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Os
clichês de sempre: Wolf Creek pode ser uma viagem ao inferno para o
espectador (ou não)
Por: Mary Ellen Farias dos
Santos
Em fevereiro de 2006
O trailer até conseguiu enganar um pouco. No entanto, o australiano, Wolf
Creek - Viagem ao inferno, tenta, mas não convence muito (talvez nada,
dependendo da visão do espectador). Ok. Creio que seja melhor explicar tudo,
tim tim, por tim tim. O filme parecia prometer e muito. Uma
história bastante aterrorizante, rostinhos jovens em busca de aventura (tudo
bem, é o que mais vemos neste tipo de filme, mas quem sabe... este poderia ser diferente), um cenário
muito lindo (realmente a fotografia deste longa é perfeita) e mais algumas
coisas.
Quais os problemas então? Tudo o que pode ser clichê em filmes do
gênero está neste filme. O que? Mocinhos que "zoam o plantão", antes de partir para o seu
triste destino final. Sim. É como se o personagem mal (o caipirinha de
sempre que aparece para ajudar e acaba mostrando o seu lado serial killer) os punisse por tudo o
que fizeram de errado, enquanto moradores da cidade.
É inevitável não lembrar de A Casa de Cera e
O Massacre da Serra
Elétrica, por exemplo. Jovens bonitinhos perdidos que recebem uma ajuda
que parecia ser impossível. Contudo, no final o "salvador" só traz mortes e
deixa algum sobrevivente, no caso, deste longa apenas um. Tudo bem que a
história é baseada em fatos reais, mas ainda sim, patina na mesmice dos
longas de terror da atualidade.
A história do roteirista e diretor Greg McLean tem como personagens
principais (e futuras vítimas de um maníaco. Claro!), Liz (Cassandra Magrath),
Ben (Nathan Phillips) e Kristy (Kestie Morassi). O trio parte em busca de
aventura com suas mochilas e um carro não tão inteiro assim (Tudo bem, na
ficção tudo é possível).
Após
dias na estrada, o Parque Nacional de Wolf Creek está quase perto,
quando que, por muita fatalidade para aventureiros de longas de terror, o
trio resolve dar uma parada em um posto de gasolina que parece abandonado (Uau!
Mais um clichêzinho). As moçoilas indefesas ouvem gracinhas de homens com
aparência suja e desdentados (Nossa! Outro clichê). Eis que tudo começa a
ganhar mais suspense, mas eles se desvencilham dos caipiras safadinhos.
Finalmente ao chegar a Wolf Creek, eles partem para uma aventura de visual
perfeito.
Antes de o dia de aventura escurecer (lógico que eles não são tão burros
assim), o trio resolve partir do local e percebem que seus relógios de pulso
pararam (Nada demais). Ao acomodarem-se no carro velho descobrem que estão
encrencados. Por que? O carro simplesmente não funciona mais. Até que neste
meio de lugar nenhum, durante a noite, surge miraculosamente, um morador da
região (John Jarratt) que mostra boa intenção em resolver o problema dos
jovens. Ledo engano, é a partir daí que o terror ganha sangue, pauladas,
choros, desespero, tentativas de fuga e muito mais. O longa é melhor que
Escuridão, O Pesadelo, O Grito, mas se você não é chegado no
gênero, fuja, senão irá embarcar numa viagem ao inferno, de fato.
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Avaliação |
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História |
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Atuação |
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Visual |
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Direção |
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Nota
Geral: |
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Filme: Wolf Creek - Viagem ao inferno (Wolf Creek, Austrália)
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Ano: 2005 |
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Gênero: Terror |
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Duração: 99 minutos |
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Direção e roteiro: Greg McLean |
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Elenco: John Jarratt, Cassandra Magrath, Andy McPhee, Kestie Morassi,
Guy Petersen, Nathan Phillips, Gordon Poole |
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