Caras, bocas e seios de Deborah Secco tornam biografia de
prostituta ainda mais impactante. Saiba
mais de Bruna Surfistinha!
É por meio do longa Bruna Surfistinha, com direção de
Marcus Baldini, que o público conhece (um pouco) da história de Raquel
Pacheco Pinto (Deborah Secco). Garota paulistana, de classe
média, que aos 16 anos decide dar um novo rumo ao seu modo
de vida. Para tanto, a filha criada por pais adotivos, sai de
casa e decide virar garota de
programa. Eis que a novata, cheia de interesse em ganhar
dinheiro (100 reais por programa), não nega os desejos de
seus clientes, mesmo que estes sejam esdrúxulos.
Desta forma, Bruna (nome que adota como garota de programa)
passa a ser a queridinha da cafetina Larissa (Drica Moraes).
Após ser expulsa do privê (Casa de prostituição), Raquel se transforma em Bruna
Surfistinha. Muda-se para um flat e junto de sua
amiga, também prostituta, organizam uma agenda para receber
os clientes. Aproveitando a força da internet, Bruna segue
os passos da prostituta britânica Belle de Jour, e começa a
"promover" o blog da personagem que adotou como seu
alter-ego.
Embora, Bruna Surfistinha totalize 109 minutos, este
não mostra a que veio. Apenas consegue impactar com várias e
várias cenas de sexo (que implicam em caras, bocas e seios
bastantes siliconados de Deborah Secco). O curioso é que uma
das frases de
efeito usada para chamar a atenção do público é: "A história
de uma garota de família. Até a cena 2". É então que surge a
dúvida. Qual foi o momento da cena 1? Afinal, o filme não
retrata Rachel, em qualquer segundo que seja, como uma
garota de família.
Ao "enxugar" a trajetória da moçoila acontecimentos
importantes foram distorcidos ou floridos, o que deixou o
enredo empobrecido. Um exemplo é o fato dela, quando jovem,
ser cleptomaníaca. No filme este desvio de conduta é
retratado, mas como vingança, afinal, ela é humilhada por um
aluno de sua escola e, por isso, leva algo da casa dele como
forma de "pagamento".
É visível que o longa de Marcus Baldini poderia ter sido
melhor editado, e com este ganho de "minutos" teria uma
melhor amarração na história, o que a tornaria proveitosa.
Por esse motivo, Bruna Surfistinha pode ser rotulado
como um Lavoura Arcaica do Sexo. Por quê? Simples. As
cenas repetitivas das performances sexuais da garota de
programa são um prato cheio para os voyers de
plantão. Contudo, tornam-se desnecessárias para aqueles que
desejam entender o que leva uma moça comum para uma vida de
prostituição.
E como sempre se diz, tudo em excesso enjoa. As cenas do
"trabalho" de Bruna chegam a entediar e causar alguns
bocejos no público. Sem contar que tal persistência somente
menospreza a inteligência daqueles que estão na sala de
cinema. A dedução de fatos e a imaginação são mais
envolventes do que cenas descaradas de sexo. Vale a pena
assistir? Acredito que não. Afinal, o ingresso de cinema
está pela hora da morte e há verdadeiras produções
cinematográficas que valem o ingresso pago, como por
exemplo, Cisne Negro. Assista por sua conta e risco.
Curiosidades
sobre Bruna Surfistinha
* O longa é uma adaptação do livro O Doce Veneno do
Escorpião, que vendeu mais de 300 mil cópias no
Brasil.
- Bruna Surfistinha teve um orçamento de R$ 4
milhões.
Filme: Bruna Surfistinha (Bruna Surfistinha, Brasil) Ano: 2010 Gênero: Drama
Duração: 109 min Direção: Marcus Baldini Roteiro: Homero Olivetto e Raquel Pacheco Elenco: Deborah Secco, Drica Moraes, Cássio Gabus Mendes, Cristina
Lago, Fabiula Nascimento, Guta Ruiz. Distribuidora: Imagem Filmes Censura: 16 anos Site oficial:
http://www.brunasurfistinhaofilme.com