Pollyanna é uma órfã de 11 anos que ensina a todos o jogo do contente. Saiba mais de
Pollyanna, de Eleanor H. Porter, adaptado por Guila Azevedo!
Pollyanna, de Eleanor H. Porter, com adaptação de Guila Azevedo,
conta de modo bastante simples a história da pequena órfã que transforma a
vida das pessoas que cruzam o seu
caminho. O livro da coleção Primeiro Clássicos, traduzida por
Monteiro Lobato, não deixa de ser uma opção para relembrar todas as
desventuras de Pollyanna, porém, assim como todas as adaptações, não
substitui a leitura do texto integral.
A grande mudança na vida de Pollyanna e da senhorita Polly começa quando a
senhorita Polly lê a carta em que informava a morte do pai de Pollyanna, que
já era órfã de mãe. Ao chegar na casa da senhorita Polly, menininha sofre
com o tratamento rígido e severo da tia (única pessoa com grau de parentesco
com Pollyanna). Para escapar da dor, a garota coloca em prática o jogo que
aprendeu com seu pai no dia em que esperava ganhar uma boneca da caixa de
doações, mas recebeu um par de muletinhas.
Ao brincar sempre de encontrar motivos para ficar contente, a menina
convence os seus amigos a também procurarem o lado bom de tudo o que
acontece. Desta forma, a garotinha transforma a tristeza e a angústia de
seus amigos em plena alegria. Contudo, o otimismo e perseverança de
Pollyanna é colocado à prova, quando ela é atropelada por um carro e chega a
perder o movimento das pernas.
"Passada uma semana, Pollyanna estava se sentindo melhor.
- Estou contente de não ter catapora - falou a menina, animada. - Catapora
pega e eu teria de ficar sozinha
- Você está contente com muitas coisas hoje, minha querida - disse a tia com
ternura.
Pollyanna sorriu e disse:
- Estou quase contente por ter sido atropelada.
- Pollyanna! - zangou-se a tia.
- É verdade! Desde que fui atropelada a senhor me chama de minha querida.
A senhorita Polly sentiu um nó na garganta".
Embora a adaptação consiga resgatar tal clássico da literatura
infanto-juvenil, a tradução repetitiva e de linguagem pobre é desgastante
para o leitor. Ao longo da leitura do livro não fica difícil encontrar
(várias e várias vezes) a palavra "coisa" (no singular ou no plural), na
sequência de todo o texto.
"- Quando pergunto alguma coisa, quero que responda
com palavras - disse a senhorita Polly, impaciente.
- Eu tenho a chave - respondeu Pollyana num fio de voz.
- o quarto tem tudo de que precisa. Nancy irá ajudá-la na arrumação.
Pollyanna olhou em volta e desabou no choro.
- Não chore, querida - disse Nancy abraçando a menina. Vamos arrumar suas
coisas.
- Não tem muita coisa, Nancy - disse Pollyana, enxugando as lágrimas"
AUTORA: Eleanor Hodgman Porter (19 de dezembro de 1868 - 21 de maio
de 1920), romancista estadunidense, nasceu em Littleton, Nova Hampshire.
Embora tenha sido treinada para cantar, enveredou-se para a escrita. No ano
de 1892 ao casar-se com John Lyman Porter, mudou-se para
Massachusetts, onde faleceu em 1920. Escreveu principalmente sobre
literatura infanto-juvenil: Miss Billy (Miss Billy, Miss Billy's
Decision, and Miss Billy Married), Cross Currents (1928), The Turn
of the Tide (1928) e Six Star Ranch (1916). No entanto, seu
romance mais conhecido é Pollyanna (1913), sendo lançado
posteriormente Pollyanna Moça (1915). Já os romances adultos incluem:
The Story of Marco (1920), Just David (1915), The Road to
Understanding (1916), Oh Money Money (1917), Dawn (1918),
Keith's Dark Tower (1919), Mary Marie (1920) e Sister Sue
(1921), sendo que suas histórias curtas são Money, Love e Kate (1924)
e Little Pardner (1927).
FILME: No ano de 1920 foi lançado o primeiro filme baseado no livro, com Mary Pickford e
dirigido por Paul Powell, um clássico do cinema mudo.
Em 1960 foi lançado o filme Pollyana, dirigido por David Swift e com Hayley
Mills no papel-título e Jane Wyman no papel de tia Polly.