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Um
minucioso estudo da realidade e da ficção
Por:
Mary Ellen Farias dos Santos
Em maio de 2005
A união matrimonial de Jesus e Maria Madalena, aquela que foi nomeada líder
da Igreja. A caça às bruxas que ocorreu para torturar e matar as mulheres de
pensamento liberal. A linhagem real de Jesus Cristo que tem sido narrada com
detalhes exaustivos por muitos historiadores. O significado de Mona Lisa,
nome que vem de duas divindades egípcias: o deus Amon e a deusa Ísis, cujo
"antigo pictograma foi uma vez chamado L´ISA". A ordem dos Cavaleiros
Templários que foi fundada pelo Priorado de Sião. Serão verdadeiras, estas e
outras afirmações da obra O Código Da Vinci? Pelo menos Dan Brown, em
seu romance, "revela" que sim. Contudo, A Verdade Por Trás de O Código Da
Vinci: Uma resposta desafiadora á ficção mais vendida, de Richard Abanes
comprova que não, seja por meio de registros históricos e citações bíblicas.
Já no Prefácio da edição brasileira, escrito por Dom Estevão T. Bettencourt,
introduz a tradução da obra de Abanes em grande estilo. Neste, o leitor, é
informado que O Código Da Vinci é um romance policial, uma "ficção
bem-arquitetada, versando sobre temas da atualidade, provoca suspense e
sensacionalismo".
Para apresentar a obra, Abanes, utiliza o título Estremecido por um
suspense e já de início diz: "Traição, fanatismo religioso, assassinato,
uma conspiração antiga, sociedades secretas, espiritualidade erótica,
feminismo e lendas inspiradoras. Esses são os elementos de um enredo que em
2003 ajudaram a popularizar um dos livros mais intrigantes e ainda
perturbadores das listas dos mais vendidos - O Código Da Vinci".
É por meio desta ficção de sucesso que Abanes leva o leitor para dentro de
uma grande engrenagem, desvendando as bases turvas dessa potente bomba de
milhões de cópias que confundiu leitores pelo mundo a fora.
Dividido em cinco capítulos, o livro é mais do que um estudo apurado sobre a
obra de Brown, mas um retorno ao estudo da história. Como por exemplo em
A Caça às Bruxas, no capítulo 3, Maria Madalena, a Igreja e culto à
deusa, Abanes diz a a verdade por trás de O Código Da Vinci. "A
referência de O Código ao Malleus maleficarium (1486) e a
'caça às bruxas' que ele semeou estão recheadas de erros. Esse livro
medieval, por exemplo, foi usado para perseguir mulheres e homens. Além
disso, o uso dessas notas para indicar que as palavras 'os perigos das
mulheres de pensamento liberal' podem ser encontradas no Malleus
maleficarium é equivocado. A frase, na realidade não aparece em nenhum
lugar do texto".
Outro item interessante é Os Cavalheiros Templários, localizado no
capítulo 4, O Graal, o Priorado de Sião e os Cavaleiros Templários,
que o estudioso diz: "Os Cavaleiros Templários foram fundados como uma ordem
militar religiosa em aproximadamente 1118, por Hughes des Payens, 'um
cavaleiro de Burgundy, e por Godofredo de St. Omer, um cavaleiro do norte da
França'".
Outro ponto explicado é sobre o quadro de Leonardo Da Vinci, Mona Lisa, no
capítulo 5, Leonardo, Mona Lisa e A última ceia, Abanes revela que o
artista trabalhou no quadro por no mínimo quatro anos e quem nem mesmo Da
Vinci deu um nome à pintura. "A ortografia real da denominação da pintura em
italino é Monna Lisa. Monna é a contração de Madonna, isto é, madame. O nome
simplesmente significa Madame Lisa".
Enfim, este é uma obra de grande interesse, não só por conter explicações de
fatos levantados erroneamente em O Código Da Vinci, mas por servir de base
para muitos estudos, sejam eles religiosos ou históricos. Agora, como você
percebeu nem todas as afirmações do início foram esclarecidas porque seriam
necessárias muitas e muitas matérias, por esse motivo, a dica é
primeiramente ler A Verdade Por Trás de O Código Da Vinci: Uma resposta
desafiadora á ficção mais vendida e em seguida, a aclamada ficção muito
comentada, O Código Da Vinci. Boa leitura!
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Livro: A Verdade Por Trás de O Código Da Vinci: Uma resposta desafiadora
à
ficção mais vendida |
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Autor: Richard Abanes
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127 páginas |
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Editora: Celebris |
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