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Tróia
prova que a propaganda é a alma do negócio
Por:
Mary Ellen Farias dos Santos
Em junho de 2004
Passados poucos meses do marketing acirrado de Mel Gibson em cima de A
Paixão de Cristo, outro filme que seguiu a idéia de que "a propaganda é
a alma do negócio", foi Tróia. Prova de que a população ainda não aprendeu a
desconfiar dos teasers e trailers exibidos nas salas de
cinemas. Lembrem-se de Hulk.
Expectativas em torno do longa foram criadas. É mais possível agradar-se com
o filme via internet, no endereço virtual do longa (www.troymovie.com),
do que com o próprio filme em si, porque em matéria de conteúdo Wolfgang Petersen,
escorrega e deixa muito a desejar, ou seja, não foge muito às produções
hollywoodianas.
A edição do filme não foi muito boa, já que não há necessidade de que ele
tenha a duração de 2 horas e 43 minutos, sendo que há muitos momentos de
marasmo e o expectador, chega até a não ter o que ver na telona. Um detalhe
simples, porém de extrema importância, que parece ter sido esquecido é a
história de Aquiles (Brad Pitt). Quando o valente lutador morre, muitos que
não se apegam a histórias mitológicas não para de se perguntar: - Porque o
calcanhar era o ponto fraco de Aquiles?
Os produtores do filmes apenas usaram a imagem de Brad Pitt,
ator que não faz muito sucesso entre os norte-americanos, mas que agrada a
todos os outros países, inclusive Brasil, para adaptar uma obra de grande importância, que talvez, não tenha recebido
uma produção de qualidade e atenção suficiente.
Wolfgang Petersen e sua equipe erraram feio, desde as cenas em computação
gráfica, que muitas vezes não estão muito bem acabadas à falta de explicação
da história das personagens (pelo menos das mais importantes). Lógico que
não queremos toda a história, mas uma pincelada sobre eles durante os
diálogos seria de bom tamanho para que todos, sem exceções, entendessem o
clássico Ilíada, de Homero, obra em que o filme é baseado. Enfim, grandes
nomes não são garantia de um bom filme!
A
história de Tróia:
Na Grécia antiga o amor entre o príncipe de Tróia, Páris (Orlando
Bloom) e Helena (Diane Kruger), rainha de Esparta, desencadeia uma guerra
que irá devastar uma civilização. Páris rouba Helena de seu marido, o rei
Menelau (Brendan Gleeson), o que para ele é uma desonra à sua família.
Sendo assim, Menelau considera tal fato uma afronta a seu irmão Agamenon (Brian
Cox), rei de Micenas, que se propõe a trazer a bela Helena de volta.
Contudo, a busca de Agamenon torna-se necessária para que ele possa
controlar Tróia para garantir a supremacia de seu vasto império. A cidade
cercada de muralhas, comandada pelo rei Príamo (Peter O'toole), defendida
pelo corajoso príncipe Heitor (Eric Bana), é uma fortaleza que nenhum
exército jamais conseguiu invadir. A chave da derrota ou da vitória sobre
Tróia é um único homem: Aquiles (Brad Pitt), conhecido como o maior
guerreiro vivo.
Arrogante, rebelde e aparentemente invencível, Aquiles não tem lealdade a
nada nem a ninguém, a não ser à sua própria glória. É sua sede insaciável
pelo eterno reconhecimento que o leva a atacar os portões de Tróia sob a
bandeira de Agamenon – mas será o amor que acabará por decidir seu destino.
É assim que dois mundos entraram em guerra por honra e poder. Enquanto
milhares morrem em busca de glória, por amor, uma nação é reduzida a cinzas.
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Avaliação |
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História |
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Atuação |
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Visual |
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Direção |
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Nota
Geral: |
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Filme: Tróia (Troy)
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Ano: 2004 |
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Gênero: Drama, Aventura |
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Direção: Wolfgang Petersen |
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Elenco: Eric Bana, Orlando Bloom, Brad Pitt, Diane Kruger, Rose Byrne,
Peter O`Toole, Sean Bean, Brian Cox. |
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