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Livro
ensina a compreender o mistério das entrevistas-desafio da Microsoft
Por:
Mary Ellen Farias dos Santos
Em março de 2005
A vida é cheia de desafios. Cada vitória é uma certeza de que somos capazes
de ultrapassar muitas "pedras" no caminho, muitas vezes, isso acontece
diariamente. Para conquistar um emprego não é muito diferente. Atualmente,
são muitas as empresas que selecionam seus funcionários por meio de
entrevistas-desafio.
Nova moda? Não. É certo que não existem dados concretos de quando iniciou-se
este meio de seleção. No entanto, muitos sabem que a Microsoft, a grande
empresa de pensadores criativos de Bill Gates, usa esta tática. Perguntas
que parecem não ter nexo, mas que podem decidir o futuro da sua carreira
profissional.
Um exemplo foi o de um candidato que assustou-se ao pedirem que ele
explicasse como fazer um forno microondas funcionar com um computador. Seria
um trote? Foi exatamente o que demonstrou ao entrevistador. Ele fugiu da
pergunta. Negou-se a responder. Resultado: perdeu a vaga. Brincadeira? Não.
Uma entrevista-desafio, uma estratégia do empregador para avaliar sua
inteligência, imaginação e capacidade de resolver problemas.
É este assunto que Como Mover o Monte Fuji?, escrito por William
Poundstone trata. Poundstone faz um levantamento sobre a origem destes
"testes", para tanto, conta a história de Lewis Terman, quem popularizou o
conceito de QI. "Terman definiu inteligência como a habilidade de raciocinar
abstratamente. [...] Para Terman, o ponto principal é que inteligência não
diz respeito a conhecimento dos fatos, mas à habilidade de manipular
conceitos".
O autor de Como Mover o Monte Fuji? mostra também o quanto o os testes de QI
não eram 100% confiáveis e corretos. Em seguida apresenta Shockley. "Foi ele
quem começou com as entrevistas de emprego. Ele insistia que cada candidato
passasse por um teste de inteligência. [...] Pessoas como Gordon Moore (mais
tarde co-fundador da Intel e conhecido pela Lei Moore) lembram que passaram
por esse testes enquanto Shockley cronometrava o tempo da resposta".
Entre outras formas variadas de avaliar candidatos, é no capítulo 3 que há:
Bill Gates e a cultura dos desafios. "A família do advogado William
Gates II, de Seattle, era adepta da diversão organizada. A esposa, Mary,
organizava peças de teatro familiares e, nas noites de domingo, torneios de
bridge ou de jogos de conhecimento geral". Na seqüência o autor diz:
"Os Gates costumam comprar dois quebra-cabeças iguais para ver quem o
completa primeiro".
Além das perguntas da entrevista-desafio, a obra traz soluções das questões,
como entender este 'mistério', dicas de como se dar bem em uma
entrevista-desafio, entre outros. Contudo, há muitas perguntas
interessantes, como por exemplo: Para que lado devemos girar a chave do
carro a fim de abri-lo? Como você pesaria um avião a jato sem usar a
balança? Como localizaria um livro numa biblioteca grande sem sistema de
catalogação nem bibliotecária? Como você projetaria o banheiro do Bill
Gates? Por que as latas de refrigerante são afuniladas nas extremidades?
Como você testaria uma chaleira?
Perguntas criativas requerem respostas ainda mais criativas. "Todo dia,
pessoas são contratadas ou deixam de ser contratadas com base nas respostas
que deram a esse tipo de pergunta", afirma o autor, indicado duas vezes ao
Prêmio Pulitzer por seus textos científicos.
Num mercado de trabalho global e cada vem mais competitivo, em que a
conquista de um bom emprego torna-se ainda mais difícil, o diferencial é
saber dar respostas intrigantes, e assim, de uma vez por todas, garantir a
tão sonhada vaga.
É interessante ler este livro que fala tanto do ponto de vista do candidato
quanto do ponto de vista do entrevistador. Confira!
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Livro: Como Mover o Monte Fuji? |
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Autor: William Poundstone |
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236 páginas |
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Editora: Ediouro |
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