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sábado, 28 de dezembro de 2024

.: Cenas pós-créditos, Júlio Cocielo e mais: 10 razões para ver "Sonic 3"


Por 
Helder Moraes Miranda, editor do portal Resenhando.com. 

O mundo dos videogames encontra o cinema novamente com a chegada de "Sonic 3 - O Filme". Continuando a jornada do ouriço azul mais amado da Sega, o terceiro longa da franquia promete elevar a emoção e a diversão a um novo patamar. Dando continuidade aos eventos de "Sonic - O Filme" e "Sonic 2 - O Filme", este capítulo que está em cartaz na rede Cineflix Cinemas traz uma combinação perfeita de comédia, ação e aventura, com elementos que encantam tanto crianças quanto adultos.

Dirigido por Jeff Fowler, com roteiro de Patrick Casey e Josh Miller, e um elenco estrelado que inclui Ben Schwartz (voz de Sonic), Idris Elba (Knuckles), Colleen O'Shaughnessey (Tails) e Keanu Reeves (Shadow), "Sonic 3" é uma celebração da franquia que conquistou gerações de fãs ao redor do mundo. A trama não só aprofunda a história de Sonic e seus amigos, como também traz novos desafios e personagens famosos dos jogos, como Shadow, Metal Sonic e Amy Rose. E para o público brasileiro, a experiência se torna ainda mais especial graças à excelente dublagem nacional - encabeçada por
Manolo Rey e com Júlio Cocielo dublando os personagens Juan e Pablo - que mantém o charme e o humor dos personagens em cada cena.

Listamos os dez motivos para assistir "Sonic 3 - O Filme" nos cinemas e se apaixonar por esta nova aventura. "Sonic 3 - O Filme" é uma obra que vai além do entretenimento, entregando uma experiência repleta de nostalgia, ação e emoção. Com novos personagens, cenas impactantes e uma trama que equilibra humor e profundidade, o longa é um marco na franquia do ouriço azul.


1. Continuidade de uma história emocionante
"Sonic 3" dá sequência aos dois filmes anteriores, expandindo o universo do ouriço azul. O longa explora novos aspectos da história de Sonic, além de aprofundar a relação entre ele, Tails e Knuckles. Essa evolução mantém a narrativa fresca e envolvente, enquanto honra a essência dos jogos clássicos.

2. Personagens icônicos dos videogames
A introdução de Shadow, o Ouriço, e Metal Sonic, dois dos vilões mais marcantes da franquia, é um dos pontos altos do filme. Shadow, com sua personalidade sombria e poderes incríveis, e Metal Sonic, o robô que desafia o protagonista em uma batalha épica, prometem momentos inesquecíveis para os fãs.

3. Equilíbrio perfeito entre ação e humor
O filme combina cenas de ação eletrizantes com o humor leve que já é marca registrada da franquia. Seja em batalhas emocionantes ou nos momentos cômicos entre os personagens, "Sonic 3" entrega uma experiência equilibrada e divertida.


4. Exploração de temas profundos
Além das aventuras e batalhas, o filme aborda segredos do passado de Sonic e Eggman, trazendo um lado emocional que agrega profundidade à história. Essas revelações criam uma conexão mais forte entre os espectadores e os personagens, tornando a jornada ainda mais significativa.

5. Cenas pós-créditos surpreendentes
Como nos filmes anteriores, "Sonic 3" não decepciona nas cenas pós-créditos. Com duas cenas extras, o longa deixa pistas sobre o futuro da franquia, incluindo a chegada de Amy Rose e o retorno de Shadow em uma reviravolta inesperada.


6. Aventura para todas as idades
"Sonic 3" equilibra nostalgia e inovação, garantindo diversão para fãs de longa data e para novos espectadores. O roteiro e as animações cativam tanto o público infantil quanto os adultos que cresceram jogando os clássicos games da Sega.


7. Elenco de peso e dublagem brasileira impecável
O elenco internacional inclui nomes como Ben Schwartz, Idris Elba e Keanu Reeves, enquanto a dublagem brasileira mantém a qualidade e o carisma dos personagens. A equipe de dubladores nacionais, encabeçada por Manolo Rey no papel de Sonic, é essencial para criar uma conexão genuína com o público local, tornando a experiência cinematográfica ainda mais imersiva. Júlio Cocielo faz uma participação hilariante na dublagem brasileira.

8. Efeitos visuais impressionantes
Os efeitos especiais são um dos grandes destaques de "Sonic 3". Com cenários detalhados e cenas de ação visualmente deslumbrantes, o filme eleva o padrão das produções anteriores e promete encantar os olhos dos espectadores.

9. A força da amizade e do trabalho em equipe
O filme reforça mensagens importantes, como o valor da amizade e a importância do trabalho em equipe. Sonic, Tails e Knuckles mostram que, mesmo com diferenças, a união pode superar qualquer desafio, um ensinamento que ressoa com públicos de todas as idades.

10. Parte de uma saga maior
"Sonic 3" não é apenas um filme, mas um capítulo essencial na construção de uma narrativa contínua. Com "Sonic 4" já confirmado para 2027, assistir a este longa nos cinemas é uma oportunidade para vivenciar a emoção da saga e se preparar para os próximos capítulos da franquia.


Assista na Cineflix
Animações de sucesso como "Moana 2" estão em cartaz na rede Cineflix CinemasPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SANO Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

.: Ney Latorraca: porque ele é um dos maiores atores de todos os tempos


Ney Latorraca caracterizado como o vampiro Vlad, Conde Vladymir Polanski. Foto: 
Nelson Di Rago 

Por Helder Moraes Miranda, editor do portal Resenhando.com. 

“Para sobreviver, eu preciso representar. Trabalhando é que eu sobrevivo”, declarou Ney Latorraca, falecido aos 80 anos, em 26 de dezembro de 2024, em uma das muitas entrevistas que concedeu. Não é exagero dizer que ele foi um dos maiores atores brasileiros de todos os tempos. A extensa trajetória na televisão, no teatro e no cinema deixou um legado que marcou gerações e consolidou o lugar dele no coração do público. O artista estava internado Clínica São Vicente, no Rio de Janeiro, desde o último dia 20 de dezembro. Ele foi diagnosticado com câncer de próstata em 2019 e deixa o marido, o ator Edi Botelho, com quem era casado há 30 anos. 

Desde cedo, demonstrou talento e paixão pelas artes. Filho de pais artistas, iniciou a trajetória artística ainda na infância, com participações na Rádio Record aos seis anos. Antonio Ney Latorraca nasceu em Santos, no dia 25 de julho de 1944. Filho de pais artistas - um crooner e uma corista - teve como padrinho de batismo o ator Grande Otelo e costumava dizer que “o ator já nasce ator”. Os pais dele trabalhavam em cassinos, até que o jogo foi proibido no país. Atuou no teatro estudantil e, aos 19 anos, passou no primeiro teste que fez para “Pluft, o Fantasminha”, de Maria Clara Machado. Teve sua primeira oportunidade profissional ao ser aprovado para o elenco da peça “Reportagem de Um Tempo Mau”, em 1965. Logo após a estreia no Teatro Arena, o governo militar proibiu o espetáculo e prendeu o elenco. 

Obrigado a voltar para Santos, Ney Latorraca se dedicou ao estudo de artes cênicas. Entrou para o Teatro da Faculdade de Filosofia de Santos (TEFF). No ano seguinte, ingressava na Escola de Arte Dramática da USP (EAD). Primeiro aluno da turma, formou-se com nota dez em drama e comédia, apadrinhado por Marília Pêra.  Enquanto estudava, Ney morava em pensão e trabalhava durante o dia. Durante esta época, foi bancário, balconista, gerente de loja de roupas e vendedor de joias. Ainda em 1969, encenou "O Balcão", de Jean Genet, dirigido por Victor Garcia. No ano seguinte, apresentou-se no musical "Hair"

Ney Latorraca estreou na televisão como figurante na TV Tupi e o primeiro papel de destaque foi na novela "Beto Rockfeller" (1968). A estreia na Globo aconteceu em 1975, em outro folhetim, “Escalada”, em que fez par romântico com Nathalia Timberg e deu o que falar a partir da história do romance entre uma mulher 15 anos mais velha que enfrentou muitas barreiras no Brasil daquela época. Polêmico, esse trabalho iniciou a trajetória de 50 anos de trabalho na emissora. 

Depois, brilhou como o rebelde Mederiquis de "Estúpido Cupido" (1976) e marcou época na novela “Vamp” (1991), quando interpretou o Conde Vlad, um dos vilões mais emblemáticos da teledramaturgia brasileira - que era para ser apenas uma participação especial e ficou até o fim devido ao talento do intérprete. 

Ney Latorraca, ao lado de Marco Nanini, marcaram a história do teatro brasileiro com a primeira montagem brasileira de "O Mistério de Irma Vap", com direção de Marília Pêra. O espetáculo estreou em 1986 e ficou em cartaz durante 11 anos consecutivos, o que garantiu a entrada no livro Guiness World Records. A peça ficou marcada por uma espécie de gincana de troca de figurinos feita pelos atores

De volta à televisão, os trabalhos humorísticos, como o "velho" Barbosa em “TV Pirata” (1988) e o Cornélio da novela "O Cravo e a Rosa" (2000), de Walcyr Carrasco. Voltou a interpretar um vampiro na novela "O Beijo do Vampiro" (2002). Na trama de Antônio Calmon, o mesmo autor de "Vamp", ele foi Nosferatu (Ney Latorraca), o grande rival e inimigo de Bóris (Tarcísio Meira), tendo como meta eliminar o seu reinado entre os vampiros. Em seguida, fez uma parceria hilária com Maitê Proença na novela "Da Cor do Pecado" (2004) que arrancou várias risadas dos telespectadores. 

No cinema, participou de filmes marcantes, como “O Beijo no Asfalto” (1980), dirigido por Bruno Barreto, com roteiro de Doc Comparato baseado na peça de Nelson Rodrigues, ao lado de Tarcísio Meira. Um de seus últimos trabalhos na TV Globo foi uma participação como Conde Vlad na série "Cine Holliúdy", em 2019. 

A trajetória do artista também foi de superação. De origem humilde, Ney Latorraca enfrentou desafios financeiros e sociais com resiliência e criatividade, transformando a arte em sua razão de viver. O humor refinado e a capacidade de encantar o público em papéis dramáticos ou cômicos o tornaram um artista completo. “Aprendi desde pequeno que precisava representar para sobreviver, o que nunca me deixou um trauma, pelo contrário. Sempre fui uma criança diferente das outras. Às vezes, eu tinha que dormir cedo porque não havia o que comer em casa. Então, até hoje, para mim, estou no lucro. Minha vida é sempre lucro”, analisava Ney Latorraca, alguém que sempre será lembrado como um artista único e grande ser humano.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

.: Porque "Mufasa - O Rei Leão" é o filme ideal para a temporada de fim de ano


Dezembro é um mês que sempre traz magia e encanto, e este ano não foi diferente. Em cartaz na rede Cineflix Cinemas, "Mufasa: o Rei Leão", o tão aguardado prelúdio do clássico "O Rei Leão", que marcou gerações vem fazendo sucesso entre a garotada e adultos saudosistas. Dirigido pelo aclamado Barry Jenkins, conhecido por sua sensibilidade em obras como o filme vencedor do Oscar "Moonlight", essa animação, que passa longe de ser um simples caça-níqueis da Disney, mergulha nas origens do lendário rei Mufasa, explorando uma história repleta de emoção, superação e heroísmo.

Combinando técnicas inovadoras de live-action e CGI fotorrealista, "Mufasa" é uma verdadeira obra de arte visual e sonora que promete cativar o público de todas as idades. Mas o filme vai além do entretenimento: ele celebra valores universais e convida o espectador a refletir sobre questões importantes, como liderança, resiliência e conservação ambiental. Se você ainda está em dúvida sobre assistir, aqui estão dez motivos que farão você não querer perder essa experiência épica.

1. Uma história inédita e emocionante
Pela primeira vez, o público poderá conhecer a origem de Mufasa, desde o início como um filhote órfão e vulnerável até a ascensão como o grande líder das Terras do Orgulho. O enredo é contado por Rafiki à jovem Kiara, filha de Simba e Nala, em uma narrativa cheia de flashbacks que revela como Mufasa enfrentou adversidades aparentemente intransponíveis para se tornar o lendário rei. O filme apresenta Mufasa como um personagem mais complexo e humano, explorando suas vulnerabilidades, sonhos e desafios. A jornada dele é um poderoso lembrete de que grandes líderes não nascem prontos - eles são moldados por experiências e escolhas.

2. Direção de Barry Jenkins
Sob o comando de Barry Jenkins, vencedor do Oscar por "Moonlight", Mufasa ganha uma abordagem sensível e visualmente poética. Jenkins traz uma nova profundidade ao universo de "O Rei Leão", equilibrando momentos de aventura e introspecção emocional. Sua direção oferece uma perspectiva única, mostrando que mesmo os maiores reis têm histórias humildes e emocionantes.

3. Músicas de Lin-Manuel Miranda
A trilha sonora é uma das joias de "Mufasa: o Rei Leão". Com músicas originais compostas por Lin-Manuel Miranda, o premiado criador de "Hamilton" e "Encanto", o filme promete emocionar e envolver o público. Miranda capturou a essência do universo de "O Rei Leão", adicionando sua assinatura musical em canções que evocam sentimentos de esperança, luta e celebração. Entre as faixas destacadas estão “Ngomso”, interpretada por Lebo M, e “We Go Together”, que celebra a união e a amizade entre os personagens principais. A trilha sonora é um espetáculo à parte e promete agradar tanto aos fãs de longa data quanto aos novos admiradores.

4. Campanha global “Proteja a Alcateia”
Além de trazer uma história emocionante, Mufasa integra uma iniciativa global de conservação: a campanha “Proteja a Alcateia”. Em parceria com a Wildlife Conservation Network (WCN) e a Lion Recovery Fund (LRF), a Disney busca dobrar a população de leões na África até 2050. Essa campanha vai além do entretenimento, conscientizando o público sobre a importância de proteger os habitats naturais dos leões e combater ameaças como a perda de território e o tráfico ilegal. Cada ingresso vendido ajuda a financiar projetos que beneficiam tanto a vida selvagem quanto as comunidades locais.

5. Um visual deslumbrante
A combinação de live-action e CGI fotorrealista leva o público a uma imersão total nas paisagens das savanas africanas. Cada cena é cuidadosamente construída, desde os raios dourados do amanhecer até os detalhes mais sutis do movimento dos personagens. A equipe de efeitos visuais trabalhou para criar um ambiente que não apenas parece real, mas também evoca emoção e beleza. É uma experiência visual que promete encantar tanto crianças quanto adultos.

6. Elenco de vozes de alto nível
O filme conta com um elenco estelar que inclui Aaron Pierre (Mufasa), Kelvin Harrison Jr. (Taka, que se torna Scar), Seth Rogen e Billy Eichner reprisando seus papéis como Timão e Pumba, além de Beyoncé Knowles-Carter e Anika Noni Rose. Cada ator traz profundidade e autenticidade a seus personagens, adicionando camadas emocionais que enriquecem a narrativa. Destaque especial para Kelvin Harrison Jr., que interpreta Scar em um papel que explora sua transformação de um jovem idealista para um vilão trágico. No Brasil, o papel de Taka é interpretado pelo ator Hipólyto, grande nome dos musicais brasileiros.

7. Personagens cativantes e complexos
Além de Mufasa, o filme apresenta novos personagens, como Taka, o futuro Scar. A relação entre os dois irmãos é explorada com profundidade, revelando os laços de afeto e as rivalidades que definem o destino dos personagens. O enredo também destaca a importância da amizade e da colaboração, com um grupo diversificado de personagens que enfrentam desafios e aprendem uns com os outros. Timão e Pumba, como sempre, garantem momentos de humor e leveza.


8. Conexão com o legado de "O Rei Leão"
Como uma prequela do clássico de 1994, Mufasa expande o universo de "O Rei Leão", explorando os eventos que moldaram a história original. Rafiki, Kiara e outros personagens familiares conectam o novo filme à saga já conhecida, oferecendo aos fãs uma sensação de continuidade e nostalgia.

9. Produção musical impecável
Além das músicas de Miranda, a trilha sonora instrumental de Dave Metzger e as performances vocais adicionais de Lebo M criam uma experiência sonora imersiva. A música não é apenas um elemento de fundo, mas uma força narrativa que guia as emoções do público ao longo do filme.

10. Mensagens universais e inspiradoras
No coração de "Mufasa: o Rei Leão" estão temas universais como amizade, coragem, identidade e a importância de encontrar seu lugar no mundo. A história de Mufasa é uma inspiração para todos que enfrentam adversidades, mostrando que é possível superar os desafios e se tornar a melhor versão de si mesmo. Além disso, o filme reforça a importância do legado e da conexão entre gerações, destacando que cada escolha e sacrifício contribuem para um “ciclo sem fim” que mantém a vida em equilíbrio.

.: Motivos para ler "A Terra dos Meninos Pelados", livro que celebra as diferenças


Por 
Helder Moraes Miranda, editor do portal Resenhando.com. 

Uma obra-prima da literatura infantojuvenil brasileira ganha nova vida com ilustrações modernas e permanece mais relevante do que nunca. Graciliano Ramos, consagrado por sua capacidade de mergulhar nas profundezas da alma humana, presenteia o leitor com uma história encantadora e reflexiva sobre aceitação, identidade e liberdade. Nesta lista, exploramos os motivos que fazem de "A Terra dos Meninos Pelados", lançado pela Global Editora, uma leitura indispensável para todas as idades.

Com 96 páginas repletas de sensibilidade, imaginação e profundidade, o livro é um clássico que atravessa gerações. Graciliano Ramos, com a maestria narrativa de sempre, e Luiza de Souza, a @ilustralu, trazendo frescor à obra com suas ilustrações vibrantes, unem forças para criar uma experiência literária inesquecível. Seja para relembrar a magia da infância ou para refletir sobre temas universais, esta obra é uma leitura indispensável para todas as idades. Compre o livro "A Terra dos Meninos Pelados", de Graciliano Ramos, com ilustrações de IlustraLu, neste link.



1. Tirando a poeira de um clássico da literatura brasileira
Graciliano Ramos é uma figura central na literatura brasileira, conhecido por sua escrita intensa, precisa e repleta de humanidade. Embora famoso por obras como "Vidas Secas""S. Bernardo", ele demonstra em "A Terra dos Meninos Pelados" que sua genialidade também se estende ao público infantojuvenil. O livro é um marco na literatura infantil, explorando questões universais de forma acessível e profundamente tocante, e que vem sendo redescoberto pelas novas gerações.


2. Uma abordagem delicada sobre diferenças
O livro trata de questões fundamentais como a aceitação das diferenças e a superação do preconceito. Raimundo, o protagonista, é um menino cuja aparência única – um olho azul, outro preto e sem cabelos – o torna alvo de discriminação em sua cidade natal. Graciliano Ramos transforma essas dificuldades em uma jornada de autodescoberta, mostrando que é possível encontrar força e beleza naquilo que nos torna diferentes.


3. O universo fantástico de Tatipirun
Tatipirun, o mundo imaginário criado por Raimundo, é um lugar mágico onde as diferenças não apenas são aceitas, mas celebradas. Neste refúgio, Raimundo encontra amizade, aventura e um senso de pertencimento. A criação deste universo não é apenas um escapismo, mas também uma poderosa metáfora sobre a capacidade humana de criar novos espaços de aceitação e compreensão, mesmo em meio à adversidade.


4. Nova edição com ilustrações vibrantes
A nova edição de "A Terra dos Meninos Pelados" apresenta as ilustrações de Luiza de Souza, conhecida como IlustraLu. As imagens, modernas e cheias de vida, não apenas complementam a narrativa, mas também oferecem uma nova perspectiva sobre a obra. Com traços coloridos e detalhados, as ilustrações aproximam o público contemporâneo, tornando o livro ainda mais cativante para leitores jovens e adultos.


5. A genialidade de Graciliano Ramos
Graciliano Ramos é reconhecido pela habilidade de dissecar a alma humana e suas contradições, e isso é evidente até mesmo em uma obra voltada para crianças. "A Terra dos Meninos Pelados" é um exemplo de como ele consegue tratar temas profundos e complexos – como o preconceito, a solidão e a liberdade – de forma que ressoe com leitores de todas as idades, sem perder a leveza e o encantamento típicos da literatura infantil.


6. Uma obra premiada e reconhecida
Publicado pela primeira vez em 1939, "A Terra dos Meninos Pelados" recebeu o Prêmio de Literatura Infantil do Ministério da Educação, um reconhecimento que ressalta sua importância literária e cultural. Esse prêmio destaca não só a qualidade da escrita de Graciliano Ramos, mas também a sensibilidade do autor em abordar temas importantes para crianças e jovens, como a empatia e a valorização das diferenças.


7. Reflexões para todas as idades
Embora seja considerado um livro infantojuvenil, "A Terra dos Meninos Pelados" oferece lições e reflexões que vão muito além da infância. A história de Raimundo é uma poderosa alegoria sobre aceitação, resiliência e a capacidade de imaginar novos futuros. Adultos que leem a obra encontram nela uma profunda crítica social, enquanto as crianças se encantam com o universo mágico de Tatipirun.


8. A conexão única entre texto e ilustração
A parceria entre a narrativa de Graciliano Ramos e as ilustrações de IlustraLu cria uma experiência de leitura única. As imagens não apenas retratam os acontecimentos da história, mas também amplificam suas emoções e significados. Essa conexão visual enriquece a compreensão da obra, especialmente para leitores mais jovens, ao mesmo tempo em que valoriza a estética da narrativa para o público adulto.

9. Modernidade: a importância histórica e cultural da obra
Além de ser um clássico da literatura brasileira, "A Terra dos Meninos Pelados" reflete aspectos históricos e culturais do Brasil da década de 1930, mas de forma atemporal. Graciliano Ramos constrói uma história que, mesmo escrita há mais de 80 anos, continua dialogando com questões contemporâneas, como a inclusão, o respeito às diferenças e o impacto do preconceito na formação das crianças.


10. Uma celebração da imaginação e da liberdade
No centro da narrativa está a celebração da imaginação como uma ferramenta de transformação. A criação de Tatipirun é uma forma de resistência de Raimundo diante das dificuldades que enfrenta no mundo real. "A Terra dos Meninos Pelados" obra transmite a poderosa mensagem de que a liberdade de ser quem somos – em nossas singularidades e diferenças – é um direito inalienável, capaz de nos levar a mundos melhores, tanto internos quanto externos.


Sobre o autor
Graciliano Ramos nasceu em Quebrângulo, Alagoas, em 27 de outubro de 1892 e faleceu em 20 de março de 1953, no Rio de Janeiro. Foi romancista, contista, cronista e jornalista. Seus livros integram momentos de destaque da produção literária brasileira, sendo "Vidas Secas""S. Bernardo", "Angústia" e "Memórias do Cárcere" os mais conhecidos dos leitores.

O mundo das crianças, com suas descobertas e expectativas, fez morada na mente e na alma do escritor. Além de ter escrito Infância, relato autobiográfico no qual revisita os duros desafios enfrentados quando menino em Alagoas e em Pernambuco, Graciliano dedicou-se a escrever livros para crianças e jovens. O primeiro foi este "A Terra dos Meninos Pelados" (1939), com o qual conquistou o Prêmio de Literatura Infantil do Ministério da Educação. Mais tarde, em 1944, publicaria também Histórias de Alexandre.

Num breve texto intitulado “Autorretrato” em que elencou os principais traços de sua personalidade, Graciliano registrou que adora crianças. É justo completar este juízo do autor sobre si, acrescentando sua maravilhosa capacidade de se comunicar com o público infantojuvenil através de suas histórias.


Sobre a ilustradora
IlustraLu
 é Luiza de Souza. Nasceu em Currais Novos, Rio Grande do Norte, em 1992. Estudou Comunicação Social com habilitação em Publicidade na Universidade Federal de Rio Grande do Norte. Trabalha como artista visual, se dividindo entre ilustrações, quadrinhos e roteiros empolgantes pra ganhar a vida e alimentar Goiaba e Belmiro, seus gatos. Garanta o seu exemplar de "A Terra dos Meninos Pelados", escrito por Graciliano Ramos e ilustrado por IlustraLu, neste link. 

.: A jornada alucinante de "Queer": dez motivos para ler e assistir ao filme


Por 
Helder Moraes Miranda, editor do portal Resenhando.com. 

"Queer", o romance de William S. Burroughs lançado no Brasil pela Companhia das Letras, é uma obra essencial para entender a complexidade do autor e da literatura beat. Escrito em 1952, mas só publicado em 1985 devido à sua explícita temática homossexual, o livro explora as angústias e dilemas de um homem em crise de abstinência de drogas, imerso em uma obsessão amorosa e psicológica.

Ambientado na Cidade do México nos anos 1950, o romance mistura a experiência alucinada do autor com uma reflexão sobre o desejo, a identidade e a alienação. Mais recentemente, a história foi adaptada para o cinema por Luca Guadagnino, renomado diretor de Me Chame Pelo Seu Nome, com uma abordagem sensível e intensa que reflete a atmosfera do livro, trazendo à tona os dilemas universais que ele propõe. Aqui estão dez razões para se apaixonar por essa obra literária e sua adaptação cinematográfica.

Embora divisivo e, por vezes, desconfortável, "Queer" é uma obra essencial para compreender o legado literário de William S. Burroughs. O romance, traduzido no Brasil por Christian Schwartz, oferece uma visão íntima e crua das lutas do autor, ao mesmo tempo em que desafia o leitor a enfrentar questões complexas sobre identidade, desejo e pertencimento. Para fãs de literatura beat ou para aqueles que buscam narrativas ousadas e transformadoras, "Queer" é indispensável. 

Em cartaz na rede Cineflix Cinemas, o filme, dirigido por Luca Guadagnino, com Daniel Craig e Drew Starkey nos papéis principais, amplifica esses temas e oferece uma adaptação cinematográfica que promete ser tão intensa e provocativa quanto o livro, fazendo jus à visão criativa e à complexidade do original de Burroughs. Compre o livro "Queer", escrito por William S. Burroughs, neste link.


1. Uma obra marcante da geração
beat
William S. Burroughs, um dos maiores ícones da geração beat, apresenta em "Queer" uma obra que sintetiza o espírito rebelde e inovador do movimento. Ao lado dos escritores Jack Kerouac e Allen Ginsberg, Burroughs desafiou normas literárias e sociais dea época em que viveu, abordando temas como alienação, sexualidade e dependência de forma nunca antes vista. "Queer" é peça central para quem deseja compreender a força criativa e subversiva desse movimento cultural, capturando os dilemas internos de um protagonista que reflete as próprias lutas do autor. Este aspecto também ressurge no filme homônimo de Luca Guadagnino, que adapta essa intensa narrativa para as telas, mantendo a essência do autor.


2. A complexidade do protagonista William Lee, alter ego do autor
William Lee, o alter ego de William S. Burroughs, é um personagem profundamente complexo e multifacetado. Em "Queer", ele não é apenas um homem tentando superar uma crise de abstinência de drogas, mas alguém preso em uma luta emocional por conexão e aceitação. O relacionamento obsessivo com Eugene Allerton revela a vulnerabilidade e a profundidade de seus desejos, transformando-o em um anti-herói que cativa, provoca e desafia o leitor. Essa exploração de um protagonista imperfeito é um dos aspectos mais marcantes do romance, tornando-o uma leitura que ressoa com todos que já enfrentaram suas próprias inseguranças e anseios. No filme dirigido por Luca Guadagnino, essa complexidade do personagem é interpretada por Daniel Craig, em um papel dramático que promete ser uma das grandes performances da carreira do ex-James Bond.


3. Uma viagem pelos anos 1950 na América Latina
A ambientação de "Queer" na Cidade do México dos anos 1950 é um convite a uma viagem no tempo e no espaço. William S. Burroughs recria com maestria a atmosfera vibrante e decadente da região, com suas ruas, bares e personagens excêntricos. A jornada de Lee e Allerton em busca da ayahuasca conduz o leitor a um cenário ainda mais amplo, explorando a América Latina com uma lente que mistura realismo e introspecção. É um retrato de um mundo em transformação, capturado por um autor que viveu intensamente essa época e lugar. No filme, a cidade e a cultura local são cuidadosamente recriadas, com a colaboração do diretor de fotografia Sayombhu Mukdeeprom, famoso por seu trabalho em "Me Chame pelo Seu Nome". Ele traz um olhar diferenciado para a produção.


4. Coragem na escrita: estilo visceral e inovador
William S. Burroughs antecipa em "Queer" o estilo visceral e experimental que se tornaria a assinatura dele em obras como "Almoço Nu". A prosa do autor combina uma narrativa alucinada com monólogos intensos, capturando a desordem emocional e mental de seu protagonista. Esse estilo cria uma experiência literária única, que envolve o leitor em uma montanha-russa emocional. Para aqueles que buscam literatura que desafia convenções, "Queer" é uma obra-prima que merece ser lida e relida. A adaptação cinematográfica de Guadagnino também carrega esse estilo disruptivo, com uma direção que promete fazer jus à intensidade e complexidade da obra de Burroughs.


5. Exploração da homossexualidade e dos tabus da época
Escrito em 1952, mas publicado apenas em 1985 devido à temática homossexual explícita, "Queer" é um marco na literatura. William S. Burroughs foi pioneiro ao abordar questões de desejo, identidade e exclusão em uma época em que esses temas eram amplamente censurados. O livro é uma janela para os desafios enfrentados por homossexuais no início do século 20 e uma celebração da coragem de um autor que não teve medo de explorar a própria verdade. O filme dirigido por Luca Guadagnino também dá destaque a esse aspecto da obra, com uma abordagem cuidadosa sobre as questões de identidade sexual e a luta por aceitação, algo que ecoa nas relações dos personagens, como a intensa conexão entre William Lee e Eugene Allerton, interpretado por Drew Starkey.

6. Uma introdução reveladora do autor
A edição de 1985 de "Queer" inclui uma introdução escrita pelo próprio William S. Burroughs, que contextualiza sua vida e os eventos que inspiraram o romance. Este apêndice é uma leitura fascinante por si só, oferecendo um vislumbre das reflexões do autor sobre sua obra e sobre o impacto da escrita em sua vida. Para os fãs de literatura ou de Burroughs, essa introdução é um bônus inestimável que enriquece ainda mais a experiência do livro. No filme, essa introspectividade do autor também é explorada visualmente, com cenas que buscam mostrar a luta interna dos personagens e o dilema existencial de William Lee, uma característica marcante no trabalho de Burroughs.

7. Continuação da trilogia de William Lee
"Queer" é parte de uma trilogia essencial na obra de Burroughs, ao lado de "Junky""Almoço Nu". Para aqueles que já leram esses livros, "Queer" aprofunda os temas e os conflitos do protagonista, servindo como um elo entre as outras duas obras. Mesmo para leitores que começam por "Queer", o livro se sustenta como uma narrativa poderosa e independente, mas também desperta o desejo de explorar mais o universo de William Lee. O filme, por sua vez, se destaca como uma adaptação que traz à tona as tensões e os dilemas dessa trilogia, oferecendo ao público uma oportunidade de revisitar esse universo, agora pelas lentes do cinema.

8. Narrativa que desafia o leitor e não faz concessões
A leitura de "Queer" pode ser desconfortável e, às vezes, perturbadora, mas é justamente essa intensidade que torna o livro tão impactante. William S. Burroughs não poupa o leitor de temas difíceis, como obsessão, dependência e relações tóxicas, oferecendo uma visão crua e honesta da condição humana. É uma obra que desafia percepções e convida à reflexão, deixando marcas duradouras em quem se aventura por suas páginas. O filme também busca incomodar e provocar, trazendo à tona as complexidades do relacionamento entre os personagens e explorando as zonas mais sombrias da psique humana.


9. A Marca da literatura beat
"Queer" encapsula o espírito revolucionário da literatura beat, com sua abordagem livre, experimental e profundamente pessoal. A obra reflete a ousadia de um movimento que rompeu barreiras e abriu caminho para novas formas de expressão artística. Para aqueles que se interessam por literatura beat, "Queer" é uma leitura obrigatória que complementa e enriquece o legado de Burroughs e seus contemporâneos. O filme, com a direção de Luca Guadagnino, capta essa mesma energia disruptiva e transgressora, refletindo os ideais de liberdade e questionamento da literatura beat no contexto contemporâneo.


10. Uma edição brasileira de qualidade
Publicado no Brasil pela Companhia das Letras, "Queer" chega ao público em uma edição cuidadosa, com tradução de alta qualidade feita por Christian Schwartz e um design visual marcante. A edição reflete o respeito pela importância literária da obra e oferece uma experiência de leitura que faz jus ao seu conteúdo. Além disso, a beleza da capa torna o livro um item desejável para colecionadores e amantes de literatura. O filme, com seu elenco de peso e direção requintada, também garante uma experiência visual que é um deleite para os fãs de cinema.


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Filmes baseados em obras literárias como "Ainda Estou Aqui" estão em cartaz na rede Cineflix CinemasPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SANO Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021.

.: Do Festival de Veneza para os cinemas: porque "Queer" merece a sua atenção


Por 
Helder Moraes Miranda, editor do portal Resenhando.com. 

Em cartaz na rede Cineflix Cinemas, o filme "Queer", dirigido por Luca Guadagnino, é uma das produções mais aguardadas do ano, trazendo uma adaptação ousada e sensível do romance homônimo de William S. Burroughs. Ambientado na Cidade do México dos anos 1950, o longa-metragem mergulha na jornada de William Lee, um expatriado americano que vive em meio à solidão e ao desejo de conexão. Com um elenco estelar liderado por Daniel Craig, uma trilha sonora assinada pela renomada dupla Trent Reznor e Atticus Ross e a assinatura estética impecável de Guadagnino, o filme promete ser uma experiência cinematográfica profunda e inesquecível.

Reconhecido em festivais de renome, como Veneza, Toronto e Londres, "Queer" é uma celebração da arte em todos os seus aspectos - da narrativa rica à direção de fotografia primorosa, passando pelo design de figurinos e a trilha sonora emocionalmente envolvente, que inclui o músico brasileiro Caetano Veloso nos créditos finais com "Vaster Than Empires", canção feita exclusivamente para o filme. Este é um projeto que une grandes talentos do cinema contemporâneo para explorar temas universais de solidão, desejo e busca por algum significado na vida.

Seja você um fã de literatura, cinema artístico ou performances marcantes, "Queer" se posiciona como uma obra-prima cinematográfica, capaz de ressoar com o público em níveis emocionais, visuais e intelectuais de maneira visceral. Confira, a seguir, dez razões pelas quais este filme é uma obra imperdível. Compre o livro "Queer", escrito por William S. Burroughs, neste link.



1. Baseado em uma Obra de William S. Burroughs
O filme adapta o romance "Queer", de William S. Burroughs, um dos mais emblemáticos escritores da geração beat. Burroughs é conhecido pela escrita provocativa que desafiou convenções literárias e sociais, criando obras que abordam temas como alienação, sexualidade e a luta contra normas estabelecidas. Em "Queer", ele entrega uma história profundamente introspectiva e emocionalmente carregada, que explora a solidão e o desejo através do olhar de William Lee, um expatriado americano vivendo na Cidade do México dos anos 1950. A adaptação cinematográfica oferece uma oportunidade rara de ver essa obra menos conhecida ganhar vida, mantendo o espírito ousado e inovador do autor. Para fãs de literatura e do movimento beat, o filme é uma imersão em um universo rico e profundamente humano.

2. Direção de Luca Guadagnino: uma visão peculiar sobre o mundo
Luca Guadagnino é reconhecido mundialmente por sua capacidade de capturar emoções complexas e relações humanas de maneira visualmente deslumbrante e narrativamente cativante. Diretor de obras como "Me Chame pelo Seu Nome", indicado ao Oscar®, e "Suspiria", uma reinvenção atmosférica do clássico de terror, Guadagnino traz sua visão estética única para "Queer". Neste filme, ele transforma a Cidade do México dos anos 1950 em um cenário que reflete os estados emocionais do protagonista interpretado por Daniel Craig. As ruas vibrantes e os espaços melancólicos compõem o pano de fundo para uma narrativa rica em simbolismos e introspecção. A colaboração com Sayombhu Mukdeeprom assegura que cada frame seja cuidadosamente planejado para ressoar com o público, criando imagens tão belas quanto perturbadoras.Além disso, Guadagnino é conhecido por tirar performances excepcionais de seus atores, como visto em "Me Chame Pelo Seu Nome" e "Até os Ossos", com Timothée Chalamet e Taylor Russell. Em "Queer", ele conduz Daniel Craig a explorar camadas inéditas de vulnerabilidade e emoção, além de harmonizar o trabalho de um elenco diversificado e talentoso. A habilidade do diretor em construir narrativas sensíveis e visualmente impactantes faz de "Queer" não apenas uma adaptação literária, mas uma obra de arte cinematográfica.


3. Elenco estelar encabeçado por uma atuação corajosa do ex-007
O elenco de "Queer" é liderado por Daniel Craig, que assume um papel desafiador e completamente diferente dos trabalhos anteriores. Conhecido principalmente por interpretar James Bond, Craig entrega uma performance introspectiva e delicada como William Lee, um homem à procura de conexão e significado em meio a uma existência marcada pela falta de sentido na vida. O filme também conta com Lesley Manville, indicada ao Oscar®, que traz profundidade a um papel que promete ser memorável, e Drew Starkey, um dos jovens talentos em ascensão no cinema. Jason Schwartzman e Henrique Zaga adicionam carisma e nuance, enquanto artistas como Omar Apollo, conhecido pela carreira musical, surpreendem com atuações autênticas. 


4. Caetano Veloso na trilha sonora de Trent Reznor e Atticus Ross
A dupla vencedora do Oscar®, conhecida pelo trabalho nos filmes "A Rede Social" e "Garota Exemplar", cria uma trilha sonora que é, ao mesmo tempo, intimista e expansiva. Reznor e Ross são mestres em criar atmosferas musicais que intensificam a emoção e aprofundam a narrativa. Em "Queer", a trilha promete capturar a melancolia e a tensão emocional da jornada de William Lee, com sons que variam entre o eletrônico minimalista e composições orquestrais. A música é parte integral da experiência do filme, guiando o espectador através dos altos e baixos emocionais do protagonista. A voz do músico brasileiro Caetano Veloso pode ser escutada nos créditos finais do filme com a canção "Vaster Than Empires", feita exclusivamente para o filme. Luca Guadagnino é admirador de Caetano desde criança e afirmou que sempre sonhou em trabalhar com ele. A canção "Pecado", do disco "Fina Estampa" (1994), faz parte da trilha sonora de "Rivais", lançado em abril deste ano. O diretor afirmou que é grande fã do brasileiro: 

5. Fotografia de Sayombhu Mukdeeprom mistura de realismo e poesia visual
A colaboração entre Luca Guadagnino e Sayombhu Mukdeeprom é uma parceria que já rendeu resultados impressionantes em "Me Chame pelo Seu Nome" e "Suspiria". Em "Queer", Mukdeeprom eleva ainda mais seu trabalho, capturando a essência da Cidade do México dos anos 1950 com uma mistura de realismo e poesia visual. Sua habilidade em usar luzes naturais, texturas e ângulos inusitados transforma cada cena em uma pintura viva, evocando tanto a beleza quanto a melancolia que permeiam a vida do protagonista.

6. Reconhecimento em Festivais de Cinema
"Queer"já recebeu aclamação em festivais prestigiados, como o Festival de Veneza, o TIFF (Festival Internacional de Cinema de Toronto), o Festival de Nova York e o BFI de Londres. Essas exibições em eventos de alto nível são um sinal claro da relevância e qualidade artística do filme. O reconhecimento em festivais de renome destaca "Queer" como uma das obras mais aguardadas e discutidas do ano, garantindo que seja uma experiência cinematográfica imperdível.


7. Figurinos de J.W. Anderson, uma grife por si só
O estilista J.W. Anderson, reconhecido pelo trabalho inovador na moda, traz sua sensibilidade única para o design de figurinos de "Queer". Ele recria com precisão o estilo dos anos 1950, utilizando peças que não apenas refletem a época, mas também comunicam as personalidades e conflitos internos dos personagens. O figurino contribui para a construção de um mundo autêntico e imersivo, adicionando camadas visuais e narrativas à história.


8. Temática universal e atemporal
Apesar de ser ambientado em uma época específica, "Queer" aborda questões que permanecem atuais, como a solidão, o desejo de pertencer e a complexidade dos relacionamentos humanos. A busca de William Lee por intimidade e compreensão ressoa com qualquer pessoa que já tenha enfrentado os desafios de se conectar em um mundo que frequentemente parece inalcançável. Essa universalidade torna o filme acessível a públicos diversos, enquanto a abordagem sincera e crua oferece uma experiência profundamente pessoal.

9. Produção de alta qualidade, sem concessões ao público
O filme é resultado de uma colaboração entre empresas de prestígio, como Fremantle e Cinecittà, garantindo um nível de excelência em todos os aspectos técnicos e criativos. Desde a edição de Marco Costa até o design sonoro, cada detalhe é tratado com cuidado para oferecer uma experiência cinematográfica coesa e impactante.

10. Um marco na carreira de Daniel Craig
Após sua icônica trajetória como James Bond, Daniel Craig assume um papel completamente diferente, desafiando-se a explorar novas facetas como ator. Em "Queer", ele interpreta um personagem introspectivo e emocionalmente vulnerável, oferecendo uma performance que revela sua versatilidade e profundidade. Esta atuação marca um ponto alto na carreira do ator, e destaca a capacidade dele em ir além de papéis convencionais e entregar algo verdadeiramente especial.

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quinta-feira, 19 de dezembro de 2024

.: Dez motivos que tornam "Chupim", de Itamar Vieira Jr, uma leitura essencial


Por 
Helder Moraes Miranda, editor do portal Resenhando.com. 

Itamar Vieira Junior, consagrado autor de "Torto Arado", "Doramar ou A Odisseia" e "Salvar o Fogo", surpreende novamente com sua estreia na literatura infantil. Em "Chupim", ele nos apresenta uma narrativa poética e emocionante que mistura realidade e sonho, abordando a vida no campo e as questões sociais de maneira sensível e reflexiva. Com ilustrações incríveis da artista Manuela Navas, o livro não é apenas uma leitura encantadora, mas também um convite a refletir sobre a infância, o trabalho e a resistência.

Se você é fã de literatura que toca o coração e provoca pensamento, "Chupim" é a obra certa para você. Descubra os dez motivos pelos quais você não pode deixar de ler essa história única, repleta de lirismo, crítica social e uma estética de impressionar. Uma leitura essencial para quem ama boas histórias, críticas sociais profundas e ilustrações de impacto. Compre o livro "Chupim", de Itamar Vieira Junior, neste link.

1. Itamar Vieira Junior: o mestre da literatura brasileira agora para crianças
Após o sucesso estrondoso de "Torto Arado""Doramar ou A Odisseia" e "Salvar o Fogo", o escritor Itamar Vieira Junior faz sua estreia na literatura infantil com "Chupim". O autor, reconhecido por sua habilidade em tecer narrativas profundas e envolventes, agora mergulha no universo das infâncias, com uma história que promete encantar e emocionar crianças e adultos. Se você é fã da escrita única e sensível desse autor, não pode perder esse novo capítulo de sua carreira literária.


2. Prosa poética que encanta e surpreende
A escrita de "Chupim" é um convite ao encantamento. Com uma prosa repleta de lirismo e poesia, o autor consegue criar um ambiente onde a beleza da natureza e a realidade do campo se misturam. Através de uma narrativa delicada, Itamar Vieira Junior transporta os leitores para um mundo de sonhos e sentimentos profundos. O livro é uma verdadeira obra de arte literária, que cativa pelo ritmo suave e pelas imagens poéticas que surgem em cada página.


3. O desafio da vida no campo: realidade ou sonho?
Em "Chupim", o autor apresenta a realidade do campo de uma forma única e cativante. A história aborda as dificuldades enfrentadas pelas famílias que dependem da terra para sobreviver, com foco nas questões do trabalho no campo, da luta pela sobrevivência e da convivência com a sazonalidade das colheitas. Ao mesmo tempo, Itamar Vieira Junior mistura elementos de sonho e fantasia, criando um contraste entre a dura realidade e a beleza da imaginação infantil. É uma reflexão profunda sobre as desigualdades e as esperanças daqueles que vivem à margem da sociedade.


4. Crítica social inteligente envolvendo o mundo infantil
Como em suas obras anteriores, Itamar Vieira Junior não perde a oportunidade de fazer uma crítica social inteligente e sensível. Em "Chupim", ele aborda de maneira sutil a presença das crianças nos campos de arroz, que, muitas vezes, são forçadas a trabalhar desde muito cedo. O livro toca em temas como a exploração do trabalho infantil, a desigualdade social e a luta dos trabalhadores rurais, sempre com uma abordagem que respeita a visão infantil do mundo, mas que também faz o leitor adulto refletir sobre questões sérias e atuais.

5. Julim: um menino que vai tocar seu coração
Julim, o protagonista da história, é um personagem que vai conquistar seu coração. Com sua curiosidade, suas dúvidas e sua inocência, ele vive a descoberta de um mundo que mistura trabalho e sonho. A visão de infância do personagem, contrastando com as responsabilidades que lhe são impostas, revela a dureza do campo e ao mesmo tempo a pureza do olhar infantil sobre o mundo. Em "Chupim", romance de Itamar Vieira Junior, Julim representa as crianças que, em muitas partes do Brasil, crescem rápido demais, absorvendo o peso da vida adulta antes do tempo.


6. Do universo de "Torto Arado" para as infâncias
Se você já leu Torto Arado, com certeza vai adorar "Chupim". O livro expande o universo que consagrou o autor, trazendo uma visão mais suave e acessível do mundo rural, mas sem perder o foco nas questões sociais e na dureza da vida no campo. Com "Chupim", Itamar Vieira Junior conecta os dois mundos, o da infância e o do trabalho no campo, de maneira poética e reflexiva, criando um elo entre essas duas dimensões da realidade brasileira.


7. Ilustrações que falam ao coração e à alma
A parceria de Itamar Vieira Junior com a artista plástica Manuela Navas transforma "Chupim" em uma obra visualmente deslumbrante. Com ilustrações que misturam pintura, fotografia e xilogravura, Manuela traz um olhar decolonial e afetivo para a obra. Suas imagens potentes e poéticas acompanham e ampliam a narrativa, criando uma experiência sensorial que vai muito além das palavras. As ilustrações são uma extensão do texto, dialogando com ele e intensificando o impacto emocional da história.


8. Prepare-se para uma viagem emocional e inesquecível
"Chupim" é uma obra que promete tocar fundo no coração do leitor. Através da história de Julim e dos trabalhadores do campo, o livro conduz o leitor por uma jornada emocional repleta de desafios, descobertas e reflexões sobre a vida, o trabalho e a infância. A sensibilidade da escrita e a beleza da narrativa, a partir da ótica de Itamar Vieira Junior, vão fazer você rir, chorar e refletir, em uma experiência literária inesquecível. Prepare-se para uma leitura que vai te emocionar de maneiras inesperadas!


9. Diversidade e cultura brasileira com uma nova perspectiva
Manuela Navas, com sua visão artística única, traz à obra uma reflexão sobre a identidade e a cultura brasileira, com ênfase no corpo negro e nas questões de gênero. Suas ilustrações, além de esteticamente poderosas, são um tributo às diversas realidades do Brasil, especialmente às experiências das populações marginalizadas. O livro assinado por Itamar Vieira Junior, portanto, não é apenas uma história sobre o campo, mas também um convite à reflexão sobre a diversidade cultural e a história de resistência do povo brasileiro.


10. Uma obra de qualidade premiada e reconhecida
Com uma carreira literária de enorme sucesso e reconhecimento, Itamar Vieira Junior entrega mais uma obra de excelência com "Chupim". O autor é vencedor de prêmios prestigiados como o Jabuti, Leya e Oceanos, e sua habilidade como narrador é inegável. Ao ler "Chupim", você estará em contato com uma obra literária que não só entretém, mas também provoca reflexão e leva o leitor a uma jornada de descoberta sobre o Brasil, a cultura e as desigualdades sociais que permeiam o cotidiano.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

.: Mestre do Thriller: 10 motivos para ler "Lua de Sangue", novo livro de Jo Nesbø


Por 
Helder Moraes Miranda, editor do portal Resenhando.com. 

Se você é fã de thrillers de tirar o fôlego, personagens complexos e tramas que deixam você sem fôlego até a última página, então "Lua de Sangue" é o livro que você precisa colocar na sua lista de leitura. Escrito por Jo Nesbø, um dos mestres do gênero noir nórdico, este livro traz de volta o icônico detetive Harry Hole, que se vê envolvido em uma caçada implacável contra um assassino enigmático. Como sempre, Nesbø não decepciona ao criar uma narrativa repleta de mistérios, reviravoltas e personagens intrigantes. Mas o que torna "Lua de Sangue" tão cativante?

Neste livro, Jo Nesbø mantém sua marca registrada de narrativa envolvente e instigante, enquanto nos leva a uma trama com um enredo inicialmente simples, mas que se transforma em uma história marcante que explora até mesmo temas de parasitologia. Para os fãs de longa data, o livro é um novo vislumbre da mente brilhante de Nesbø e da complexidade do seu protagonista. Mais do que um simples thriller policial, "Lua de Sangue" é uma história profunda, emocionante e cheia de surpresas, que desafia as expectativas do leitor a cada página. 

Com personagens complexos, uma trama repleta de reviravoltas e uma escrita impecável, o novo livro de Jo Nesbø é uma leitura obrigatória para todos os fãs de mistérios e adrenalina. Se você está à procura de uma história que combine mistério, emoção e profundidade psicológica, "Lua de Sangue" é a escolha certa. Além disso, há uma promessa para os fãs do personagem: a história de Harry Hole será adaptada para as telas e será lançada pela Netflix em 2026. Ou seja, "Lua de Sangue" é uma oportunidade para os leitores acompanharem a última grande aventura de Harry antes de sua estreia cinematográfica. Abaixo estão dez razões que farão você não conseguir largar o livro até descobrir todos os segredos que ele está disposto a lhe revelar. Compre o livro "Lua de Sangue", de Jo Nesbø, neste link.


1. Personagem Icônico: Harry Hole em sua melhor forma
Harry Hole é, sem dúvida, um dos detetives mais fascinantes da literatura contemporânea. Em "Lua de Sangue", sua jornada pessoal e profissional se mistura de forma brilhante, trazendo à tona suas falhas e suas virtudes. O detetive já enfrentou desafios imensos, mas seu retorno à Oslo, depois de um período sombrio nos Estados Unidos, o coloca frente a um mistério que só ele poderia tentar resolver. A luta interna de Harry contra vícios e demônios pessoais faz dele um personagem que, além de resolver crimes, busque também a própria redenção. Para os fãs de longa data, é uma chance de ver o detetive em ação novamente; para os novatos, é uma introdução imperdível a um dos maiores protagonistas do thriller policial da literatura de hoje.

2. Mistério intrincado e uma trama repleta de surpresas
"Lua de Sangue" começa com uma cena macabra: o corpo de uma jovem é encontrado, com a assinatura assustadora de um assassino que removeu o escalpo de sua vítima e o colocou de volta no lugar. A história se desenrola em torno deste crime grotesco e de outros desaparecimentos de jovens, todos ligados a uma festa organizada por um magnata imobiliário. O mistério que envolve essas mortes vai muito além de um simples assassinato e leva o leitor a uma trama cheia de pistas falsas, revelações inesperadas e segredos bem guardados. Cada novo detalhe, cada pista que aparece, só aumenta a complexidade do caso, mantendo o suspense sempre em alta.


3. Alta tensão e ritmo acelerado
Jo Nesbø é mestre em manter os leitores na ponta da cadeira. Em "Lua de Sangue", o ritmo é incessante e o suspense está presente em cada página. O livro traz uma combinação de cenas de ação e momentos de tensão psicológica que fazem com que o leitor nunca se sinta inseguro. A caçada ao assassino se torna uma corrida contra o tempo, e cada nova pista descoberta faz com que o mistério se torne ainda mais intrigante. As reviravoltas são rápidas e impactantes, o que mantém o leitor totalmente absorvido na trama.


4. Poderosa narrativa noir nórdica
A atmosfera sombria e gélida do noir nórdico está bem presente em "Lua de Sangue". O cenário de Oslo, com suas ruas frias e nebulosas, cria o ambiente perfeito para um thriller psicológico, em que nada é o que parece e as sombras parecem esconder segredos. A escrita de Jo Nesbø carrega uma melancolia característica do gênero, e seus personagens, especialmente Harry Hole, são moralmente ambíguos, com dilemas que os tornam mais humanos e, ao mesmo tempo, mais complicados. O autor consegue, mais uma vez, capturar a essência de uma sociedade onde o crime e a moralidade estão frequentemente em conflito.

5. Retrato profundo da psique humana
O que torna "Lua de Sangue" ainda mais envolvente é a profundidade psicológica de seus personagens. Através de Harry Hole e outros membros da investigação, Jo Nesbø revela as fragilidades e os dilemas internos que definem as escolhas dele. Hole, um homem em conflito com o passado, o vício e os próprios traumas, é um exemplo clássico de um protagonista quebrado, mas que, paradoxalmente, se torna o melhor detetive justamente por causa dessas falhas. A trama não é apenas sobre resolver um crime, mas sobre os limites da moralidade e da humanidade.


6. Adrenalina e emoção sem pausas
Em "Lua de Sangue", o autor sabe exatamente como equilibrar a ação com a tensão psicológica. As cenas de ação são rápidas e intensas, e há uma sensação constante de que algo terrível está prestes a acontecer. A cada passo da investigação, o risco aumenta e a busca pelo assassino se torna mais perigosa. As sequências de perseguição, confrontos e momentos de alta tensão são empolgantes, tornando o livro uma montanha-russa de emoções que não dá trégua até o final.


7. Formação de uma equipe de ex-agentes desajustados
Uma das características mais fascinantes de "Lua de Sangue" é a dinâmica entre Harry Hole e seu time de ex-agentes desajustados. Quando o detetive é forçado a voltar à ativa, ele recruta uma equipe de personagens com passados complicados, que não são os heróis típicos que se espera encontrar em investigações policiais. Cada um desses ex-agentes tem suas próprias falhas, mas também habilidades que são cruciais para a resolução do caso. A interação entre esses personagens proporciona uma dinâmica interessante e única, e a forma como eles se unem para enfrentar o assassino acrescenta mais complexidade à história.


8. Escrita impecável e cativante
Jo Nesbø é reconhecido pela habilidade em criar histórias que não apenas prendem a atenção, mas também têm uma escrita fluida e de alta qualidade. "Lua de Sangue" é um exemplo perfeito disso. A maneira como ele descreve cenas e ambientes cria uma atmosfera envolvente, enquanto os diálogos são rápidos e cheios de nuances. Cada palavra parece cuidadosamente escolhida, e o autor sabe exatamente como construir a tensão, equilibrando momentos de ação com pausas dramáticas para aprofundar a psicologia dos personagens.


9. Conexões com a Série Harry Hole
Para os fãs da série, "Lua de Sangue" é uma leitura essencial. O livro não apenas traz de volta Harry Hole, mas também retoma vários elementos da trama anterior, fazendo com que os leitores que já acompanham a série sintam que a história tem continuidade e significados mais profundos. Entretanto, o livro também é acessível para novos leitores, pois Jo Nesbø é habilidoso em contextualizar os eventos passados e construir uma história independente, sem que isso a torne didática ou perca a naturalidade. Mesmo sem conhecer os livros anteriores, o mistério do livro é envolvente o suficiente para capturar a atenção de qualquer leitor.

10. Desfecho surpreendente e impactante
A habilidade de Jo Nesbø em construir finais de tirar o fôlego é uma das razões pelas quais ele é tão aclamado. O desfecho de "Lua de Sangue" não decepciona. À medida que as pistas se acumulam, o leitor é levado por uma série de revelações que culminam em uma conclusão inesperada. O mistério que parecia tão claro no início se revela muito mais complexo e intrigante, e o final deixa uma sensação de impacto que perdura muito depois de o livro ser fechado. Prepare-se para ser surpreendido — como é característico de Nesbø, a resposta para o crime não será o que você esperava.

terça-feira, 17 de dezembro de 2024

.: 10 motivos para ler "Ainda Estou Aqui", obra que marca a luta pela verdade


Por 
Helder Moraes Miranda, editor do portal Resenhando.com. 

O livro "Ainda Estou Aqui", escrito por Marcelo Rubens Paiva, não só resgata a história pessoal de uma das famílias mais atingidas pelos horrores da ditadura militar no Brasil, mas também oferece uma reflexão poderosa sobre memória, perda e luta pela verdade. Publicado em 2015 e adaptado para o cinema por Walter Salles, que está em cartaz na rede Cineflix Cinemas, o livro narra a busca do autor por entender o que realmente aconteceu com seu pai, Rubens Paiva, que foi preso, torturado e morto durante o regime militar. Mas a história vai além da dor pessoal de Marcelo. 

Ao centrar a figura da mãe, Eunice Paiva, e suas lutas, o autor explora no livro a força e a resiliência de uma mulher que enfrentou desafios inimagináveis, ao mesmo tempo em que revela a complexidade da memória familiar e os ecos de um passado sombrio que ainda reverberam na sociedade brasileira. Agora, com mais de quatro décadas desde a publicação de seu primeiro sucesso, "Feliz Ano Velho", Marcelo Rubens Paiva mais uma vez traz à tona uma narrativa intensa, cheia de emoções e de perguntas não respondidas, mas também de uma força silenciosa que mostra como a dor e o sofrimento podem se transformar em luta e superação. 

Se você busca uma obra que une história pessoal e reflexão histórica, "Ainda Estou Aqui" é um livro indispensável. A seguir, apresentamos dez motivos para ler esse livro, que não só conta uma história pessoal de dor e superação, mas também oferece uma reflexão profunda sobre a história recente do Brasil. Compre o livro "Ainda Estou Aqui", de Marcelo Rubens Paiva, neste link.

1. Para entender o passado recente do Brasil: o livro "Ainda Estou Aqui" oferece uma visão pessoal e intimista dos acontecimentos históricos que marcaram o Brasil nas décadas de 1960 e 1970, permitindo que os leitores compreendam as experiências humanas por trás dos grandes eventos políticos. Ao misturar a própria história com a história do país, Marcelo Rubens Paiva oferece uma reflexão essencial sobre o que aconteceu durante a ditadura militar e como isso ainda reverbera na sociedade brasileira contemporânea. É uma obra que ajuda a iluminar a importância de não esquecer o passado e de continuar lutando pela verdade e pela justiça.


2. Tensão entre verdade e silêncio: 
ao longo de "Ainda Estou Aqui", o autor busca entender o que realmente aconteceu com o pai durante a ditadura militar. A jornada de Marcelo Rubens Paiva em busca pela verdade se mistura com a exploração do silêncio imposto pela repressão política. Ao mesmo tempo, ele reflete sobre o silêncio e o medo que ainda permeiam as lembranças desse período. A história de sua família torna-se um microcosmo da luta por justiça em um contexto de censura e omissão.


3. Envolvimento com a luta por justiça:
 Marcelo Rubens Paiva não se limita a relatar o que aconteceu com sua família; ele questiona e investiga os eventos que levaram à prisão, tortura e morte de seu pai. "Ainda Estou Aqui" revela a força da busca pela justiça, ao mesmo tempo que expõe as cicatrizes deixadas por esse período de repressão. Essa luta por respostas e por uma reparação histórica é um dos elementos que tornam o livro uma leitura relevante para aqueles que desejam entender as consequências da ditadura no Brasil e o impacto das memórias não resolvidas.


4. Narrativa autobiográfica impactante:
é um relato profundo e pessoal de Marcelo Rubens Paiva, que já havia compartilhado sua experiência de vida em "Feliz Ano Velho". Em "Ainda Estou Aqui", ele aborda outro capítulo doloroso da própria vida: a luta da família após a prisão e morte de seu pai, Rubens Paiva, durante a ditadura militar. A escrita de Paiva é comovente a ponto de permitir o leitor a se conectar com a experiência de vida do autor e tentar entender as emoções de uma tragédia familiar e política.


5. Reflexão sobre a ditadura militar:
o livro não se limita a relatar a dor pessoal do autor; ele também é uma janela para os horrores vividos por muitas famílias durante a ditadura militar no Brasil. Ao abordar a prisão e a morte de seu pai, Marcelo Rubens Paiva cria em "Ainda Estou Aqui" uma reflexão crítica sobre a opressão política e os abusos de poder. É uma oportunidade para que os leitores compreendam melhor os efeitos da ditadura no contexto familiar e social.


6. Retrato de uma mulher forte: Eunice Paiva, a mãe de Marcelo Rubens Paiva, é a personagem central na obra literária e na audiovisual. Retratada como uma mulher resiliente e cheia de coragem, apesar das adversidades, ela se reinventa para enfrentar as dificuldades da vida. Com isso, cria cinco filhos sozinha após a prisão do marido. Além disso, a luta de Eunice contra o Alzheimer é outro aspecto tocante de "Ainda Estou Aqui", que traz à tona a força silenciosa das mulheres em momentos de crise.


7. Memória moldada por eventos traumáticos:
ao abordar a perda do pai e sua relação com a mãe, Marcelo Rubens Paiva explora a memória e como ela é moldada por eventos traumáticos. A maneira como ele lida com a infância e a busca por entender a história da família traz uma reflexão sobre como as pessoas lidam com a dor e a ausência. "Ainda Estou Aqui" também faz uma crítica sutil à maneira como a memória é manipulada ou esquecida ao longo do tempo, especialmente quando se trata de episódios dolorosos da história.


8. Estilo de escrita inconfundível: Marcelo Rubens Paiva é conhecido pelo estilo único de escrita, que mistura sensibilidade e força. Em "Ainda Estou Aqui", ele é capaz de contar uma história difícil de maneira cativante, sem cair no melodrama ou na autopiedade. A narrativa se destaca pela sinceridade, pela honestidade das emoções e pela habilidade de transformar uma história pessoal em uma reflexão universal sobre dor, memória e luta.

9. Foco na família e na perda: o livro também aborda o luto, a perda e o impacto psicológico de perder uma pessoa querida em circunstâncias dramáticas. Marcelo Rubens Paiva não só conta a história do pai, mas também a da própria mãe e irmãos, explorando como cada um lidou com a dor e a perda. A forma como a narrativa de Marcelo trata a perda não como um simples evento, mas como um processo que molda profundamente a identidade de cada membro da família, é uma das grandes forças de "Ainda Estou Aqui".


10. Conexão com o filme que representa o Brasil no Oscar: o livro foi adaptado para o cinema por Walter Salles, o que proporciona uma experiência ainda mais rica para os leitores. O filme, que já fez sucesso no Brasil e no exterior, atraiu milhões de espectadores, e a história de "Ainda Estou Aqui" ganhou nova vida nas telas, impulsionada pela força da interpretação de Fernanda Torres e Selton Mello, intérpretes no filme de Eunice e Rubens Paiva. Para quem se interessa pela adaptação cinematográfica, a leitura do livro de Marcelo Rubens Paiva é uma excelente oportunidade para entender mais profundamente a história, com detalhes e nuances que o filme, embora ótimo, não consegue explorar.


.: Crítica do filme: "Ainda Estou Aqui" emociona com lado sombrio da história do Brasil


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domingo, 8 de dezembro de 2024

.: Musical "Hairspray" deve ser indicado para amigos e inimigos. Saiba o porquê


Por 
Helder Moraes Miranda, editor do portal Resenhando.com. Fotos: João Caldas e Ricardo Brunini 

Um conselho eficaz, que pode servir tanto para amigos quanto para inimigos é: "Vá assistir 'Hairspray'". O espetáculo está nas suas últimas apresentações no Teatro Renault até dia 15 de dezembro - na próxima quinta e sexta-feira, às 20h00, além de sábado e domingos, às 15h00 e às 20h00. As indicações servem para afetos e desafetos porque a esperança em um mundo melhor se renova a cada apresentação de "Hairspray". 

O espetáculo é vibrante, dinâmico, colorido e traz uma mensagem inspiradora para os espectadores, mas vai além disso. Se de boas intenções o mundo está cheio, o musical "Hairspray" também oferece atuações memoráveis em uma sequência de momentos brilhantes em que cada um tem o seu momento de dizer a que veio. Tiago Abravanel, que dirige o espetáculo em conjunto com Tinno Zani e Antonia Prado, além de respeitar todas as temáticas que o espetáculo requer nas entrelinhas, também se destaca pela escolha do elenco. 

Enquanto ator, no entanto, ele demonstra a energia de um artista que está no seu melhor momento. Edna Turnblad, nitidamente, é uma realização pessoal para ele, que desta vez revive o papel que foi de Edson Celulari na lendária montagem anterior, e de John Travolta, nas telas dos cinemas de todo o mundo. 

Para interpretar a personagem, Abravanel fez algo que transcendeu a própria existência e a mágica que ele faz durante todo o musical é impossível de descrever. No vozeirão do artista, há a espinha dorsal de um espetáculo que respira diversidade e diversão em uma mesma toada. Há na garganta de Tiago Abravanel um destilado do tempo que lapida grandes artistas e os credencia para contar histórias cada vez mais desafiadoras. Tiago é dono do tempo nesse espetáculo que toca em temas tão profundos e que consegue ser tão leve quanto a protagonista Tracy Turnblad.

Essa garota fora dos padrões é vivida por Vânia Canto que, no ano passado, era a protagonista substituta do clássico "Funny Girl" - assistimos com ela e publicamos essa crítica. A versatilidade da atriz é tanta que é quase impossível associar uma personagem à outra, embora ambos tenham pontos em comum, como a alegria e a suavidade. O gestual de Vânia é de uma menina cheia de energia e com o carisma do tamanho do mundo. Vânia Canto, nesta temporada, é a estrela mais brilhante dos palcos paulistanos em um papel que extrai tudo o que ela pode entregar, e que não é pouco.

Pâmela Rossini, que interpretou uma Wandinha inesquecível na última montagem do musical "A Família Addams" no Brasil, volta a chamar a atenção. Desta vez na pele de Penny Pingleton, melhor amiga de Tracy, provando que não existe papel pequeno para artistas de tanto calibre feito ela. Como era de se esperar dessa atriz extremamente talentosa, ela transforma uma personagem secundária em uma potência, marcando, mais uma vez, a própria assinatura no teatro musical.

Aplaudida de pé durante a apresentação depois de uma performance emocionante - e que é esperada ao longo do musical - Aline Cunha entrega voz, corpo, alma e coração ao defender a personagem Motormouth Maybelle. É inacreditável o que ela faz no palco, transformando um hino de libertação que se consagrou no teatro e no cinema em uma extensão das dores vividas pelo povo afrodescendente. Parece que a vida e as vivências que ela teve a prepararam para o papel de uma vida inteira. 

Também merecem destaque Ivan Parente, que está irreconhecível como o apresentador Corny Collins, Thales César que, desde a época de "Rua Azusa" (crítica neste link) vem encantando o público, e Liane Maya, irretocável como Velma Von Tuslle, além de Verônica Goeldi,atriz versátil que brilha em todos dos espetáculos que atua, desde a Verônica de "Heathers" (crítica neste link) até a amante de Juan Perón em "Evita Open Air" (crítica neste link). Fica até difícil pensar que esse espetáculo, pensado para antes da pandemia, quase não saiu do papel. Seria um desperdício essa montagem ficar apenas no campo das ideias. Afinal, é um espetáculo que serve tanto para amigos quanto para inimigos. Os amigos sairão felizes. Os inimigos, melhorados.


Musical "Hairspray" se prepara para a despedida dos palcos
Depois de quase três meses em cartaz, recebendo quase 100 mil pessoas, em 100 sessões já realizadas, no lendário Teatro Renault, “Hairspray” entra no último mês de apresentações. A temporada termina no dia 15 de dezembro e ainda há ingressos à venda para conferir o musical idealizado por Tiago Abravanel, Tinno Zani, Antonia Prado e Rafael Villar.

A comédia musical que se passa nos anos 60 conta a história da jovem Tracy (Vânia Canto) que sonha em integrar o elenco de um programa de tv o “ Show do Corny Collins” (Ivan Parente) mas enfrenta desafios por ser uma pessoa gorda. Ao lado de seus amigos Seaweed J. Stubbs (Thales Cesar) e Penny Pingleton (Pâmela Rossini) ela consegue conquistar não só seu lugar na TV como também o coração do galã Link Larkin (Rodrigo Garcia). Tudo isso com o apoio de seus pais Wilbur Turnblad (Lindsay Paulino), Edna Turnblad (Tiago Abravanel) e de Motormouth Maybelle (Aline Cunha) que também luta contra a segregação racial enfrentando as rivais Amber Von Tussle (Verônica Goeldi) e todas as artimanhas de sua mãe e produtora do programa, Velma Von Tussle (Liane Maya).  

O público ainda pode conferir as icônicas músicas do espetáculo como "Good Morning Baltimore", "I Know Where I’ve Been" e "You Can’t Stop the Beat", com a versão brasileira trazida brilhantemente para a atualidade por Victor Mühlethaler. Até agora, "Hairspray" colecionou momentos incríveis no palco e fora dele, abordando questões contemporâneas como racismo, gordofobia, inclusão e amor sem preconceitos, de uma forma divertida e leve. Além disso, é o musical com mais indicações ao Prêmio DID, feito pela imprensa cultural desde 2017, com 12 indicações em 14 categorias.


Ficha técnica
Musical "Hairspray"
Diretores e idealizadores | Antonia Prado, Tiago Abravanel e Tinno Zani
Diretor Musical e idealizador | Rafael Villar
Diretora Musical Associada | Claudia Elizeu
Direção de Casting | Danny Cury
Diretora Assistente | Thais Uessugui
Diretor Coreográfico | Tiago Dias
Versionista | Victor Muhlethaler
Cenógrafo | Rogério Falcão
Figurinos | Bruno Oliveira
Designer de Perucas | Feliciano Sanroman
Designer de Maquiagem | Luciano Paradella
Designer de Som | Paulo Altafim
Designer de Luz | Wagner Antônio
Stage Manager | João Sá
Diretora de Marketing | Roberta Alegretti
Diretora de Produção Executiva | Bia Izar
Diretora de Produção Administrativa | Ligia Abravanel
Programa completo | www.hairspraybrasil.com.br/programa
Instagram | @hairspraybrasil
Patrocinadores: Brasilprev, Karina, Vivo, PwC Brasil, Instituto Yduqs, Estácio e Shell


Serviço
Musical "Hairspray"
Local: Teatro Renault | Av. Brigadeiro Luís Antônio, 411 – Bela Vista
Temporada: de quinta a domingo
Até dia 15 de dezembro. Quinta e sexta-feira, às 20h00. Sábado e domingos, às 15h00 e 20h00


Preços
Plateia Vip | R$ 175,00 (meia) e R$ 350,00 (inteira)
Plateia Premium | R$ 145,00 (meia) e R$ 290,00 (inteira)
Plateia Gold | R$ 130,00 (meia) e R$ 260,00 (inteira)
Plateia Silver | R$ 130,00 (meia) e R$ 260,00 (inteira)
Camarote Superior | R$ 175,00 (meia) R$ 350,00 (inteira)
Balcão Vip | R$ 19,80 (meia) e R$ 39,60 (inteira)
Balcão Premium | R$ 19,80 (meia) e R$ 39,60 (inteira)


Vendas
Sem taxa de conveniência | Bilheteria do Teatro Renault
Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 12h às 20h. Segundas e Feriados – Fechado.
Com taxa de conveniência | Pela internet: www.ticketsforfun.com.br
Retirada na bilheteria e E-ticket – taxas de conveniência e de entrega
Informações para grupos: grupos@t4f.com.br
Capacidade: 1578 lugares
Duração: 180 minutos
Classificação indicativa: 12 anos
Apresentação | Lei de Incentivo à Cultura e Brasilprev
Patrocínio | Vivo, Karina
Co-patrocínio | PwC Brasil, Instituto Yduqs e Estácio, Shell
Apoio | UOL
Realização | Ministério da Cultura e Governo Federal União e Reconstrução

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