Inspiradas na cultura dos zines e do faça-você-mesmo (Do It Yourself/DIY), quatro autoras exploram identidade, infância, corpo e reconstrução em obras inéditas
A memória e suas possibilidades: crônica, poesia e hibridez
Ficha técnica
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Voltado a leitores, estudantes, educadores, pesquisadores e interessados em literatura contemporânea, o encontro oferece uma aproximação com referências, contextos e elementos presentes na trajetória e na produção literária do escritor.
Em diálogo com a palestra, a atividade promove a leitura compartilhada de "Torto Arado" e a mediação de conversas sobre aspectos literários, culturais e históricos abordados no romance, estimulando a troca de interpretações entre os participantes. Ao reunir a leitura da obra e o encontro com seu autor, a programação oferece ao público um espaço de reflexão sobre a literatura brasileira contemporânea e sobre os múltiplos sentidos presentes na escrita de Itamar Vieira Junior.
Serviço
Palestra: “É Mesmo Ficção?”, com Itamar Vieira Junior
Caixa Cultural São Paulo | Praça da Sé, 111 - Centro / São Paulo
Dia 18 de julho de 2026, das 15h00 às 17h00
Duração: 2 horas
Classificação indicativa: 18 anos
Capacidade: 140 participantes
Informações: (11) 3321-4400
Site: caixacultural.gov.br | Instagram: @caixaculturalsp
Ciclo de Leitura "Vozes em Terra - Ecos de Resistência em 'Torto Arado'"
Local: Sala de Oficinas
Datas: 11 e 25 de julho de 2026, das 10h00 às 12h00
Duração: 2 horas por encontro
Classificação indicativa: 16 anos
Capacidade: 20 participantes por encontro
Programação gratuita, sujeita à capacidade dos espaços.
Na obra, Rita von Hunty reúne referências da sociologia, psicanálise, literatura e política para discutir de que maneira certos corpos são narrados, autorizados ou interditados. Ao abordar gênero e sexualidade como construções de relações de poder, a autora questiona teorias que se apresentam como universais e evidencia seus recortes históricos, sociais e ideológicos evidenciando aquilo que foi naturalizado como neutro.
Com uma abordagem didática e crítica, o livro articula experiência, teoria e o desejo de transformação, convidando leitoras e leitores a reconhecer os mecanismos que os constituem - e, a partir disso, se posicionarem como sujeitos ativos de suas próprias trajetórias. "Formas de Narrar Um Corpo" inaugura a Coleção Reticências, da Editora Planeta, que reúne vozes diversas para pensar questões contemporâneas a partir de encontros e entrevistas gravadas, que convidam o leitor a acompanhar o pensamento em construção. Compre o livro"Formas de Narrar Um Corpo", de Rita von Hunty, neste link.
Sobre as participantes
Rita von Hunty é atriz, crítica cultural, professora e educadora popular, com atuação em universidades, escolas e movimentos sociais no Brasil e no exterior. Colaborou com mais de 25 livros, sendo dois deles finalistas do Prêmio Jabuti Acadêmico em 2025.
Andreone Medrado é psicóloga, bióloga, pesquisadora, escritora, artista e fotógrafa. Fundadora do coletivo Escuta Preta no Instituto de Psicologia da USP, atualmente é coordenadora geral do Núcleo de Consciência Negra da universidade. É coautora de Não Monogamia: trânsitos entre raça, gênero & sexualidade e autora de Ensaios sobre o Colonialismo – higienização, corpos, fé e subjetividades em disputa.
Serviço
Lançamento do livro "Formas de Narrar Um Corpo"
Com Rita von Hunty e Andreone Medrado
Datas: 25 de junho, quinta-feira, às 19h00
Local: Teatro do Sesc 24 de Maio – Rua 24 de Maio, 109, República / São Paulo
Classificação: 14 anos
Ingressos: grátis com retirada uma hora antes no local
Duração: 150 minutos
Mais informações: no site sescsp.org.br/24demaio
Serviço de van: transporte gratuito até as estações de metrô República e Anhangabaú. Saídas da portaria a cada 30 minutos, de terça a sábado, das 20h00 às 23h00, e aos domingos e feriados, das 18h00 às 21h00.
O Museu da Língua Portuguesa terá um fim de tarde do próximo sábado, dia 13 de junho, com muita poesia. Nesta data, a partir das 16h00, vai acontecer mais uma edição do Sarau no Museu, com entrada gratuita e microfone aberto para quem quiser participar. Localizado no histórico prédio da Estação da Luz, o Museu, que celebra 20 anos em 2026, é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo.
Sob comando do poeta, tradutor e professor da USP Matheus Guménin Barreto, o Sarau no Museu de junho receberá três convidados especiais: Ana Martins Marques, Simone Brantes e Ismar Tirelli Neto. Eles já têm uma série de livros publicados e reconhecimento em importantes premiações, como a APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) e o Jabuti.
Mineira de Belo Horizonte, Ana Martins Marques é autora de duas obras que ganharam os prêmios de melhor livro de poesia pela Associação Paulista de Críticos de Arte: "O Livros das Semelhanças" e "Risque Esta Palavra". Simone Brantes é autora dos livros de poemas "Pastilhas Brancas" e "Quase Todas as Noites" - este ganhou o Prêmio Jabuti -, entre outros. Ela também atua como professora de língua portuguesa na educação básica. Autor de "Os Postais Catastróficos e Alguns Dias Violentos", Ismar Tirelli Neto tem textos publicados em jornais como O Globo e Folha de S.Paulo. Ele também ministra oficinas de escrita criativa.
Além de lerem poemas de suas autorias, Matheus, Ismar, Simone e Ana vão falar sobre processos de escrita, revelar quais são algumas de suas influências artísticas e comentar o momento da poesia contemporânea brasileira. O microfone ficará aberto para quem quiser mostrar a própria arte, e haverá tradução em Libras. Com entrada gratuita, o Sarau ocorre no Pátio B.
Serviço
Sarau no Museu com Ana Martins Marques, Simone Brantes e Ismar Tirelli Neto. Mediação de Matheus Guménin Barreto
Sábado, dia 13 de junho, às 16h00
Grátis – com tradução em Libras
Pátio B
Museu da Língua Portuguesa
Praça da Luz, s/nº - Luz – Centro histórico de São Paulo
Os autores vencedores do Prêmio Sesc de Literatura 2025 estarão no Festival Internacional Literário de Poços de Caldas 2026 no próximo sábado (2/05) compartilhando seus processos criativos, falando dos temas que atravessam suas obras e debatendo os caminhos da literatura brasileira atual. A participação faz parte do circuito nacional de encontros que os autores iniciaram em março e que vai até novembro, passando por mais de 20 cidades pelo país. Na Flipoços 2026, Marcus Groza, autor do romance “Goiás”; Abáz, autor do livro de contos “Massaranduba”; e Leonardo Piana, poeta de “Escalar Cansa”, vão compor a mesa “Vozes do Prêmio Sesc de Literatura: romance, conto e poesia em diálogo”, apresentado ao público suas obras e trajetórias na escrita contemporânea. O encontro será às 18h30, no Parque José Affonso Junqueira.
O circuito nacional dos autores é uma iniciativa que promove o diálogo direto entre os escritores e o público, ampliando o alcance da literatura brasileira e fortalecendo a formação de leitores. Ao longo do ano, os autores participarão de bate-papos e mesas-redondas em unidades do Sesc e eventos culturais. O apoio a esse encontro literário pelo país reafirma o compromisso do Sesc com a democratização do acesso ao livro e à leitura, aproximando escritores premiados de públicos diversos em diferentes regiões do Brasil.
“O Circuito do Prêmio Sesc de Literatura proporciona aos autores a possibilidade de estar ao lado dos leitores, ouvir suas opiniões e compartilhar o processo de construção de suas obras. Trata-se de uma experiência enriquecedora, onde eles conhecem novos públicos e outras realidades, que podem trazer inspiração para suas próximas obras”, destaca Leonardo Minervini, gerente de Cultura do Departamento Nacional do Sesc.
A Premiação
Criado em 2003, o Prêmio Sesc de Literatura já recebeu cerca de 24 mil originais e revelou ao mercado editorial 43 novos autores. Em 2025, os vencedores foram Marcus Groza (SP), com o romance “Goiás”; Leonardo Piana (MG), com o livro de poesias “Escalar Cansa”; e Abáz (BA), com a coletânea de contos “Massaranduba”.
Serviço
Flipoços: Mesa Prêmio Sesc de Literatura “Vozes do Prêmio Sesc de Literatura: romance, conto e poesia em Diálogo”
Data: sábado, dia 2 de maio, às 18h30
Local: Palco Coreto Cultural EPTV - Parque José Affonso Junqueira
Nessa obra de estreia, publicada pela Editora Intrínseca, a professora e doutoranda que conquistou centenas de milhares de seguidores nas redes sociais apresenta um misto de guia literário e romance de formação, em que compartilha memórias da infância, adolescência e vida adulta. Ao mostrar como a literatura pode guiar as pessoas em momentos de desamparo, dúvida e também de paz e felicidade, Bruna valoriza o poder revolucionário dos livros e revela como a ficção é um gênero importante para o autoconhecimento. Compre o livro "É Tempo de Morangos", de Bruna Martiolli, neste link.
Sobre o livro
Quando criança, Bruna Martiolli brincava de dar aulas para suas bonecas. Mais tarde, ela se tornou professora e encontrou seu lugar no mundo graças aos livros. E eles ainda a levariam a muitos outros encontros: hoje, Bruna fala sobre o poder da literatura para mais de 700 mil pessoas, entre seguidores de redes sociais e ouvintes de seu podcast, além de se dedicar a pesquisar o tema como doutoranda em Portugal. A história de como a leitura mudou a sua vida é o cerne de "É Tempo de Morangos", obra de estreia assinada por ela. Em um misto de livro de memórias e guia literário, Bruna reflete sobre o papel crucial da literatura em nossa formação e amadurecimento.
A leitura entrou na vida de Bruna aos oito anos não como obrigação escolar, mas, em suas palavras, quando “as cobranças foram substituídas por um carinho ou biscoitinho de vó”. Entendendo desde cedo o valor afetivo dos livros, deixou que eles a guiassem durante uma infância pouco convencional e ao longo da adolescência, quando pendurava na parede do quarto fotos de Lygia Fagundes Telles e Eça de Queiroz. No ensino médio, conheceu Clarice Lispector através de "A Hora da Estrela" e, com Macabéa, a protagonista, descobriu o medo de levar uma vida na qual se sentisse anulada, o que moldaria muitos de seus próximos passos.
Ao longo da obra, Bruna relata como os livros permearam suas escolhas e a ampararam nos momentos difíceis. Foi a leitura de Saramago que a fez enxergar seu apego a relações destrutivas e ter forças para sair delas. A Tetralogia Napolitana, de Elena Ferrante, se tornou dolorida após o esmorecimento de uma grande amizade. E tantos outros nomes a inspiraram a tomar decisões corajosas, como não desistir da carreira ou se mudar para outro país.
Neste manifesto de devoção aos livros, em especial os de língua portuguesa, Bruna Martiolli lembra sobre a importância de encontrar aquilo que nos atravessa de verdade e que a boa literatura, como quase tudo na vida, não precisa agradar à primeira vista. Além disso, apresenta uma obra essencial para descobrir histórias e curiosidades literárias e obter excelentes dicas de leitura. Compre o livro "É Tempo de Morangos", de Bruna Martiolli, neste link.
Sobre a autora
Bruna Martiolli é professora e doutoranda em Estudos de Cultura e Interartes pela Universidade do Porto, em Portugal. A pesquisa e atuação profissional dela estão profundamente enraizadas na literatura de língua portuguesa. Também desenvolve um trabalho inspirador na internet, onde compartilha reflexões literárias, críticas culturais e conteúdos educativos. É criadora do podcast "É Tempo de Morangos", em que aborda temas como literatura, memória e imaginário. "É Tempo de Morangos" é seu livro de estreia.
Serviço
Sessão de autógrafos de "É Tempo de Morangos", de Bruna Martiolli
Terça-feira, dia 24 de março, a partir de 19h00
Livraria Martins Fontes - Avenida Paulista, 509 - Bela Vista / São Paulo
Entrada franca
No romance recém-lançado, Carrascoza apresenta a história de um menino dotado de vidência, capaz de enxergar passado, presente e futuro. A narrativa acompanha as consequências desse dom para quem vive ao redor do garoto, explorando as tensões entre fé, superstição e exploração da crença popular. Em meio a um contexto em que o charlatanismo religioso tenta ampliar sua influência, o protagonista se torna alvo de interesses diversos, transformando sua experiência extraordinária em motivo de disputa e narrativa pública.
Reconhecido sobretudo pelos contos que escreve, Carrascoza construiu ao longo das últimas décadas uma trajetória marcada pela delicadeza do olhar e pela atenção aos pequenos gestos da vida cotidiana. Com "Angelim", o autor amplia esse universo ao incorporar elementos de mistério e reflexão sobre a maneira como histórias - reais ou fabricadas - podem transformar pessoas em símbolos.
Promovido pela Universidade do Livro, vinculada à Fundação Editora da Unesp, o encontro integra uma série dedicada a aproximar leitores de autores contemporâneos em conversas abertas ao público. A participação é gratuita, mediante inscrição prévia neste link. O evento será realizado no auditório da Biblioteca Mário de Andrade, localizado na Rua da Consolação, 94, ao lado da Praça Dom José Gaspar e próximo à estação Anhangabaú do metrô. Compre o livro "Angelim", de João Anzanello Carrascoza, neste link.
O Encontro de Leituras de março recebe a escritora e jornalista lisboeta Catarina Gomes para uma conversa sobre o livro "Terrinhas", publicado em Portugal pela Gradiva em 2022 e no Brasil pela Dublinense em 2025. O evento acontece no dia 10 de março, terça-feira, às 19h do Brasil (horário de Brasília) e 22h de Portugal, de forma online e gratuita, pela plataforma Zoom. O clube é gratuito e aberto a todos que queiram participar. O evento pode ser acessado com o ID 842 8191 4937 e a senha 835758. Para participar, basta seguir este link.
Em "Terrinhas", vencedor do Prémio Literário Revelação Agustina Bessa-Luís, acompanhamos a história de uma designer de interiores que se vê obrigada a voltar à aldeia em que seus pais nasceram - e que visitava na infância - para tratar da herança deixada por eles. A trama mergulha em memórias e afetos, explorando as tensões entre raízes familiares e escolhas pessoais.
"Terrinhas" passou a integrar o Plano Nacional de Leitura de Portugal, consolidando sua relevância literária e social, e a autora tornou-se reconhecida por investigar e narrar temas ligados à memória e à história do país. Como jornalista, Catarina Gomes foi ainda finalista do Prémio de Jornalismo Gabriel García Márquez pela reportagem Quem foi o filho que António deixou na guerra?. Compre o livro "Terrinhas", de Catarina Gomes, neste link.
Sobre o Encontro de Leituras
O Encontro de Leituras resulta da colaboração editorial entre o jornal português Público e a revista Quatro Cinco Um, focando em obras literárias disponibilizadas em ambos os países. O Encontro reúne leitores de língua portuguesa e discute romances, ensaios, memórias, literatura de viagem e obras de jornalismo literário na presença de um escritor, editor ou especialista convidado. Os encontros são gratuitos e acontecem sempre nas segundas terças-feiras de cada mês, às 19h00 do Brasil e 22h00 de Portugal.
O evento não é transmitido nas redes sociais, nem disponibilizado depois. É uma experiência para ser vivida por aqueles que se juntam à sessão. Os melhores momentos são depois publicados no podcast Encontro de Leituras, disponível no Spotify, Apple Podcasts, SoundCloud ou outros aplicativos habituais.
A parceria entre a Quatro Cinco Um e o Público conta com um espaço editorial fixo nos dois veículos e uma newsletter mensal sobre o trânsito literário e editorial entre os países de língua portuguesa. A editoria especial publica materiais jornalísticos sobre autores do Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné Bissau e Timor que tenham sido lançados dos dois lados do oceano. A newsletter mensal traz notas, curiosidades, imagens e informações sobre as novidades das livrarias e os eventos literários em Lisboa, São Paulo, Rio de Janeiro e outras cidades onde se fala português. De vez em quando, na programação de festivais e em outras ocasiões, eventos presenciais serão realizados.
Serviço
"Encontro de Leituras" com Catarina Gomes
Terça-feira, dia 10 de março
Horário: 19h00 do Brasil e 22h00 de Portugal
Modalidade: on-line e gratuito, via Zoom
Participe: https://us06web.zoom.us/j/84281914937?pwd=bbScBuXJg69a9IYhiPYxM2tmTcmbFZ.1
ID:842 8191 4937
Senha de acesso: 835758
"O Expresso de Tóquio", do escritor japonês Seichō Matsumoto, é o tema do Clube de Leitura Japan House São Paulo + Quatro Cinco Um de janeiro, que acontece na última quinta-feira do mês, 29, às 19h, via Zoom. Neste bate-papo on-line e gratuito que marca a 70ª edição do clube, o público conversa com o professor de história da USP e escritor Júlio Pimentel Pinto. Publicado originalmente em 1958 e lançado no Brasil em 2025 pela Todavia, com tradução de Jefferson José Teixeira, O expresso de Tóquio é um marco do romance policial japonês e consolidou seu autor, Seichō Matsumoto, como um mestre do gênero.
A trama tem início em uma praia gelada na baía de Hakata, na ilha de Kyushu, onde dois corpos são encontrados lado a lado. A motivação parece clara: um pacto suicida entre amantes. Mas, para o inspetor Torigai, algo não se encaixa. Um detalhe mínimo - um horário de trem - lança dúvida sobre a versão oficial e abre caminho para uma investigação que atravessará o Japão de ponta a ponta. Com narrativa meticulosa e crítica social, Matsumoto revolucionou o gênero policial ao afastá-lo dos enigmas de salão e aproximá-lo da realidade contemporânea japonesa.
Os participantes do Clube de Leitura Japan House São Paulo + Quatro Cinco Um têm 30% de desconto na compra do livro pelo site da editora Todavia, por meio do cupom JHSP451JAN26. O cupom fica vigente de 04/01/2026 até 31/01/2026 e é válido para 1 uso único por CPF. Saiba mais e inscreva-se em https://clubedeleitura.japanhousesp.com.br/
Convidado do mês - Júlio Pimentel Pinto é professor no departamento de história da Universidade de São Paulo (USP) e especialista nas relações entre história e ficção. Autor de "Uma Memória do Mundo: ficção, Memória e História em Jorge Luis Borges" (Estação Liberdade, 1998) e "A Pista & A Razão: uma História Fragmentária da Narrativa Policial" (e-galáxia, 2019), sua pesquisa investiga as intersecções entre narrativas históricas e ficcionais, explorando como diferentes gêneros literários dialogam com contextos sociais, políticos e culturais.
Como funciona o Clube de Leitura Japan House São Paulo + Quatro Cinco Um? Desde sua estreia em 2019, o Clube de Leitura Japan House São Paulo + Quatro Cinco Um recebe grandes profissionais da tradução de literatura japonesa no Brasil, além de autores contemporâneos e leitores dessa literatura, para discutir obras de nomes como Haruki Murakami, Sayaka Murata, Yoko Tawada, Banana Yoshimoto e Yoshiharu Tsuge.
Natasha Barzaghi Geenen, diretora cultural da Japan House São Paulo, e Paulo Werneck, editor da revista Quatro Cinco Um, compartilham a curadoria e a mediação dos encontros, que acontecem sempre na última quinta-feira do mês.
O Clube discute livros de autores japoneses traduzidos diretamente para o português, visando uma cobertura multiplataforma desse universo literário — a parceria entre a revista dos livros e a JHSP traz também uma newsletter editorial mensal com os principais lançamentos no Brasil de livros japoneses ou ligados à cultura japonesa.
No site da Japan House São Paulo há uma página exclusiva que reúne todo o conteúdo compartilhado até aqui. Nela, é possível ter acesso a um compilado de informações sobre todos os títulos já abordados e à agenda dos próximos encontros, além de links para inscrição nas newsletters da Japan House e na newsletter de literatura japonesa da Quatro Cinco Um: https://clubedeleitura.japanhousesp.com.br/
Serviço
Data: quinta-feira, 29 de janeiro, às 19h00
Modalidade: on-line e gratuito, via Zoom
Inscrições: https://www.sympla.com.br/evento-online/clube-de-leitura-jhsp-451-o-expresso-de-toquio-janeiro/3249111
Cupom: Participantes do clube têm 30% de desconto na compra do livro pelo site da editora Todavia, por meio do cupom JHSP451JAN26. O cupom fica vigente de 04/01/2026 a 31/01/2026, válido para 1 uso único por CPF.
Parceria com a Japan House São Paulo
"O Vento Me Contou - Mediação de Leitura", com Vanessa Reis e Felínio Freitas, propõe um percurso sensível pela oralidade, pela imaginação e pelos saberes da terra. A atividade acontece de 10 de janeiro a 1º de fevereiro, aos sábados e domingos, das 15h00 às 17h00, na Biblioteca do Sesc Santos, com entrada gratuita e classificação livre, exceto nos dias 24 e 25 de janeiro.
Venda de ingressos
As vendas de ingressos para os shows e espetáculos da semana seguinte (segunda a domingo) começa na semana anterior às atividades, em dois lotes: on-line pelo aplicativo Credencial Sesc SP e portal do Sesc São Paulo: às terças-feiras, a partir das 17h00. Presencialmente, nas bilheterias das unidades: às quartas-feiras, a partir das 17h00.
Bilheteria Sesc Santos - Funcionamento
Terça a sexta, das 9h00 às 21h30 | Sábados e domingos, 10h00 às 18h30
Sesc Santos
Rua Conselheiro Ribas, 136 - Aparecida / Santos
Telefone: (13) 3278-9800
Site do Sesc Santos
Instagram e Facebook: @sescsantos
A escritora, publicitária e editora Fernanda Emediato leva a poesia e a arte de "As Pipas de Portinari" ao Museu da Imagem e do Som – MIS no próximo domingo, dia 14 de dezembro, a partir das 12 horas. A programação especial de Natal terá contação de histórias, distribuição gratuita de exemplares, exposição dos poemas e atividades com crianças.
A obra organizada por Fernanda Emediato e Leo Cunha apresenta um verdadeiro voo poético com textos inspirados nas obras de Candido Portinari. São textos de Cíntia Barreto, Dilan Camargo, Henrique Rodrigues, João Bosco Bezerra Bonfim, José Carlos Aragão, Marco Haurélio, Roseana Murray e Sônia Barros. Com uma linguagem afetiva, a publicação convida as pessoas de todas as idades a experimentarem a poesia como forma de brincar, imaginar e lembrar.
O projeto conta com o apoio do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, do Programa de Ação Cultural (ProAC – Editais 2024); da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Ministério da Cultura; e da Lei Rouanet (Lei nº 8.313/91), via incentivo fiscal. Compre o livro "As Pipas de Portinari" neste link.
Sobre a idealizadora do projeto
Fernanda Emediato é editora, escritora, consultora editorial e produtora cultural. Fundadora da Troia Editora e dos selos Troinha e Asas Editora, atua na publicação de obras infantis, infantojuvenis e teatrais. Fernanda iniciou sua trajetória no mercado editorial ainda na adolescência, trabalhando em diferentes áreas da editora de seu pai, Luiz Fernando Emediato. Desde então, vem construindo uma carreira marcada pelo compromisso com a literatura de impacto social. Suas obras A Menina Sem Cor e O Morcego sem Asas foram premiadas pelo ProAC e selecionadas pelo PNLD Literário. Publicou o primeiro livro aos 9 anos e já tem mais de 30 títulos lançados no Brasil e no exterior. É também a responsável pela idealização e organização de As Pipas de Portinari.
Por Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com. Foto: divulgação
Valdir Alvarenga foi um dos nomes fundamentais da poesia santista e da produção literária independente no país. Criador da Revista Mirante, manteve vivo o espírito coletivo da palavra, transformando o fazer poético em ato de resistência. A obra dele segue como testemunho de um tempo em que a literatura era feita na raça - com papel, paixão e teimosia. Levando em conta a trajetória pessoal e artística dele, nesta quarta-feira, dia 6 de novembro, a Biblioteca Mário Faria, no Posto 6, em Santos, no litoral de São Paulo, irá se tornar o cenário de um encontro literário em homenagem ao poeta, editor e ativista cultural Valdir Alvarenga.
O evento, organizado por amigos e admiradores, pretende não apenas relembrar a obra do artista, mas reavivar o espírito de resistência e independência poética que sempre marcou a trajetória dele. A programação começa às 15h00, com um Varal de Poesia e uma minifeira de livros. Às 16h00, tem início o Sarau Alvarenga, que reunirá poetas e escritores convidados para leituras de poemas autorais e também de textos selecionados de Valdir Alvarenga, extraídos das obras "Pequeno Marginal", "Plenilúnio" e "Autógrafo", além das antologias do Grupo Picaré e da Revista Mirante, publicação que o poeta fundou e editou.
"Para o Valdir, a poesia era livre. Ele adorava se dedicar às letras e fazia a Revista Mirante com paixão. Eu pretendo continuar com a Mirante levando o seu legado! Valdir tinha seu jeito brincalhão, como ele dizia: 'minhas abobrinhas'. Ele era uma pessoa muito humana e amava os animais... Posso passar horas citando suas qualidades como pessoa e como poeta, mas deixarei isto para os leitores! Quinze anos juntos, uma eternidade que vai deixar saudade!", afirma a poeta Irene Estrela Bulhões, editora da Revista Mirante e viúva de Valdir Alvarenga.
Organizadora do sarau, a escritora, editora e ativista cultural Cláudia Brino fala sobre a importância de Valdir Alvarenga. "Organizar esse sarau em sua homenagem é reverenciar o poeta, editor, ativista cultural e amigo pessoal e, com isso, trazê-lo novamente ao nosso convívio literário". Segundo ela, a escolha dos poemas segue uma linha afetiva e temática: a visão pessoal e coerente de Valdir sobre o próprio percurso humano e artístico. Trata-se de revisitar a maneira singular da visão do poeta sobre sua própria vivência e trajetória pessoal, em que é possível ter, através de seus versos, a identificação do ser humano simples, amigo e sempre coerente ao seu universo poético.
Mais do que um tributo, o Sarau Alvarenga é um reencontro com a força da poesia como gesto de permanência. Escritor e organizador do sarau, Vieira Vivo reafirma a importância de Valdir Alvarenga na literatura. "Ler Valdir é entrar em contato com um olhar que não se conforma, que mistura o cotidiano, o sonho e o pensamento filosófico de forma simples e direta. Valdir não é apenas alguém que escreveu versos; ele construiu um movimento. Criou a Revista Mirante quando quase ninguém acreditava que poesia independente poderia resistir tanto tempo. E resistiu, resiste. Ler a obra dele significa reconhecer o valor da autonomia literária, da produção por conta própria, do editor-poeta que assume responsabilidades além de escrever", conclui.
Às 17h00, o grupo Cantos Literários apresenta um espetáculo literomusical em homenagem ao autor, seguido, às 18h00, da exibição do vídeo "Pescador de Palavras", um documentário sobre a literatura independente, que traz depoimentos de Valdir Alvarenga e de outros protagonistas desse movimento.
Serviço
Sarau Alvarenga - Homenagem ao Poeta Valdir Alvarenga
Quarta-feira, dia 29 de outubro de 2025
Biblioteca Mário Faria - Posto 6, Santos/SP
Av. Bartholomeu de Gusmão, S/N,° - Aparecida/Santos
Horários
15h00 - Varal de Poesia e minifeira de livros
16h00 às 17h00 - Sarau Alvarenga
17h00 - Espetáculo literomusical Cantos Literários
18h00 - Exibição do documentário Pescador de Palavras
Entrada gratuita