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A
princesa que não viveu um conto
de fadas
Por:
Mary Ellen Farias dos Santos
Em fevereiro de 2005
O mordomo da personagem mais comentada da história da civilização moderna.
Paul Burrell, conta como foram os seus dias de trabalho para a rainha
Elizabeth, e posteriormente, para a família do príncipe Charles e a querida
(ou nem tanto) princesa Diana Spencer, Lady Di.
Tom de fofoca? Sim o livro tem um pouco disso. Paul quis 'limpar' a própria
a barra perante a imprensa e todo o mundo? Com certeza. Contudo, a história
que ele conta pode e deve ter 'invenções', mas é certo que também há muita
veracidade.
O mais interessante de disso tudo é que todos gostam de saber muito da vida
alheia, ainda mais quando esse alguém é do tipo uma princesa que realizou um
sonho que no fim virou um pesadelo, realmente irão saber de muitos
acontecimentos que foram escondidos de todos, seja da realeza como do
público em geral.
Lady Di era triste, melancólica, sofria de bulimia, mas chegou a ter anos de
felicidade no seu casamento com o príncipe, que na realidade está mais para
sapo (isto é verdade, somente alguém como Camila Parker Bowles para ser
apaixonada por ele). Não que Diana não fosse apaixonada por ele.
É certo que a vida como um conto de fadas
também colaborou para que este amor fosse ainda maior, mas talvez, não
verdadeiro (aquele amor que é para os últimos dias de nossas vidas e nunca,
jamais esquecemos). Mas como o assunto aqui é Lady Di, a garota que
ingressou no palácio real sem muitas roupas para todas as formalidades do
reino, é importante transcrever um trecho de uma carta a uma amiga íntima:
"Eu não poderia estar mais feliz e jamais teria acreditado que me sentiria
tão contente e maravilhada. / O cruzeiro no Britannia foi um sonho, e
passamos a maior parte do tempo rindo e provocando um ao outro. O casamento
me cai maravilhosamente bem, e eu simplesmente adoro ter alguém de quem
cuidar e a quem mimar. É a melhor coisa que poderia ter-me acontecido - além
de eu ser a mulher mais afortunada do mundo".
Em outro trecho de carta ela mostra o lado bom do príncipe, o qual a
imprensa não mostrava: "Venci essas crises de depressão graças ao príncipe
Charles, à sua paciência e ao seu carinho. Eu estava tão feliz e tão exausta
que jamais teria me recuperado, o que foi injusto com ele".
Esses momentos de reconhecimentos para com o marido não duraram muito,
principalmente após as numerosas visitas de Camila ao príncipe em sua casa
de campo durante a ausência da princesa e seus filhos. De acordo com o
mordomo, eram freqüentes: discussões, portas que batiam e um enorme silêncio
após este 'show'.
Até nos horários de refeições as brigas não davam trégua e quem pagava com
isso eram os alimentos e os pratos, deixando grandes confusões para os
empregos organizarem. As saídas de carro do príncipe o denunciavam. Entre os
empregos já não havia mais dúvidas e as brincadeirinhas sempre aconteciam
neste meio.
No entanto, foi aí que Burrell tornou-se mais próximo de Lady Di, pois após
muito tempo que Charles a estava traindo, a princesa pediu para que o
mordomo guardasse em segredo as visitas masculinas que recebia. Era ele que
ficava responsável até por buscá-los.
Em contraponto, o mordomo era incumbido pelo príncipe de escolher jóias para
Camila Parker Bowles e também precisava guardar segredo, mesmo porque era o
seu emprego que estava em jogo. Isto é, era traição de um lado e de outro.
Quem estava entre tudo isso? O conhecido mordomo. O mais engraçado é que
desta vez a culpa não é dele.
O livro que é a biografia ilustrada de Paul Burrell, mordomo de Lady Di é
recheado de detalhes da vida da princesa. Ela que uma vez disse a ele: "Você
é o capitão do meu navio. Com você no leme, estou segura". Uma observação
interessante: O que a princesa pensaria, se estivesse viva e soubesse deste
casamento do príncipe Charles com a amante, relacionamento que a deixou com
vários problemas psicológicos? Realmente há males que vem para o bem.
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Livro: Uma Questão de Honra - O Mordomo de Lady Di conta toda a verdade |
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Título Original: A Royal Duty |
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Autor: Paul Burrell |
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412 páginas |
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Ano: 2003 |
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Tradução: Eliana Rocha, Anna Quirino, Marcos Maffei e Mário Vilela |
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Editora: Ediouro |
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