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Uma garotinha que vê a felicidade mesmo diante dos problemas da vida
Por: Mary Ellen Farias dos Santos

Em janeiro de 2009



Pollyanna é uma órfã de 11 anos que ensina a todos o jogo do contente. Saiba mais de
Pollyanna, de Eleanor H. Porter, adaptado por Guila Azevedo!



Pollyanna, de Eleanor H. Porter, com adaptação de Guila Azevedo, conta de modo bastante simples a história da pequena órfã que transforma a vida das pessoas que cruzam o seu caminho. O livro da coleção Primeiro Clássicos, traduzida por Monteiro Lobato, não deixa de ser uma opção para relembrar todas as desventuras de Pollyanna, porém, assim como todas as adaptações, não substitui a leitura do texto integral.

A grande mudança na vida de Pollyanna e da senhorita Polly começa quando a senhorita Polly lê a carta em que informava a morte do pai de Pollyanna, que já era órfã de mãe. Ao chegar na casa da senhorita Polly, menininha sofre com o tratamento rígido e severo da tia (única pessoa com grau de parentesco com Pollyanna). Para escapar da dor, a garota coloca em prática o jogo que aprendeu com seu pai no dia em que esperava ganhar uma boneca da caixa de doações, mas recebeu um par de muletinhas.

Ao brincar sempre de encontrar motivos para ficar contente, a menina convence os seus amigos a também procurarem o lado bom de tudo o que acontece. Desta forma, a garotinha transforma a tristeza e a angústia de seus amigos em plena alegria. Contudo, o otimismo e perseverança de Pollyanna é colocado à prova, quando ela é atropelada por um carro e chega a perder o movimento das pernas.


"Passada uma semana, Pollyanna estava se sentindo melhor.
- Estou contente de não ter catapora - falou a menina, animada. - Catapora pega e eu teria de ficar sozinha
- Você está contente com muitas coisas hoje, minha querida - disse a tia com ternura.
Pollyanna sorriu e disse:
- Estou quase contente por ter sido atropelada.
- Pollyanna! - zangou-se a tia.
- É verdade! Desde que fui atropelada a senhor me chama de minha querida.
A senhorita Polly sentiu um nó na garganta
".


Embora a adaptação consiga resgatar tal clássico da literatura infanto-juvenil, a tradução repetitiva e de linguagem pobre é desgastante para o leitor. Ao longo da leitura do livro não fica difícil encontrar (várias e várias vezes) a palavra "coisa" (no singular ou no plural), na sequência de todo o texto.


"- Quando pergunto alguma coisa, quero que responda com palavras - disse a senhorita Polly, impaciente.
- Eu tenho a chave - respondeu Pollyana num fio de voz.
- o quarto tem tudo de que precisa. Nancy irá ajudá-la na arrumação.
Pollyanna olhou em volta e desabou no choro.
- Não chore, querida - disse Nancy abraçando a menina. Vamos arrumar suas coisas.
- Não tem muita coisa, Nancy - disse Pollyana, enxugando as lágrimas
"


AUTORA: Eleanor Hodgman Porter (19 de dezembro de 1868 - 21 de maio de 1920), romancista estadunidense, nasceu em Littleton, Nova Hampshire. Embora tenha sido treinada para cantar, enveredou-se para a escrita. No ano de 1892 ao casar-se  com John Lyman Porter, mudou-se para Massachusetts, onde faleceu em 1920. Escreveu principalmente sobre literatura infanto-juvenil: Miss Billy (Miss Billy, Miss Billy's Decision, and Miss Billy Married), Cross Currents (1928), The Turn of the Tide (1928) e Six Star Ranch (1916). No entanto, seu romance mais conhecido é Pollyanna (1913), sendo lançado posteriormente Pollyanna Moça (1915). Já os romances adultos incluem: The Story of Marco (1920), Just David (1915), The Road to Understanding (1916), Oh Money Money (1917), Dawn (1918), Keith's Dark Tower (1919), Mary Marie (1920) e Sister Sue (1921), sendo que suas histórias curtas são Money, Love e Kate (1924) e Little Pardner (1927).

FILME: No ano de 1920 foi lançado o primeiro filme baseado no livro, com Mary Pickford e dirigido por Paul Powell, um clássico do cinema mudo. Em 1960 foi lançado o filme Pollyana, dirigido por David Swift e com Hayley Mills no papel-título e Jane Wyman no papel de tia Polly.


Livro: Pollyannna
Título original: Pollyannna
Autora: Eleanor H. Porter
Adaptação: Guila Azevedo
Tradução: Monteiro Lobato
Ilustração: Camila de Godoy
64 páginas
Ano: 2005
Editora: Companhia Editora Nacional
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