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segunda-feira, 13 de julho de 2026

.: A coleção que transforma memórias em experimentação literária


Inspiradas na cultura dos zines e do faça-você-mesmo (Do It Yourself/DIY), quatro autoras exploram identidade, infância, corpo e reconstrução em obras inéditas 


Desde 2024, o selo Tato Literário, da com.tato, publica uma coleção de plaquetes anual com curadoria e edição de Thaís Campolina e Karol Lopes. Inspirada na cultura "Do It Yourself" ("Faça Você Mesmo"), na estética dos zines e no formato livreto, a edição de 2026 traz uma novidade marcante: pela primeira vez, as obras compartilham de uma forte coesão temática. Embora transitem por gêneros, propostas e estilos diversos, os quatro títulos selecionados partiram da memória e de suas diferentes interpretações na construção do material produzido. As plaquetes serão lançadas na 24ª Flip - Festa Literária Internacional de Paraty, em sessão de autógrafos com as autoras no estande da com.tato, localizado na Casa Escreva, Garota!, onde a coleção também será comercializada.

A base desta coleção foi a 3ª edição do minicurso “Plaquetes: Espaço para Experimentação”, conduzido pela poeta e mediadora de leitura Thaís Campolina. Todos os participantes da oficina submeteram originais para seleção. A escolha dos quatro projetos finais aconteceu de forma orgânica, quando as curadoras perceberam a sinergia entre os textos: “Todos os materiais apresentados eram excelentes, o que trouxe um enorme desafio para a curadoria. Como não há definição de temática prévia e cada pessoa escreve e produz o que quer na oficina, aproveitamos a coincidência para construir algo novo e trazer, pela primeira vez, um tema-guia para a coleção”, comentam as curadoras.

Historicamente utilizadas para circular textos poéticos ou manifestos de forma rápida e acessível, as plaquetes ganham na Tato Literário um contorno de resistência editorial, liberdade criativa e abertura para a hibridez de linguagens. O formato enxuto permite que o leitor e autor experimentem a literatura de forma tátil, íntima e direta, celebrando o erro, o ensaio e a potência da palavra em seus mais diversos formatos. 


A memória e suas possibilidades: crônica, poesia e hibridez  
A coleção de 2026 é composta por quatro obras que, a suas maneiras, investigam o corpo, o tempo, as heranças individuais e coletivas e as miudezas do cotidiano:

"Passar Inteira pelo Buraco da Agulha" (Cacá Silveira): estreia solo da autora após publicações em revistas e coletâneas. A obra traz poemas que abordam as contradições humanas e a subjetividade da identidade. Com um olhar afetuoso e incômodo para as memórias, o eu-lírico transita entre tralhas e bugigangas, costurando a terra com o fio do mar para tecer roupagens para o existir.

"Viva Pelo Avesso" (Talita Franceschini de Carvalho): uma obra que nasce do diálogo com a poesia de Ana Cristina Cesar e Eunice Arruda. Tomando essas referências como norte, os poemas exploram os múltiplos sentidos do "avesso" — aquilo que se inverte, desloca ou revela por outro ângulo —, estabelecendo uma relação de enfrentamento, sensibilidade e voz própria. A memória aqui surge desse entrelace entre os dois grandes nomes de poetas já falecidas e a produção literária de Talita. A autora realiza sessão de autógrafo na Flip no dia 24 de julho, às 20h00.

"Ficção que Chamo de Eu" (Luciana Palhares): em um mundo dominado por selfies e influencers, a multiartista e terapeuta holística investiga quem verdadeiramente é após 37 anos seguindo regras incompreendidas. Neste primeiro volume, a autora compartilha treze “causos” marcantes de sua primeira infância, acompanhando as inocências perdidas e as incompreensões de seus anos de formação. A autora realiza sessão de autógrafo na Flip no dia 23 de julho, às 11h00.

"Tornozelo" (Bianca Smanio): essa é uma plaquete sobre as consequências de um salto único. O que era para ser apenas um pulo no pula-pula termina em um tornozelo quebrado e no hiato de uma rotina interrompida. Durante os meses de recuperação, surge uma coleção de descobertas anatômicas e existenciais que viraram texto. Essa é uma jornada sobre cair, quebrar, esperar e aprender a se reconstruir, pedrinha por pedrinha. A autora realiza sessão de autógrafo na Flip no dia 23 de julho, às 13h00.


Agenda Flip
Sessões de autógrafos com autoras da nova coleção de plaquetes do Tato Literário 2026

23 de julho (quinta-feira)
11h00 - Sessão de autógrafos da plaquete “Ficção que Chamo de Eu”, de Luciana Palhares
13h00 -   Sessão de autógrafos plaquete “Tornozelo”, de Bianca Smanio.

24 de julho (sexta-feira)
20h00 - Sessão de autógrafos da plaquete “Viva pelo Avesso”, da Talita Franceschini de Carvalho
Local: estande da com.tato, localizado na Casa Escreva, Garota!, no Centro Histórico de Paraty (RJ).


Ficha técnica
Coleção de Plaquetes da Tato Literário 2026
Autoras: Bianca Smanio, Cacá Silveira, Luciana Palhares e Talita Franceschini de Carvalho
Gêneros: poesia e crônica
Editora: Tato Literário (selo da com.tato)
Ano: 2026

domingo, 12 de julho de 2026

.: Sesc reúne personalidades nacionais e internacionais na Flip 2026


Angela Davis, Socorro Acioli, Itamar Vieira Junior, Wole Soyinka, Tati Bernardi, Bruna Lombardi, Elisa Lucinda, Luiza Romão, Jamil Chade, Fabiana Cozza, Marcelino Freire e Eliana Alves Cruz são alguns nomes da programação. Na imagem, Sesc Santa Rita em Paraty. Foto: divulgação
 

Com uma agenda que valoriza a diversidade de vozes, linguagens, expressões artísticas e regionalidades, o Sesc estará presente mais uma vez na Flip - Festa Literária Internacional de Paraty. Serão realizados cafés literários, shows, exposição, performances poéticas, rodas de conversa e oficinas. As atividades são gratuitas e acontecem de 23 a 26 de julho de 2026 em três espaços no Centro Histórico de Paraty: Sesc Santa Rita, Casa Edições Sesc e Casa Sesc. A instituição é ainda patrocinadora da programação oficial da Flip.

Além da pluralidade da literatura brasileira com convidados de diversas regiões do país, que já é marca registrada das ações do Sesc no evento, neste ano a programação contará ainda com convidados internacionais. A participação dialoga com duas importantes efemérides: os 80 anos do Sesc e os 70 anos da publicação de “Grande Sertão: Veredas”, obra-prima de João Guimarães Rosa, que segue influenciando gerações de leitores e escritores. A partir disso, foi elaborado o conceito Múltiplas Veredas, compreendido como metáfora dos vários caminhos que conectam literatura, cultura, território e transformação social.

Memória e saberes ancestrais se destacam em diferentes mesas e encontros, assim como temas urgentes da contemporaneidade, como sustentabilidade, cidadania, democracia e os impactos das tecnologias na vida cotidiana. Debates sobre leitura e formação de leitores abordam os desafios da circulação de ideias e o papel das práticas coletivas, como clubes de leitura e mediação literária. Para a diversão do público infantil, serão realizadas narrações de histórias e mediação de leitura.

O público também poderá visitar, no Sesc Santa Rita, uma exposição especial em celebração aos 80 anos do Sesc. Com fotografias históricas e registros contemporâneos, a mostra apresenta um panorama da trajetória da instituição, destacando sua contribuição para o desenvolvimento social do Brasil ao longo de oito décadas.

“No ano em que celebra oito décadas de atuação, a participação do Sesc na Flip ganha ainda mais relevância. A cultura amplia repertórios, fortalece a cidadania, incentiva a leitura e a formação de novos públicos, ao mesmo tempo em que movimenta o turismo, impulsiona a economia local e gera trabalho e renda. Ao reunir autores, artistas e leitores, o Sesc contribui para o desenvolvimento dos territórios e demonstra que investir em cultura também é investir no desenvolvimento social e econômico do país”, destaca Diana Abreu, Diretora de Saúde, Cultura, Lazer e Assistência do Departamento Nacional do Sesc.
 

Sesc na Flip acontece em três casas
No Sesc Santa Rita, unidade do Polo Sociocultural Sesc Paraty, o público poderá participar de atividades com a presença de autores como Eliana Alves Cruz, Marcelino Freire, Milena Martins Moura e Daniel Munduruku, primeiro escritor indígena a compor o acervo da Casa de Rui Barbosa que participa do encontro “Cosmologias da palavra” ao lado de Jama Wapichana.

A escritora Tati Bernardi comandará um talk show literário com os convidados Bruna Lombardi, Itamar Vieira Junior e Elisa Lucinda. O espaço também apresentará o espetáculo “Viola, Rosa e Sertão”, com o violeiro, compositor e pesquisador Paulo Freire. Haverá, ainda, na mesma casa, uma área de descompressão com enfoque em diversidade, equipada com sofás, pufes e fones com supressão de ruído, além de recursos de acessibilidade, como Libras, materiais em braile, assentos preferenciais e mobiliário adaptado.

Na Casa Sesc, as discussões abrangerão a circulação literária e novos formatos - como podcasts e plataformas digitais -, além de reflexões sobre acessibilidade, diversidade e inteligência artificial, com nomes como Nina da Hora, Sil Bahia e Lu Ain-Zaila. O público encontrará nomes centrais do pensamento contemporâneo, como a escritora e ativista americana Angela Davis, ao lado do Nobel Wole Soyinka; além do intelectual Muniz Sodré, em diálogo com o podcast "Angu de Grilo", de Flávia Oliveira e Isabela Reis.

Já na Casa Edições Sesc, autores da editora e convidados participam de debates que articulam literatura, artes visuais, pensamento crítico e temas contemporâneos. A programação - que conta também com mesas realizadas em parceria com o Senac São Paulo - promove encontros em torno de questões urgentes do presente, como geopolítica, saúde mental, educação midiática, sustentabilidade e direitos humanos.

Entre os destaques, estão conversas com Eustáquio Neves, artista visual em exposição na Bienal de Veneza; Jamil Chade, jornalista com atuação internacional em geopolítica; Bob Wolfenson, nome importante da fotografia brasileira; Natália Timerman, escritora e psiquiatra; e Mary del Priore, historiadora e autora referência em História do Brasil, além de encontros com autores, pesquisadores, educadores e artistas de diferentes áreas. Em uma parceria inédita entre o Sesc e a Estante Virtual, os vencedores do Prêmio Sesc de Literatura 2025 participarão de uma mesa na Casa Estante Virtual, fortalecendo o compromisso das instituições com a valorização da literatura e o encontro entre autores e leitores.


Sesc Mesa Brasil na Flip 2026
Pelo segundo ano consecutivo, os participantes poderão realizar, no Sesc Santa Rita, doações de alimentos não perecíveis ou contribuições financeiras via Pix para o Sesc Mesa Brasil, maior rede privada de bancos de alimentos da América Latina. Os insumos serão distribuídos para instituições sociais de Paraty que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade social e insegurança alimentar.

Além disso, o público poderá participar de uma mesa de debate e experiência gastronômica com pesquisadoras e coletivos de Paraty para discutir os vínculos entre comida, memória e território e de uma oficina de escrita conduzida por Taís Bravo, que estimula os participantes a explorar memórias e afetos por meio da criação literária inspirada nos alimentos e nas refeições compartilhadas. Essas ações convidam à reflexão sobre o engajamento em ações solidárias e buscam estimular a consciência social, ampliando o impacto do Sesc na Flip para além da cultura. Toda a programação do Sesc é gratuita e está disponível no site sesc.com.br/sescnaflip.


Serviço
Espaços do Sesc no Centro Histórico de Paraty
Sesc Santa Rita - Rua Santa Rita, 133
Casa Sesc - Rua Marechal Santos Dias, 22
Casa Edições Sesc - Rua Marechal Santos Dias, 115

.: "Contos Inclusivos e Travessos": em encontros gratuitos de leitura e debates


Iniciativa de incentivo à leitura e promoção da oralidade é inspirada nos pilares sociais dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU e trata de temas como racismo, capacitismo, diversidade sexual e gênero. Foto: divulgação


A literatura como instrumento de transformação social é o ponto de partida de "Contos Inclusivos e Travessos", iniciativa de incentivo à leitura e promoção da cultura da oralidade voltada a jovens de 12 a 17 anos. Desde março, o projeto realizou encontros gratuitos nas bibliotecas Roberto Santos, Amadeu Amaral e Castro Alves, nos CEUs Paraisópolis, Sapopemba, Rosa da China e São Rafael e no Memorial da Resistência. Inspirada nos pilares sociais dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, a iniciativa aborda temas como racismo, capacitismo, diversidade sexual e de gênero, igualdade de gênero e etarismo, sempre de forma interseccional, evidenciando como essas questões se atravessam nas múltiplas camadas da experiência humana. Os próximos encontros acontecem nos dias 13 e 14 de julho de 2026, nos CEU Lajeado, CEU Inácio Monteiro e CEU Alvarenga.

O título “Contos Inclusivos e Travessos” brinca com o duplo sentido da palavra “travessos”: tanto como aquilo que atravessa diferentes temas e realidades quanto como expressão da inquietação criativa inerente à literatura e à juventude. Serão cinco encontros em cada equipamento cultural participante, totalizando 40 encontros de leitura. Cada sessão reunirá pelo menos 30 estudantes para escuta de contos literários, seguida de bate-papo com as narradoras, convidades especiais e as mediadoras dos encontros, que compartilharão suas vivências dentro do amplo espectro da diversidade.

As narradoras Alexandra Pericão, Melina Soulz e Renata Jambeiro conduzem as histórias, enquanto Fábia Mirassos, Pâm Herrera, Priscila Siqueira e Rachel Rocha participam como convidades nos debates. A mediação é realizada por Alexandra Pericão e Melina Soulz. O projeto também garante acessibilidade com serviço de tradução-intérprete no workshop e nos encontros que abordam o capacitismo.

Como contrapartida, será realizado um workshop voltado a professores, que traz a reflexão sobre contos e autores que enfrentam essas temáticas de forma transversal. O encontro será gravado e disponibilizado gratuitamente nas redes sociais, ampliando o alcance do conteúdo. Em um contexto de crescente violência escolar e polarização social, Contos Inclusivos e Travessos reafirma a literatura como espaço de empatia e construção de cidadania. Ao mergulhar nas histórias e nas perspectivas dos personagens, leitores e ouvintes ampliam sua capacidade de compreender diferentes existências e realidades.

O projeto parte do princípio de que o acesso à literatura é um Direito Humano e de que ninguém deve ser deixado para trás, premissa central dos ODS. Ao promover encontros continuados (e não ações pontuais), a iniciativa responde a uma demanda identificada junto a bibliotecários de equipamentos públicos, que apontaram a carência de projetos de leitura com frequência e aprofundamento. A proposta é fortalecer a cultura da leitura como instrumento para a construção de uma sociedade mais pacífica, inclusiva e socialmente responsável. Esse projeto foi aprovado pelo Pro-Mac - Programa Municipal de Apoio a Projetos Culturais, com patrocínio da Dasa - Líder em Medicina Diagnóstica no Brasil.


Ficha técnica
"Contos Inclusivos e Travessos"
Culturalistas Produções
Produção executiva e direção de produção: Melina Soulz
Curadora: Alexandra Pericão
Narradoras: Alexandra Pericão, Melina Soulz e Renata Jambeiro
Convidades: Fábia Mirassos, Pâm Herrera, Priscila Siqueira e Rachel Rocha
Serviços jurídicos: Cecília Lopes Santana
Assessoria Contábil, financeiro e prestação de contas: Claudia Viri de Oliveira e Nilton de Oliveira
Designer gráfico: Caio Matos
Analista de comunicação / redes sociais: Gabriela Gonzalez Tavares
Foto Still: Ronaldo Gutierrez
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio


Serviço
"Contos Inclusivos e Travessos"
Grátis
Datas e locais das próximas apresentações 

13 de julho de 2026
Narradora Melina Soulz
Convidada Fabia Mirassos
9h30 e 11h
Ceu Lajeado (R. Manuel da Mota Coutinho, 293 - Lageado) 

13 de julho de 2026
Narradora Melina Soulz
Convidada Fabia Mirassos
14h e 15h30
Ceu Inácio Monteiro (R. Barão Barroso do Amazonas, s/n - Conj. Hab. Inácio Monteiro)

14 de julho de 2026 
Narradora Melina Soulz
Convidada Fabia Mirassos
9h30, 11h, 14h e 15h30
Ceu Alvarenga (Estr. do Alvarenga, 3752 - Balneário São Francisco) 

sábado, 11 de julho de 2026

.: Itamar Vieira Junior realiza palestra e inspira Ciclo de Leitura na Caixa Cultural


Programação aproxima o público das temáticas que atravessam a obra do autor de "Torto Arado". Foto: Divulgação / Caixa


Em julho, a programação da Caixa Cultural São Paulo reúne a palestra “É Mesmo Ficção?”, conduzida por Itamar Vieira Junior, e o Ciclo de Leitura: "Vozes em Terra - Ecos de Resistência em 'Torto Arado'", realizado pelo Programa Educativo Caixa Gente Arteira. As atividades têm como ponto de partida a produção literária do escritor e questões presentes em seus livros. Autor de "Torto Arado", "Salvar o Fogo", "Coração Sem Medo" e "Doramar ou a Odisseia", Itamar Vieira Junior conduz, no dia 18, a palestra “É mesmo ficção?”, estruturada a partir de leituras comentadas e conversas sobre literatura, memória, território e processos de criação narrativa.

Voltado a leitores, estudantes, educadores, pesquisadores e interessados em literatura contemporânea, o encontro oferece uma aproximação com referências, contextos e elementos presentes na trajetória e na produção literária do escritor.

Em diálogo com a palestra, a atividade promove a leitura compartilhada de "Torto Arado" e a mediação de conversas sobre aspectos literários, culturais e históricos abordados no romance, estimulando a troca de interpretações entre os participantes. Ao reunir a leitura da obra e o encontro com seu autor, a programação oferece ao público um espaço de reflexão sobre a literatura brasileira contemporânea e sobre os múltiplos sentidos presentes na escrita de Itamar Vieira Junior.


Serviço
Palestra: “É Mesmo Ficção?”, com Itamar Vieira Junior

Caixa Cultural São Paulo | Praça da Sé, 111 - Centro / São Paulo
Dia 18 de julho de 2026, das 15h00 às 17h00
Duração: 2 horas
Classificação indicativa: 18 anos
Capacidade: 140 participantes
Informações: (11) 3321-4400
Site: caixacultural.gov.br | Instagram: @caixaculturalsp


Ciclo de Leitura "Vozes em Terra - Ecos de Resistência em 'Torto Arado'"
Local: Sala de Oficinas
Datas: 11 e 25 de julho de 2026,  das 10h00 às 12h00
Duração: 2 horas por encontro
Classificação indicativa: 16 anos
Capacidade: 20 participantes por encontro
Programação gratuita, sujeita à capacidade dos espaços.


 

quarta-feira, 8 de julho de 2026

.: Com primeiro romance, Bethânia Pires Amaro é confirmada na Flip


Foto da autora: Divulgação/ Lorena Vinturini e capas dos livros

A escritora Bethânia Pires Amaro é uma das convidadas da programação oficial da Festa Literária Internacional de Paraty 2026, que será realizada de 22 a 26 de julho na cidade do sul fluminense. Revelada em 2023 com o livro de contos "O Ninho", publicado pela Editora Record, que venceu os prêmios Jabuti, APCA e Sesc e foi segundo lugar no Prêmio Clarice Lispector da Fundação Biblioteca Nacional, ela agora está lançando seu primeiro romance, "Ressalga", também pela Editora Record.

“Este convite para a programação principal da Flip é, para mim, um imenso reconhecimento ao meu trabalho, que recebo com muito entusiasmo e responsabilidade", disse a autora. “Paraty tem uma energia incrível de celebração das artes e do pensamento crítico, e fico muito feliz por fazer parte desta conversa coletiva, celebrando a força e a diversidade da nossa produção literária nacional”.

Pernambucana criada na Bahia e hoje morando em São Paulo, Bethânia traz no livro uma história forte e emocionante sobre memórias de três gerações de mulheres na Bahia que lutam contra heranças de um tempo que não deveria mais existir. Percorrendo o Recôncavo até Salvador, seguindo os rios da região, a narrativa fala de ancestralidades, escolhas e possibilidades. 

Bethânia Pires Amaro nasceu em Recife, no Pernambuco, em 1988, mas foi criada na Bahia, em Ilhéus e Salvador. Graduada em Direito pela Universidade Federal da Bahia e mestre em Direito do Estado pela Universidade de São Paulo, é escritora, advogada e ministrante de cursos e palestras. "Ressalga" é uma narrativa sobre três gerações de mulheres que atravessam as geografias da Bahia e experimentam a dissolução das fronteiras entre o corpo e o mundo.

Janaína nasce sob o clarão dos fogos-fátuos, no interior do estado. Fascinada pelos olhos azuis da estátua de Nossa Senhora, envolve-se num escândalo que a leva a abandonar a cidade e atravessar o sertão, seguindo o curso dos rios na condição de lavadeira. Ao chegar ao Recôncavo, encontra morada às margens do rio Paraguaçu, numa casa constantemente inundada pelas cheias. A comunhão que estabelece com a água evanesce os contornos entre o cotidiano e a correnteza que arrasta diante do quintal os corpos de animais afogados.

Graça, sua filha, aprende cedo que narrar é também uma forma de sobreviver. Com ossos leves de pássaro e imaginação afiada, ela parte para Salvador na década de 1950, após um casamento arruinado, para trabalhar em “casa de família”. Da curiosidade e do desejo, nascem suas decisões mais audaciosas: transformando o próprio corpo em empreendimento, assume diversas identidades até se converter na Garça Preta, proprietária do cabaré mais renomado da Ladeira da Montanha, transitando pela era de ouro da boemia e pelo rigor dos anos de chumbo.

Flora, a neta, cresce à sombra das histórias da mãe e da avó. Décadas após o evento que levou à ruptura de sua família, ela retorna a Salvador em busca da memória da Mulher de Roxo, tentando decifrar se a lenda urbana que habita o imaginário soteropolitano é, na verdade, o paradeiro final de Graça. O retorno não é apenas geográfico, mas uma tentativa de costurar os fios de uma linhagem que sempre viveu entre a realidade e o mito.

Em "O Ninho", Bethânia Pires Amaro mergulhou em um mosaico de imperfeições e doenças familiares para desvelar esse ninho estranho, disforme, inseguro, destruindo as idealizações que pairam sobre as relações familiares, sobretudo quando se trata de maternidade. Seus quinze contos acompanham personagens femininas que habitam e produzem lares repletos de complexidade. O livro, vencedor dos prêmios Jabuti, APCA e Sesc, já está na quinta edição. Compre os livros de Bethânia Pires Amaro neste link.

domingo, 21 de junho de 2026

.: Rita von Hunty lança o livro "Formas de Narrar Um Corpo" no Sesc 24 de Maio


Ao lado de Andreone Medrado, artista apresenta obra que articula sociologia, psicanálise e política para refletir sobre representações do corpo e produção de conhecimento. Na foto, Rita von Hunty e Andreone Medrado. Fotos: divulgação


A atriz, professora e crítica cultural Rita von Hunty lança seu primeiro livro, "Formas de Narrar Um Corpo", no Sesc 24 de Maio, na próxima quinta-feira, dia 25 de junho, às 19h00, no Teatro. O encontro acontece gratuitamente em formato de bate-papo com participação de Andreone Medrado e propõe ao público uma reflexão acessível sobre como os corpos são representados e quem tem espaço para produzir conhecimento. 

Na obra, Rita von Hunty reúne referências da sociologia, psicanálise, literatura e política para discutir de que maneira certos corpos são narrados, autorizados ou interditados. Ao abordar gênero e sexualidade como construções de relações de poder, a autora questiona teorias que se apresentam como universais e evidencia seus recortes históricos, sociais e ideológicos evidenciando aquilo que foi naturalizado como neutro. 

Com uma abordagem didática e crítica, o livro articula experiência, teoria e o desejo de transformação, convidando leitoras e leitores a reconhecer os mecanismos que os constituem - e, a partir disso, se posicionarem como sujeitos ativos de suas próprias trajetórias. "Formas de Narrar Um Corpo" inaugura a Coleção Reticências, da Editora Planeta, que reúne vozes diversas para pensar questões contemporâneas a partir de encontros e entrevistas gravadas, que convidam o leitor a acompanhar o pensamento em construção. Compre o livro"Formas de Narrar Um Corpo", de Rita von Hunty, neste link.


Sobre as participantes 
Rita von Hunty
é atriz, crítica cultural, professora e educadora popular, com atuação em universidades, escolas e movimentos sociais no Brasil e no exterior. Colaborou com mais de 25 livros, sendo dois deles finalistas do Prêmio Jabuti Acadêmico em 2025.

Andreone Medrado é psicóloga, bióloga, pesquisadora, escritora, artista e fotógrafa. Fundadora do coletivo Escuta Preta no Instituto de Psicologia da USP, atualmente é coordenadora geral do Núcleo de Consciência Negra da universidade. É coautora de Não Monogamia: trânsitos entre raça, gênero & sexualidade e autora de Ensaios sobre o Colonialismo – higienização, corpos, fé e subjetividades em disputa.


Serviço
Lançamento do livro "Formas de Narrar Um Corpo" 

Com Rita von Hunty e Andreone Medrado
Datas: 25 de junho, quinta-feira, às 19h00
Local: Teatro do Sesc 24 de Maio – Rua 24 de Maio, 109, República / São Paulo
Classificação: 14 anos
Ingressos: grátis com retirada uma hora antes no local
Duração: 150 minutos
Mais informações: no site sescsp.org.br/24demaio
Serviço de van: transporte gratuito até as estações de metrô República e Anhangabaú. Saídas da portaria a cada 30 minutos, de terça a sábado, das 20h00 às 23h00, e aos domingos e feriados, das 18h00 às 21h00.

quinta-feira, 11 de junho de 2026

.: Museu da Língua Portuguesa recebe poetas para sarau neste sábado


Ismar Tirelli Neto, Simone Brantes e Ana Martins Marques no Sarau no Museu de junho, sob comando do tradutor e professor Matheus Guménin Barreto. Fotos: Ismar Tirelli Neto (Luiza Sigulem), Simone Brantes (divulgação); Ana Martins Marques (Mauro Figa); Matheus Guménin Barreto (Fred Gustavos) 


O Museu da Língua Portuguesa terá um fim de tarde do próximo sábado, dia 13 de junho, com muita poesia. Nesta data, a partir das 16h00, vai acontecer mais uma edição do Sarau no Museu, com entrada gratuita e microfone aberto para quem quiser participar. Localizado no histórico prédio da Estação da Luz, o Museu, que celebra 20 anos em 2026, é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo.  

Sob comando do poeta, tradutor e professor da USP Matheus Guménin Barreto, o Sarau no Museu de junho receberá três convidados especiais: Ana Martins Marques, Simone Brantes e Ismar Tirelli Neto. Eles já têm uma série de livros publicados e reconhecimento em importantes premiações, como a APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) e o Jabuti.  

Mineira de Belo Horizonte, Ana Martins Marques é autora de duas obras que ganharam os prêmios de melhor livro de poesia pela Associação Paulista de Críticos de Arte: "O Livros das Semelhanças" e "Risque Esta Palavra". Simone Brantes é autora dos livros de poemas "Pastilhas Brancas" e "Quase Todas as Noites" - este ganhou o Prêmio Jabuti -, entre outros. Ela também atua como professora de língua portuguesa na educação básica. Autor de "Os Postais Catastróficos e Alguns Dias Violentos", Ismar Tirelli Neto tem textos publicados em jornais como O Globo e Folha de S.Paulo. Ele também ministra oficinas de escrita criativa. 

Além de lerem poemas de suas autorias, Matheus, Ismar, Simone e Ana vão falar sobre processos de escrita, revelar quais são algumas de suas influências artísticas e comentar o momento da poesia contemporânea brasileira. O microfone ficará aberto para quem quiser mostrar a própria arte, e haverá tradução em Libras. Com entrada gratuita, o Sarau ocorre no Pátio B.  


Serviço 
Sarau no Museu com Ana Martins Marques, Simone Brantes e Ismar Tirelli Neto. Mediação de Matheus Guménin Barreto
Sábado, dia 13 de junho, às 16h00
Grátis – com tradução em Libras   
Pátio B 

Museu da Língua Portuguesa
Praça da Luz, s/nº - Luz – Centro histórico de São Paulo

segunda-feira, 25 de maio de 2026

.: Ailton Krenak fala sobre reencontro do homem com a natureza em evento


Escritor vem a São Paulo nessa quinta 28, para o lançamento do inédito "A Inteligência das Águas". Foto: Alexandre Muniz


Primeiro indígena eleito para a Academia de Letras, o escritor Ailton Krenak vem a São Paulo na próxima quinta-feira, dia 28 de maio, para um debate que acontecerá durante o lançamento do inédito "A Inteligência das Águas", primeiro livro do guru do pensamento ecológico Viktor Schauberger no Brasil. Aberto ao público, o encontro acontece a partir das 19h00, no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc, Bela Vista. 

O objetivo da conversa é apontar caminhos para conectar ciência, meio ambiente e filosofia, no momento em que a Terra sofre severos impactos em decorrência da crise climática. Além de Krenak, o debate terá a participação do tradutor Felipe Figueira e também do editor Bruno Salerno e da ativista Pissielly Sarrlorrer.

A obra de Schauberger é bastante oportuna no atual cenário da agenda ambiental. O austríaco desenvolveu suas ideias a partir da observação contínua de rios e ecossistemas naturais. Em seus escritos, ele questiona práticas industriais de manejo da água e propõe uma leitura sistêmica de seus fluxos, da qual também apresenta soluções de manejo, regulação de rios e armazenamento da água, antecipando tendências consideradas centrais hoje pelos especialistas em sustentabilidade.

Tradutor da obra e idealizador do projeto de sua publicação pela Bambual Editora, Felipe Figueira comenta: “O pensamento de Schauberger não se estrutura apenas em formulação teórica, mas se origina sobretudo em observação cautelosa dos padrões naturais em ecossistemas intocados e equilibrados, onde a inferência indutiva desempenha papel central. Diante da crise atual, talvez essa seja uma forma necessária de reposicionar a ciência, ao lado da tecnologia e dos resultados”, conclui.


Serviço
Lançamento do livro "A Inteligência das Águas", seguido de debate
Quinta-feira, dia 28 de maio, às 19h00
Local: Centro de Pesquisa e Formação do Sesc.
Endereço: Rua Dr Plínio Barreto, 285, 4º andar - Bela Vista/São Paulo
Grátis

domingo, 24 de maio de 2026

.: Teatro: Luís Alberto de Abreu revisita memórias e lança coletânea em SP


Dramaturgo participa de palestra e apresenta o livro "Viva o Teatro! E Outras Crônicas", sobre teatro, cultura e memória do ABC paulista. Foto: divulgação


Nesta terça-feira, dia 26 de maio, a Escola Superior de Artes Célia Helena recebe o dramaturgo, roteirista e professor Luís Alberto de Abreu para uma programação que reúne palestra e lançamento editorial. A programação começa com a palestra “A Função Mítica do Stor”, voltada a estudantes do Célia Helena e convidados. No encontro, Abreu discute o papel do ator e do artista na construção do imaginário social e sua presença nas narrativas coletivas. Em seguida, o autor lança o livro "Viva o Teatro! e Outras Crônicas", publicado pela Editora Alpharrabio.

A obra reúne 40 crônicas selecionadas de um conjunto de cerca de 135 textos publicados semanalmente por Abreu no jornal Diário do Grande ABC entre 1995 e 1997. Os textos abordam a produção cultural no ABC paulista, em diálogo com os movimentos sindicais, políticos e com a ampliação do acesso à cultura no período. O livro é dividido em quatro núcleos temáticos sobre arte, cultura, criação e memória. O lançamento dá continuidade à relação editorial entre Abreu e a Alpharrabio, iniciada com A vida crônica (1999) e As artes do ofício: um olhar sobre o ABC (2000), livros escritos pela poeta e gestora cultural Dalila Teles Veras.

 
Sobre o autor
Nascido em São Bernardo do Campo em 1952, Luís Alberto de Abreu atuou na formação de diferentes gerações de artistas no ABC paulista. Foi professor da primeira turma da Escola Livre de Teatro de Santo André, participou da criação da Escola Livre de Cinema e Vídeo da cidade e coordenou iniciativas de formação em dramaturgia. No audiovisual, assinou roteiros de filmes como Kenoma e Narradores de Javé, ambos em parceria com Eliane Caffé. Na televisão, participou das microsséries Hoje é Dia de Maria, A Pedra do Reino, Capitu e da novela Velho Chico.


Serviço
Luís Alberto de Abreu na Célia Helena
Terça-feira, dia 26 de maio
Local: Escola Superior de Artes Célia Helena
Endereço: Av. São Gabriel, 462, Itaim Bibi, São Paulo (SP)

Palestra “A Função Mítica do Ator”
Horário: 19h00 às 20h30
Atividade voltada a estudantes do Célia Helena e convidados

Lançamento de "Viva o Teatro! e Outras Crônicas"
Horário: 20h30 às 22h30

sexta-feira, 1 de maio de 2026

.: Vencedores do Prêmio Sesc de Literatura 2025 participam da Flipoços


Marcus Groza, Leonardo Piana e Abáz estão circulando pelo país em uma série de encontros com leitores, que vai até novembro. Foto: Alexandre Brum

Os autores vencedores do Prêmio Sesc de Literatura 2025 estarão no Festival Internacional Literário de Poços de Caldas 2026 no próximo sábado (2/05) compartilhando seus processos criativos, falando dos temas que atravessam suas obras e debatendo os caminhos da literatura brasileira atual. A participação faz parte do circuito nacional de encontros que os autores iniciaram em março e que vai até novembro, passando por mais de 20 cidades pelo país. Na Flipoços 2026, Marcus Groza, autor do romance “Goiás”; Abáz, autor do livro de contos “Massaranduba”; e Leonardo Piana, poeta de “Escalar Cansa”, vão compor a mesa “Vozes do Prêmio Sesc de Literatura: romance, conto e poesia em diálogo”, apresentado ao público suas obras e trajetórias na escrita contemporânea. O encontro será às 18h30, no Parque José Affonso Junqueira.

O circuito nacional dos autores é uma iniciativa que promove o diálogo direto entre os escritores e o público, ampliando o alcance da literatura brasileira e fortalecendo a formação de leitores. Ao longo do ano, os autores participarão de bate-papos e mesas-redondas em unidades do Sesc e eventos culturais. O apoio a esse encontro literário pelo país reafirma o compromisso do Sesc com a democratização do acesso ao livro e à leitura, aproximando escritores premiados de públicos diversos em diferentes regiões do Brasil.

“O Circuito do Prêmio Sesc de Literatura proporciona aos autores a possibilidade de estar ao lado dos leitores, ouvir suas opiniões e compartilhar o processo de construção de suas obras. Trata-se de uma experiência enriquecedora, onde eles conhecem novos públicos e outras realidades, que podem trazer inspiração para suas próximas obras”, destaca Leonardo Minervini, gerente de Cultura do Departamento Nacional do Sesc.


A Premiação
Criado em 2003, o Prêmio Sesc de Literatura já recebeu cerca de 24 mil originais e revelou ao mercado editorial 43 novos autores. Em 2025, os vencedores foram Marcus Groza (SP), com o romance “Goiás”; Leonardo Piana (MG), com o livro de poesias “Escalar Cansa”; e Abáz (BA), com a coletânea de contos “Massaranduba”.


Serviço
Flipoços: Mesa Prêmio Sesc de Literatura “Vozes do Prêmio Sesc de Literatura: romance, conto e poesia em Diálogo”

Data: sábado, dia 2 de maio, às 18h30
Local: Palco Coreto Cultural EPTV - Parque José Affonso Junqueira

sábado, 11 de abril de 2026

.: Bruna Dantas Lobato discute o livro "Horas Azuis" em encontro on-line


A escritora e tradutora brasileira conversa com leitores do Brasil e de Portugal no Encontro de Leituras de abril. Na imagem, as edições brasileira e portuguesa do livro


O "Encontro de Leituras" recebe a escritora e tradutora Bruna Dantas Lobato no dia 14 de abril, próxima terça-feira, às 18h no Brasil e 22h em Portugal. Na ocasião, Lobato conversa sobre seu romance de estreia, "Horas Azuis", publicado no Brasil pela Companhia das Letras em 2025 e que ganhou edição portuguesa em fevereiro de 2026 pela mesma casa editorial. O encontro é uma parceria entre o jornal português Público e a Quatro Cinco Um em torno de livros publicados nos dois lados do Atlântico. O clube é gratuito e aberto a todos que queiram participar. O evento pode ser acessado com o ID 842 8191 4937 e a senha 835758. Para participar, basta clicar neste link.

"Horas Azuis" narra, em primeira pessoa, a trajetória de uma estudante brasileira que se muda para uma universidade em Vermont, nos Estados Unidos, para estudar literatura. Introspectiva, a protagonista aos poucos se adapta ao clima frio e ao caráter funcional do campus. Todos os dias, senta-se diante da luz azulada da tela do computador para conversar por Skype com a mãe, que ficou no Rio Grande do Norte, e no decorrer da rotina de estudos e das conversas virtuais, um suspense incômodo se instala. A trama não revela o nome da narradora, que, afastada de suas referências, sente como se não pertencesse a nada. Compre o livro "Horas Azuis", de Bruna Dantas Lobato, neste link.


Sobre a autora
Bruna Dantas Lobato nasceu em Natal, Rio Grande do Norte, e se mudou para os EUA após terminar o ensino médio. Em 2023, venceu o National Book Award pela versão em inglês de A palavra que resta, de Stênio Gardel. Traduziu, também para o inglês, livros dos autores Amara Moira, Caio Fernando Abreu, Giovana Madalosso, Jarid Arraes e Jeferson Tenório.


Sobre o Encontro de Leituras
O Encontro de Leituras resulta da colaboração editorial entre o jornal português Público e a revista Quatro Cinco Um, focando em obras literárias disponibilizadas em ambos os países. O Encontro reúne leitores de língua portuguesa e discute romances, ensaios, memórias, literatura de viagem e obras de jornalismo literário na presença de um escritor, editor ou especialista convidado. Os encontros são gratuitos e acontecem sempre nas segundas terças-feiras de cada mês, às 19h do Brasil e 22h de Portugal. As exceções ocorrem apenas quando Portugal entra em seu horário de verão, quando o encontro inicia às 18h no Brasil, o que se aplica para esta edição de abril.

O evento não é transmitido nas redes sociais, nem disponibilizado depois. É uma experiência para ser vivida por aqueles que se juntam à sessão. Os melhores momentos são depois publicados no podcast Encontro de Leituras, disponível no Spotify, Apple Podcasts, SoundCloud ou outros aplicativos habituais. A parceria entre a Quatro Cinco Um e o Público conta com um espaço editorial fixo nos dois veículos e uma newsletter mensal sobre o trânsito literário e editorial entre os países de língua portuguesa. A editoria especial publica materiais jornalísticos sobre autores do Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné Bissau e Timor que tenham sido lançados dos dois lados do oceano. 

A newsletter mensal traz notas, curiosidades, imagens e informações sobre as novidades das livrarias e os eventos literários em Lisboa, São Paulo, Rio de Janeiro e outras cidades onde se fala português. De vez em quando, na programação de festivais e em outras ocasiões, eventos presenciais serão realizados.


Sobre a revista Quatro Cinco Um
Publicada em edição impressa, site, newsletters, podcasts e clubes de leitura, a revista dos livros seleciona e divulga mensalmente cerca de duzentos lançamentos em mais de vinte áreas da produção editorial brasileira. Em linguagem clara, sem jargões nem hermetismo, os textos são assinados por nomes de destaque da crítica e da cultura. Tendo o pluralismo e a bibliodiversidade como nortes editoriais, a Quatro Cinco Um busca misturar em sua pauta diferentes gerações, sensibilidades e pontos de vista. 

Projetos editoriais especiais focalizam temas relevantes, tais como cidades, democracia e justiça, literatura infantojuvenil, literatura japonesa, literatura francesa, literatura israelense e livros LGBTQIA+. Desde 2019, a revista publica o 451 MHz, primeiro podcast da imprensa profissional dedicado exclusivamente a livros. Acreditamos no livro como objeto de transformação individual e coletiva, com base no princípio de que não há sociedade democrática sem ampla circulação de livros.


Serviço
Livro "Horas Azuis"
Convidada: Bruna Dantas Lobato
Data: terça-feira, 14/04
Horário: 18h do Brasil (horário de Brasília) e 22h de Portugal
Modalidade: online e gratuito, via Zoom
ID: 842 8191 4937
Senha de acesso: 835758

terça-feira, 31 de março de 2026

.: A Feira do Livro divulga primeira lista de convidados com 56 autores


A quinta edição do festival literário gratuito acontece entre 30 de maio e 7 de junho na praça Charles Miller e destaca literatura latino-americana, thrillers e biografias


Está no calendário oficial de São Paulo: o feriadão de Corpus Christi é o momento de celebrar o livro e a cidade, ocupando a rua com autores, editores, livreiros e leitores. A Feira do Livro, festival a céu aberto e gratuito, realizado na praça Charles Miller, anuncia os primeiros nomes confirmados na programação oficial de sua quinta edição e começa a contar uma nova história. Se em 2025 a curadoria relembrou os 40 anos de democracia no país, neste ano a programação oficial celebra a literatura latino-americana e seus diálogos com o Brasil.

Durante nove dias, o festival literário paulistano levará para o Pacaembu mais de 250 convidados para debates, oficinas, contações de histórias, sessões de autógrafos e outras atividades totalmente gratuitas em torno do livro e da leitura. Os três palcos da programação oficial e os três Tablados Literários da programação paralela reunirão destaques da literatura, da poesia e da não ficção brasileira e internacional, com forte presença de autores da América do Sul.

Editoras, livrarias e instituições comprometidas com o livro e a leitura — já são 156 os expositores confirmados até o momento — vão apresentar sua produção em estandes espalhados pelos 15 mil metros quadrados da praça Charles Miller, recebendo estudantes, famílias, professores, turmas de amigos, bibliomaníacos, curiosos e outros tipos paulistanos e de todo o Brasil que se reúnem anualmente n’A Feira do Livro para ouvir e contar boas histórias sob o sol do outono. Dos best-sellers internacionais às edições feitas à mão, A Feira do Livro busca trazer para o público as centenas de possibilidades que um livro abre para o leitor. 

Criada em 2022 a partir de contribuições de editores e livreiros, A Feira do Livro é uma realização da Associação Quatro Cinco Um, organização voltada para a difusão do livro no Brasil, da Maré Produções, empresa especializada em exposições de arte, e do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet. Tem patrocínio Ouro do Mercado Livre e da Motiva, patrocínio Prata da Prefeitura de São Paulo, e apoio do Pinheiro Neto Advogados, Instituto Ibirapitanga e enjoei. A relação final de patrocinadores, apoiadores e parceiros será divulgada ao longo das próximas semanas.


Destaques da programação
Desde as suas primeiras edições, o castelhano em diferentes sotaques marcou a programação oficial d’A Feira do Livro. Em 2026, grandes nomes e promessas literárias de países da América do Sul vão dialogar com leitores e autores brasileiros. A divulgação da programação completa, com horários, datas e participantes, será feita nas próximas semanas.

Da Colômbia, Pilar Quintana lança no Brasil seu esperado novo romance e Mario Mendoza conecta São Paulo a uma Bogotá noir. O pensamento indígena, sempre presente na programação do festival, terá uma representante mapuche, Daniela Catrileo, do Chile. Andrés Montero, também chileno, leva ao Pacaembu um verdadeiro produto de exportação do continente: a oralidade e elementos fantásticos. A ensaísta argentina radicada no Rio de Janeiro Paula Sibilia, que reflete sobre consumo, tecnologia e subjetividade em nossos dias; a escritora Bárbara Belloc, também argentina, que explora as fronteiras entre ficção, memória e loucura; e a ficcionista uruguaia Inés Bortagaray completam o grupo de convidados sul-americanos anunciados até o momento. 

A atmosfera solar d’A Feira do Livro promete ganhar tons mais sombrios, pelo menos em algumas mesas da programação oficial, dedicadas à literatura noir. Os fãs de thrillers, suspenses e dramas psicológicos terão grandes representantes n’A Feira do Livro 2026: a irlandesa Liz Nugent, em visita inédita ao país, o colombiano Mario Mendoza e o carioca Alberto Mussa, autor de uma história sobre um crime ambientado na Zona Norte do Rio. A visita de Liz Nugent tem apoio da Cultúr Éireann.

Ainda na lista de convidados internacionais, o romancista italiano Sandro Veronesi se apresenta pela primeira vez na cidade, numa rara oportunidade de encontro com seus fãs paulistanos. A norte-americana Tracy Mann lança n’A Feira do Livro suas memórias dos tempos de movimento hippie na Bahia dos anos 1970.


Brasilidade
Entre os autores nacionais, a curadoria aposta em encontros que cruzam a ficção e a não ficção em diferentes gêneros literários, gerações, sensibilidades e origens, dos imortais e premiados aos estreantes. Entre os autores consagrados, os cariocas Ana Maria Machado e Nei Lopes e o mineiro - Prêmio Camões - Silviano Santiago confirmaram presença n’A Feira do Livro e devem repassar sua trajetória de décadas em encontros memoráveis com o público. 

Mesas de biografias sempre são esperadas em festivais literários, e neste ano A Feira do Livro vai promover encontros especiais com biógrafos de grandes figuras da vida brasileira. Autor de clássicos do gênero, o jornalista Fernando Morais lança no Pacaembu o segundo volume de sua biografia sobre o presidente Lula. Pedro Bial vai falar da vida de Isabel Salgado, estrela olímpica da seleção brasileira de vôlei. Adriana Negreiros apresenta sua biografia da comediante Dercy Gonçalves. Um dos biógrafos convidados, o mineiro João Pombo Barile, vai conversar com o próprio biografado no palco d’A Feira do Livro: o crítico literário Silviano Santiago.

Autores populares e influentes como o historiador Luiz Antonio Simas e os romancistas Jeferson Tenório e Carla Madeira, que lotaram a plateia em edições anteriores, retornam ao festival. Núcleo forte da programação oficial, a literatura contemporânea brasileira terá um grupo relevante de autores convidados, representativo do bom momento da ficção no país: Cristhiano Aguiar, Vanessa Barbara, Mariana Salomão Carrara, Noemi Jaffe, Giovana Madalosso, Chico Mattoso, Daniel Munduruku, Natércia Pontes, Lilian Sais, Bianca Santana e Natalia Timerman estão entre os confirmados até o momento. Ian Uviedo e Maria Brant representam os estreantes na literatura brasileira. Na poesia, os nomes anunciados nesta primeira leva são o carioca Eucanaã Ferraz e o paulista Ricardo Domeneck.


Não ficção 
Além das mesas propriamente literárias, a não ficção também tem destaque na programação oficial e põe em debate temas relevantes da cultura, da sociedade e da vida privada, como o luto e a memória, abordados nos livros dos convidados Camila Appel, jornalista, e Fernando José de Almeida, educador — ambos com obras sobre a morte, mas por diferentes perspectivas. Maria Rita Kehl e Gabriel Tupinambá promovem o diálogo da literatura com a psicanálise. 

Um dos núcleos temáticos focaliza a vida noturna paulistana em diferentes momentos históricos: do pioneirismo da cultura LGBTQIA+ no Ferro’s Bar, reduto da comunidade lésbica paulistana dos anos 1960, retratado por Julia Kumpera, às cenas da disco, do rock e do bate-estaca techno dos anos 1990 e 2000 dos jornalistas Erika Palomino, Gaía Passarelli e Camilo Rocha. A veia boêmia da cidade ainda será homenageada pela ficção, nas palavras do escritor Reinaldo Moraes, que lança n’A Feira do Livro um romance sobre noitadas sem fim em São Paulo.

Na mesa sobre alimentação, que tem presença cativa n’A Feira do Livro desde a primeira edição, a antropóloga Inara Nascimento, a pesquisadora Rute Costa e a chef paulistana Bel Coelho discutem a presença indígena e negra na culinária brasileira. Questões urgentes da vida contemporânea também serão levadas aos palcos d’A Feira do Livro, como educação midiática, com Januária Cristina Alves; desigualdade econômica, com o geógrafo Kauê Lopes dos Santos; e a emergência climática, com Luiz Villares e Ricardo Abramovay.

A primeira lista de convidados ainda inclui nomes de destaque nas artes visuais, com o mineiro Eustáquio Neves; nos quadrinhos, com Dani Marino e Gabriela Borges, do projeto Mina de HQ; e nas artes e ofícios do livro, com o designer paulistano Gustavo Piqueira. A curadoria d’A Feira do Livro é feita a partir de sugestões dos expositores e do público, dos jornalistas e colunistas da Quatro Cinco Um e de parceiros institucionais, sob coordenação do diretor geral Paulo Werneck e da assistente de curadoria Maria Clara Villas. O projeto arquitetônico e a direção de arte são do diretor geral Álvaro Razuk, da Maré Produções. A coordenação geral d’A Feira do Livro é da diretora executiva Mariana Shiraiwa.

As mesas da programação oficial acontecem no Palco da Praça, montado no meio d’A Feira do Livro; no Auditório Armando Nogueira, do Museu do Futebol, parceiro de primeira hora do festival literário; e também no Espaço Rebentos, palco da programação para crianças, ainda não divulgada. 

Nas próximas semanas, novos nomes da programação oficial devem ser anunciados, assim como a grade completa de debates, que deverá reunir cerca de 170 autores. A programação paralela, que acontece nos Tablados Literários — pequenos palcos espalhados pela Feira do Livro — e é feita pelos expositores, será divulgada em seguida. O festival literário paulistano ainda tem uma programação de oficinas e atividades em torno da cultura do livro.

O acesso a todos os palcos d’A Feira do Livro é gratuito, dentro dos limites de capacidade de cada espaço, e não tem nenhum tipo de ingresso ou catraca. A Feira do Livro 2025 reuniu 80 mil pessoas durante nove dias de realização, tendo recebido 250 convidados na programação oficial e 150 expositores, entre editoras, livrarias e instituições ligadas ao livro e à leitura. 

Todos os autores confirmados até agora
Adriana Negreiros, Alberto Mussa, Ana Maria Machado, Andrés Montero (Chile), Bárbara Belloc (Argentina), Bel Coelho, Bianca Santana, Camila Appel, Camilo Rocha, Carla Madeira, Chico Mattoso, Cristhiano Aguiar, Dani Marino, Daniel Munduruku, Daniela Catrileo (Chile), Erika Palomino, Eucanaã Ferraz, Eustáquio Neves, Fernando José de Almeida, Fernando Morais, Gabriel Tupinambá, Gabriela Borges, Gaía Passarelli, Giovana Madalosso, Gustavo Piqueira, Ian Uviedo, Inara Nascimento, Inés Bortagaray (Uruguai), Januária Cristina Alves, Jeferson Tenório, João Pombo Barile, Julia Kumpera, Kauê Lopes dos Santos, Lilian Sais, Liz Nugent (Irlanda), Luiz Antonio Simas, Luiz Villares, Maria Brant, Maria Rita Kehl, Mariana Salomão Carrara, Mario Mendoza (Colômbia), Natalia Timerman, Natércia Pontes, Nei Lopes, Noemi Jaffe, Paula Sibilia (Argentina), Pedro Bial, Pilar Quintana (Colômbia), Reinaldo Moraes, Ricardo Abramovay, Ricardo Domeneck, Rute Costa, Sandro Veronesi (Itália), Silviano Santiago, Tracy Mann (EUA) e Vanessa Barbara.


A Feira do Livro
A Feira do Livro é gratuita e realizada ao ar livre, na praça Charles Miller, no bairro paulistano do Pacaembu, ocupando uma área de mais de 15 mil metros quadrados, normalmente dedicada à circulação e ao estacionamento de carros. Suas estruturas incluem seis palcos para receber mesas literárias e outras atividades, uma livraria oficial para as sessões de autógrafos, um espaço de oficinas e tendas ocupadas pelos expositores. Os espaços de convivência são uma novidade desta quinta edição, que foram projetados para servir como pequenas pracinhas, com cadeiras e bancos para o público descansar e ler um livro. 

As 156 editoras, livrarias e instituições socioculturais inscritas até o momento para participar d’A Feira do Livro 2026 vão ocupar três tipos de espaços expositivos: bancadas, que ficam na Praça das Bancadas; as ilhas, espaços um pouco maiores que as bancadas e que ficam agrupadas na Tenda das Ilhas; e as tendas individuais, que podem ser ocupadas por um ou mais expositores e são organizadas em “quadras”, criando vielas para circulação do público. 

A rotatória central abriga a Praça do Telão. Ali o público pode acompanhar as atividades que acontecem no Palco da Praça, estendendo uma canga ou se acomodando nas cadeiras dispostas no local. Há também a Praça de Alimentação, que oferece opções variadas de comidas e bebidas. 

O festival conta ainda com um espaço de acomodação sensorial, destinado a acolher o público neurodiverso que precise de apoio para se regular, num ambiente mais tranquilo. Esse Espaço de Descompressão foi reconhecido com o selo Amigo da Pessoa com TEA, do Governo do Estado de São Paulo. O festival terá ainda a presença de duas Unidades Móveis de Atendimento, em parceria com a Coordenação Municipal de Políticas para LGBTI+, sendo uma unidade de apoio ao público LGBTI+ e outra para Atendimento às Mulheres, que amplia a rede de proteção na cidade de São Paulo, garantindo o acesso aos serviços da rede de enfrentamento à violência contra a mulher. Há também um espaço para imprensa. A assessoria de imprensa é realizada pela a4&holofote e as informações sobre credenciamento para jornalistas serão divulgadas em breve.


Espaço Rebentos
O Espaço Rebentos, palco infantil d'A Feira do Livro, sucesso em 2025, chega à sua segunda edição, com programação voltada principalmente para crianças de quatro a nove anos, mas sem deixar outras faixas etárias de fora. O espaço acolhe pequenos leitores e seus acompanhantes, com palco, área de leitura, espaço para oficinas e autógrafos. No interior da tenda, serão distribuídas credenciais especialmente feitas para as crianças. Informações sobre convidados e programação do Espaço Rebentos serão divulgadas em breve. 


Tablados Literários
Os Tablados Literários - três palcos que compõem a programação paralela, feita em parceria com os expositores - são distribuídos ao longo da praça. O projeto iniciado em 2024 continua pelo terceiro ano consecutivo abrigando bate-papos, lançamentos e outras atividades que contribuem para o movimento ao longo do dia n’A Feira do Livro. 


Patrocínios, apoios e parcerias
A Feira do Livro é uma realização do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet, da Associação Quatro Cinco Um, organização sem fins lucrativos dedicada à difusão do livro e da leitura no Brasil, e da Maré Produções, empresa especializada em exposições e feiras culturais.

A edição de 2026 tem patrocínio Ouro do Mercado Livre e da Motiva, e patrocínio Prata da Prefeitura de São Paulo, que reforçam seu compromisso com o acesso à cultura, à leitura e à democratização do conhecimento. Conta ainda com o apoio do Pinheiro Neto Advogados, do Instituto Ibirapitanga e do enjoei, além de apoio institucional do Museu do Futebol junto à Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, Cultúr Éireann, do Ernesto Tzirulnik Advocacia e da ArPa. A visibilidade e a difusão d’A Feira do Livro 2026 são ampliadas por meio de parcerias de mídia com a Folha de S.Paulo, UOL, JCDecaux, Piauí, Nexo e PublishNews, que potencializam o alcance do evento.


Serviço
A Feira do Livro 2026 
30 de maio a 7 junho
Praça Charles Miller - Pacaembu / São Paulo

segunda-feira, 23 de março de 2026

.: Bruna Martiolli lança o livro "É Tempo de Morangos" nesta terça em São Paulo


A escritora Bruna Martiolli celebra o lançamento do primeiro livro, "É Tempo de Morangos - Reflexões Sobre Livros", em sessão de autógrafos em São Paulo nesta terça-feira, dia 24 de março, na Livraria Martins Fontes, no bairro Bela Vista. A partir das 19h00, o evento começa com um bate-papo entre a autora e Carol Jesper, mestre em Educação pela USP. 

Nessa obra de estreia, publicada pela Editora Intrínseca, a professora e doutoranda que conquistou centenas de milhares de seguidores nas redes sociais apresenta um misto de guia literário e romance de formação, em que compartilha memórias da infância, adolescência e vida adulta. Ao mostrar como a literatura pode guiar as pessoas em momentos de desamparo, dúvida e também de paz e felicidade, Bruna valoriza o poder revolucionário dos livros e revela como a ficção é um gênero importante para o autoconhecimento. Compre o livro "É Tempo de Morangos", de Bruna Martiolli, neste link.


Sobre o livro
Quando criança, Bruna Martiolli brincava de dar aulas para suas bonecas. Mais tarde, ela se tornou professora e encontrou seu lugar no mundo graças aos livros. E eles ainda a levariam a muitos outros encontros: hoje, Bruna fala sobre o poder da literatura para mais de 700 mil pessoas, entre seguidores de redes sociais e ouvintes de seu podcast, além de se dedicar a pesquisar o tema como doutoranda em Portugal. A história de como a leitura mudou a sua vida é o cerne de "É Tempo de Morangos", obra de estreia assinada por ela. Em um misto de livro de memórias e guia literário, Bruna reflete sobre o papel crucial da literatura em nossa formação e amadurecimento.

A leitura entrou na vida de Bruna aos oito anos não como obrigação escolar, mas, em suas palavras, quando “as cobranças foram substituídas por um carinho ou biscoitinho de vó”.  Entendendo desde cedo o valor afetivo dos livros, deixou que eles a guiassem durante uma infância pouco convencional e ao longo da adolescência, quando pendurava na parede do quarto fotos de Lygia Fagundes Telles e Eça de Queiroz. No ensino médio, conheceu Clarice Lispector através de "A Hora da Estrela" e, com Macabéa, a protagonista, descobriu o medo de levar uma vida na qual se sentisse anulada, o que moldaria muitos de seus próximos passos.

Ao longo da obra, Bruna relata como os livros permearam suas escolhas e a ampararam nos momentos difíceis. Foi a leitura de Saramago que a fez enxergar seu apego a relações destrutivas e ter forças para sair delas. A Tetralogia Napolitana, de Elena Ferrante, se tornou dolorida após o esmorecimento de uma grande amizade. E tantos outros nomes a inspiraram a tomar decisões corajosas, como não desistir da carreira ou se mudar para outro país. 

Neste manifesto de devoção aos livros, em especial os de língua portuguesa, Bruna Martiolli lembra sobre a importância de encontrar aquilo que nos atravessa de verdade e que a boa literatura, como quase tudo na vida, não precisa agradar à primeira vista. Além disso, apresenta uma obra essencial para descobrir histórias e curiosidades literárias e obter excelentes dicas de leitura. Compre o livro "É Tempo de Morangos", de Bruna Martiolli, neste link.


Sobre a autora
Bruna Martiolli é professora e doutoranda em Estudos de Cultura e Interartes pela Universidade do Porto, em Portugal. A pesquisa e atuação profissional dela estão profundamente enraizadas na literatura de língua portuguesa. Também desenvolve um trabalho inspirador na internet, onde compartilha reflexões literárias, críticas culturais e conteúdos educativos. É criadora do podcast "É Tempo de Morangos", em que aborda temas como literatura, memória e imaginário. "É Tempo de Morangos" é seu livro de estreia.

Serviço
Sessão de autógrafos de "É Tempo de Morangos", de Bruna Martiolli
Terça-feira, dia 24 de março, a partir de 19h00
Livraria Martins Fontes - Avenida Paulista, 509 - Bela Vista / São Paulo
Entrada franca

segunda-feira, 16 de março de 2026

.: João Anzanello Carrascoza abre "Encontro com os Escritores" 2026


A série "Encontro com os Escritores" abre a programação de 2026 com a presença do escritor João Anzanello Carrascoza, um dos nomes mais respeitados da literatura brasileira contemporânea. O evento acontece no dia 26 de março, das 19h00 às 21h00, no auditório da Biblioteca Mário de Andrade, no centro de São Paulo, e contará com bate-papo, lançamento e sessão de autógrafos do novo livro do autor, "Angelim". A conversa será mediada pelo jornalista e crítico literário Manuel da Costa Pinto.

No romance recém-lançado, Carrascoza apresenta a história de um menino dotado de vidência, capaz de enxergar passado, presente e futuro. A narrativa acompanha as consequências desse dom para quem vive ao redor do garoto, explorando as tensões entre fé, superstição e exploração da crença popular. Em meio a um contexto em que o charlatanismo religioso tenta ampliar sua influência, o protagonista se torna alvo de interesses diversos, transformando sua experiência extraordinária em motivo de disputa e narrativa pública.

Reconhecido sobretudo pelos contos que escreve, Carrascoza construiu ao longo das últimas décadas uma trajetória marcada pela delicadeza do olhar e pela atenção aos pequenos gestos da vida cotidiana. Com "Angelim", o autor amplia esse universo ao incorporar elementos de mistério e reflexão sobre a maneira como histórias - reais ou fabricadas - podem transformar pessoas em símbolos.

Promovido pela Universidade do Livro, vinculada à Fundação Editora da Unesp, o encontro integra uma série dedicada a aproximar leitores de autores contemporâneos em conversas abertas ao público. A participação é gratuita, mediante inscrição prévia neste link. O evento será realizado no auditório da Biblioteca Mário de Andrade, localizado na Rua da Consolação, 94, ao lado da Praça Dom José Gaspar e próximo à estação Anhangabaú do metrô. Compre o livro "Angelim", de João Anzanello Carrascoza, neste link.

domingo, 8 de março de 2026

.: Encontro de Leituras recebe a autora portuguesa Catarina Gomes nesta terça


Obra publicada em Portugal pela Gradiva e no Brasil pela Dublinense será discutida com leitores em evento on-line e gratuito na próxima terça-feira, dia 10 de março


O Encontro de Leituras de março recebe a escritora e jornalista lisboeta Catarina Gomes para uma conversa sobre o livro "Terrinhas", publicado em Portugal pela Gradiva em 2022 e no Brasil pela Dublinense em 2025. O evento acontece no dia 10 de março, terça-feira, às 19h do Brasil (horário de Brasília) e 22h de Portugal, de forma online e gratuita, pela plataforma Zoom. O clube é gratuito e aberto a todos que queiram participar. O evento pode ser acessado com o ID 842 8191 4937 e a senha 835758. Para participar, basta seguir este link.

Em "Terrinhas", vencedor do Prémio Literário Revelação Agustina Bessa-Luís, acompanhamos a história de uma designer de interiores que se vê obrigada a voltar à aldeia em que seus pais nasceram - e que visitava na infância - para tratar da herança deixada por eles. A trama mergulha em memórias e afetos, explorando as tensões entre raízes familiares e escolhas pessoais.

"Terrinhas" passou a integrar o Plano Nacional de Leitura de Portugal, consolidando sua relevância literária e social, e a autora tornou-se reconhecida por investigar e narrar temas ligados à memória e à história do país. Como jornalista, Catarina Gomes foi ainda finalista do Prémio de Jornalismo Gabriel García Márquez pela reportagem Quem foi o filho que António deixou na guerra?. Compre o livro "Terrinhas", de Catarina Gomes, neste link.


Sobre o Encontro de Leituras
O Encontro de Leituras resulta da colaboração editorial entre o jornal português Público e a revista Quatro Cinco Um, focando em obras literárias disponibilizadas em ambos os países. O Encontro reúne leitores de língua portuguesa e discute romances, ensaios, memórias, literatura de viagem e obras de jornalismo literário na presença de um escritor, editor ou especialista convidado.  Os encontros são gratuitos e acontecem sempre nas segundas terças-feiras de cada mês, às 19h00 do Brasil e 22h00 de Portugal. 

O evento não é transmitido nas redes sociais, nem disponibilizado depois. É uma experiência para ser vivida por aqueles que se juntam à sessão. Os melhores momentos são depois publicados no podcast Encontro de Leituras, disponível no Spotify, Apple Podcasts, SoundCloud ou outros aplicativos habituais. 

A parceria entre a Quatro Cinco Um e o Público conta com um espaço editorial fixo nos dois veículos e uma newsletter mensal sobre o trânsito literário e editorial entre os países de língua portuguesa. A editoria especial publica materiais jornalísticos sobre autores do Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné Bissau e Timor que tenham sido lançados dos dois lados do oceano. A newsletter mensal traz notas, curiosidades, imagens e informações sobre as novidades das livrarias e os eventos literários em Lisboa, São Paulo, Rio de Janeiro e outras cidades onde se fala português. De vez em quando, na programação de festivais e em outras ocasiões, eventos presenciais serão realizados.


Serviço
"Encontro de Leituras" com Catarina Gomes

Terça-feira, dia 10 de março
Horário: 19h00 do Brasil e 22h00 de Portugal
Modalidade: on-line e gratuito, via Zoom
Participe: https://us06web.zoom.us/j/84281914937?pwd=bbScBuXJg69a9IYhiPYxM2tmTcmbFZ.1
ID:842 8191 4937
Senha de acesso: 835758

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

.: Livro "O Expresso de Tóquio", de Seicho Matsumoto, é tema de Clube de Leitura


Para começar o ano e celebrar a 70ª edição do clube, o clássico do romance policial japonês será discutido em encontro on-line e gratuito com a presença do historiador e escritor Júlio Pimentel Pinto


"O Expresso de Tóquio", do escritor japonês Seichō Matsumoto, é o tema do Clube de Leitura Japan House São Paulo + Quatro Cinco Um de janeiro, que acontece na última quinta-feira do mês, 29, às 19h, via Zoom. Neste bate-papo on-line e gratuito que marca a 70ª edição do clube, o público conversa com o professor de história da USP e escritor Júlio Pimentel Pinto. Publicado originalmente em 1958 e lançado no Brasil em 2025 pela Todavia, com tradução de Jefferson José Teixeira, O expresso de Tóquio é um marco do romance policial japonês e consolidou seu autor, Seichō Matsumoto, como um mestre do gênero.

A trama tem início em uma praia gelada na baía de Hakata, na ilha de Kyushu, onde dois corpos são encontrados lado a lado. A motivação parece clara: um pacto suicida entre amantes. Mas, para o inspetor Torigai, algo não se encaixa. Um detalhe mínimo - um horário de trem - lança dúvida sobre a versão oficial e abre caminho para uma investigação que atravessará o Japão de ponta a ponta. Com narrativa meticulosa e crítica social, Matsumoto revolucionou o gênero policial ao afastá-lo dos enigmas de salão e aproximá-lo da realidade contemporânea japonesa.

Os participantes do Clube de Leitura Japan House São Paulo + Quatro Cinco Um têm 30% de desconto na compra do livro pelo site da editora Todavia, por meio do cupom JHSP451JAN26. O cupom fica vigente de 04/01/2026 até 31/01/2026 e é válido para 1 uso único por CPF. Saiba mais e inscreva-se em https://clubedeleitura.japanhousesp.com.br/


Convidado do mês - Júlio Pimentel Pinto é professor no departamento de história da Universidade de São Paulo (USP) e especialista nas relações entre história e ficção. Autor de "Uma Memória do Mundo: ficção, Memória e História em Jorge Luis Borges" (Estação Liberdade, 1998) e "A Pista & A Razão: uma História Fragmentária da Narrativa Policial" (e-galáxia, 2019), sua pesquisa investiga as intersecções entre narrativas históricas e ficcionais, explorando como diferentes gêneros literários dialogam com contextos sociais, políticos e culturais.


Como funciona o Clube de Leitura Japan House São Paulo + Quatro Cinco Um? Desde sua estreia em 2019, o Clube de Leitura Japan House São Paulo + Quatro Cinco Um recebe grandes profissionais da tradução de literatura japonesa no Brasil, além de autores contemporâneos e leitores dessa literatura, para discutir obras de nomes como Haruki Murakami, Sayaka Murata, Yoko Tawada, Banana Yoshimoto e Yoshiharu Tsuge.

Natasha Barzaghi Geenen, diretora cultural da Japan House São Paulo, e Paulo Werneck, editor da revista Quatro Cinco Um, compartilham a curadoria e a mediação dos encontros, que acontecem sempre na última quinta-feira do mês.

O Clube discute livros de autores japoneses traduzidos diretamente para o português, visando uma cobertura multiplataforma desse universo literário — a parceria entre a revista dos livros e a JHSP traz também uma newsletter editorial mensal com os principais lançamentos no Brasil de livros japoneses ou ligados à cultura japonesa.

No site da Japan House São Paulo há uma página exclusiva que reúne todo o conteúdo compartilhado até aqui. Nela, é possível ter acesso a um compilado de informações sobre todos os títulos já abordados e à agenda dos próximos encontros, além de links para inscrição nas newsletters da Japan House e na newsletter de literatura japonesa da Quatro Cinco Um: https://clubedeleitura.japanhousesp.com.br/ 


Serviço 

Data: quinta-feira, 29 de janeiro, às 19h00

Modalidade: on-line e gratuito, via Zoom

Inscrições: https://www.sympla.com.br/evento-online/clube-de-leitura-jhsp-451-o-expresso-de-toquio-janeiro/3249111 

Cupom: Participantes do clube têm 30% de desconto na compra do livro pelo site da editora Todavia, por meio do cupom JHSP451JAN26. O cupom fica vigente de 04/01/2026 a 31/01/2026, válido para 1 uso único por CPF.

Parceria com a Japan House São Paulo

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

.: Mediação de leitura convida o público a ouvir histórias que o vento contou


Por Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.com. Foto: divulgação

"O Vento Me Contou - Mediação de Leitura", com Vanessa Reis e Felínio Freitas, propõe um percurso sensível pela oralidade, pela imaginação e pelos saberes da terra. A atividade acontece de 10 de janeiro a 1º de fevereiro, aos sábados e domingos, das 15h00 às 17h00, na Biblioteca do Sesc Santos, com entrada gratuita e classificação livre, exceto nos dias 24 e 25 de janeiro.


Por meio da palavra falada, da escuta atenta e do compartilhamento de histórias, a mediação convida o público a um passeio por contos, lendas e imagens que evocam matas, rios, quintais de avós e memórias ancestrais. As narrativas despertam vínculos com a natureza, com o imaginário popular e com o mundo interior de cada participante, valorizando a literatura como espaço de encontro, pertencimento e transmissão de saberes.

Ao longo dos encontros, a leitura se transforma em experiência viva, em diálogo constante entre quem conta, quem escuta e as histórias que circulam. A proposta estimula a imaginação, fortalece a escuta coletiva e reconhece a oralidade como uma forma potente de conhecimento e afeto, atravessando gerações e territórios.


Sobre os mediadores
Vanessa Reis, natural de Santos, é mestre em Gestão de Políticas Públicas e atua na área cultural desde 2005, com ampla experiência em elaboração e gestão de projetos, curadoria e mediação em literatura, desenvolvendo ações voltadas à formação de leitores e ao acesso democrático ao livro.

Felínio Freitas é mestre em Artes pela UNESP, na linha de pesquisa Arte e Educação. Investiga as conexões entre os saberes de Exu, a pedagogia dos terreiros e a mediação de leitura em diferentes contextos, incluindo espaços fabris, articulando literatura, educação e ancestralidade.

Venda de ingressos
As vendas de ingressos para os shows e espetáculos da semana seguinte (segunda a domingo) começa na semana anterior às atividades, em dois lotes: on-line pelo aplicativo Credencial Sesc SP e portal do Sesc São Paulo: às terças-feiras, a partir das 17h00. Presencialmente, nas bilheterias das unidades: às quartas-feiras, a partir das 17h00.

Bilheteria Sesc Santos - Funcionamento
Terça a sexta, das 9h00 às 21h30 | Sábados e domingos, 10h00 às 18h30   

Sesc Santos
Rua Conselheiro Ribas, 136 - Aparecida / Santos
Telefone: (13) 3278-9800        
Site do Sesc Santos
Instagram e Facebook: @sescsantos

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

.: Com livros grátis, universo de Portinari ganha programação para crianças


Autora de "As Pipas de Portinari", Fernanda Emediato realiza contação de histórias e exposição de poemas no dia 14 de dezembro, às 12 horas


A escritora, publicitária e editora Fernanda Emediato leva a poesia e a arte de "As Pipas de Portinari" ao Museu da Imagem e do Som – MIS no próximo domingo, dia 14 de dezembro, a partir das 12 horas. A programação especial de Natal terá contação de histórias, distribuição gratuita de exemplares, exposição dos poemas e atividades com crianças.

A obra organizada por Fernanda Emediato e Leo Cunha apresenta um verdadeiro voo poético com textos inspirados nas obras de Candido Portinari. São textos de Cíntia Barreto, Dilan Camargo, Henrique Rodrigues, João Bosco Bezerra Bonfim, José Carlos Aragão, Marco Haurélio, Roseana Murray e Sônia Barros. Com uma linguagem afetiva, a publicação convida as pessoas de todas as idades a experimentarem a poesia como forma de brincar, imaginar e lembrar.

O projeto conta com o apoio do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, do Programa de Ação Cultural (ProAC – Editais 2024); da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Ministério da Cultura; e da Lei Rouanet (Lei nº 8.313/91), via incentivo fiscal. Compre o livro "As Pipas de Portinari" neste link.


Contação de histórias, exposição e atividades com crianças no MIS
Data: 14 de dezembro de 2025 (domingo, a partir das 12h)
Endereço: Avenida Europa, 158, Jardim Europa/SP
Entrada gratuita

Sobre a idealizadora do projeto
Fernanda Emediato é editora, escritora, consultora editorial e produtora cultural. Fundadora da Troia Editora e dos selos Troinha e Asas Editora, atua na publicação de obras infantis, infantojuvenis e teatrais. Fernanda iniciou sua trajetória no mercado editorial ainda na adolescência, trabalhando em diferentes áreas da editora de seu pai, Luiz Fernando Emediato. Desde então, vem construindo uma carreira marcada pelo compromisso com a literatura de impacto social. Suas obras A Menina Sem Cor e O Morcego sem Asas foram premiadas pelo ProAC e selecionadas pelo PNLD Literário. Publicou o primeiro livro aos 9 anos e já tem mais de 30 títulos lançados no Brasil e no exterior. É também a responsável pela idealização e organização de As Pipas de Portinari.

quinta-feira, 6 de novembro de 2025

.: Sarau Alvarenga celebra vida e poesia de Valdir Alvarenga em Santos

Por Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com. Foto: divulgação

Valdir Alvarenga foi um dos nomes fundamentais da poesia santista e da produção literária independente no país. Criador da Revista Mirante, manteve vivo o espírito coletivo da palavra, transformando o fazer poético em ato de resistência. A obra dele segue como testemunho de um tempo em que a literatura era feita na raça - com papel, paixão e teimosia. Levando em conta a trajetória pessoal e artística dele, nesta quarta-feira, dia 6 de novembro, a Biblioteca Mário Faria, no Posto 6, em Santos, no litoral de São Paulo, irá se tornar o cenário de um encontro literário em homenagem ao poeta, editor e ativista cultural Valdir Alvarenga. 

O evento, organizado por amigos e admiradores, pretende não apenas relembrar a obra do artista, mas reavivar o espírito de resistência e independência poética que sempre marcou a trajetória dele. A programação começa às 15h00, com um Varal de Poesia e uma minifeira de livros. Às 16h00, tem início o Sarau Alvarenga, que reunirá poetas e escritores convidados para leituras de poemas autorais e também de textos selecionados de Valdir Alvarenga, extraídos das obras "Pequeno Marginal", "Plenilúnio" e "Autógrafo", além das antologias do Grupo Picaré e da Revista Mirante, publicação que o poeta fundou e editou.

"Para o Valdir, a poesia era livre. Ele adorava se dedicar às letras e fazia a Revista Mirante com paixão. Eu pretendo continuar com a Mirante levando o seu legado! Valdir tinha seu jeito brincalhão, como ele dizia: 'minhas abobrinhas'. Ele era uma pessoa muito humana e amava os animais... Posso passar horas citando suas qualidades como pessoa e como poeta, mas deixarei isto para os leitores! Quinze anos juntos, uma eternidade que vai deixar saudade!", afirma a poeta Irene Estrela Bulhões, editora da Revista Mirante e viúva de Valdir Alvarenga.

Organizadora do sarau, a escritora, editora e ativista cultural Cláudia Brino fala sobre a importância de Valdir Alvarenga. "Organizar esse sarau em sua homenagem é reverenciar o poeta, editor, ativista cultural e amigo pessoal e, com isso, trazê-lo novamente ao nosso convívio literário". Segundo ela, a escolha dos poemas segue uma linha afetiva e temática: a visão pessoal e coerente de Valdir sobre o próprio percurso humano e artístico. Trata-se de revisitar a maneira singular da visão do poeta sobre sua própria vivência e trajetória pessoal, em que é possível ter, através de seus versos, a identificação do ser humano simples, amigo e sempre coerente ao seu universo poético.

Mais do que um tributo, o Sarau Alvarenga é um reencontro com a força da poesia como gesto de permanência. Escritor e organizador do sarau, Vieira Vivo reafirma a importância de Valdir Alvarenga na literatura. "Ler Valdir é entrar em contato com um olhar que não se conforma, que mistura o cotidiano, o sonho e o pensamento filosófico de forma simples e direta. Valdir não é apenas alguém que escreveu versos; ele construiu um movimento. Criou a Revista Mirante quando quase ninguém acreditava que poesia independente poderia resistir tanto tempo. E resistiu, resiste. Ler a obra dele significa reconhecer o valor da autonomia literária, da produção por conta própria, do editor-poeta que assume responsabilidades além de escrever", conclui.

Às 17h00, o grupo Cantos Literários apresenta um espetáculo literomusical em homenagem ao autor, seguido, às 18h00, da exibição do vídeo "Pescador de Palavras", um documentário sobre a literatura independente, que traz depoimentos de Valdir Alvarenga e de outros protagonistas desse movimento.

Serviço
Sarau Alvarenga - Homenagem ao Poeta Valdir Alvarenga
Quarta-feira, dia 29 de outubro de 2025
Biblioteca Mário Faria - Posto 6, Santos/SP
Av. Bartholomeu de Gusmão, S/N,° - Aparecida/Santos

Horários
15h00 - Varal de Poesia e minifeira de livros
16h00 às 17h00 - Sarau Alvarenga
17h00 - Espetáculo literomusical Cantos Literários
18h00 - Exibição do documentário Pescador de Palavras
Entrada gratuita

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