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Mistérios
terríveis em uma casa para crianças
Por: Mary Ellen Farias dos
Santos
Em março de 2008
Suspense de Del Toro tenta fugir de clichês e consegue convencer em algumas
cenas.
Mais uma história de terror que se desenrola em uma casa. Ok. Desta vez a
casa é um orfanato, porém a "clicherada" é quase a mesma dos muitos
filmes de suspense. Qual o diferencial? O Orfanato, de Guillermo Del
Toro tem algumas saídas boas para os irritantes clichês e até ajuda a
convencer o espectador de que as produções espanholas tem chance de crescer
neste estilo de longa.
É claro que após O Labirinto do Fauno (filme que teve seis indicações
ao Oscar) Guillermo Del Toro ganhou destaque no meio cinematográfico. Ele
que passou de cineasta a produtor apresenta um suspense quase que
convencional.
Em O Orfanato, Laura (Belén Rueda) assume o orfanato em que passou
parte da sua infância. Voltando ao lugar do passado, ela planeja, junto ao
noivo e filho adotado, construir um retiro para crianças com necessidades
especiais. No entanto, nem tudo acontece da melhor maneira, pois
seu filho Simón
(Roger Príncep) aumenta a lista de amigos imaginários para seis.
Tudo fica nebuloso quando Simón desaparece após Laura não conhecer a casa de
um dos amigos imaginários do garoto, o Tomás. Os meses vão passando e a mãe
entra em desespero pois Simón é soropositivo e precisa tomar remédios
diariamente para controlar o HIV. Embora o sumiço do garoto tenha chegado
aos meios de comunicação, a mãe decide investigar o sumiço por conta
própria. Eis que uma simples brincadeira de criança mostra toda a crueldade
que aconteceu no lugar que para Laura foi perfeito, quando criança.
Apesar de não fugir muito dos clichês de suspense, O Orfanato tem lá
suas qualidades, seja na edição moderna, na belíssima fotografia ou em
algumas saídas mais aceitáveis, como a conclusão da história. No entanto, o
ponto mais positivo do longa é a de ter seus sustos nos momentos
inesperados, sem banalizar.
CURIOSIDADES: Del
Toro produziu o filme com apenas 4,5 milhões de euros (6,5 milhões de
dólares), tendo ao lado uma equipe com bastante novatos: o montador, o
diretor de fotografia e o diretor do filme, o catalão Juan Antonio Bayona.
O ator que interpreta o gordo especialista em paranormalidade é Edgar Vivar,
mais conhecido, no Brasil, como Nhonho e Sr. Barriga do seriado do Chaves.
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Avaliação |
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História |
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Atuação |
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Visual |
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Direção |
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Nota
Geral: |
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Filme:
O Orfanato (El Orfanato, Espanha) |
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Ano: 2007 |
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Gênero:
Suspense |
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Duração: 100
minutos |
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Direção:
Juan Antonio Bayona |
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Roteiro:
Sergio Sánchez |
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Elenco:
Belén Rueda, Roger Príncep, Fernando Cayo, Mabel Rivera, Montserrat Carulla,
Geraldine Chaplin, Edgar Vivar |
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