sapatos
vermelhos e que carregava uma enorme sacola para livros.
Assim, no dia do aniversário de Dulcie tudo é diferente. Ao começar quando
ela afasta as cobertas e pula da cama e está totalmente arrumada: de sapatos
e meias, e com o vestido novo azul-claro, que tinha uma fita da cor de seus
olhos. Pronta para celebrar "o seu dia" em clima de muita aventura, a
garotinha segue o menino misterioso com Alice (babá), Dicky (irmão) e George
(vizinho), quando "encontram" com um velhinho que sabe muito bem qual é o
caminho até a árvore dos desejos. Desta forma, as crianças seguem rumo ao
desconhecido por meio de charretes e pôneis mansinhos. Tudo isso tirado de
dentro da magra sacola de Maurice.
Ao longo da história os personagens mostram ter vida própria e marcam o leitor
e/ou ouvinte. Até porque os "momentos mágicos" vividos por Dulcie e seus
amigos são fascinantes e mexem diretamente com a imaginação. Desta forma, ao viver (por meio da imaginação) uma história tão rica, fica inevitável não associar as aventuras de Dulcie a clássicos da literatura infantil como Alice no País das Maravilhas.
O texto de A Árvore dos Desejos é imagético (que se exprime por
imagens; que revela imaginação) e, permite (aos que se deixam levar pelo
poder da imaginação) aproximar a história a um lindo desenho animado, algo
nos traços coloridos vibrantes dos Estúdios Disney e Pixar. Esta é uma
leitura indispensável para os leitores que irão governar o nosso planeta tão
doente e fraco de magia e encanto. Leia e releia A Árvore dos Desejos,
de William Faulkner!
CURIOSIDADES: Um ano após publicar seu primeiro romance, Soldier´s
Pay (1926), Faulkner escreveu esta novela infanto-juvenil para
presentear filhos de amigos, em aniversários. Os exemplares era produzidos
exclusivamente para cada criança, pelo próprio Faulkner, geralmente em
folhas coloridas e com dedicatória. Como eram impressos em papel-carbono, o
autor modificava uma passagem ou outra da história, dependendo do
presenteado. A Árvore dos Desejos veio a público pela primeira vez no
jornal Evening Post, em 8 de abril de 1967. Três dias depois,
a editora Random House publicaria uma edição ilustrada do texto, que
permanece até hoje como a melhor referência.
AUTOR: William Cuthbert Faulkner (New Albany, 25 de setembro de 1897
— Byhalia, 6 de julho de 1962) é considerado um dos maiores escritores
americanos do século XX. Recebeu o Prêmio Nobel de Literatura de 1949.
Posteriormente, ganhou o National Book Awards de 1951 por Collected Stories
e o de 1955 pelo romance Uma Fábula. Foi vencedor de dois prêmios Pulitzer,
o primeiro em 1955 por Uma Fábula e o segundo em 1962 por Os Desgarrados.
Utilizando a técnica do "fluxo de consciência" consagrada por James Joyce,
Virginia Woolf, Marcel Proust e Thomas Mann, Faulkner narrou a decadência do
sul dos Estados Unidos da América, interiorizando-a em seus personagens, a
maioria deles vivendo situações desesperadoras no condado imaginário de Yoknapatawpha. Por muitas vezes descrever múltiplos pontos de vista (não
raro, simultaneamente) e impor bruscas mudanças de tempo narrativo, a obra
faulkneriana é tida como hermética e desafiadora. (Fonte:
Wikipédia)