Ficção científica adolescente perde com roteiro fraco. Saiba mais de
Eu Sou o Número Quatro!
Um filme adolescente focado em alienígenas. O longa Eu
Sou o Número Quatro, dirigido por D. J. Caruso,
conta a triste história dos últimos habitantes do planeta
Lorien, destruído pelos Mogadorianos (personagens que
remetem esteticamente os vampiros de 30 Dias de Noite).
Chamados apenas por números, eles têm o grande desafio de
fugir dos inimigos que tem como objetivo eliminar todos os
nove, na ordem certa, para que poderes especiais não possam
ser usados contra eles no futuro.
Para sobreviver o lorieno Número Quatro (Alex Pettyfer),
junto com o seu protetor Henri (Timothy Olyphant), vivem
(camuflados) entre os habitantes do planeta Terra. Com o
intuito de não serem reconhecidos, os dois constantemente
mudam de cidade e de nome. No entanto, nem todo cuidado é o
suficiente, pois nos minutos iniciais da trama o adolescente
descobre que será o próximo da lista.
Tal aviso é dado quando, assim como um adolescente normal,
Número Quatro aproveita um dia inteiro na praia com uma
garota. Já de noite, para o seu total azar, ainda na água,
quando está prestes a se dar bem, ele sente a perna
queimando enquanto que raios de luz são emitidos do símbolo
formado em sua pele. Desesperado, ele sai da água correndo,
mas todos flagram o momento inusitado. Um "ligeirinho" das
águas salgadas filma e posta o vídeo na internet (Quanta
modernidade!).
Após o flagrante, Henri e seu protegido mudam de cidade. Eis
que o Número Quatro, que era chamado de Daniel passa a ser
John Smith. Na tranquila cidade de Paradise, em Ohio, "John"
descobre seus novos poderes, conhece a estudante Sarah Hart
(Dianna Agron) e se apaixona por ela. Quando a história de
amor fica um pouco de lado, a número Seis (Teresa Palmer)
encontra o próximo da lista dos Mogadorianos e os seres
inimagináveis ganham papel fundamental na trama.
O longa é um bom representante de outros tantos filmes e
alguns seriados. Como? Simples. É inevitável deixar de
intertextualizar Eu Sou o Número Quatro com outras
películas famosas como, por exemplo, Crepúsculo
(garota tímida se apaixona pelo bonitão misterioso); Duro
de Matar (a cena da Número Seis explodindo a casa);
Transformers (são tantas cenas!).
Tantos momentos de suspense remetem a filmes de terror como,
por exemplo, Pague para entrar, reze para sair, e,
lembram também o seriado Sobrenatural (sequência no
parque de diversões em que os protagonistas passeiam em um
Trator Fantasma). Glee é outro seriado que será
lembrado, principalmente por ser um filme adolescente
americano que retrata aa rixas escolares dos novatos e os
"diferentes" contra os "queridinhos do colégio". Talvez esta
lembrança também ocorra pelo fato de ter Dianna Agron no
elenco de ambos).
Em
um balanço geral, Eu Sou o Número Quatro pode ser
classificado como bom, principalmente quando considerados os
efeitos elaborados que pipocam (e muito bem) na tela, a
fotografia lindíssima e a trilha sonora perfeita para o
gênero. Entretanto, quando o assunto é o enredo, mesmo
aqueles que acharam o filme empolgante por gostarem de
filmes de ficção científica, hão de concordar que o roteiro
fraquinho e insosso deixa a desejar. Resultado: Eu Sou o
Número Quatro tem tudo para ser mais um filme juvenil
moderninho (ou modernístico?!?!) da Sessão da Tarde.
Filme: Eu Sou o Número Quatro (I am Number Four, EUA) Ano: 2011 Gênero: Ficçãocientífica
Duração: 110 minutos Direção: D. J. Caruso Roteiro: Alfred Gough, Miles Millar e Marti Noxon, baseados no livro
de Jobie Hughes e James Frey Fotografia: Guillermo Navarro Trilha Sonora: Trevor Rabin Produção: Michael Bay Elenco original: Alex Pettyfer, Timothy Olyphant, Dianna Agron, Kevin
Durand.