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Terror,
comédia, suspense, drama e animação: Os dez melhores do Resenhando.com
Por: Mary Ellen Farias dos
Santos
Em janeiro de 2009
Confira a seleção do Resenhando.com dos dez melhores longas de 2008. Saiba mais!
Em 2008, nas telonas dos cinemas ou na telinha de casa, muitos longas
ajudaram a enriquecer algumas horas do ano que passou. No Resenhando.com
críticas de longas que estrearam na telona ou em DVD foram destaque em meio
aos eventos culturais. Confira agora os 10 melhores longas de 2008,
os quais as críticas estrelaram o Set, do seu site cultural. Aproveite as
férias e prepare muitas pipocas!
Um longa para ser amado (por aqueles que gostam do estilo do diretor Tim
Burton) ou odiado (pelos mais fracos de estômago ou que não conhecem o
trabalho de Burton). Simplesmente não há meio termo quando o assunto são as
produções cinematográficas de Tim Burton. Logo, Sweeney Todd: O Barbeiro
Demoníaco da Rua Fleet, de cenas escuras e marcantes, apesar de ser um
musical (sinistro) não teve grande aceitação. No entanto, é excelente e
consegue fugir em disparada da
mediocridade das muitas produções de 2008. Sem contar que Johnny Depp
esbanja o seu talento: em um estilo Edward Mãos-de-Tesoura (no
figurino) ou em um Willy Wonka sinistro (na atuação). De quebra há a imagem
'suave' com interior maligno de Helena Bonham Carter. Uma Noiva Cadáver
de carne e osso, desta vez de roupas escuras e com o mesmo objetivo?
Talvez. Simplesmente imperdível!
Batman – O Cavaleiro das Trevas
ganha uma boa posição da lista dos 10 melhores, ou melhor, a segunda
colocação, devido ao grande show de talento do ator Heath Ledger na pele do
maquiavélico Coringa. Além deste ingrediente essencial para um bom filme,
nesta sequência o diretor, Christopher Nolan caprichou na escolha do elenco,
no enredo, no visual, incluindo o figurino, além de muita ação em plena "luz
do dia". Sem medo, Nolan trouxe o morcego para a claridade e foi totalmente
feliz e sagaz em Batman – O Cavaleiro das Trevas.
Em
terceiro está o encantador e totalmente diferente, Wall-E. A animação
dos Estúdios Disney e Pixar que é um turbilhão de
estranhamento, não tem muito texto, apenas a expressão marcante de um robô
"faxineiro" do planeta Terra. O que serve de apoio para as "carinhas" de
Wall-E? As músicas que estão sempre de fundo e em certos momentos ganham
bastante destaque.
A brilhante história de O Resgate de Um Campeão,
o nosso quatro lugar no ranking do Resenhando.com, mostra um lado pouco
encenado da profissão repórter: a troca de interesses e da "pré-idealização"
dos fatos (a falta de apuração de dados). A grandeza do longa está
justamente por expor o outro lado da moeda de uma das profissões mais reverenciadas
de todos os tempos, pelo público em geral.
Em O Resgate de Um Campeão, o jovem Erik Kernan Jr. (Josh
Hartnett), filho do lendário comentarista esportivo Kernan está em busca da
reportagem de sua vida. Para "ajudar" a "criatividade" do rapaz, em uma
noite, após cobrir uma luta de boxe, por acaso, ele salva um sem-teto
(Samuel L. Jackson). Resultado: ao conversar com o morador, "descobre" que
este é Bob Satterfield, uma lenda do boxe que todos acreditavam estar
morto. Com passar do tempo a verdade vem à tona. Afinal, qual a verdadeira
identidade da pessoa que Erik sempre chamou de "Campeão"?
A
quinta posição deste ranking é daquele que conseguiu resgatar, com muita
qualidade, as adaptações de super heróis para a telona. Homem de Ferro, longa dirigido por Jon Favreau, é perfeito e mágico, como um filme
de super-herói/ação deve ser ou que pelo menos, Homem-Aranha e
X-Men conseguiram ser. A
transformação de Tony Stark (Robert Downey Jr.) é tão genial que após sair
da sala de cinema não há como negar: Homem de Ferro já ganhou espaço
entre os super-heróis favoritos que passaram pelo mesmo processo: HQs-Cinema.
Que venha o segundo!
Outra
perfeição da sétima arte foi o atrevimento de Tommy
O'Haver em reconstruir um crime de grande repercussão dos anos 60. Um Crime
Americano, reinterpreta o caso "Baniszewski contra o estado de
Indiana", ocorrido em 1966.
O longa reconstrói cronologicamente e com sutileza a história (verídica) da
jovem Sylvia Likens (Ellen Page) e de sua irmã Jennie. No entanto, tudo é
detalhado (e narrado) por meio de cenas no tribunal (julgamento da senhora Baniszewski,
Catherine Keener), imagens inseridas com uma bela produção e edição.
Resultado: o longa ganha mais agilidade e fica mais próximo dos reais
acontecimentos, já que os testemunhos foram transcritos do julgamento de 66.
O
sétimo colocado entre os melhores de 2008 é a animação
Madagascar 2. Esta sequência que não perde em nenhum quesito, ou
seja, o novo longa dos amigos
Alex, Marty, Glória e Melman
conta com muito mais qualidade que Madagascar. O humor 100% sagaz está entranhado em toda a
película: desde o enredo cheio de reviravoltas à inclusão dos novos
personagens, Makunga, vilão leonino com a voz de Alec Baldwin, e
Moto-Moto, o hipopótamo saradão interpretado por Will.I.Am, na versão
original do longa.
Todo
o suspense e tensão nos nervos estão em Enquanto Ela Está Fora, a
oitavo posição do ranking do Resenhando.com. O enredo do longa dirigido por
Susan Montford
é excelente,
principalmente pelas reviravoltas. Sem contar que a história nos provoca a refletir que um ato
impensado pode virar um pesadelo, que para Della (Kim Basinger), a
protagonista, resume-se em uma noite de pavor, com direito a assassinatos e
o desejo intenso de ter os filhos em seus braços e protegidos, novamente.
O tom
de comédia e as risadas garantidas ficam por conta de A Recruta Hollywood,
refilmagem do filme A Recruta Benjamin, sucesso de bilheteria
nos anos 80.
Ela é loira, linda, rica e protagonista do sonho de muitos humanos, é a
"Queridinha da América", ou seja, praticamente uma Barbie de carne
e osso. Esta é uma breve descrição de Megan Valentine (Jessica Simpson).
Contudo, o que pode haver de tão cômico na recruta do século XXI? Aparentemente nada, ou
seja, pelo menos no início do remake, a intérprete de Megan, a linda
cantora pop Jessica Simpson, parece estar mostrando apenas um pouco de sua vida. No entanto, é com o andar da
carruagem que se percebe: a estrela de Hollywood tem muito a oferecer em
questão de risos.
A
décima posição dos melhores de 2008 é da adaptação de um conto de
Stephen King, O Nevoeiro
(The Mist).
Neste, nada de extraterrestres amarelados ou garotas e almas com poder de telecinética.
O Nevoeiro passa muita credibilidade, seja pelo elenco de primeira ou pelo
plausível desfecho da história que começa após
uma tempestade,
uma estranha e densa névoa cobre misteriosamente toda uma região.
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