Apesar de um trailer inquietante, longa baseado em história de Stephen
King é somente bom.
Histórias horripilantes e até certo ponto, envolventes. Stephen King deu ao
seu público uma história mediana. Em contraponto o diretor Mikael Håfström,
do ótimo longa Fora de Rumo (Derailed, 2005), dá aos cinéfilos
1408. O trailer? De fato chama a atenção e planta a sementinha da
curiosidade. Um feriadão à frente (02, 03 e 04 de novembro), é claro, que
aqueles que amam ou gostam de cinema irão dar um jeito de estar pelo menos
104 minutos em "outro mundo".
Calma! 1408 não é de todo ruim, mas também não é de todo excelente,
apenas mantém-se na média. Sem escatologias como cabeças estouradas, corpos
espicaçados e olhos arrancados, o filme segue o estilo psicológico. É claro
que o abalado psicologicamente em questão não acredita em fantasmas, porém a
perda recente de sua filha ajuda a levá-lo para este outro mundo de "fantasminhas"
camaradas com forças "telecinéticas" em suas aparições.
A história contada é de Mike Enslin (John Cusack), um escritor famoso por desvendar eventos paranormais de
lugares ditos mal-assombrados. Detalhe: ele apenas acredita no que vê com
seus próprios olhos. É ao abandonar os romances pela literatura sombria que
ele embarca em viagens que jamais seriam feitas pelos mais fracos de
coração. Na tentativa de concluir o livro "Dez Noites em Quartos de Hotel
Mal-Assombrados" ele
ganha um desafio. Qual? Passar
uma noite no quarto 1408 do Hotel Dolphin, em Nova York, um lugar onde ninguém se atreve a entrar há anos. Apesar dos
inúmeros avisos do gerente do hotel (Samuel L. Jackson), Mike tem uma missão a cumprir.
Até para aqueles que não sabem que a história de 1408 é de King, não
há como deixar de estabelecer ligações em elementos que surgem na história
com os que também acontecem no famoso e horripilante Carrie, a Estranha.
O que eu disse? 1408 e Carrie, a Estranha trazem para a telona
os elementos da telecinética. Como isso está em 1408? No momento em
que os fantasmas aparecem e cometem suicídio, a telecinética está lá
visivelmente; quando o "rádio antigo" liga sozinho e ainda quando em um
momento de pânico, Mike assiste na TV cenas de sua família feliz: filha
saudável e esposa amorosa.
Quando entra Samuel L. Jackson? Ele apenas serve para alertar o decifrador
de eventos paranormais, e... para dar uma moral ao filme. Em certos momentos
há um certo cansaço ao espectador, pois tudo fica excessivamente focado na
atuação de John Cusack e John Cusack, o "queridinho da América". Contudo,
ele consegue segurar a história fraca de Stephen King, mas não empolga.
Adaptações: Stephen King é um sucesso no mercado editorial, porém nas
telonas isto não é regra. Apesar do fraquíssimo O Apanhador de Sonhos
(Dreamcatcher, 2000), entre seus êxitos estão: Carrie, a Estranha (Carrie,
1976), O Iluminado (The Shining, 1980), Conta Comigo (Stand by
Me, 1986), Um Sonho de Liberdade (The Shawshank Redemption, 1994) e
O Aprendiz (Apt Pupil, 1998).
Filme: 1408 (1408, EUA)
Ano: 2007 Gênero: Terror / Suspense Duração: 104 minutos Direção: Mikael Håfström Roteiro: Matt Greenberg, Scott Alexander e Larry Karaszewski (baseado
em história de Stephen King) Elenco: John Cusack, Samuel L. Jackson, Mary McCormack, Tony Shalhoub