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Achados e Perdidos é selecionado para a Première Brasil no Festival
do Rio
Da
Redação do Resenhando
Em setembro de 2005
A
distribuidora Imagem Filmes vai lançar ainda 14 filmes exibidos no
evento
Achados e Perdidos, o novo filme do diretor José Joffily (Dois
Perdidos Numa Noite Suja), selecionado para a Mostra Competitiva de
Filmes Brasileiros Première Brasil, do Festival do Rio, que acontece de
22 de setembro a 6 de outubro, na cidade maravilhosa, será distribuído em
circuito nacional pela Imagem Filmes. No evento, serão exibidas ainda
14 produções internacionais adquiridas pela distribuidora para serem
lançadas nos cinemas brasileiros.
Adaptado do livro escrito por Luiz Alfredo Garcia-Roza, um dos maiores
expoentes do romance policial brasileiro, Achados e Perdidos tem direção do
premiado José Joffily, de O Chamado de Deus, Quem Matou Pixote?
e A Maldição do Sanpaku. Para encenar a intrincada trama que se
desenvolve numa Copacabana noturna e soturna no berço da belíssima e
violenta cidade do Rio de Janeiro, Joffily reuniu Antônio Fagundes, Zezé
Polessa e Juliana Knust nos papéis principais.
Fagundes interpreta Vieira, delegado aposentado, e o principal suspeito do
assassinato de sua amante Magali (Polessa), acuado com as chantagens de um
amigo do passado, que encontra na jovem Flor (Knurst) uma última chance de
felicidade. Será? Nas ruas do submundo de Copacabana, tudo pode acontecer.
Além de Achados e Perdidos, serão exibidos no Festival do Rio os seguintes
títulos, que também serão distribuídos nos cinemas brasileiros pela Imagem
Filmes:
Crash – Sem Limites: (Crash, EUA, 2004). Direção e Roteiro: Paul
Haggis. Com Sandra Bullock, Don Cheadle, Matt Dillon, Jennifer Esposito,
Brendan Fraser, Terence Howard, Ludacris, Thandie Newton, Ryan Phillippe,
Larenz Tate. Estréia na direção de Haggis, roteirista do premiado Menina de
Ouro, que conseguiu com seu poderoso roteiro a adesão de elenco de estrelas,
com Don Cheadle também no papel de produtor executivo, e apostas para o
Oscar. Um acidente de carro reúne moradores de Los Angeles numa trama
emocionante sobre tolerância, indiferença e humanidade.
Dumplings: Dumplings/Gaudzi (Hong Kong, 2004). Direção: Fruit Chan.
Com Ling Bai, Maggie Cheung, Pauline Lau, Mi Mi Lee, Tony Leung Ka Fai. O
ousado diretor Fruit Chan (Hollywood Hong Kong, Public Toilet), considerado
o rei do cinema independente de Hong Kong, transformou em longa-metragem o
que foi concebido originalmente como um dos três episódios do segundo
“Three.... Extremes”, reunião de cineastas asiáticos para produzir histórias
de terror. Para segurar o marido, esposa contrata cozinheira para fazer
dumplings – bolinhos em forma de meia-lua – com ingredientes mágicos.
Edmond: Edmond (EUA, 2005). Direção: Stuart Gordon. Com William H.
Macy, Julia Stiles, Joe Mantegna, Rebecca Pidgeon, Ling Bai, Frances Bay.
Indicado ao Grande Prêmio do Júri no Festival de Deauville, esta comédia de
humor negro escrita pelo grande roteirista e diretor David Mamet e dirigida
por Gordon (Re-Animator, Do Além) numa combinação inusitada, traz o ator
William H. Macy, parceiro constante de Mamet no cinema, no papel de um
executivo obrigado a encarar o vazio da sua vida e de seu casamento por uma
série de fatos absolutamente inesperados.
Elo Perdido: (Man to Man, África do Sul/França, Inglaterra, 2005).
Direção: Régis Wargnier. Com Joseph Fiennes, Kristin Scott Thomas, Iain Glen,
Hugh Bonneville, Lomama Boseki, Cécile Bayiha. Produção que teve a honra de
abrir o Festival de Berlim – 2005, esta nova aventura épica e histórica do
premiado diretor francês Wargnier, a primeira falada em língua inglesa,
embarca numa expedição à África nos idos de 1850 para resgatar a história da
espécie humana, e mais do que isso, a história da própria humanidade em
busca de valores mais humanos.
Ibéria: Ibéria (Espanha/França, 2005). Direção: Carlos Saura. Com
Sara Baras, Antonio Canales, Aída Gómez, Enrique Morente, Estrella Morente,
José Antonio Ruiz, Manolo Sanlúcar. O aclamado diretor espanhol Carlos Saura
reuniu os maiores talentos vivos do passional coração do flamenco, música
clássica inspirada no trabalho do compositor Isaac Albéniz, ballet e dança
contemporânea num único e autêntico musical, das primeiras reuniões, ensaios
até o nascimento final das performances.
Heróis Imaginários: (Imaginary Heroes, Alemanha/Bélgica/EUA, 2004).
Direção e Roteiro: Dan Harris. Com Sigourney Weaver, Emile Hirsch, Jeff
Daniels, Michelle Williams, Kip Pardue. A elogiada estréia na direção de Dan
Harris (co-roteirista de X Men 2 com o diretor Bryan Singer) retrata o
dia-a-dia de uma família tipicamente americana tentando se recuperar de uma
surpreendente perda. Com direito a uma das mais inspiradas atuações de
Sigourney Weaver, indicada à Melhor Atriz no Golden Sattelite Award, e
citação velada a “Alive”, da banda cult Pearl Jam.
Quem é Morto Sempre Aparece: (The Big White, EUA, 2005). Direção Mark
Mylod. Com Robin Williams, Frank Adamson, Woody Harrelson, Holly Hunter,
Alison Lohman, Craig March, Tim Blake Nelson, Giovanni Ribisi. O excelente
elenco ficou praticamente isolado nas gélidas locações no Alaska durante as
filmagens desta inventiva comédia de erros banhada em humor negro. Para
resolver seus problemas financeiros, dono de agência de viagens tenta usar
um cadáver, que acaba de ser executado por dois assassinos profissionais.
Exibido no Festival de Cannes (Mercado) e no Fantasy Film Festival
(Alemanha).
Rabbit on the Moon: Rabbit on the Moon/ Conejo en la luna
(Inglaterra/México, 2004). Direção: Jorge Ramírez Suárez. Com Bruno Bichir,
Lorraine Pilkington, Jesús Ochoa, Adam Kotz, Álvaro Guerrero, Rodrigo Murray.
Primeira co-produção entre a Inglaterra e o México, o elogiado thriller
político participou da Seleção Oficial do Festival de Berlim, e levou cerca
de meio milhão de mexicanos aos cinemas. Casal (ela, inglesa, ele, mexicano)
vive bem na Cidade do México com sua filha de quatro meses, até a falsa
acusação de assassinato imposta ao marido, seguida do seqüestro da esposa e
filha.
The Rising: The Rising (Índia, 2004). Direção: Ketan Mehta. Com Aamir
Khan, Rani Mukherjee, Toby Stephens, Coral Beed, Amisha Patel. Superprodução
que quebrou todos os recordes de bilheterias na Índia e se tornou o maior
sucesso da história do cinema nacional. Protagonizado pelo maior astro de
Bollywood, Aaamir Khan, este belíssimo épico narra a emocionante história do
grito de basta da população indiana ao Império Britânico e a tantos anos de
abuso e tormento, inspirado pelo líder Mangal Pande, que em 1857 rebelou-se
contra a dominação militar e política do seu país.
Seven Swords: Seven Swords / Qi jian (China, Coréia do Sul, Hong
Kong, 2005). Direção: Hark Tsui (O Tempo e a Maré). Com Leon Lai, Charlie
Yeung, Donnie Yen, Liwu Dai. Escolhido para abrir o Festival de Veneza 2005,
o novo filme do premiado Hark Tsui é uma superprodução épica adaptado de
clássico romance chinês, que narra a história de sete guerreiros reunidos
para defender uma cidade de um cruel general, no início do século XVII, na
China. A experiência de Tsui em filmar artes marciais no cruzamento com o
requinte da reconstituição histórica e da fotografia resultam numa
obra-prima.
Sex & Philosophy: Sex & Philosophy (França/Irã/Tajiquistão, 2005).
Direção: Mohsen Makhmalbaf. Com Dalir Nazarov, Mariam Gaibova, Farzova
Beknazarova, Tahmineh Ebrahiova, Malahat Abdulloeva, Ali Akbar Abdulloev. O
premiadíssimo diretor iraniano de O Caminho Para Kandahar, Gabbeh e Salve o
Cinema apresenta sua mais nova produção, como sempre instigante. No seu
aniversário de 40 anos, homem decide fazer uma revolução contra si mesmo e
mudar tudo na sua vida. O primeiro passo é apresentar suas inúmeras amantes
uma às outras...
Shadowboxer:
Shadowboxer (EUA, 2005). Direção: Lee Daniels. Com Helen Mirren, Cuba
Gooding Jr., Wendy Baron, Jack Dean, Stephen Dorff, Macy Gray. O produtor do
premiado A Última Ceia e do polêmico O Lenhador estréia na direção com outro
tema polêmico, e novamente apoiado por excelente elenco. Helen Mirren e Cuba
Gooding Jr. são madrasta e enteado, amantes e são assassinos profissionais.
Quando um trabalho sai errado, ele não vai ter que encontrar uma razão para
matar, mas sim para viver.
Shooting Dogs: Shooting Dogs (Alemanha/EUA, 2005). Direção: Michael
Caton-Jones. Com Claire-Hope Ashley, Hugh Dancy, Dominique Horwitz, John
Hurt, Susan Nalwoga, Steve Toussaint. Depois de Hotel Ruanda, do irlandês
Terry George, agora é vez do inglês Caton-Jones (O Último Suspeito) encenar
a sua versão do massacre de Ruanda acontecido em 1994, baseado em fatos
reais. As filmagens ocorreram em Kigali, e usaram como figurantes vários
sobreviventes do genocídio, e o filme concentra-se nas figuras de um padre
católico e um professor idealista em meio ao massacre.
Where the Truth Lies: Where the Truth Lies (Canadá/EUA/Inglaterra,
2005). Direção: Atom Egoyan. Com Kevin Bacon, Colin Firth, Alison Lohman,
Sonja Bennett, Rachel Blanchard, Kathryn Winslow. O cultuado diretor egípcio
Egoyam (O Doce Amanhã), criado no Canadá, volta-se agora para o mundo das
celebridades, ao qual faz um comentário nada complacente por meio da
história de uma jornalista obcecada por descobrir o segredo da separação de
uma dupla do showbiz 15 anos atrás, narrada em tom de filme noir nas mãos de
grande elenco. Exibido na Seleção Oficial do Festival de Cannes.
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