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Disney,
sozinha, tenta reconquistar seu espaço, mas não consegue
Por: Mary Ellen Farias dos
Santos
Em novembro de 2005
Infantil até o último segundo da animação. Sim. O galinho Chicken Little,
nova película dos Estúdios Disney deixa muito a desejar e mostra-se
um tanto que incompetente ao ver-se sem suas muletas, a Pixar. Não
que a história do Galinho (voz de Zach Braff, dublado aqui no Brasil por
Daniel de Oliveira) seja um completo desastre, o verdadeiro e grande
problema é o de não envolver o seu público, nem que seja por momentos... não
consegue. Para não ser tão taxativa, digo apenas no início com o desastre na
cidade, situações cômicas e referência ao famoso Indiana Jones, até
que consegue agradar. Contudo, a história perde-se cada vez mais. Detalhe
maior: as crianças não entenderão as referências, como por exemplo, ao longa
Guerra dos Mundos.
São
completamente previsíveis as reviravoltas do enredo. Tudo bem que esta é uma
fábula para crianças entenderem e não pode-se fazer grandes coisas. No
entanto, nos anos passados era o que a Disney (sozinha) fazia: ser o
diferencial dos contos infantis que eram passados de geração em geração.
A animação que foi inspirada na fábula do franguinho é sobre um a
reconquista da confiança de todos conhecidos. Tudo porque Chicken Little
tornou-se uma grande piada para todos depois de ter "visto" uma plaqueta do
céu, no formato de uma placa de PARE. Para não ficar tão feio perante todos
da cidade, seu pai, explica que seu filho confundiu-se e viu apenas uma
bolota caindo de um carvalho e que o céu não estava caindo.
Antes que de fato o céu caia sob o bichinho, ele desiste da idéia e tenta
ser a nova lenda esportiva da escola: um grande jogador de beisebol. É óbvio
que tal façanha é conquistada. Lembre-se que ele é o principal da história.
Ah! A exemplo de todas as histórias há violões e seus amigos super malvados,
além de mocinhos e seus amigos super coitadinhos, como sempre personagens
totalmente estereotipados. Tudo bem, o longa é completamente infantil.
Na noite de glórias do bichinho, devido a vitória no jogo, parece que a
relação pai e filho consegue estabelecer-se. Ledo engano. Um pedaço do céu
cai, de verdade, na cabeça de Chicken Little. Daí pro final é tudo bastante
óbvio.
Mais
uma vez a Disney traz alienígenas (como em Lilo & Stitch) e muita
confusão a ser resolvida (como em Os Incríveis), além de referências
musicais (como em Lilo & Stitch e todos os sucessos da Dreamworks).
Enfim, a Disney perdeu-se e não inovou e ficou somente na historinha da
valorização à família. Não que este tema não seja importante, principalmente
para os pequenos, mas mesmo assim, não há nada mais, além do que isto.
Apesar disso tudo, o personagem é uma gracinha, mesmo tendo uma cabeça nada
proporcional ao seu tamanho.
Para aqueles que gostam do colorido da Disney, a boa pedida é assistir no
cinema, mas se para você tanto faz, uma ótimo saída é assistir a animação em DVD. Parece que de fato o céu está caindo exatamente sob os Estúdios
Disney.
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Avaliação |
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História |
* * |
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Animação |
* * * |
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Visual |
* * * |
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Direção |
* * |
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Nota
Geral: |
* * |
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Filme: O galinho Chicken Little (Chicken Little)
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Ano: 2005 |
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Gênero: Animação |
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Duração: 77 min |
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Direção: Mark Dindal |
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Roteiro: Steve Bencich e Ron J. Friedman |
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Vozes no original: Zach Braff, Joan Cusack, Katie Finneran, Don
Knotts, Garry Marshall, Catherine O'Hara, Amy Sedaris, Jeremy Shada, Harry
Shearer, Patrick Stewart, Fred Willard, Steve Zahn
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