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Princesa
passa por desventuras e tem final feliz
Por: Mary Ellen Farias dos
Santos
Em julho de 2005
Uma infância cheia de reviravoltas: órfã de mãe, mas com uma grande riqueza,
seguida pela pobreza e, finalmente, o retorno à uma vida boa com roupas
novas, brinquedos, boas amizades, sem proibições bobas da diretora do
internato e alimento necessário. Esta é uma forma de reduzir a história de
Sara Crewe, filha de um capitão que decide investir na busca de diamantes. A
procura nada rende a ele e a filha, esta, que como o costume dos ingleses
que viviam na Índia, está em um internato.
"Fora criada numa ótima casa, mimada pelos lascars e por uma babá
indiana, cercada de lindos brinquedos e usando as mais belas roupas que uma
menina pudesse desejar. A única preocupação de sua infância era a certeza de
que um dia teria de separar-se do pai". Tal afastamento acontece. Até que no
dia do seu aniversário de onze anos uma triste notícia é dada a ela: a morte
do pai e a falta de dinheiro para que a garota continuasse a receber o
tratamento que há tempos vinha recebendo de Miss Minchin, a diretora do
colégio interno.
Ao saber que o pai de Sara morrera e não deixara nada para a pequena ou para
o colégio, a diretora, a coloca imediatamente no sótão. Por sorte, Sara
nunca fora exibida, pelo contrário era humilde e tratava suas amigas
igualmente, até mesmo a pobre Becky, empregada do colégio de mesma idade de
Sara. "A pobre Becky ollhou-a, espantadíssima. Nunca em sua vida alguém lhe
falara com tamanha delicadeza".
Pobre, Sara tornou-se vizinha de Becky e a amizade das duas somente
aumentou. No entanto, Ermengarda e Lottie, garotas ricas, amigas de Sara que
a conheceram na riqueza não a abandonaram e muitas vezes até fugiram para o
sótão para tentar alegrar a "pequena princesa". Entretanto, é após a mudança
de um homem indiano que a vida de Sara volta a ser como antes.
Saber que a história de A Pequena Princesa, em Frances H. Burnett,
com texto adaptado por Isabel Vieira é linda, nem é preciso afirmar, pois
isto é fato. O interessante desta adaptação, publicada pela Editora Rideel,
está no uso de quadrinhos explicativos para as palavras mais difíceis que
estão no texto de cada página do livro, o que facilita a leitura dos
pequenos, assim como o aumento do vocabulário deles. Um exemplo é a página
12 que traz as palavras honorário e submissa desta forma: "Honorário:
remuneração de profissional liberal /
submissa: que se sujeita,
dócil".
Este livro é totalmente indicado para crianças a partir de 6 anos, pois
trata de uma bela história de maneira simples e direta, além de ser uma
maneira fazer a crianças enxergar a leitura não como quadrinhos, pois o
livro não é ilustrado, mas vale pela história que certamente irá agradar ao
leitor-mirim. Caso tenha interessado-se pela obra e seu filho ainda não lê,
a dica é ler a história para ele, esta é sem dúvida uma forma simples de
melhor o seu relacionamento com o pequeno, além de estar inserindo-o no
universo da boa leitura.
Um pouco de Fances Burnett: Esta romancista anglo-americana nasceu em
Manchester, Inglaterra, em 1849. Com a morte precoce de seu pai, foi educada
com poucos recursos pela mãe. Em 1865, mudou-se com a mãe e os irmãos para
os Estados Unidos, onde viveram numa fazenda no estado de Tennessee. Foi
então que começou a escrever contos e os publicou em revistas. Casou-se com
Dr. Swan Burnett e acompanhou o marido na mudança para Washington. Passou a
escrever histórias infantias para a revista St. Nicholas. Foi então que
publicou livros como O Pequeno Lorde, (1886), A Pequena Princesa
(1905) e O Jardim Secreto (1909). Frances faleceu em Tennessee, Estados
Unidos, no ano de 1924.
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Livro: A Pequena Princesa |
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Autora: Frances H. Burnett, com texto adaptado por Isabel Vieira |
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32 páginas |
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Editora: Rideel |
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