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Um
filme totalmente desconcertante
Por: Mary Ellen Farias dos
Santos
Em março de 2006
O título de início pode não chamar a atenção, mas na fila, enquanto
aguarda-se sua vez para comprar os ingressos é impossível não pensar no
porque de um longa chamar-se Crash. Entre as opções para deduzir o título
está quebra. Mas quebra de que? De quem? Crash - No limite, de Paul
Haggis, começa de maneira discreta e ganha força enquanto conta as várias
histórias de preconceitos em suas formas variadas.
O longa vai além das aparências e princípios. Eis o grande trunfo.
Tudo começa com a dondoca Jean Cabot (Sandra Bullock), esposa de um abonado
promotor (Brendan Fraser). O casal que vive numa cidade do sul da Califórnia
tem seu carro de luxo roubado por dois assaltantes negros. Após ter sua vida
virada de cabeça para baixo, ela decide trocar os miolos de suas fechaduras,
(ela chega até a desconfiar do chaveiro), acaba percebendo-se sem rumo e sem
amigos.
Contudo, a dupla de assaltantes acaba realizando um acidente que acaba por
aproximar habitantes de diferentes origens étnicas e classes sociais da
cidade de Los Angeles, como por exemplo: um veterano policial racista, um
detetive negro e seu irmão traficante de drogas, um bem-sucedido diretor de
cinema e sua esposa, um imigrante persa e sua filha, isto é, todos
personagens estão entrelaçados de maneira bastante inteligente em toda a
trama.
Apesar do excelente casting de estrelas hollywoodianas, o longa tem
um espaço para cada um em sua história. Como assim? Caso você tenha dado uma
olhada na lista de elenco abaixo e tenha visto o nome de Sandra Bullock em
primeiro e tenha pensado que ela seja a protagonista, enganou-se totalmente.
Todos, desde a bonitinha Bullock a Matt Dillon, todos, sem exceção, são
protagonistas de suas histórias que no fim, mostram que não há nada melhor
do que um dia após o outro. Como assim? Todos precisamos uns dos outros,
embora pensemos que não.
Crash
é a reunião de esbarrões e "batidas" que um personagem dá no outro, seja
naquele que está mais próximo ou daquele em que está em uma história
paralela. Diferenças raciais, sociais e econômicas são colocadas em pratos
limpos. Por que? Porque apesar das diferenças e indiferenças todos formam
uma única massa humana.
Este é sem sombra de dúvidas um filme que deve ser visto por todos, pois às
vezes, quando a soberba e/ou o individualismo está fora da realidade, faz-se
necessário levar um empurrão para ver que a resposta do que se deseja
pode vir daquele que nada significa para você no dia de hoje. Tente ficar no
limite, esquecendo seus preconceitos e pré-conceitos, pelo menos, uma vez.
Vale a pena passar por um Crash!
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Avaliação |
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História |
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Atuação |
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Visual |
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Direção |
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Nota
Geral: |
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Filme: Crash - No limite (Crash, EUA/Alemanha) |
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Ano: 2005 |
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Gênero: Drama |
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Duração: 107 minutos |
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Direção:
Paul Haggis |
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Roteiro:
Paul Haggis & Bobby Moresco |
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Elenco: Sandra Bullock, Don Cheadle, Matt Dillon, Jennifer
Esposito, William Fichtner, Brendan Fraser, Terrence Dashon Howard,
Chris "Ludacris" Bridges, Thandie Newton, Ryan Phillippe, Larenz Tate,
Nona Gaye |
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